Crazy Guitar, on 13 August 2008 - 09:37, said:
Quais as noções basicas que preciso de ter para passar a fazer os setup's ás minhas ( minhas :| ) guitarra ??? afinaçao braço , pickups , distançia das cordas etc ....
é que já desembolsei 2 vezes 13 contos por um setup e a guitarra n ficou nada de especial, além de eu achar o preço um bocado ROUBALHEIRA <img src="http://forumusica.com/public/style_emoticons/<#EMO_DIR#>/mad.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
se souberem de sites onde seja explicado postem aqui sff
TKX <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Se ainda te sentires inseguro, manda-me uma PM que eu faço-te um <i>setup</i> e muito mais que isso... e vais ver que te vai ficar barato! <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
<!--quoteo(post=38587:date=Oct 16 2003, 02:01:name=tmö)--><div class='quotetop'>QUOTE(tmö @ Oct 16 2003, 02:01) <a href="index.php?act=findpost&pid=38587"><{POST_SNAPBACK}></a></div><div class='quotemain'><!--quotec-->Bem, a teoria diz que para cada conjunto de cordas novas que se colocam numa guitarra, deve-se calibrar os <b>Harmónicos do cavalete/ponte</b>, <b>o parafuso mágico do braço</b>, <b>as molas do cavalete/ponte/trémulo</b> se existir e a <b>altura das cordas ao braço/escala da guitarra</b>.
Se utilizares sempre o mesmo modelo de cordas da mesma marca, poderás saltar alguns passos, nomeadamente o relativo aos harmónicos e ao parafuso mágico, por exemplo.<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
Correctíssimo!!! No entanto, cuidado com a mudança das condições climatéricas, que poderão afectar (dependendo de guitarra para guitarra) a curvatura do braço, logo, a acção da guitarra.
<!--quoteo--><div class='quotetop'>QUOTE</div><div class='quotemain'><!--quotec-->Passo a passo:
1º <b>trocar as cordas velhas pelas novas </b>- caso se tenha uma guitarra com <u>trémulo tipo Floyd Rose, isto dever-se-á fazer corda a corda</u>, ou seja tira-se uma velha, põe-se uma nova.<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
Eu oponho-me completamente à teoria de mudar corda-a-corda. Isto é um trabalho à preguiçoso!
Deve-se aproveitar uma mudança de cordas para fazer uma limpeza geral à guitarra. Nomeadamente:<ul><li>desmontar e limpar o Floyd Rose</li><li>desmontar e limpar o braço e a escala (*** ATENÇÃO!!! *** Retirar o braço de uma guitarra <i>bolt-on</i> requer bastantes conhecimentos, sob consequência de a guitarra sofrer danos irreparáveis! Se não souberem como desmontar/montar um braço, levem a guitarra a um técnico especializado!)</li><li>verificar e ajustar outro tipo de pormenores que só podem ser feitos sem cordas</li></ul>
<!--quoteo--><div class='quotetop'>QUOTE</div><div class='quotemain'><!--quotec-->2º <b>calibrar os harmónicos </b>- significa fazer com que os harmónicos naturais das cordas no 12º e 24º trastes correspondam exactamente às notas das cordas quando pressionadas nesses mesmos trastes. No caso de cavaletes tipo Tunomatic (Gibson style) ou Fender style, o processo é relativamente simples, basta apertar ou desapertar ligeiramente os parafusos que controlam as selas das cordas (peças onde as cordas acentam no cavalete). Isto deverá ser executado com um afinador cromático. O avançar ou recuar das selas fará o harmónico deslocar-se, de forma a que se sobreponha ao logar exacto (a tentativa erro é a chave deste processo, mas não deve demorar muito). No caso de se usar trémulos tipo floyd rose, verificar se o harmónico está desafinado/descalibrado, em caso positivo, desafinar a corda totalmente ou arranjar uma cunha para manter o cavalete travado na posição de "Dive Bomb" total, desapertar ligeiramente o parafuso que se encontra na sela (entre esta e o 1º PU) e ajustar a sela novamente para a frente ou para trás conforme a necessidade, apertar mt bem o parafuso referido e soltar calmamente e gradualmente o cavalete, verificando a afinação da corda e depois dos respectivos harmónicos (novamente a técnica tentativa erro é o prato do dia).<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
E antes disso, não temos que ajustar a acção (altura das cordas) e a curvatura do braço? <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Lembra-te que o ajuste de <i>intonation</i> (oitavas/harmónicos) é consequência directa da altura das cordas à escala!
<!--quoteo--><div class='quotetop'>QUOTE</div><div class='quotemain'><!--quotec-->3º <b>Calibrar as molas do trémulo </b>(se existir, se não saltar para o passo seguinte) - ao se apertar as molas, estas aplicarão uma maior tensão às cordas (eventualmente subir-lhes-ão o pitch), o contrário verifica o mesmo efeito na respectiva direcção, menos tensão, blablabla. O óptimo será ter as selas do cavalete quase ou totalmente horizontais, no sentido em que as cordas farão mais força do que as molas... isto pode ser comparado com o jogo da corda, com uns puxando para 1 lado e outros puxando no sentido contrário, só que aqui trabalhamos com elementos elásticos, molas e cordas. O ponto de equilíbrio será o das selas estarem horizontais, ou quase, mas de forma a que a equipa das cordas leve a melhor... <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/smile.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Acrescento um pormenor: nas pontes Floyd Rose da Ibanez (Edge, Lo-Pro Edge, Edge Pro e Edge Zero) há muitos "truques". Um deles é a própria referência "horizontal" da ponte, que nalguns casos não é o topo da ponte, mas sim uma barra que se consegue ver lateralmente (denominado "<i>knife edge</i>").
<!--quoteo--><div class='quotetop'>QUOTE</div><div class='quotemain'><!--quotec-->4º <b>Calibrar o parafuso mágico</b> do braço e a <b>altura das cordas</b> (ponho aqui as duas e já vão perceber porquê). Há quem diga que o <i>braço deverá estar ligeiramente côncavo na direcção das cordas descrevendo um ligeiro arco</i>. Isto impedirá algum trastejar e levantará as cordas da escala. <b>Eu não concordo e acho que se o braço estiver arqueado</b> (seja num sentido, seja no outro), <b>vai estar em esforço, logo a caminho do empeno</b>; por outro lado, <b>a fórmula para calcular as distâncias entre os trastes NÃO contempla este arqueamento</b>. Por estas razões <b>penso que o braço deverá estar direito</b> e isto pode verificar-se facilmente <u>vendo as suas variações de topo</u> (do cavalete para a pestana vê-se melhor, embora o inverso tb seja válido). O arco do braço controla-se com o apertar ou desapertar do parafuso mágico (vulgarmente conhecido por <b>Truss Rod</b>): apertando o parafuso, contraria-se a tensão que as cordas aplicam ao braço, desapertando, facilita-se essa tensão. Novamente se aplica o caso do jogo da corda acima referido.
A altura das cordas à escala mede-se no 12º traste e poderá ser controlada pelo cavalete. Normalmente esta distância não deverá exceder os 5 a 7 milímetros como altura máxima pois trona-se muito difícil de tocar, nem os 3, pois tocar torna-se quase impraticável e cheio de trastejar. O equilíbrio depende obviamente de cada um.
Se o cavalete for do tipo tunamatic ou floydrose, a altura regula-se nos parafusos laterais sobre os quais se apoiam as respectivas estruturas. No caso do cavalete ser tipo Fender, este ajuste é feito corda a corda, nas respectivas selas.<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
Onde é que foste buscar essas medidas de 3mm?
Todas as guitarras que passam pelas minhas mãos saem com uma acção no 12º traste de 1,5mm na corda grave e 1,2mm na corda aguda. E garanto-te que não tenho clientes insatisfeitos! <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Mais uma coisa: as pontes tipo Floyd Rose, Wilkinson e do tipo "pivot" devem ser IMPERATIVAMENTE ajustadas em altura SEM TENSÃO NAS CORDAS!!! Eu sei que isto é uma seca, mas deve-se SEMPRE desafinar as cordas até ficarem flácidas e só depois ajustar a altura da ponte. Demora-se sempre muito tempo no início, mas com a prática passa-se a fazer isso muito rapidamente. Consequência directa de não se fazer isso: o contacto entre a ponte e o parafuso começa a ficar gasto (a ponte fica "amassada" e o parafuso fica "moído" e a guitarra começa a ter sérios (mas mesmo sérios!) problemas de afinação.
Em relação às pontes Floyd Rose Ibanez (Edge, Lo-Pro Edge, Edge Pro e Edge Zero), o parafuso de ajuste de altura costuma ter um pequeno parafuso *dentro* do parafuso grande, para estancar os movimentos dos parafusos "pivot" que ocorrem com o uso normal do trémolo, desse modo tornando a estabilidade de afinação duma guitarra muito maior.
Em relação ao ajuste de curvatura do braço (<i>truss-rod</i>), não façam nada se não estiverem habituados ou tiverem dúvidas sobre como se faz!
Volto a lembrar que o braço é a peça mais FUNDAMENTAL numa guitarra! É muito fácil partir-se o <i>truss-rod</i> se não se souber como ajustar. E depois... <i>truss-rod</i> partido, guitarra para o lixo.
<!--quoteo--><div class='quotetop'>QUOTE</div><div class='quotemain'><!--quotec-->Nota final: entre cada passo deve-se verificar <b>sempre</b> a afinação correcta das cordas (isto depende dos gostos de cada um e não faz sentido estar a falar sobre isto aqui) e a correcção na totalidade dos passos anteriores. No final, verifica-se tudo a reajusta-se o que fôr necessário.
<b>Para mudanças de calibres de cordas torna-se imperativo fazer tudo</b>.
Se possível, arranjar uma régua de nível e verificar com o braço direito (sem arqueamento - com cordas ou sem estas mas com o parafuso mágico totalmente desapertado) se os trastes estão nivelados. No caso da necessidade de renivelar os trastes ou mesmo substituí-los (só mesmo depois de MUITO uso ou MUITOS maus tratos) dever-se-á contactar alguém especializado.
Creio que não me esqueci de nada, se faltar, já sabem, acrescentem.<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
Já está. <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Tudo na boa não me leves a mal... só estou a completar informação! <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
<!--quoteo(post=38588:date=Oct 16 2003, 02:09:name=)--><div class='quotetop'>QUOTE( @ Oct 16 2003, 02:09) <a href="index.php?act=findpost&pid=38588"><{POST_SNAPBACK}></a></div><div class='quotemain'><!--quotec-->Relativamente aos PUs, Vai depender de PU para PU, há aqueles que têm os polos visíveis mas aparentemente não reguláveis, outros têm os polos reguláveis, há os que não têm os polos visíveis e ainda há os que têm um (ou dois) polo(s) único(s).
Em todos os casos é sempre possível regular a altura geral dos PUs às cordas nos parafusos que lhes são adjacentes lateralmente, quer estejam estes (PUs) directamente montados na guitarra, no pickgard ou num PU ring (muito comum nas Gibsons e em algumas Ibanez).
Um PU muito próximo das cordas vai ter maior ataque, mas vai ser menos sensível a variações de intensidade no tocar (menos fiel à expressividade da música) e vai cortar no sustain das cordas, pois a atracção destas ao seu campo magnético vai ser maior, travando assim o seu livre vibrar
Para um PU mais afastado das cordas, inverter as afirmações acima feias.<!--QuoteEnd--></div><!--QuoteEEnd-->
Um <i>pickup</i> sai de fábrica perfeitamente calibrado no que diz respeito à diferença de volume entre as cordas.
Basta ajustar os dois parafusos de fixação.
Para ajustar a altura do <i>pickup</i>, eu costumo fazer o seguinte:<ul><li>pressionar a corda aguda no último traste e ajustar a distância entre a parte de baixo da corda e o íman para cerca de 2mm</li><li>pressionar a corda grave no último traste e ajustar a distância entre a parte de baixo da corda e o íman para cerca de 2,5mm</li></ul>
Tida esta referência, o teu ouvido passa a entrar em acção! <img src="style_emoticons/<#EMO_DIR#>/wink.gif" style="vertical-align:middle" emoid="
Ligas a guitarra ao teu <i>rig</i>, usas os teus <i>settings</i> normalíssimos e verificas se precisas de ajustar, ou seja, se ouves demais ou de menos as cordas graves ou agudas.
Se ouves pouco as cordas agudas, sobes mais o <i>pickup</i> no lado agudo (ou desces no lado grave). Se ouves pouco as cordas graves, sobes mais o <i>pickup</i> no lado grave (ou desces no lado agudo).
Quando estiveres satisfeito com o som, ajustas os outros <i>pickups</i> de modo a que não haja diferença de volume perceptível entre uns e outros.

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