Olá Diogo.
Pelo que percebi, o teu problema diz respeito fundamentalmente ao volume e pressão sonorora da bateria, certo?
Como baterista que fui, devo dizer-te que sou extremamente sensível ao teu problema, mas devo advertir-te, desde já, que esse mesmo problema do volume nunca o vais resolver de todo. Existem contudo maneiras de promover uma "convivência mais saudável" entre os músicos numa sala de ensaio.
1 - Usar borrachas e panos na bateria não serve para nada. Isso só faz soar a bateria como um caixote de cartão, tirando-lhe toda a função que ela tem. Se pensares em colocar isso vais ter um baterista muito irado ! Nessas condições mais vale comprarem uma bateria electrónica e ligar ao PA (essa sim tem controlo de volume

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2 - Moongel e abafadores só servem para ter mais controlo nos harmónicos da bateria e facilitar a afinação. Não são redutores de volume de forma alguma. A sugestão apontada pelo headbang de usar peles com menos volume é boa em teoria, mas como ele disse, vai comprometer e muito o som que é pretendido pelo baterista e além disso não vais notar diferença perceptível absolutamente nenhuma no volume;
3 - Da minha experiência, os biombos e paineis acústicos não ajudam grandemente a controlar o volume. Todavia, ajudam e muito, a ressonância como o Scanudo referiu. Problemas destes biombos são:
- quando muito baixos, travam a natural progressão do som do bombo para a frente e o baterista ressente-se, porque passa a ouvir demasiado o bombo;
- quando muito altos, além de travarem o som, tapam o campo de visão dos outros músicos - que tal como tu referiste é de extrema importância;
4 - Finalmente, a estratégia que adoptei para tentar minorar o problema do volume, sem comprometer totalmente o meu som foi:
- Reduzir o peso das baquetas. A maior parte das pessoas não imagina a diferença que faz entre tocar com uns "barrotes de madeira" e umas baquetas mais finas. O som não vai sair totalmente prejudicado, mas o volume sonoro é reduzido em muito;
- Ter dois kits de bateria: um com medidas pequenas para a sala de ensaio e um com medidas grandes para tocar ao vivo/gravar. Um kit com medidas mais pequenas tem muito menor projecção sonora que um grande e isso ajuda imenso a controlar os volumes numa sala de ensaio; a mesma coisa se passa com pratos mais pequenos, que têm muito menos dispersão que um prato maior. A diferença entre um bombo de 20" para um de 18" é abismal em termos de volume, assim como é para um crash de 14" e 18". Além disso, para gravar, é muito mais fácil fazer a mistura de uma bateria com medidas mais pequenas que uma grande

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- Tentar usar o menos possível nos ensaios baquetas e substituir as mesmas por rods ou mesmo vassoras. Aquilo que fazia em ensaios em que passamos 1/2h a repetir a mesma coisa, era alternar entre estes elementos (baquetas, rods, vassouras), de modo a ter momentos de maior acalmia repartidos com momentos de maior volume. Por exemplo, o teu bateristas até pode achar que uma música soa é bem com baquetas, porque necessita de energia e tal. Pois bem, ensaia uma vez, duas, três que seja com as ditas baquetas e depois quando o resto dos músicos se estiver a queixar do volume, muda para elementos mais leves; de qualquer forma o ritmo já está definido, assim como o som que ele pretende já está gravado na cabeça, por isso não precisa de estar a "impor" aos restantes aquele volume de som, só porque sim.
Como percebeste, estas sugestões não têm em nada a ver com acústica ou insonorização. Tratam-se apenas de adoptar boas práticas e contenção na forma de tocar, para que todos saiam a ganhar com isso.
Dito isto, espero ter ajudado e boa sorte a convencer o baterista que não é apenas ele que tem de se ouvir nos ensaios (é difícil, falo por experiência própria)!
Abraço e peço desculpa pelo testamento que já vai longo