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Distorção

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Distorção

É comum, no mundo "guitarrístico" falar-se muito em distorção (ou "destrução" como muita gente diz :D ). A distorção, que é um efeito indesejável no Hifi, tornou-se extremamente comum e apreciado pelos guitarristas, devido às suas características sonoras.

A Distorção sonora é uma alteração à onda sonora que resulta do aumento do seu ganho. O ganho aumenta o nível do sinal e a partir de certa altura começa a "clippar", produzindo harmónicos e sobretons. O fenónemo de "clipping" acontece quando um amplificador não consegue produzir uma um sinal com uma voltagem superior à sua capacidade, e sendo assim o sinal fica "cortado" pela capacidade máxima:

BBgwP.png

Imagem: Clipping a acontecer quando um sinal é "puxado" para lá da capacidade do amplificador. O sinal cinzento seria o sinal que se pretenderia obter, o sinal vermelho é o sinal real obtido uma vez que o amp. Note-se o clipping a acontecer nos +/- 40V.

 

Vejamos o que um pedal de distorção faz na onda sonora:

 

Confuso quando te falam de "overdrive", "crunch", distorção, "breakup" e coisas do género? Continua a ler, na secção seguinte falaremos de algumas categorias sonoras de distorção.

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Melhorado o artigo com mais informação. Pessoal, editem e adicionem vossas preferências para os pedais na última página!

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    • Alguém
      Olá. Preciso de uma ajuda.
      Tenho uma Epiphone Les Paul Standard Custom Shop e um Roland Cube 30X.
      O amplificador tem ruído de fundo que desaparece se colocar a mão no cabo junto à guitarra. Este ruído é amplificado quando mudo para distorção.
      Abaixo vídeo com a descrição do problema, quer em clean, quer em distorção.
      https://www.dropbox.com/s/2nwch7n48fz4tie/File 13-10-17%2C 16 37 48.mov?dl=0
       
      Algumas notas:
      Isto acontece com dois cabos que tenho em casa; Tenho um Peavey Vypyr 15 que não apresenta o mesmo problema, o ruído é quase inexistente; O Rolland está ligado a uma tripla com terra e a tomada também tem terra, mas o cabo do aplificador não tem:  
      Alguma dica?
    • tca
      Tutorial - MOSFET: numa configuração habitual
      Resumo:
      Neste tutorial vamos realizar uma experiência muito prática de modo a perceber como funciona um MOSFET numa configuração particular muito utilizada, em particular, nas montagens de tutoriais anteriores.
      ...

      Ver tutorial completo
    • tca

      Os MOSFET são transístores de efeito de campo usados em muitas aplicações de eletrónica analógica e digital. Neste tutorial vamos realizar uma experiência muito prática de modo a perceber como funciona um MOSFET numa configuração particular muito utilizada, em particular, nas montagens de tutoriais anteriores. A montagem usada é chamada de fonte comum, porque a entrada e a saída partilham a fonte do MOSFET. Esta configuração permite construir um amplificador e obter uma amplificação em corrente e em tensão do sinal de entrada. É por isso uma configuração muito usada em aplicações de áudio.
      Em tutorais anteriores montamos um amplificador com uma lâmpada cuja configuração corresponde exatamente à de fonte comum.
      Claro que vamos precisar de alguns aparelhos especiais: um osciloscópio e um gerador de sinais.

      Como habitualmente publicamos uma lista de material e os sítios mais convenientes/baratos para a compra. Neste caso em particular não damos recomendações de compra porque já anteriormente demos e os Mosfets podem ser comprados facilmente em qualquer loja de electrónica. Para este tutorial são necessários uns Mosfets, resistências e um condensador, a saber:
       
      Mosfet IRF620, IRF610, … Algumas resistências de potência (100Ohm, 1Ohm,3.3Ohm, 0.47 Ohm,... de 3W basta, 1M 1/4W) 1uF, 25V condensador Fonte de alimentação (de um laptop). Aquela que vou usar a tensão de saída ronda os 19.6V breadboard (a montagem de um tutorial anterior)  
      Na página seguinte conheceremos melhor a estrutura do MOSFET.

      O transístor de efeito de campo (Field effect transistor, FET) tem esta designação porque o estado de corte ou de condução é determinado pelo campo eléctrico no seu interior. A corrente é devida a um só tipo de portadores de carga: electrões ou lacunas. Há vários tipos de transístores de efeito de campo mas o mais utilizado é o transístor MOS (MOSFET). A designação MOS deriva das iniciais Metal-Óxido-Semicondutor e tem a ver com a estrutura do dispositivo.
      Não me vou deter sobre grandes detalhes técnicos sobre este tipo de transístor (ver referências no fim) mas há uma característica que vale a pena referir: apresentam uma resistência de entrada praticamente infinita, característica que partilham com os seus antepassados, as válvulas.
      O MOSFET possuem 3 terminais denominados dreno (D, drain), porta (G, gate), fonte (S, source).

       
      Para que a corrente passe no drain para a source é necessário que a tensão entre a gate o drain seja superior à tensão de limiar (threshold), este é o comportamento de um transístor MOS de canal N, ou NMOS.
      Existem também transístores de canal P, ou PMOS. Neste caso para que haja corrente da source para o drain é necessário que a tensão entre a source  e a gate seja superior à tensão de limiar.
      Os transístores descritos são chamados de enhancement porque o controle de corrente se obtém controlando a quantidade de portadores de carga para o canal.
      Cada fabricante de transístores fornece uma datasheet onde se  podem encontrar os valores típicos  (por exemplo) da tensão de limiar  para um dado MOSFET. Por exemplo, olhando para a datasheet do MOSFET IRF620 (http://www.vishay.com/docs/91027/sihf620.pdf) temos a tabela 

       
      tem uma tensão de limiar entre 2V e 4V(Gate-Source- Thereshold Voltage). A precisão não é grande coisa, pois não? Então, a electrónica não é uma ciência exacta? Claro que a coisa é um bocado mais complicada, e claro não esquecer os valores dados na datasheet dependem da temperatura (ver gráficos mais para a frente).
      Um dos conceitos importantes que vamos explorar nesta experiência é o de ganho de tensão e distorção.
      O ganho em tensão é determinado pela razão entre a tensão de saída e a tensão de entrada. A saber:
      Av= Vout/Vin
      Corresponde a um factor multiplicativo, a tensão de saída Vout é (deverá ser idealmente) proporcional à tensão de entrada Vi, como queremos construir um amplificador este factor multiplicativo deverá ser maior do que um e aproximadamente constante numa banda de frequências adequada (20Hz-20kHz para áudio).
      O outro conceito importante é o de distorção (que pode ser boa ou má, depende das aplicações).
      Deixo aqui a formula que permite o cálculo da distorção (segunda harmónica), fica para mais tarde a discussão de mais detalhes e de onde vem essa fórmula,
      D = abs((.5*(Imax+Imin) - IQ) / (Imax - Imin))
      onde: Imin é a corrente mínima no drain, Imax  é a corrente máxima no drain e IQ corrente no drain sem sinal de entrada, i.e. corrente em repouso (quiescente). Para se obter o valor da distorção em percentagem basta multiplicar por 100.
      A experiência que proponho é baseada no livro Design of VMOS –  Circuits with Experiments adaptada para os componentes que tinha aqui em casa e que são possíveis de obter-se em qualquer loja de electrónica.
      Vamos então à experiência, um passo de cada vez.

      Passo 1
      Montar o circuito de acordo com o esquema. É necessário montar o MOSFET num dissipador conveniente, a regra geral para se confirmar que a escolha do dissipador foi a correta é colocar e manter a mão sobre o dissipador durante uns 30s, a temperatura deve rondar 60 graus Celsius, a temperatura ideal do café para ser bebido (ver figura inicial).

       
      O transístor está polarizado, é o nome que se dá à configuração que permite a condução, de uma forma chamada de selfbias, i.e. usa-se uma resistência para acoplar o drain ao gate permitindo ter sempre as duas à mesma tensão (a elevada impedância de entrada do MOSFET garante que VD=VG).
       
      Passo 2
      Deixar o gerador de sinais desligado e ligar a alimentação. Com o osciloscópio ligado ao drain do transístor medir a tensão, deve rondar os 15.2V (mais ou menos 1V). Se isso não acontecer desligar a fonte de alimentação e confirmar as ligações. Medir a tensão entre a gate e a source (perto de 4.5V).
       
      Passo 3
      Depois de estar tudo a funcionar podemos ligar o gerador de sinais com um sinal com frequência de 1kHz e uma onda sinusoidal à entrada do amplificador. Ajustar a amplitude do sinal à entrada de modo que se obtenha os valores à saída dados pela tabela seguinte, calcular o valor do ganho em tensão.
       
      Vin(mV)      Vout(V)       Av         23.0 0.5 22 45.0 1.0 22 66.0 1.5 23 90.0 2.0 22 112.0 2.5 22 134 3.0 22  
      O circuito tem um ganho de 22. A impedância de entrada ronda os 100*22 || 1M=2.2kOhm e a impedância de saída 100Ohm.
       
      Passo 4
      Agora desligar o gerador de sinais da entrada do amplificador. Medir a corrente em repouso e guardar o resultado.
      IQ = (19.6-4.4)/100 = 152mA
      O amplificador consome 152mA*19.6V=3W mesmo sem sinal à entrada.
       
      Passo 5
      Voltar a ligar o gerador de sinais à entrada do amplificador e ajustar o valor da amplitude à saída de modo a obter-se 2V pp (peak-to-peak) com 1kHz. Medir a corrente no drain, ou a corrente de saída, que corresponde ao valor de Imax, registar esse valor.
      Imax = (19.6-4.4+1)/100=162mA
       
      Passo 6
      Voltar a ligar a alimentação e o gerador de sinais e medir a corrente de saída nas mesma condições do Passo 5. Registar o valor pp da corrente(estou a usar duas resistências de 3.3Ohm em paralelo).
      Ipp = 80/1.65 = 48mA
       
      Passo 7
      Para determinar Imin basta subtrair o valor determinado no Passo 7 pelo valor determinado no Passo 5:
      Imin = Imax - Ipp = 162-48= 114mA
       
      Passo 8
      Usando a fórmula para a distorção calcular a percentagem de distorção deste amplificador e common-source (fonte-comum) a 1kHz.
      distorção = abs(((114+162)*.5-152)/48) = .29
      Obtive uma distorção na ordem de 29%!

      Este tutorial baseou-se no estudo de uma das mais úteis configurações de funcionamento de transístor, uma configuração em fonte-comum. Este  tipo de topologia é muito usada na construção de amplificadores de tensão e de corrente, é um building block que devemos reconhecer rapidamente quando estudamos circuitos mais complexos.
      Muitas alterações se podem fazer,repetindo todos os passos anteriores e de uma maneira exaustiva perceber como é que a polarização do transístor condiciona a distorção final do sinal amplificado (fixed bias, ou ainda colocando um resistência da gate ao ground).
      Outra aplicação deste circuito simples é como booster para um qualquer amplificador de guitarra (claro que precisa de um buffer, mas isso é o tema para o próximo tutorial).
       
      Boas construções!
      P.S. - Nenhum transístor ficou magoado durante a redação deste texto.
       

      Para quem quiser conhecer estes assuntos com mais profundidade, recomendo dois livros que serviram de fonte também para este artigo:
      Manuel de Medeiros Silva, Circuitos com Transístores Bipolares e MOS, Fundação Calouste Gulbenkian, 4ª ed. (2010)
      Robert T. Stone, Howard M. Berlin, Design of VMOS, Circuits with experiments, HowardW. Sams, Co., Inc., 1ª ed.(1980)
       
    • mustainehimself
      olá a todos!
      antes de perguntar o que vim perguntar vou explicar a situação: comprei finalmente e não à muito tempo um amp que me deixa extremamente contente com o seu tone, é pequeno e soa estupidamente bem a qualquer volume, não tem válvulas (logo não tem stresses de manutenção) e tem potência suficiente para o levar ao vivo. enfim, perfeito e não o podia recomendar mais (dv mark micro 50, com a respectiva coluna 1x12)
      para quem não conhece este amp basicamente tem 2 canais: clean e overdrive. o clean é a base do tone, e é extremamente competente, e se mudar para o canal overdrive fico com alguma distorção (basicamente e segundo a explicação deles, "no canal overdrive enfiaram um pedal de overdrive em cima do canal clean: aqui tens o canal overdrive".  porquê que adoro o amp e a distorção? porque o clean é incrivel, e no canal ovderdrive há excelente separação de notas, imenso sustain e não tem aquele high end fizzy e estridente que eu tento fugir: a nota é sólida grave e tem a sua distorção mas soa como estivesse em clean.. faz sentido?  a distorção é perfeita e é exactamente isso que eu queria. tira muito bem o som natural da guitarra mas isso também tem em conta os pickups que uso e já agora gosto imenso (chopper t na bridge e twang king no neck) 
       
      só há um problema: o canal de overdrive não tem muito gain, e gostava de ter a mesma distorção, a mesma separação de notas tudo, mas com mais distorção, mais harmónicos, mais sustain mantendo a base de tone na mesma. a aplicação desta distorção é mais para solo (rock estilo andy timmons, richie kotzen)
      por isso não sei se procuro por um pedal de distorção (pôr no canal clean e usar o pedal como distorção base ignorando a do amp.. ou conjugar as 2 secalhar ia dar uma confusão de som ou imenso ruído de fundo, mas de qualquer modo vieram-me à cabeça o tech 21 OMG do richie kotzen e jhs at do andy timmons que soam fantasticos..), nem acho que compressão seja o que procure porque eu gosto da "sensibilidade" do amp a sentir o que toco (aliás até gostava de acentuar ainda mais isso), eu quero usar a distorção do amp, porque a adoro, só queria manter o seu "cleaness" e o som natural da guitarra que o amp tira tão bem, acentua-lá e dar-lhe um pouco mais (não muito também) de potência/boost. 
      nem sonho que pedal comprar para este caso.. que pedais sugerem? fazia total questão que o pedal fosse true bypass.. (má experiência com pedais wah da dunlop..)
       
      um muito obrigado antecipado e desculpem se o post foi alongado x)
       
       
    • xtech
      Mostrado na NAMM, chega agora às montras. Letras, knobs dourados e coisa e tal:
      E a bom preço: 60€.
    • tca
      Tutorial - Electra Distortion
      Resumo:
      Como primeiro projecto de utilização do suporte para a breadboard vamos construir um circuito básico de distorção com apenas um transístor: um Electra Distortion. Com 50 cêntimos em componentes, podes iniciar-te no mundo dos efeitos com este projecto e aprender a trabalhar com o software adequado!
      ...

      Ver este tutorial completo