FINANÇAS APERTAM AS BANDAS
#52
Posted 02 February 2012 - 18:55
bankrobber, on 01 February 2012 - 20:18, said:
Eles andam por ai a roubar-nos (não só aos músicos).
Tal como o Mojo paguei 15 euros de coima por me ter atrasado dois dias a pagar o imposto de selo do carro, mas como me atrasei mais 2 dias a pagar essa mesma coima agora já pago mais quae 100€ (!!!!!!!!!!!!!!).
A senhora das finanças disse-me que o estado já embolsou muito neste "esquema".
Anda um gajo a trabalhar para alimentar estes pançudos sem escrupulos!!!
Tal como o Mojo paguei 15 euros de coima por me ter atrasado dois dias a pagar o imposto de selo do carro, mas como me atrasei mais 2 dias a pagar essa mesma coima agora já pago mais quae 100€ (!!!!!!!!!!!!!!).
A senhora das finanças disse-me que o estado já embolsou muito neste "esquema".
Anda um gajo a trabalhar para alimentar estes pançudos sem escrupulos!!!
Pois.. Isso é um caso diferente.. São multas.. Se não as houvesse, ninguém cumpria com a lei, quanto mais cumprir a tempo e horas.
Mas pronto, se as multas são exageradas e os impoostos pesados, isso são pois!
#53
Posted 02 February 2012 - 20:13
Continuando aquilo que dizia ao Ghost há umas postas atrás: a solução de um passar recibo por vários não é boa.
Porquê?
1) Porque agrava o escalão do IRS de quem está a passar recibo, que vai pagar mais;
Consequentemente,
2) Porque, agrava o valor dos pagamentos por conta no ano seguinte e, eventualmente, o dos pagamentos à SS;
3) Porque piora os pagamentos que são calculados com base no IRS (tipo: a mensalidade do infantário, etc.);
4) Porque ao fazer-se, na banda, a divisão do IRS pago a mais por quem passou recibo, alguém fica lixado caso haja taxas de IRS diferentes entre os vários membros.
Isto são razões de sobra para que cada um se colecte e passe os seus recibos. Agora, atenção ao proveito, que é pouco uma vez pagas todas as contribuições legalmente previstas. E atenção aos pagamentos sem recibo, que é quase certo que dêem raia com o aperto das Finanças.
Soluções? Poucas.
1.ª e principal) A qualidade é o que torna uma banda atraente e é o que pode fazer subir os cachets - trabalhem no duro, dêem bons concertos, marquem uma diferença (por exemplo, não tocando clássicos dos 80, lol...);
2.ª) Esticar o tempo de actuação também ajuda - negoceiem isto com o boss, mais do que os jantares ou os uísques para o palco, que só lhe dão prejuízo a ele e má fama a vcs;
3.ª) Sejam criativos tentem traçar o vosso próprio circuito de casas - os bares clássicos, sobretudo em Lisboa, estão "apanhados" por uma dúzia de bandas (aliás, bastante boas, é justo dizê-lo) e o público da capital está genericamente farto de (certa) música ao vivo. A pitagem, sobretudo, é só mm na base do shot, esteja lá à frente um karalhoque, um DJ ou uma banda. Portanto, mais vale uma noite divertida numa casa com menos nome mas que encha com pessoal fixe, do que andar a batalhar nos mesmos espaços ou a tocar para ninguém.
Por fim, cabe dizer que ter uma agenda cheia já faz compensar as despesas legais, mas não à custa de borlas ou de cachets irrisórios ou de "portas" - infelizmente vários amigos meus andam a tocar nesta base sistematicamente e sob a desculpa "eh pá, não preciso de cachet, é um hobby e já tenho a minha profissão", como se a música não fosse a profissão de outros, como se a prática de vender abaixo do preço de custo fosse legal ou como se gostassem que alguém fosse lá ao emprego deles oferecer-se de borla para fazer o que eles fazem pagos. Isto é desleal e não resolve nada. Só o trabalho pago é valorizado porque permite a quem contrata exigir e obriga quem oferece a esforçar-se. Caso contrário, é tudo cena amadora, para os amigos e pouco mais.
Isto que disse aplica-se sobretudo ao circuito de bares com covers. A cena dos originais e/ou noutro tipo de casas é outra conversa que vai ficar para outra posta.
Fiquem bem!
Porquê?
1) Porque agrava o escalão do IRS de quem está a passar recibo, que vai pagar mais;
Consequentemente,
2) Porque, agrava o valor dos pagamentos por conta no ano seguinte e, eventualmente, o dos pagamentos à SS;
3) Porque piora os pagamentos que são calculados com base no IRS (tipo: a mensalidade do infantário, etc.);
4) Porque ao fazer-se, na banda, a divisão do IRS pago a mais por quem passou recibo, alguém fica lixado caso haja taxas de IRS diferentes entre os vários membros.
Isto são razões de sobra para que cada um se colecte e passe os seus recibos. Agora, atenção ao proveito, que é pouco uma vez pagas todas as contribuições legalmente previstas. E atenção aos pagamentos sem recibo, que é quase certo que dêem raia com o aperto das Finanças.
Soluções? Poucas.
1.ª e principal) A qualidade é o que torna uma banda atraente e é o que pode fazer subir os cachets - trabalhem no duro, dêem bons concertos, marquem uma diferença (por exemplo, não tocando clássicos dos 80, lol...);
2.ª) Esticar o tempo de actuação também ajuda - negoceiem isto com o boss, mais do que os jantares ou os uísques para o palco, que só lhe dão prejuízo a ele e má fama a vcs;
3.ª) Sejam criativos tentem traçar o vosso próprio circuito de casas - os bares clássicos, sobretudo em Lisboa, estão "apanhados" por uma dúzia de bandas (aliás, bastante boas, é justo dizê-lo) e o público da capital está genericamente farto de (certa) música ao vivo. A pitagem, sobretudo, é só mm na base do shot, esteja lá à frente um karalhoque, um DJ ou uma banda. Portanto, mais vale uma noite divertida numa casa com menos nome mas que encha com pessoal fixe, do que andar a batalhar nos mesmos espaços ou a tocar para ninguém.
Por fim, cabe dizer que ter uma agenda cheia já faz compensar as despesas legais, mas não à custa de borlas ou de cachets irrisórios ou de "portas" - infelizmente vários amigos meus andam a tocar nesta base sistematicamente e sob a desculpa "eh pá, não preciso de cachet, é um hobby e já tenho a minha profissão", como se a música não fosse a profissão de outros, como se a prática de vender abaixo do preço de custo fosse legal ou como se gostassem que alguém fosse lá ao emprego deles oferecer-se de borla para fazer o que eles fazem pagos. Isto é desleal e não resolve nada. Só o trabalho pago é valorizado porque permite a quem contrata exigir e obriga quem oferece a esforçar-se. Caso contrário, é tudo cena amadora, para os amigos e pouco mais.
Isto que disse aplica-se sobretudo ao circuito de bares com covers. A cena dos originais e/ou noutro tipo de casas é outra conversa que vai ficar para outra posta.
Fiquem bem!
This post has been edited by anton: 02 February 2012 - 20:16
Sadowsky MV4 HPJ | Fender Geddy Lee Jazz Bass | Squier P-Bass
Genz Benz Shuttle 9.0 | 2 x Genz Benz 12T | Pré/DI Sadowsky | Fx Aguilar, Maxon & Boss
#54
Posted 02 February 2012 - 20:37
lmbalcao, on 30 January 2012 - 12:20, said:
Se fores trabalhador por conta de outrem também, não te preocupes com isso que já fazes descontos para a SS.
Tem de se pedir isenção baseado nisso mesmo. Se não se pedir, mais tarde vem a conta toda de uma vez.
"A arte é viver da fé
Só não se sabe fé em quê"
Só não se sabe fé em quê"
#55
Posted 02 February 2012 - 21:31
fernandobicho, on 29 January 2012 - 21:57, said:
Isto da música, das artes e afins é vai dar uma ganda chatice. Mais vale pendurar o baixo e ir às putas.
esta foi a coisa mais acertada que aqui alguém disse!
quando se toca é só chatices e stresses.... quase que só se toca pagando..... pagar por pagar mais vale ir às meninas das massagens com final feliz porque assim ao menos sai-se de lá aliviado de todas as maneiras.....
A watt is a watt. The only thing there apparently is more than one of is ways of measuring them and marketing them.
#56
Posted 02 February 2012 - 23:14
PiJaMaS, on 02 February 2012 - 21:31, said:
fernandobicho, on 29 January 2012 - 21:57, said:
Isto da música, das artes e afins é vai dar uma ganda chatice. Mais vale pendurar o baixo e ir às putas.
esta foi a coisa mais acertada que aqui alguém disse!
quando se toca é só chatices e stresses.... quase que só se toca pagando..... pagar por pagar mais vale ir às meninas das massagens com final feliz porque assim ao menos sai-se de lá aliviado de todas as maneiras.....
Não se esqueçam de pedir o recibo.

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