phillipric

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As minhas Músicas Preferidas

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194 Reputação Excelente

Sobre phillipric

  • Aniversário 12-11-1984

Informação de Perfil

  • Sexo
    Masculino
  • País
    Portugal
  • Cidade
    Póvoa de Varzim
  • Instrumento
    Piano/Orgão
  1. Qual o problema ao fazer som?

    A questão de qualquer instrumento... qualquer um vai sentir o "seu"... já ouvi/vi muito concerto em que digo sempre que se o baixo estiver a tocar duas notas ao lado não se nota. Está completamente perdido na pancada do bombo. As guitarras, nunca há o compromisso. Uma boa guitarra tem de "furar" sem ser agressiva. A maior parte das vezes há "medo" e a guitarra fica perdida na mistura, como se se estivesse a ouvir um cd. No meu caso, as teclas também ficam demasiado escondidas... sobretudo sons de piano, os técnicos devem sentir que é como um complemento, quando por vezes são a diferença melódica em relação a tudo o resto. Um bom piano, com brilho, uns graves bem colocados, sem entrar no expectro do baixo, faz toda a diferença. Tenho uns samples que junta strings, synfonika, cellos, pads, bells... parecia um "casio" a tocar... nada a ver com aquilo que costumo ter na sala de ensaio. Não é que possa dizer que foi um mau trabalho, não foi. Este último concerto pecou pelo som de palco e quem estava à frente apontou isto mesmo: o bombo estava bom, o baixo também, por acaso bem colocado. Teclas e guitarra muito escondida, tarola e pratos quase perdidos no meio do som.
  2. Qual o problema ao fazer som?

    Há ataques de baixo, bombo e pratos que têm de estar colados e isso só ouvindo bem o que se está a fazer. Não posso passar um concerto de alta adrenalina a ter de cantar de forma a ouvir-me ao fundo. Não dá. Não quero 5000 Watts no palco. Quero ouvir o que estou a fazer. Ponto. E continuo a achar que se ganha mais com um side fill do que com monitores de chão, mas isto é uma opinião muito pessoal. Já tive sons de palco bons, muito poucos, mas bons. Já tive um concerto de alto nível com um técnico que afinou tudo de cima a baixo... nem um feedback, tudo audível, com força suficiente. Outra opinião muito pessoal. O pessoal não se soube adaptar às mesas digitais... parece tudo um burro a olhar para um palácio. Há excepções, é claro. Mas são poucas.
  3. Qual o problema ao fazer som?

    Mais um concerto, mais uma vez som de palco a deixar a desejar. Começar o concerto e... teclado sem som. A voz ao fundo, guitarra demasiado escondida... o costume. O baterista também se queixou de ouvir pouco o som geral. Já é crónico.
  4. Captar voz em casa

    Ok, valeu... até fizemos uma mistura interessante, dado o material disponível. Eu não entendo nada de edição, foi o guitarrista que fez, tem jeito para a coisa. A bateria foi fácil. Foi escrita em partitura...
  5. Captar voz em casa

    Olá entendidos da "mistura" e do estúdio. Estou a gravar umas maquetes. Para captação de instrumentos, temos uma Focuslite que tem cumprido bem a sua função. Para captar a voz estou com algumas dificuldades pelo facto de não ter microfones de fita. O que aconselham? Tenho cardioide o Shure SM58, o PG58 (que não deve ser muito adequado) um Sennheiser S815. De condensador, só os da bateria. Há alguma dica ou truque para captar a voz com esses microfones? Não tenho estúdio, mas a sala de ensaio é toda revestida a madeira e o tecto a esferovite, cria um ambiente seco qb. Mas noto a diferença entre estar muito próximo do micro ou mais afastado e por vezes dá ideia de que a voz ficou muito "fechada", sem brilho.
  6. Qual o problema ao fazer som?

    Malta, tenho a certeza de que não será só comigo que isto acontece, mas confesso que, sabendo um mínimo de som ao vivo, ultrapassa-me completamente. Com os concertos e cortes na parte financeira, tenho tido a "sorte" de ser contratado muitas vezes para locais onde o som e luz são da responsabilidade de quem contrata. Ora, nem sempre sei quem vou apanhar. Já apanhei 3 vezes um "artista" da minha cidade que o gajo até sabe trabalhar, mas é um calão de primeira. Mas tanto com ele como com outros, a maioria das vezes acontece: Som à frente, é ao gosto do técnico, como é lógico. Não costumo "chatear" a cabeça com isso porque sei que, por muito que eu diga que o som podia ser mais isto ou aquilo, ele vai acabar por gerir ao gosto dele. A única coisa que os tenho "lixado" agora é que como comprei um processador de efeitos para a voz, aí, quem manda sou eu. Faz-me confusão o receio que eles têm de usar efeitos na voz... todos os grandes usam, porque é que eu tenho de estar a seco? Mas o problema tem passado quase sempre pelo som de palco. Mexe daqui e dali, bateria, baixo, guitarra, teclas, vozes... etc. Outra coisa que me faz confusão: "O que queres ouvir"? Quero ouvir tudo caramba, não estou a tocar sozinho. Depois de muitas voltas a mexer... lá fica ao nosso gosto ou lá perto... chega à hora do concerto... "Onde está o som que estava feito?" Muito raramente tenho som em condições ou de qualidade em cima do palco. Há duas semanas, fiz um concerto em que ao fim de 10 minutos o som estava feito, foi tudo um pouco a correr porque existiam vários momentos no palco e tivemos de despachar. Olha, até nem está mau. Ouço bem a voz, nem estava colado ao micro, estava com ganho suficiente. 3 minutos depois começamos o concerto e.... a tarola parecia um bombo, a voz desapareceu, a guitarra ao fundo, as teclas quase sem se ouvir e o baixo a rebentar os monitores... Lá perdi 30 segundos depois da primeira música a pedir ao tipo que estava em palco para corrigir... melhorou ligeiramente, mas longe do que estava. Mas se estava feito, porque é que se mexeu? Não entendo, sinceramente.
  7. tocar com ou sem auxilio

    A minha recomendação é ensaiar o mais possível e tentar olhar para os apontamentos o menos possível. É meio caminho andado. Por acaso, na questão dos acordes nem me preocupa. Qualquer música, sei em que tom está ensaiada e os dedos vão para o sítio certo sem reflectir. O pior é que como canto, meter as letras todas na cabeça já é mais complicado. Já me ri bastante com alguns cantores que acompanhei que, não sei como raio, cantavam a letra, esqueciam-se e metiam lá para o meio algumas palavras que nada tinham a ver com a música e siga... Isso já não consigo.
  8. In ears dos Pobres

    Encomendados os Superlux HD669 e uns in-ears que deixo para quando chegarem para fazer a sua avaliação. Os head serão para usar na sala de ensaio, os in-ears para os concertos. Isto, se a malta do som não se queixar de que não dá e falta não sei quê e blá blá blá... ultimamente a fazer som para a frente, mas som de palco, vai lá vai.
  9. Entradas/saídas balanceadas

    Basicamente, com cabos balanceados (jack, no caso), faz-se o mesmo trabalho que uma DI (aparte a conversão de jack para XLR, como é óbvio)?
  10. Entradas/saídas balanceadas

    Mas isso implica que as entradas da mesa também sejam balanceadas, certo?
  11. A Faminho tem espaço e logística para ser uma excelente loja, mas já por duas vezes tiveram comportamento péssimo no pós-venda. Fui uma vez à Ludimusic e gostei, mas podem ser sortes, por vezes.
  12. Entradas/saídas balanceadas

    Sempre me fez alguma confusão... pergunto aos entendidos. Penso que as entradas balanceadas terão um pouco mais de ganho e qualidade geral na sonoridade, mas como se processa a sua utilização? Num exemplo concreto, o meu Fantom X tem saídas balanceadas. L/R. Em que aspecto é que isto é útil no sentido prático? Utilizo um cabo mono em cada um dos outputs... para se utilizar como balanceado teria de ser um jack com 2 contactos, certo? Ou seja, stereo em cada uma das saídas. E na mesa? É habitual haver entradas balanceadas? Agradeço a quem possa esclarecer a dúvida... que é mais uma curiosidade do que outra coisa.
  13. Supremíssimo cansaço?

    As questões que o @resolectric refere são pertinentes e reais. Penso que há alturas em que temos de fazer cedências. Este ano vou terminar com a minha banda de baile. Porque já há muito que estou cansado. E sim, podem vir com a frase feito... "eishhh... és um pimbalheiro"... já me diverti muito em concertos pimba. Já fiz grandes amizades, grandes concertos, já levei muitos aplausos. São muitos anos, apesar de ainda ser "novo" para isto. Mas cansei-me. Porque suportei todo o projecto desde quase sempre. Foi um projecto familiar desde a sua essência e assim continuou, com pessoal que vinha de fora, mas com um núcleo duro. Mas que funcionava porque eu aceitava trabalhar um pouco (ou muito) pelos outros. Ouvir as passagens, as cifras, as inversões, os breaks, etc. Só que o baterista nunca teve aulas a fundo... tem sensibilidade e dá uns bons toques mas falta-lhe imensa coisa e não entendeu, quando eu disse que este ano era para finalizar porque é que eu digo que estou "cansado". Ainda vamos ter uma conversa mais a fundo... mas lá está. Chegar, "vamos tocar"... e não saber o quê. Nem o que fazer, nem como. E perdem-se horas de ensaios com isso. Na guitarra está o meu sogro. Sempre foi limitado e foi aprendendo a tocar conforme fazíamos ensaios e concertos. Progrediu. Mas chegou ao limite. E sempre fui fazendo muito trabalho também por ele. E já lhes disse... compreendam-me que finalizo isto com muita tristeza, mas tenho de subir o nível, seguir com músicos tão bons ou melhores do que eu... é o que eu mais gosto na estrada. Apanhar alguém melhor do que eu e absorver, aprender, conversar, discutir (no bom sentido da palavra). Porque quero amanhã ser sempre melhor do que hoje. Já tive esta discussão aqui no fórum por causa de ser um nabo na edição de som, vst's, etc. Mas a minha essência faz com que aprenda discutindo, vendo, estando lado a lado com alguém e não sozinho... Adiante. Neste momento estou com o projecto "INTEMPUS". Fizemos o primeiro concerto dia 13 de Abril. Quem nos contratou ficou de boca aberta e prometeu-nos muitos mais concertos... já estão agendados. Não venho para aqui gabar o projecto porque isso não é o fundamental. Mantendo-me no tema... Reunimos 4 tipos que se conheceram com um cantor/guitarrista que tinha a mania que era o maior da aldeia. E não sabia o que queria. Hoje sou o cantor XPTO + a banda wyz.... amanhã, isto é uma banda e temos o nome wyz... amanhã já vou tocar a solo por causa dos meus fãs.... estão a ver o estilo. A verdade é que deste projecto conheci o baixista e baterista que estão agora a trabalhar comigo. O baterista dá aulas numa escola de música e convidou-me para ir para lá dar aulas de piano. Conhecemos o guitarrista, foi para lá dar aulas e está também no projecto. Passou por um linfoma e esperamos um ano e meio para que ele ficasse curado. E está, felizmente. E percebemos que "isto" funciona, porque somos, primeiro que tudo, 4 verdadeiros amigos além da música. Juntando só mais uma pequena passagem: terceiro ensaio da banda: "vamos tocar da música 1 à música 6". Ok.... ensaio... Guitarrista... "não tive tempo de ouvir esta e assim mas vamos ver como fica..." Baterista: "Vamos tomar um café"? Ok... vamos lá... "Não vale a pena virmos perder 3 horas de ensaio e não trazermos as coisas prontas. Para isso marcamos ensaio para daqui a 1 mês e cada qual tem de ter a sua parte pronta. Depois, logo se junta, dá-se mais este ou aquele pormenor, mas a base tem de estar pronta..." A partir daí, os ensaios foram feitos quase sempre à primeira e depois limamos o que temos. Finalizando. Isto depende de cada um. Toquei com um músico extraordinário que corre o mundo a fazer música. Literalmente. Digo-vos que desde Alemanha, Austrália, Zimbábué, Brasil, Venezuela... o tipo passa por vários países num mês. Nunca vi ninguém com capacidade de fazer o que ele faz. E é músico. Não é instrumentista. Toca da mesma forma bateria, baixo, guitarra, teclas, saxofone... dão-lhe um instrumento para a mão e ele toca. No entanto, em termos de relações pessoais era muito difícil de lidar. E deixamos de fazer parte desse projecto por isso. Na minha forma de ver as coisas, tem de haver cumplicidade entre os diversos músicos. Para aceitarem uma "carvalhada" quando é preciso, e para irem tomar uns copos quando estiver tudo na tranquila e para carregarem o material todo no fim, independentemente de ser o guitarra, o batera ou o vocalista. Todos são importantes, desde o tipo que enrola cabos, ao motorista da carrinha, ao empresário... e começa aí. Depois, a capacidade musical de cada um pode ser trabalhada se todos aceitarem que todos temos muito mais a aprender. Qualquer projecto deveria partir daí.
  14. Supremíssimo cansaço?

    Amigo, tenho um baixista comigo há 5 anos, praticamente, pois foi quando o conheci. Conheço baixistas com um pouco mais de capacidade, apesar de ele ser bom e bem mais novos. Enquanto ele quiser, está connosco a tocar. Tem 62 anos mas uma alma de 25. Não te prendas por esse factor. Aliás, respeito muito a malta de idade e com muita estrada. Têm muito a ensinar nos, mesmo que sejam inferiores a nós musicalmente. Ainda és um miúdo... Se quiseres.
  15. Supremíssimo cansaço?

    Juntem todos os factores. Sendo que penso que o primordial nem se liga à música. A idade, as responsabilidades para com a família, contas por pagar, etc. Quando há 15 anos pensava em juntar 1000€ para comprar um teclado, por exemplo, agora penso que 1000€ dá para muita roupa, contas, despesas, por aí. Desde que nasceu o meu filho então, controlo imenso essas despesas. Quanto ao uso e à compra do material, perdeu o factor "novidade". Não é por já se ter um produto XPTO topo de gama e que a partir daí não há mais nada. É por não ser novo/novidade. Podem, se calhar, pensar na mesma coisa com um PC, por exemplo. Quando tive o meu primeiro PC, não largava aquilo. E só dava ou para jogos, ou para trabalhar. Não tive net durante quase 5 anos mesmo após ter o meu primeiro pc. Mas ainda assim, era o brinquedo. Com a música, penso que se passe o mesmo, com o factor extra de que, ou fazes para ti, só, ou se entra pelo factor comercial de vender/demonstrar um produto, estamos num mundo "cão" em que toda a gente atropela toda a gente, onde não se valoriza qualidade, mas imagem e em que qualquer palerma dá uma opinião facilmente e "atinge" milhares de pessoas num contexto de redes sociais. Das duas uma, já me convenci disso há algum tempo e até estou a por alguns projectos de lado por isso mesmo: Ou tens dinheiro e fazes render esse dinheiro, com produção de cds/videoclips, material de luz e som e as cenas mais XPTO e vais para o mercado rentabilizar isso, ou és um fora de série com uma qualidade que ninguém tem, ao qual tens de juntar uma boa imagem e tens o "padrinho" adequado. Eu ainda vou andando na labuta, dando aulas, sendo esse mesmo o meu trabalho. Dou aulas de piano. Tenho 2 projectos "meus". Inseri-me agora num novo projecto. Já estive em 6 ou 7 diferentes, já lhe perdi a conta. Não deu para continuar por vários factores, ou falta de qualidade no geral, ou distância para ensaios, ou falta de qualidade "humana" ou falta do melhor enquadramento comercial. Dos 2 projectos que tenho, 1 deles vou dar por finalizado este ano. Já falei com a malta, não ficaram muito satisfeitos mas, a verdade é que lhes disse mesmo o que apresenta este tópico: "estou cansado". Também porque sempre levei quase tudo às costas e chegou um ponto em que me cansa ver pessoal que chega, pega nas baquetas ou na guitarra e... "o que é para tocar? Põe aí para a gente ouvir" pois... mas ando eu a cifrar, a tirar cópias, a preparar repertório, a enquadrar o espectáculo e o pessoal não se dá ao trabalho de ouvir as músicas em casa, sequer... não dá. Envolve família, vai ser complicado, mas tomei a decisão. No segundo projecto, cujo nome está até no meu avatar, começamos em 2016 a ensaiar, com um período grande de pausa, porque o nosso guitarrista passou por um linfoma. Felizmente tudo correu pelo melhor, ele disse para nós continuarmos sem ele, mas fomos fiéis ao facto de que se foi assim que o projecto começou, iria ser assim que o projecto seguiria. Hoje em dia ele agradece-nos imenso essa postura. É verdadeiramente o projecto, de todos onde estive, onde sinto mais qualidade, que toda a gente trabalha em prol de um objectivo e todos dão o seu máximo. Toda a gente é 5* e somos amigos, além de músicos. Poderá ser uma coisa em grande, ou não... mas a verdade é que é o único projecto que me entusiasma agora. De qualquer forma, já disse para mim mesmo que, um dia se este projecto não puder ter uma continuidade, daqui para a frente, limito-me às teclas, a fazer parte de qualquer grupo onde faça a minha parte e os outros façam a sua. Lá está. Estou cansado também de trabalhar pelos outros todos. Desculpando o alongar do texto... entendo perfeitamente o que dizem. Só que não consigo largar a música. Faz parte da minha essência desde os meus 8 anos... comecei a fazer palcos aos 13 e hoje, com 34, espero ter ainda tantos ou mais do que aqueles que já passaram. Se me limitasse a fazer música dentro de casa, já tinha desistido, isso é certo. Mas também sinto falta dessa capacidade de produzir, editar, ter paciência para ler, ver, procurar. Mas o tempo não dá para tudo.