Posted 18 January 2012 - 13:32
Não é assim tão linear!
Dó# e Réb podem ser completamente diferentes, dependendo do ponto de vista que olhamos (ouvimos) para eles. Ou seja, como o diogo craveiro salientou, há diferenças só por si na concepção do que é # e do que é b. Mas, para além disso (e no campo teórico), uma nota ou é Dó# ou é Réb. Não é indiferente. Quando falamos em notas, temos de lhes dar um contexto. Neste caso, o intuito é tê-las como constituintes de uma escala, ou seja, um "campo" que dê sentido a um conjunto de notas. A escala é o contexto. Dito de outra forma, se não tivermos um contexto, vamos tocando notas ao acaso até que, ao fim de um pouco, começa a soar-nos mal. Isto porque as primeiras notas que ouvimos (nem que tenham sido só as primeiras 2) foram-nos levando para um certo contexto (escala). Mas, mais cedo ou mais tarde e devido ao facto de estarmos a tocar ao acaso, uma das notas não se integra no contexto que vinha sendo criado. É o dito "prego", "desafinanço", etc.
Agora a parte que interessa. Por exemplo: numa dada escala, uma das notas constituintes ou é Dó# ou Réb. Não é indiferente. Apesar do som ser igual, na verdade, o nome da nota está definido. Por exemplo, niguém irá aqui dizer que a 3ª Maior do acorde Lá é um Réb. Dirá, e bem, que é um Dó#. Em ambos os casos, a distância entre as 2 notas (Lá e Dó# vs. Lá e Réb) é de 2 tons. Contudo, para irmos de Lá até Dó# andamos 3 graus para a frente (Lá-Si-Dó#), daí se chamar "3ª". Para irmos de Lá até Réb teríamos de andar 4 graus (Lá-Si-Dó-Réb).
Ou seja, na teoria, principalmente, temos de ter em atenção se é um caso ou outro.
Há dias de manhã que à tarde não se deve sair à noite!