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Naquela década o metal (ou o que se convencionava alcunhar de) era dividido em dois grupos claros: a linhagem mais pesada, derivada principalmente do Black Sabbath, e a mais hard, derivada do Led Zeppelin (claro que o Zep não teve culpa de distorcerem, no mau sentido, sua proposta, mas...). Os comentários irônicos atacavam os dois lados. A moda para os homens (???) hard em LA era espetar o cabelo (vejam o clip de Sweet Child OMine e verifiquem os fios eriçados do Axl), influência direta do penteado do guitarrista dos New York Dolls, Johnny Thunders, e usar calças colantes (de oncinha e quejandos), mais lenços, anéis e cordões para dar o retoque.
O pessoal do metal mais radical atacava esse povo de LA mais por causa do visual do que pela música, que, para falar a verdade, não era também muito digna de nota. Havia alguns bons momentos mas apenas isolados. Nunca houve, de verdade, um inesquecível disco vindo dessa galera pois a ênfase era centrada na moda e não na música. Os mesmos cabelos, a mesma pose, os mesmos acordes, a mesma batida de bateria. Putz, era muito ruim.
O que meu grupo de amigos queria ouvir era música de verdade e quando o Appetite For Destruction caiu em suas cabeças foi um arregaço. Não se acreditava que uma música com veia hard, bem típica dos 70, pesada e melodiosa como Welcome To The Jungle pudesse ter sido escrita por alguém em 87! O problema (sempre esse) foi a droga da super-exposição. Era um tal de Guns para tudo quanto era lado que enchia o saco - não sem razão. O batalhão de bandas copiando seu visual e estilo era incontável. Bandas boas como o LA Guns e o Hanoi Rocks foram ofuscadas e pareceram meras cópias, quando a verdade estava exatamente no contrário.
O que deu certo no Appetite é que o disco era (e é ) perfeito.
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This post has been edited by Sonata: 09 January 2012 - 16:47

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