resolectric

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Sobre resolectric

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    Masculino
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    Portugal
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    Viana do Castelo
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    Outro

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  1. Que coisa mai liiiinda

    Gosto muito do P90 da minha National. Um Kevin Lollar. Faz maravilhas com prés a válvulas. Com alguns amplificadores, a saturação que se obtém nos canais limpos, é insuperável.
  2. Amplitube vs Bias vs GuitarRig vs Helix

    Patrocínios. É como a Waves e os seus "endorsers" com autorizações milionárias.
  3. Amplitube vs Bias vs GuitarRig vs Helix

    ;-) Eu tenho um Tech21 com a saída SansAmp que já serviu várias vezes para substituir algum amp valvulado que não dava o som pretendido. Portanto, mesmo em termos de emulação, acho que um amp inteiro, a hardware a funcionar com condensadores e rectificadores e "não-sei-que-mais" é mais interessante do que a software. Atenção, não sou anti-plugin e até tenho alguns que adorava que funcionassem para sempre sem as previstas incompatibilidades futuras mas de facto, a hardware e a possibilidade de "errar" com o microfone numa posição peculiar ou com o amp num canto diferente da sala... é imbatível. Mas é exactamente como dizes no resto do post: o que interessa é conhecer e todas as ferramentas podem ter algum "trunfo" oculto. E apesar de tudo, não são mais do que ferramentas. Quanto ao Revalver, o actual não sei como soa, só sei que existe mas o antigo, em DirectX, era excelente. Diverti-me imenso com aquilo.
  4. Amplitube vs Bias vs GuitarRig vs Helix

    Xiiii... isso é um bocadinho complicado e essencialmente por causa da minha personalidade, ou talvez da minha forma de trabalhar. Quero dizer, eu não ligo muito às marcas dos equipamentos, sejam eles os do estúdio ou os instrumentos ou acessórios ligados aos instrumentos (amps, pedais, etc.) Geralmente estou mais a trabalhar com os ouvidos ainda que um amplificador bonito ou uma guitarra com bom aspecto me chame sempre a atenção. Mas se soar bem... melhor! Fica logo tudo resolvido. Isto para dizer que quando procuro um som no Amplitube (ou no Vandal, nas poucas vezes em que lhe mexi) não é costume ir à procura de uma emulação mas sim à procura de "um som". Daí que, muitas vezes (muitas mesmo) procure um preset que supostamente represente o tipo de som que procuro (americano, inglês, clássico, moderno, transistorizado, grande, pequeno, coluna aberta ou fechada, etc etc) e trabalho o som a partir daí. Tenho gravações em que parti de uma emulação de um Fender Blues junior e outras em que era um Ampeg e outras até em que o ponto de partida para o som de um baixo foi um preset de um amp de guitarra. E exploro também os pedais, as simulações de posições de microfones, etc. Já agora, a emulação do Blues Junior não tem nada a ver com aquilo que ouvi dos Blues Juniores que já passaram aqui. E foram alguns! Para resumir: o Amplitube tem sido útil várias vezes mas nunca como emulador. Uso-o sempre como "manipulador" do som. Cria bons "drives", boas distorções e coisas que seria quase impossível de fazer de outra forma mas se puder gravar a guitarra e o amp, prefiro mudar de microfones e de posições do material todo do que ligar um emulador. É a diferença entre 2D e 3D.
  5. Amplitube vs Bias vs GuitarRig vs Helix

    Revalver!!! Usava isso nos tempos dos plugins DirectX. Era incrível! Agora uso Amplitube (o Revalver já está encostado à garagem dX) mas não me vou alongar na discussão pois não experimentei os outros. E já está tudo bem explicado pelos participantes do tópico. Nota: também tenho o Vandal pois vinha com o Sequoia. É fixe.
  6. Técnicos, engenheiros e estúdios.

    Não sei se este video foi partilhado ou não mas acho-o indispensável neste tópico. Reparem na parte em que ele diz que a maior parte do trabalho do técnico é dentro da cabine e não na régie/sala de controle. Concordo a mil por cento!
  7. Técnicos, engenheiros e estúdios.

    Não vai fechar. Foi comprado pela Berklee College of Music. Vão dar formação a futuros técnicos de som desempregados. Do New York Times, 5 de Setembro, 2017:
  8. Curiosidades

    Obrigado Não são verdades absolutas, são só as minhas opiniões e experiências. Nada mais! A minha sala também é bastante neutra e não dá qualquer característica especial às Baterias, já que é delas que estamos a falar mais por causa do uso frequente de som ambiente nessas captações. Por acaso (e isto é, mais uma vez, uma opinião e opção pessoal) gosto das Baterias secas e quando coloco reverb é frequente faze-lo só na pista do micro que está por cima da tarola. Não costumo colocar nada nos outros mas, claro, cada caso é um caso. Quando quero que o reverb "cintile" mais, coloco-o na pista do micro do bordão da Tarola, que tem mais "tsss". Essa característica fica reverberada e pronto, para mim costuma chegar. Claro que depende do que se grava, eu não gravo muito pop, é quase sempre rock ou cenas alt e indie e nessas costuma resultar assim. Mais uma vez, há casos em que é necessário algo diferente. Por exemplo, nas gravações do album «Temple Bell» do Old Jerusalem o objectivo era ter uma Bateria mais "soft", que soasse "na sala" e não "in your face" e gravei como tu referes: micros mais afastados. Neste caso foram 4, dois overheads, um à frente do kick à altura dos timbalões e o beta na Tarola. este último era o único próximo, todos os outros estavam a cerca de um metro e meio ou isso. Bastante mais distantes do que o habitual e também como tu referiste: medidos com o centro na Tarola. Eu costumo quase "colar" os Overheads á Bateria portanto, foi uma abordagem muito diferente da minha habitual mas nem por isso, única. Apesar da sala neutra, o que ficou como ambiente é mesmo da sala e é completamente diferente da captação próxima. Em estúdio a falta de tempo é quase sempre fatal. O bleed do SM57 é uma crise, sim. O "nulo" desse microfone é mesmo atrás, na direcção do cabo e é preciso apontar o cabo para as coisas que soam mal "off axis". Já no Beta 57, como é hipercardióide, o nulo é um círculo para trás, em ângulo. Ou seja, capta alguma coisa pelo lado do cabo mas não na diagonal para trás. É mais fácil de posicionar numa Tarola por causa disso e o que entra off-axis soa-me (a mim) bastante mais "musical" do que no SM. Em termos de som directo da Tarola, soam ambos porreiros. Não é por aí que escolho um ou outro. Em estúdio a falta de música boa, ou com bons arranjos também é fatal. Isso então, faz toda a diferença! Mais do que os micros. Isso para mim tava bom, tava! Nem meto microfone nos Choques, não sei como é que ia equalizar a coisa! Eu ponho sempre uma reserva nos instrumentos que soam mal. Até lhes pôr um microfone à frente, não recuso nada. Tenho aqui uma guitarra que custou 2.500$00 (escudos) que era para cordas de nylon, braço largo estilo guitarra clássica... está com cordas de aço, soa uma trampa e mete-se um microfone dinâmico à frente... fica uma maravilha! E a Bateria "da casa"? Havias de ver! É só ferrugem e já entrou em mais de 100 albuns!
  9. Chapter I

    Estes fenómenos são cíclicos e acontecem tanto a nível planetário como nacional. Nós, portugueses, também temos as nossas "desgraças" musicais. Não são de agora, já vêm de há largas décadas e deixando umas dúzias de fora poderia realçar os grandes "hits" de parvoíce que representaram «Olhó Robot», «Dei Tudo Por Ela», «Estou na Lua», etc. Infelizmente temos tendência a julgar as músicas por padrões estéticos muito limitados e às vezes metemos no mesmo "saco" músicas que são só mázinhas ou fraquinhas, porque não vão de encontro aos nossos padrões estéticos, com outras que são realmente aberrantes, como essas que refiro aí em cima. Só por curiosidade, não oficialmente mas segundo "contas paralelas" de um distribuidor/armazenista que já encerrou portas, o maior sucesso de vendas de sempre da música portuguesa foi o «Apita o Comboio», do conjunto Zimbro. Terá vendido, só a partir deste armazenista, mais de um milhão e meio de cassettes. Nunca entrou em Tops ou tabelas de vendas pois o editor não estava filiado na Associação Portuguesa dos Editores Fonográficos, que elaborava as tabelas de vendas e respectivos tops e galardões. Segundo ele me disse vendeu também centenas de milhares de exemplares de cassettes de dezenas de grupos que fizeram versões desta música, que nunca rendeu um "chavo" em direitos de autor. Por mais mázinha que seja, alegra-me que seja um tema original, de "country music" portuguesa e não uma aberração alcoólica do estilo das outras que refiro. Portanto, considerações estéticas à parte, bendito o comboio, que ainda vai à frente!
  10. Chapter I

    Os dois gerentes da empresa eram baixista e guitarrista de umas conceituadas bandas da cena Indie dos anos 90 e um dos designers é o bastante cotado baterista dos Peixe:Avião/Green Machine/Old Jerusalem e de mais meia dúzia de projectos nortenhos. Acima de tudo, é malta muito fixe e que (como eu costumo dizer) conhece bem a "linguagem" dos músicos independentes. Há bocado, na resposta anterior, posso não ter sido bem claro. Quando referi que não existem filtros, referia-me a este tipo de distribuição digital e de edições independentes (de autor). Se nos referirmos às edições através de editoras, aí sim, sem dúvida que existem "filtros". Esses são quase sempre de estilo, como é natural. Para o melhor e para o pior, claro! Sem querer entrar em considerações pessoais sobre o senhor José, considerando unicamente os factores artísticos, esse é um dos artistas que, literalmente, ficou à porta do meu estúdio. Apareceu um dia para marcar uma gravação, recusei, insistiu, recusei e pronto. Foi no auge da carreira, creio que lhe poderia ter cobrado o suficiente para um ar condicionado em 2 ou 3 horas de estúdio mas tenho limites. Já gravei música pimba e até gravei um dos "hinos" pimba nacionais, já gravei música com letras muito abaixo do nível exigível para serem consideradas como "letra de música" e já gravei artistas que da "arte" sabiam pouquíssimo mas tento sempre precaver-me contra essas situações antes de me entrarem pela porta dentro. E também já aconteceu um "artista" ter sido expulso do estúdio porque sempre que falava ao telefone com a esposa (aos berros, na régie) a tratava, como se costuma dizer, "abaixo de cão". Expliquei que não aceitava aquela linguagem no meu estúdio, a gravação foi cancelada. A música era má mas a pessoa era pior. E isso é o pior!
  11. Chapter I

    @pgranadas, obrigado pela referência. Não estava a acompanhar este tópico mas depois virei aqui ouvir. Aquilo que proponho para alguns dos músicos que vêm ao meu estúdio gravar e que têm por objectivo editar (CD, cassette, vinil, etc.) é a distribuição digital em lojas online, que é feita indirectamente pela Sony Music. Actualmente são mais de 150 lojas, se não me engano. O serviço de distribuição é gratuito e não implica a edição em nenhum outro formato. Não é uma contrapartida do meu estúdio, nem uma exigência para as coisas que produzo e nem sequer será um exclusivo meu pois qualquer estúdio ou editor ou mesmo qualquer artista independente pode contratar esse tipo de distribuição com algumas empresas. Geralmente sugiro aos meus clientes (e agora sugiro-o aqui, a pessoas que não são clientes) que o façam através da Brandit, em Barcelos ( www.brandit.pt ) pois fornecem uma série de outros serviços muito interessantes para artistas independentes, a empresa é gerida por dois músicos e inclui vários músicos na sua equipe de técnisos, designers, etc e além disso apresentam os CDs com a mais alta qualidade que já vi. NOTA: não sou sócio da empresa e não ganho comissão! Simplesmente os resultados positivos que tenho tido com eles são de 100%. Tudo correu bem até agora. @xtech: se isto for demasiadamente publicitário, podes editar o meu post ou avisa e eu edito-o. A intenção é que seja entendido como uma referência concreta ao serviço que uso mas se estiver contra as regras do Forumusica, avisa Como pequena correcção ao teu post só queria referir que não existe qualquer filtro ao tipo de música que é editado, seja em suporte físico seja por distribuição digital online. Edita-se tudo sem condições e sem "filtros" de qualidade. É provável que alguns fabricantes ou alguns distribuidores se recusem a distribuir música que tenha certos conteúdos ditos "de ódio" (xenofobia, segregações diversas, etc.) mas mesmo isso pode ser disponibilizado em algumas lojas. Neste "extra" que forneço aos clientes a única limitação, ou "filtro", que existe é que eu próprio selecciono aquilo que quero gravar, aquilo que aceito que me entre pelo estúdio. Creio que muitos dos meus colegas de profissão farão o mesmo. Por vezes perde-se dinheiro mas eu tenho os meus padrões, que não são só musicais, são também e acima de tudo, sociais e de sociabilização. Qualquer dúvida, se eu puder ou souber esclarecer, dispõe/disponham.
  12. Rádio, televisão, produção independente como freelancers em multimedia, teatros e auditórios municipais, empresas de som para concertos, etc. Estúdios de gravação são hipóteses remotas pois os actuais são quase sempre unipessoais uma vez que os maiores, dependentes quase sempre das editoras discográficas, estão tão falidos como essas devido à falência do mercado discográfico. As Câmaras Municipais são uma boa primeira aposta pois existem, recorrentemente, concursos para técnicos para os teatros e auditórios.
  13. Como eles o fazem?

    Nesta última "aventura", com o M61, a nota de reparação tinha o nome da senhora que fez uma soldadura e quantos minutos o microfone esteve nas mãos dela. Devia ser para o caso de eu querer reclamar
  14. Curiosidades

    E o "mundo do leak" (ou bleeding) abre novas complexidades na escolha dos microfones e não só no seu posicionamento! É que mesmo para o bleed existe o bom e o mau. O que soa bem e o que soa mal. Tu já gravaste comigo um par de vezes e sabes que sou "adepto" da captação em grupo, sem grande separação entre instrumentos e que não "stresso" com o bleed. De facto, considero-o essencial. Mais essencial do que o uso de microfones de sala (os comummente designados em inglês por room mics, que dispenso em 99% dos casos) Dêem-me um bom bleed e eliminem as pistas de ambiente. Há microfones em que o bleed (o som que vem da sala) soa mal e outros em que essa característica complementa o som de tudo, até o da mistura final, de uma forma muito eficaz. Por exemplo, prefiro muitíssimo mais um Shure Beta 57 (hipercardióide) numa Tarola do que um SM57 (cardióide). O bleed de Bombo e de Choques que entra num SM57 é quase sempre um problema. O mesmo bleed num Beta 57 soa-me perfeito, essencial. Tão útil que dispenso quase sempre os microfones de Choques pois o bleed captado pelo hipercardióide Beta 57 é muito mais equilibrado e musical, em timbre, do que o do SM57 na mesma posição. Isto é só um exemplo pois uso a mesma filosofia para todos os outros microfones que coloco numa sala onde vão ser tocados vários instrumentos em simutâneo. Alguns proporcionam leakage de "qualidade", outros não. Ter esse aspecto em conta torna ainda mais complexa a selecção do microfone correcto para uma captação. Por isso mesmo, gravar "toda a gente ao mesmo tempo", não é uma simplificação para despachar. Para quem for rigoroso e exigente no seu trabalho, é exactamente o contrário: um apuramento complexo do conhecimento das características do equipamento que se usa. Para dar um exemplo... a "grandiosidade" do som da guitarra inicial deste tema «Smokestack», Kid Dakota, produzido pelo Alex Oana, só é evidente devido ao "bleed" e ao facto de todos os faders dos outros microfones, terem ficado abertos durante a mistura. Sem "bleed" era só uma guitarra. Com "bleed" torna-se uma guitarra potentíssima e temos uma noção do volume a que o amplificador se encontraria. Notem o vibrar do bordão da Tarola durante as passagens de guitarra solo. Sem "bleed"... estava morto.
  15. Como eles o fazem?

    Sobre a Beyer Dynamic, marca da qual tenho vários microfones (não tenho auscultadores) tenho duas excelentes experiências, espaçadas no tempo por uns 20 anos, o que só confirma que a política da empresa se mantém em altíssimos níveis. Um dos meus M201 (microfone dinâmico hipercardióide) deixou de funcionar. Enviei-o por correio para o representante em Lisboa e passado mais de um mês, não tinha sido reparado. Comecei a insistir semanalmente, por telefone, para pressionar a reparação do mesmo, tentando saber o que se passava para que não fizessem a reparação. Como as respostas eram "à portuguesa" (falta a peça, o fornecedor não fornece, o técnico está fora, etc etc) telefonei para a sede na Alemanha. Disseram-me para aguardar, que o microfone ser-me-ia devolvido pelo representante em Lisboa e que em seguida deveria enviá-lo para eles, na Alemanha. Passados 2 ou 3 dias recebo o microfone por correio. Abro-o e verifico que os fios foram cortados. Ou seja, em vez de o repararem, danificaram-no ainda mais. Enviei-o para a Alemanha, contacto-os telefonicamente a avisar do envio, disseram-me para aguardar por novidades que me seriam dadas assim que o recebessem. Não me deram novidades nenhumas mas 7 dias depois recebo o microfone reparado, sem custos, limpo e com um novo diagrama de teste. Perfeito. Isto foi por volta de 1990, ainda hoje funciona na perfeição. Em 2015 encontrei um Beyer Dynamic M61 numa feira de velharias. Não funcionava e por isso contactei a fábrica na Alemanha para saber se nestas condições (usado, comprado numa feira, modelo muito antigo) poderia ser reparado e onde. Referi a má experiência com o representante português e disseram-me que não havia problema, que o deveria enviar para a Alemanha. Telefonaram-me 3 ou 4 dias depois a perguntar se queria que o trocassem por um modelo mais recente. Disse que não, que sendo possível reparar, preferia o microfone "velho" a funcionar. Na semana seguinte recebo o microfone "velho" reparado, limpo, com um gráfico de teste e com uma explicação de tudo o que foi feito. Tiveram o cuidado de manter todos os componentes originais do microfone, nada foi substituído. Tornou-se "vintage" Passaram 2 anos, ainda funciona e gravo "combos" de Baixo sempre com este microfone. Ah!... também não cobraram nada por esta reparação!