Tópicos

  1. O Melhor Luthier

  2. TBD


  • Posts

    • Nunca deveria ter abandonado a escala 24,75". Há alguns anos atrás estupidamente meti-me com as escalas de 25,5". Notei logo diferença. Mais esforço, mais elasticidade requerida. Para quem praticou ginástica ou outro desporto de alta competição sabe que a performance não dura para sempre. E que mais tarde as lesões retornam. Ora tenho sido um mártir em lesões. Quando se é novo, tudo se faz, mesmo com os estúpidos sacrifícios. Como já disse aqui no fórum, praticava clássica, só há poucos anos me dediquei à eléctrica. Mas já vou "evoluindo" com a idade, não sou novo, se me faço entender. Mas também se tenho tido lesões, também tenho-me debruçado mais sobre a anatomia humana. E de facto, não podemos ser "bons corredores" de 100 metros com pernas pequenas, entendem. Não é que tenha mãos pequenas. Mas reparei que tocar em escalas de 25,5" já exigia algum esforço, naqueles movimentos com um distanciamento de 4 trastes ou mais. E todos os guitarristas de top fazem gosto de demonstrarem a sua performance numa competição de vaidades(?). Por isso, um tema que até se vai tocando bem chega a uma parte que fica tudo estragado. É nestas alturas que é mesmo preciso uma mão grande e velocidade. Agora que já passaram alguns anos vejo alguns desses guitarristas actualmente em espectáculos ao vivo (porque têm que necessariamente ganhar a vida) a tocarem as mesmas músicas mas de forma mais lenta e evitando determinados movimentos. Claro que a idade não perdoa. Tudo se vai perdendo. Mas é um pouco triste. A minha intenção não é criticar só por criticar. Talvez deixar conselhos, ou melhor, dicas. Não sou guitarrista profissional. Meramente um curioso que tenta manter as cabeça ocupada. Bem dito. Mas quando se tem lesões estúpidas por estupidez acaba-se por ficar alguns tempos parados e acabo por estudar os porquês e levo-me a alertar para estes problemas. Espero que tenha sido compreensível. E boa saúde para todos nós.  
    • Acabei de fazer este teste.
      A minha Nota: 58/100 O meu Tempo: 106 segundos
    • Acabei de fazer este teste.
      A minha Nota: 50/100 O meu Tempo: 135 segundos
    • Essa experiência do baixo acredito que tenha feito diferença. Mas não era só a escala. É um instrumento diferente.  Além de eu ter várias guitarras, a minha escola de música tem serviço de luthier. Trabalho com um muito bom! Isto quer dizer que recebo todas as semanas várias guitarras de clientes para levar ao luthier. Quando lá vou, ele tem sempre inúmeras guitarras de clientes também.  Ora, claro que eu aproveito para experimentar tudo. Afinal tenho de verificar se o trabalho foi bem feito antes de entregar a guitarra ao cliente...  Sim, toco regularmente em gibsons, fender usa, ibanez prestige, prs, etc...  Não sei se é exactamente por isso... Mas a mim a cena da escala é um bocado "tinto". Talvez leve um minuto a adaptar os dedos, se for assim uma guitarra seguida à outra. Mas depois esqueço isso e passo a curtir outros aspectos da guitarra. 
    • ... e agora pelo direito do contraditório, vou voltar à carga num ponto de vista que ainda não referi. As minhas guitarras são na sua maioria de 25.5" (6 e 7 cordas), tenho de 27" (de 8 cordas) e uma Ibanez mikro de 22"(?). Partindo do princípio que um bom guitarrista toca em qualquer guitarra como se tem dito por aqui e ali, a coisa não é assim tão simples quando toca à relação entre comprimentos das escalas. É que tal como nas primeiras posições se torna mais complicado a execução de acordes com 4 ou até 5 trastes de amplitude na medida em que o comprimento da escala aumenta, o mesmo também se verifica quando a escala diminui, em que o espaçamento entre os trastes torna algumas construções de acordes/arpejos/corridas e fraseados particularmente difíceis pela falta de espaço para os dedos. O comprimento da escala de uma guitarra é TUDO para a inspiração ou execução de uma música. Em tempos tentei tocar uma composição pessoal, original em guitarra em que não usava a corda Mi agudo (a 1ª portanto), num baixo de 6 cordas (afinado de Si0 a Si2). Resumindo, as posições dos dedos da mão no braço eram exactamente iguais, mas as diferenças de escala eram de 25.5" para 34" (ou seria 32"?). A dificuldade era absurdamente grande, no entanto ao regressar à guitarra, parecia manteiga. A escolha relativamente a que comprimento de escala se adequa melhor ao estilo de cada um cabe a cada um decidir, há vantagens e inconvenientes em todos os modelos e dimensões. As decisões resultam necessariamente da experiência de cada um e é importante experimentar, e várias vezes por ano. Isto porque pode acontecer num dia estarmos com os dedos mais marrecos que noutros, o ouvido mais entupido, ou a dor de cabeça de ouvir o patrão mais presente. No limite, ter uma guitarra de cada tipo é o ideal, mas não há orçamento que nos valha para tamanha avaria. Resta-nos portanto recorrer às lojas para experimentar, e na actualidade do COVID-19 é encomendar, experimentar e devolver caso não se aprecie a peça em questão. No máximo perdem-se uns cobres nos envios, mas ganhou-se a experiência.  
  • Próximos Eventos

    Sem eventos