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  1. Mestres de Baixo

  2. Acção das cordas

  3. Music Man Stingray 4


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    • As questões que o @resolectric refere são pertinentes e reais. Penso que há alturas em que temos de fazer cedências. Este ano vou terminar com a minha banda de baile. Porque já há muito que estou cansado. E sim, podem vir com a frase feito... "eishhh... és um pimbalheiro"... já me diverti muito em concertos pimba. Já fiz grandes amizades, grandes concertos, já levei muitos aplausos. São muitos anos, apesar de ainda ser "novo" para isto. Mas cansei-me. Porque suportei todo o projecto desde quase sempre. Foi um projecto familiar desde a sua essência e assim continuou, com pessoal que vinha de fora, mas com um núcleo duro. Mas que funcionava porque eu aceitava trabalhar um pouco (ou muito) pelos outros. Ouvir as passagens, as cifras, as inversões, os breaks, etc. Só que o baterista nunca teve aulas a fundo... tem sensibilidade e dá uns bons toques mas falta-lhe imensa coisa e não entendeu, quando eu disse que este ano era para finalizar porque é que eu digo que estou "cansado". Ainda vamos ter uma conversa mais a fundo... mas lá está. Chegar, "vamos tocar"... e não saber o quê. Nem o que fazer, nem como. E perdem-se horas de ensaios com isso. Na guitarra está o meu sogro. Sempre foi limitado e foi aprendendo a tocar conforme fazíamos ensaios e concertos. Progrediu. Mas chegou ao limite. E sempre fui fazendo muito trabalho também por ele. E já lhes disse... compreendam-me que finalizo isto com muita tristeza, mas tenho de subir o nível, seguir com músicos tão bons ou melhores do que eu... é o que eu mais gosto na estrada. Apanhar alguém melhor do que eu e absorver, aprender, conversar, discutir (no bom sentido da palavra). Porque quero amanhã ser sempre melhor do que hoje. Já tive esta discussão aqui no fórum por causa de ser um nabo na edição de som, vst's, etc. Mas a minha essência faz com que aprenda discutindo, vendo, estando lado a lado com alguém e não sozinho... Adiante.    Neste momento estou com o projecto "INTEMPUS". Fizemos o primeiro concerto dia 13 de Abril. Quem nos contratou ficou de boca aberta e prometeu-nos muitos mais concertos... já estão agendados. Não venho para aqui gabar o projecto porque isso não é o fundamental. Mantendo-me no tema...   Reunimos 4 tipos que se conheceram com um cantor/guitarrista que tinha a mania que era o maior da aldeia. E não sabia o que queria. Hoje sou o cantor XPTO + a banda wyz.... amanhã, isto é uma banda e temos o nome wyz... amanhã já vou tocar a solo por causa dos meus fãs.... estão a ver o estilo. A verdade é que deste projecto conheci o baixista e baterista que estão agora a trabalhar comigo. O baterista dá aulas numa escola de música e convidou-me para ir para lá dar aulas de piano. Conhecemos o guitarrista, foi para lá dar aulas e está também no projecto. Passou por um linfoma e esperamos um ano e meio para que ele ficasse curado. E está, felizmente. E percebemos que "isto" funciona, porque somos, primeiro que tudo, 4 verdadeiros amigos além da música.   Juntando só mais uma pequena passagem: terceiro ensaio da banda: "vamos tocar da música 1 à música 6". Ok.... ensaio... Guitarrista... "não tive tempo de ouvir esta e assim mas vamos ver como fica..."  Baterista: "Vamos tomar um café"? Ok... vamos lá...  "Não vale a pena virmos perder 3 horas de ensaio e não trazermos as coisas prontas. Para isso marcamos ensaio para daqui a 1 mês e cada qual tem de ter a sua parte pronta. Depois, logo se junta, dá-se mais este ou aquele pormenor, mas a base tem de estar pronta..." A partir daí, os ensaios foram feitos quase sempre à primeira e depois limamos o que temos.    Finalizando. Isto depende de cada um. Toquei com um músico extraordinário que corre o mundo a fazer música. Literalmente. Digo-vos que desde Alemanha, Austrália, Zimbábué, Brasil, Venezuela... o tipo passa por vários países num mês. Nunca vi ninguém com capacidade de fazer o que ele faz. E é músico. Não é instrumentista. Toca da mesma forma bateria, baixo, guitarra, teclas, saxofone... dão-lhe um instrumento para a mão e ele toca. No entanto, em termos de relações pessoais era muito difícil de lidar. E deixamos de fazer parte desse projecto por isso. Na minha forma de ver as coisas, tem de haver cumplicidade entre os diversos músicos. Para aceitarem uma "carvalhada" quando é preciso, e para irem tomar uns copos quando estiver tudo na tranquila e para carregarem o material todo no fim, independentemente de ser o guitarra, o batera ou o vocalista. Todos são importantes, desde o tipo que enrola cabos, ao motorista da carrinha, ao empresário... e começa aí. Depois, a capacidade musical de cada um pode ser trabalhada se todos aceitarem que todos temos muito mais a aprender. Qualquer projecto deveria partir daí. 
    • ah... não estás bem a ver o que é uma guerra, pois não?
      Creio que estás a confundir com uma parada militar.

      Quanto ao resto, perfeitamente. São opiniões e maneiras de ser e identifico-me com várias das coisas que dizes aí ainda que hoje em dia seja bem mais tolerante do que já fui.
      Muito mais.
      Muito mais mesmo!
      Mesmo!!!
    • Certo!  O problema é que muitas vezes mexem com que considero ser o bem mais precioso do ser Humano: O tempo de vida. Situações já aqui referidas: Aprender as musicas nos ensaios, discutir num ensaio de covers se a musica termina em Sol, em Dó ou whatever, para mim são completamente inaceitáveis! Ninguém tem o direito de usar o meu tempo para fazer o trabalho que lhe compete fazer no tempo deles. Também não espero por pessoal atrasado. Já saí de vários ensaios por causa destas coisas. Se alguém pega no telemóvel e diz "deixa lá só ouvir o tema num instante", normalmente ainda é num instante mais rápido que eu arrumo as minhas coisas e vou embora! É imediato. O meu tempo ninguém rouba é demasiado precioso para mim. Mas, tal como já disse, o problema sou eu. Não tenho a minima paciência para estas coisas e levo-as mesmo como desrespeito pessoal grave. Se calhar não devia…  Em relação aos artistas não serem importantes numa situação de emergência e desespero social, descordo completamente. É certo que as outras profissões providenciam bens essenciais á sobrevivência. Mas é a beleza das artes e as emoções do desporto que fazem com que as pessoas queiram sobreviver. Mais ainda, numa situação de crise social grave, como uma guerra, o suporte emocional e esperança providenciado pela beleza artística, tem um fortissimo papel em manter a moral e esperança. Não é à toa que todos os exércitos têm banda e as marchas são todas feitas ao som de tambores e cantigos de motivação!            
    • Mas olha que é verdade; o número de músicos que é simplesmente "varrido do mapa" em situações de guerra total, é absurdo.
      São situações em que as pessoas deixam, pura e simplesmente, de pensar no futuro e de fazer planos de vida. A questão é sobreviver, não se confia em ninguém e o que interessa é safar-se.
      Entre "bons" e "maus" a falta de interesse por pessoas que "não servem para nada" no momento imediato, é chocante.
      E músicos... pum.
      Artistas no geral, não servem para nada quando a questão é sobreviver.

      Depois sim, os que sobrevivem e passam por essas coisas geralmente surgem com obras fantásticas, criadas nas condições mais absurdas, chocantes e inacreditáveis.
      Mas geralmente sobrevivem porque também eram mecânicos, enfermeiros, tradutores...   Quanto às histórias para contar, já contei várias por aqui!
      Deve estar para aí perdido no fundo do Forumusica, um tópico com histórias "da frente de combate" dentro do estúdio.
      Claro que não posso dizer os nomes em muitas delas, noutras posso porque são inocentes e só têm piada e outras não posso mesmo contar!
      Mas não sou só eu! Toda a gente neste meio, seja em concertos seja em estúdio, terá histórias mirabolantes para contar!
      Claro que as de estúdio são diferentes porque as coisas que os músicos conseguem fazer depois de passarem "um par" de dias fechados num sítio sem janelas podem ser, no mínimo, peculiares!
    • +1 Obrigado pelas palavras motivadoras.
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