Forumúsica: Modelo Matemático do Sistema Tonal - Forumúsica

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Modelo Matemático do Sistema Tonal Teoria Avançada Rate Topic: -----

#11 User is offline   Canoxa 

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Posted 07 February 2012 - 00:46

View Postheadbang, on 06 February 2012 - 21:33, said:

View PostAliceag, on 06 February 2012 - 00:27, said:

Canoxa, mais ou menos. Como o título indica é um modelo matemático e depois a sua calibração. Para mim a riqueza deste modelo é a sua flexibilidade simbólica. E uma vez implementado (e há softwares que fazem este tipo de implementações) trabalhar ao nível da abstracção torna-se muito mais rico. Aí é reler os comentários do meu primeiro post.

E eu pensar que muita gente se calhar deveria largar papéis e canetas e partituras e começar se calhar a pensar em programar com abstracções, com o auxílio de um computador. Penso que a vida ficaria muito mais facilitada e aberta a experiências e resultados mais fascinantes.

Afinal o que tem mais interesse: semínima Dó colcheia ré semínima mi?

Ou (a b c) (1/4 1/8 1/4) (activar tonalidade: overtone series), por exemplo....

Se os compositores se limitarem a compôr ao nível da abstracção simbólica depois o computador permite activando os arquétipos e modelos certos gerar não só a composição inicialmente imaginada, mas toda uma série de variantes que se calhar ele nem sequer previu e podem ter tanto ou mais interesse. Eu diria que é simplemente uma questão de eficiência e abrangência...


P.S. Mais uma vez para não perder toda a gente interessada no tópico uma analogia talvez mais fácil de perceber e já utilizada hoje em dia:
É mais "valioso e eficiente" dizer a alguém Dó Fá Sol7 Dó ou dizer I IV V7 I? É que dizendo a primeira estamos limitados a uma certa sonoridade e frequência, dizendo da segunda maneira abstraímos um nível e já não estamos limitados a notas, tudo depende do que definimos para "I"...


Vou opinar sobre o teu P.S. Quando andei a "estudar" teoria, pelos sites e livros que ia arranjando na net, todos os eles partilhavam mais ou menos o mesmo método de ensino, e senão me engano só apanhei o livro de um saxofonista, onde ele tentava explicar a relação dos intervalos, e a razão pela qual um intervalo soa melhor/estável, através da análise das frequências sonoras.
Eu pergunto-me porque não é usado mais vezes esse método? afinal a música, e refiro-me à parte teórica da música, é toda ela suportada pela matemática, ou estou enganado? (posso estar :P).

Porque isso implica uma mobilização de conhecimentos, que nem sempre é bem sucedida. Essa explicação ressoou contigo, mas poderá não fazer sentido a alguém de outra faixa etária, com outra disposição ou até com outro background académico. E porque é, em parte, supérfluo - os polifonistas nem puderam sonhar com uma análise científica, e no entanto compunham. As consonâncias eram consonantes porque sim, e porque resultava.

#12 User is offline   headbang 

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Posted 07 February 2012 - 01:46

Sim, eu percebo isso e não discordo. Mas já q estamos numa era onde se disseca a musica até não deixar margem para subjectividade(não sou completamente a favor disto), seria interessante ver outro tipo de interpretação.

Então na parte didactida, gostava mesmo de ver algo refrescante.

Porque é que achas que nao seria bem sucedido?

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headbang, compra um amp!


Crew dos Offsetters member #13

#13 User is offline   Kelav 

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Posted 07 February 2012 - 02:23

View PostCanoxa, on 06 February 2012 - 23:46, said:

Porque isso implica uma mobilização de conhecimentos, que nem sempre é bem sucedida. Essa explicação ressoou contigo, mas poderá não fazer sentido a alguém de outra faixa etária, com outra disposição ou até com outro background académico. E porque é, em parte, supérfluo - os polifonistas nem puderam sonhar com uma análise científica, e no entanto compunham. As consonâncias eram consonantes porque sim, e porque resultava.


As relações entre as proporções matemáticas e os sons já eram conhecidas desde os tempos de Platão e o estudo da música como uma ciência era prática comum na idade média, duvido que a polifonia tenha surgido simplesmente por acaso...

Sinceramente acho que a dissecação da música não a prejudica - saber os ingredientes do nosso bolo favorito também não nos retira o prazer de o comer.

#14 User is offline   Gam-buzino 

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Posted 07 February 2012 - 15:06

Estive a ouvir o pdf... e não me soou nada bem

#15 User is offline   Rui T 

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Posted 07 February 2012 - 17:11

Isto faz-me lembrar um livro que eu comprei quando saiu - Scale-Chord Synopticon - e que continuo sem o perceber para grande pena minha... :(
"A arte é viver da fé
Só não se sabe fé em quê"

#16 User is offline   Canoxa 

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Posted 07 February 2012 - 21:18

View PostKelav, on 07 February 2012 - 01:23, said:

View PostCanoxa, on 06 February 2012 - 23:46, said:

Porque isso implica uma mobilização de conhecimentos, que nem sempre é bem sucedida. Essa explicação ressoou contigo, mas poderá não fazer sentido a alguém de outra faixa etária, com outra disposição ou até com outro background académico. E porque é, em parte, supérfluo - os polifonistas nem puderam sonhar com uma análise científica, e no entanto compunham. As consonâncias eram consonantes porque sim, e porque resultava.


As relações entre as proporções matemáticas e os sons já eram conhecidas desde os tempos de Platão e o estudo da música como uma ciência era prática comum na idade média, duvido que a polifonia tenha surgido simplesmente por acaso...

Sinceramente acho que a dissecação da música não a prejudica - saber os ingredientes do nosso bolo favorito também não nos retira o prazer de o comer.

Tens razão - esqueci-me que o monocorda já vem do tempo de Aristóteles.

#17 User is offline   Kelav 

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Posted 07 February 2012 - 21:50

View PostCanoxa, on 07 February 2012 - 20:18, said:

Tens razão - esqueci-me que o monocorda já vem do tempo de Aristóteles.


Mesmo assim, também é possível que tenhas razão: apesar de a polifonia a duas vozes seguir regras e intervalos específicos, não sei quando é que começaram a estudar a relação entre 3 ou mais melodias diferentes, mas pode só ter aparecido ao mesmo tempo que o estudo do contraponto... de qualquer forma, o que é certo é que ninguém nessas épocas poderia sonhar com a composição computadorizada :)

#18 User is offline   andreb 

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Posted 08 February 2012 - 02:04

isto faria mais sentido do ponto de vista da analise espectral pelo menos a nivel de aplicação prática
Acustica - http://www.someacustica.com - Produtos Acústicos - Isolamento e Tratamento Acustico. Projectos e Consultadoria Acústica
Musica: http://www.sonicflames.com - Recording Label, Composição de música e serviços de aúdio - mistura e masterização

#19 User is offline   Renato 

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Posted 15 February 2012 - 01:14

Para quem não percebeu quase nada do que estão a falar (falo de mim, claro) é possível dar um exemplo concreto das possibilidades que este método ou modelo ou o que lhe queiram chamar, permite?

Confesso que não irei ler o documento porque pela conversa requer um nível avançado de conhecimentos teóricos que não tenho. Mas sempre achei que a teoria, tal como certas técnicas de instrumento, devem servir a música e não o contrário. Um exemplo típico debatido neste forum (noutras secções) é o tipo que consegue agarrar numa guitarra e mostrar que consegue tocar semi-colcheias a 250bpm com as mais variadas técnicas, mas não consegue produzir nada que tenha algum interesse musical efectivo.

Portanto, e a não ser que esse modelo seja restrito aos próprios "utilizadores", há algum exemplo que se possa ouvir, audio ou MIDI ou seja o que for, que permita um ouvinte "normal" avaliar as possibilidades em causa?

#20 User is offline   Aliceag 

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Posted 15 February 2012 - 09:09

Renato são modelos teóricos para implementação em sistemas computacionais, não são avaliáveis da forma que pedes... isso é um disparate.

O que me pedes é o mesmo que dizer "Estão aqui várias calculadoras, qual delas dá o melhor resultado prático? Mostrem-me uma conta ou uma operação que possa fazer com elas para avaliar as possibilidades em causa..."

A música sairá melhor ou pior consoante a habilidade do artista e não da máquina e do modelo nela implementado. O modelo apenas permite que o artista possa trabalhar de forma mais eficiente.
- Mas eu canto mal?
- O lá entoado por si faz dó.

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