headbang, on 06 February 2012 - 21:33, said:
Aliceag, on 06 February 2012 - 00:27, said:
E eu pensar que muita gente se calhar deveria largar papéis e canetas e partituras e começar se calhar a pensar em programar com abstracções, com o auxílio de um computador. Penso que a vida ficaria muito mais facilitada e aberta a experiências e resultados mais fascinantes.
Afinal o que tem mais interesse: semínima Dó colcheia ré semínima mi?
Ou (a b c) (1/4 1/8 1/4) (activar tonalidade: overtone series), por exemplo....
Se os compositores se limitarem a compôr ao nível da abstracção simbólica depois o computador permite activando os arquétipos e modelos certos gerar não só a composição inicialmente imaginada, mas toda uma série de variantes que se calhar ele nem sequer previu e podem ter tanto ou mais interesse. Eu diria que é simplemente uma questão de eficiência e abrangência...
P.S. Mais uma vez para não perder toda a gente interessada no tópico uma analogia talvez mais fácil de perceber e já utilizada hoje em dia:
É mais "valioso e eficiente" dizer a alguém Dó Fá Sol7 Dó ou dizer I IV V7 I? É que dizendo a primeira estamos limitados a uma certa sonoridade e frequência, dizendo da segunda maneira abstraímos um nível e já não estamos limitados a notas, tudo depende do que definimos para "I"...
Vou opinar sobre o teu P.S. Quando andei a "estudar" teoria, pelos sites e livros que ia arranjando na net, todos os eles partilhavam mais ou menos o mesmo método de ensino, e senão me engano só apanhei o livro de um saxofonista, onde ele tentava explicar a relação dos intervalos, e a razão pela qual um intervalo soa melhor/estável, através da análise das frequências sonoras.
Eu pergunto-me porque não é usado mais vezes esse método? afinal a música, e refiro-me à parte teórica da música, é toda ela suportada pela matemática, ou estou enganado? (posso estar
Porque isso implica uma mobilização de conhecimentos, que nem sempre é bem sucedida. Essa explicação ressoou contigo, mas poderá não fazer sentido a alguém de outra faixa etária, com outra disposição ou até com outro background académico. E porque é, em parte, supérfluo - os polifonistas nem puderam sonhar com uma análise científica, e no entanto compunham. As consonâncias eram consonantes porque sim, e porque resultava.

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