Canoxa

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Sobre Canoxa

  • Aniversário Abril 28

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  1. Parece-me que estás no bom caminho no que toca a compreender a linguagem harmónica. As linhas seguem o movimento sugerido pelo percurso tonal e tens as changes bem sabidas. No entanto, o teu sentido rítmico ainda está pouco desenvolvido, comparado aos restantes parâmetros, e isso foi algo que notei logo na abertura e que se confirmou ao longo do vídeo. Se procuras melhorar, experimenta a trabalhar quer tudo o que vens vindo a trabalhar bem como o que pensas vir a experimentar com metrónomo!
  2. O Presidente — o Cavaco — vetou uma lei deste Executivo, e fê-lo a pensar nos meus melhores interesses. Estou acordado?
  3. O filme é bom a nível técnico. São bons actores, a fotografia é boa, etc. Quanto ao teu subtítulo, é uma palhaçada pegada do início ao fim. Isto não é um filme sobre jazz nem sobre outra música, é um filme sobre patologias comportamentais. Acho que já tinha sido discutido cá no fórum.
  4. Sim, tudo certo. Obrigado por desabreviares o post, que foi muito à pressa. Queria acrescentar que para mim o maior problema é mesmo a divisão das vozes em música polifónica.
  5. Quando eu digo que não serve para nada, obviamente não o digo no sentido estrito. Se não nem eu era profissional da música. A questão é que há definições de arte que vêm de dentro, das qualidades inerentes dum artefacto (ainda por cima um artefacto que é a manifestação física de um processo abstracto, do que diz respeito às ideias, que é a coisa mais interna que há), e outras que tentam separar ou que é ou não arte baseada em factores externos.
  6. As ferramentas, e com isso o design, nasceu bem primeiro que a arte. A roda predata a flauta de osso. Mas a flauta de osso não servia para nada.
  7. A arte é a corporização num artefacto de algum processo abstracto, e por isso pode aguentar-se enquanto tal sem precisar de ter nenhuma aplicação prática. Uma mesa pode ser extremamente bem feita, mas é feita com um propósito. Já uma escultura em madeira usa os mesmos processos de feitura, mas dispensa as preocupações com a sua aplicação prática. Qualquer designer te diz que o trabalho dele consiste em fazer algo o mais bonito possível, mas sempre com a sua prática fortemente ancorada nas preocupações do utilizador. Já um artista apenas tem que se preocupar (ou não) com a ressonância empática que causa em que recebe a obra. E não disse que não havia música óptima da qual não gostavas. Disse que há música que nem sequer consideras música. Mas isso não a impede de existir.
  8. Já tinha saudades desta! A distinção entre arte e design já vem quase do tratado de estética do Kant, pelo que esse argumento não nos leva para grandes discussões… A arte e a música são só o que tu gostas? Assim torna-se complicado. Um objecto artístico nasce de uma forma de expressão. Logo, limitar o epíteto de arte ao que nós gostamos é limitar a expressão de outrém. Agora, o que há e o que sempre vai haver é boa arte e má arte. Nós, culturalmente, colocamos — e bem, de maneira geral — a arte num pedestal. Mas nem tudo o que é arte é necessariamente bom, ou boa arte (tal como nem todas as formas de expressão ou pensamentos expressos valem a pena). E aí, o único critério que se aguenta é se o objecto artístico cumpre tudo a que se propõe. Tudo o resto é ressonância emocional com quem a recebe. Muita música da qual tu não gostas é óptima mas não tens aparato crítico para a receber e por isso não te diz nada, e muita música que tu gostas é francamente má como objecto artístico mas tem qualidades que a redime aos teus olhos.
  9. Eu acho que todo o predicado inicial do xtech é fracamente exagerado…
  10. Em teoria, a maior partes dos DAWs e programas de edição de partituras te fazem isso. Na prática, os resultados precisam de muita limpeza, pois a exactidão do MIDI raramente se coaduna com a representação correcta na partitura…
  11. Ena, não sabia que a Fonoteca tinha um site tão jeitoso, obrigado!
  12. Não neguei semelhanças nenhumas, apenas disse que não era plágio. As semelhanças são tremendas. Mas acontece que que as marchas harmónicas, por serem cíclicas, usam frequentemente o mesmo motivo melódico ao longo suas resoluções. A partir do momento em que aquele ângulo melódico das alturas de "quem perdeu" faz sentido ou soa bem, é quase chapa cinco até ao final. E um motivo, tal como uma progressão harmónica (muito menos esta!) não constituem propriedade intelectual e são geralmente muito pouco específicos e a sua identidade muito sujeita ao que está à sua volta. É precisamente por serem muito plásticos e reconhecíveis em vários contextos que são frequentemente elementos de desenvolvimento no tonalismo. Não conheço os termos legais — embora conheça gente que já foi a juris destas coisas — portanto, para esta discussão, proponho que plágio passe por qualquer coisa do tipo: uma canção perde a sua autonomia sem o elemento da outra. E a melodia faz tanto sentido no contexto histórico do tratamento daquele tipo de progressão harmónica que não se pode negar que ambas pudessem ter sido compostas em paralelo. Outra coisa gira é que a wikipedia não me diz quando é que foi lançado o Papel Principal, mas na página da Adelaide fala num álbum de baladas de 98 em que a canção foi reeditada. É, portanto, ainda anterior a 98. Já o Farol é do Supernatural, que não tenho que ir a wikipedia nenhuma para saber que é de 99, porque eu risquei o meu disco em casa! Se queres ouvir o Santana a gamar, vai mas é ouvir o Love of my Life: a melodia e harmonia é chapadinha — essa sim, sem sombra para dúvidas — do 3º andamento da 3ª Sinfonia de Brahms. Isto é aplicável neste caso, sobre outros malabarismos do Tozé Brito não ponho as mãos no fogo.
  13. É uma altura tramada para a gripe…
  14. Não há plágio nenhum. A progressão harmónica é uma marcha harmónica que percorre ciclo de quintas. Estas coisas são quase ancestrais, são como que uma pedra de toque que assinala, ao sintetizar, a maturidade do tonalismo, no início do século XVII, para aí.
  15. Eu por acaso acho que reparto muito bem as compras entre lançamentos e álbuns antigos. Mas bolas, com uma história da música para trás — e logo eu que me inscrevo muito mais na tradição que tem mil anos — não admira. Outra coisa é que, precisamente quando começava a ter rendimento disponível, fiquei sem ele, muitas vezes quero comprar lançamentos novos, e o tempo passa… E só os vou buscar um ano ou mais depois!