F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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  • Sexo
    Masculino
  • País
    Portugal
  • Cidade
    Almada
  • Instrumento
    Guitarra
  1. Uma espécie de Hammond

    Escrivaninha clássica.
  2. Isto tudo tem uma razão... Não fiquei descansado com a guitarra com partes de cortiça no corpo... Dá para explicar a minha procura mais profunda, não acham?
  3. É isso mesmo... O autor também (pelo que já li) não apresenta dados gritantes. Chamou-me a atenção de 4 coisas: 1. Parece que o braço tem mais influência no sustain, pois é o elemento do conjunto que mais vibra (o que me parece óbvio). Já todos fizemos aquela experiência de fixar uma régua na ponta de uma mesa e actuar na outra extremidade e ficar a ouvir aquele som vibrante. Mas de facto nunca tinha sentido isto. Se é o braço o responsável por um melhor sustain então muito do que se ouve e vê por aí na net que apontam para a bridge, em que inclusivamente indicam massas de aço mais pesadas para os tremolos, algo estará errado; 2. A transferência de energia é maior na pestana do que na bridge; 3. O autor coloca a limitação das formas dos corpos, isto é, a experiência é feita com 3 guitarras de design igual. Este facto pode ser interessante. Consoante a forma e o material um dado corpo tem uma frequência de ressonância. A essa frequência a propagação/reflexão de ondas de energia dá-se de forma mais intensa; 4. Corpos mais maciços não produzem necessariamente um guitarra mais rica. No mundo real, naquilo que tenho observado é que, de guitarra para guitarra existem um leque de notas que soam mais intensas e mais ricas (até os harmónicos). Por vezes fico surpreendido por determinado tema estar a ser tocado numa determinada tonalidade. Mas depois observo que determinadas notas, nos momentos chaves saem mais intensos e mais ricos. E então interrogo-me: "Será que ele está a tocar nesta tonalidade para aproveitar a potencialidade da guitarra (daquela guitarra específica) naquelas notas?". Bem, parece que se está a entrar mais no campo da mística do que da ciência, já que esta apresenta resultados e aponta caminhos que vão um pouco contra o que se divulga. Se calhar cada guitarra é um caso próprio. Umas têm um bom nascimento outras nem tanto.
  4. Antes que este link desapareça por algum motivo, deixo-vos aqui algo para ler nos tempos livres: https://www.researchgate.net/publication/233420802_Vibroacoustical_Study_of_a_Solid-Body_Electric_Guitar Estou a ler aos poucos. Estou a gostar. Tem algumas coisas que confirmam aquilo que se fala aqui, outras são "novidade" (pelo menos para mim). No entanto, também temos que observar algumas dificuldades deste tipo de trabalho. Deixo aqui uma conclusão do autor: It seems that the three guitars dynamically behave in a very similar way, with almost the same modal frequencies, modal dampings and mode shapes. However, for the 4th mode of Ash guitar at 387Hz(torsional mode),whatever the excitation method, we can notice a significantly different modal damping compared with the otherguitars (circled in Fig. 3.8). From this Modal Analysis study, it can be concluded that the close similarities in term of dynamical behavior (modal parameters) of the three tested guitars are certainly due to their identical shapes and dimensions. The mode shapes show that the neck (plus the headstock) vibrates much more than the body, which could mean that the material of the neck has more influence than the material of the body on an electric guitar’s tone. Nevertheless, since the necks of these three tested guitars come from the same maple trunk, the slight and subtle differences in tone perceived by the participants of B.Navarret’stestbetweenthethreeguitarsmaybeduetothedifferentwoodsusedfor their body, particularly for ash. In general, the type of connection (glued, bolted, screwed...) between the neck and 19 CHALMERS, Master’s Thesis 2009:76 the body is also of paramount importance, since it contributes to the overall damping i.e. the sustain of the guitar. For all the three tested guitars the neck is screwed to the body, so we can not compare that parameter. This being said, other important parts of an electric guitar which might have an influence on its tone are the string ends, where each of the six strings are connected to the instrument. This is the focus of the next chapter. Fonte: Master’s Thesis in the International Master’s program Sound and Vibration YO FUJISO Team Lutheries – Acoustique – Musique (LAM) 11 Rue de Lourmel – 75015 Paris, France Department of Civil and Environmental Engineering Division of Applied Acoustics Vibroacoustics Group CHALMERS UNIVERSITY OF TECHNOLOGY Göteborg, Sweden 2009
  5. Guitarra em cortiça expandida

    Precisamente. Achei o vídeo interessante por uma razão: Quem o faz não chega praticamente a qualquer conclusão. De facto tanto trabalho para nada de palpável (ou melhor, audível). No meu entender quem fez o vídeo partiu de um pressuposto errado que é: Uma guitarra de corpo maciço = Uma guitarra de partes sobrepostas. Uma guitarra de corpo maciço permite a propagação das ondas sonoras no seu interior até aos seus bordos (limites) onde se dão fenómenos de reflexão/dissipação. No caso do vídeo, grande parte das ondas sonoras ao sair da estrutura fixa encontra logo uma interrupção de material diferente, propenso mais a dissipação do que propriamente a propagação (veja-se o caso dos braços onde se procura uma forte fixação ao corpo, ou veja-se mesmo o caso raro de guitarras de peça única, como forma de permitir uma maior propagação e uma menor dissipação). Portanto diria que o que define, no caso do vídeo, fundamentalmente o tipo de som é a estrutura amovível que o autor faz. O facto de sobrepor, nas experiências realizadas, vários tipos de madeiras pouco ou nada influencia o som. E tal pode-se constatar nas sucessivas gravações que fez, entre as quais não se nota qualquer diferença, a meu ver. No caso da guitarra em discussão, do que tive oportunidade de ler e ouvir, e tal como disse no primeiro post, falta a análise laboratorial para observar de que maneira a cortiça influencia a propagação/dissipação das ondas sonoras e assim avaliar a mais valia da utilização deste material.
  6. Guitarra em cortiça expandida

    Talvez este vídeo traga mais fontes para a análise em curso.
  7. Guitarra em cortiça expandida

    Vou dar a minha opinião. No que concerne ao produto em si, cortiça, vejo uma vantagem em termos ecológicos, já que não promove o abate de árvores. Independentemente do design, pois como já aqui disseram existe muito e muito por esse mundo, importava obter/saber a "radiografia" de propagação das ondas nesta guitarra (e neste tipo de material, já agora). Isto é, a par de um mestrado de design (se não estou enganado) deveria ter sido aproveitado para um estudo laboratorial em propriedades de materiais e propagação de ondas com a obtenção de um modelo 3D, como também se pode encontrar na internet, para alguns modelos. De qualquer modo, pelo material utilizado, de certeza que terá uma resposta sonora diferente de qualquer outro material (o que é óbvio e elementar). Espero que seja um começo (um bom começo) para catapultar o nome de Portugal e também, sempre, a música neste tipo de instrumento. Deixo aqui os meus parabéns aos envolvidos no projecto.
  8. A música e a matemática

    Um pouco de matemática. Na área da probabilidade e estatística existe uma ferramenta que se chama “Permutações”. Vou tentar escrever para que todos possam entender. Vamos supor que temos 3 guitarras em miniatura (vamos designar por A, B e C). Vamos supor que temos um pequeno móvel. Queremos “enfeitar” esse móvel. Nesse móvel só podemos colocar duas das referidas guitarras. Uma do lado esquerdo e outra do lado direito da estante superior. Estamos indecisos. Gostamos das 3, mas só podemos colocar 2. O que escolher? O que fica melhor, esteticamente falando? O melhor seria fazer todas situações possíveis, avaliar subjectivamente e escolher a melhor. Mas quantas situações teríamos que realizar? Como estamos perante um número pequeno podemos enumerar todas as situações, que seriam: A B A C B A B C C A C B Ou seja, um total de 6 situações possíveis. Existe uma ferramenta matemática que permite calcular de forma directa o número de situações possíveis para este caso. Essa ferramenta chama-se “Permutações” que tem uma fórmula estranha para quem não está familiarizado com esta área da matemática (e como tal não vou abordar pois teria que fazes uma grande dissertação, que não é o objectivo deste post). Bem até agora está compreendido? Penso que o básico estará. Avancemos. Na harmonização da escala natural encontramos 7 acordes que, normalmente são conhecidos, por graus. A saber teremos: I – ii (m) – iii (m) – IV – V – vi (m) – vii (dim) Vamos supor que queríamos escrever um pequeno trecho de música, mas só nos era dada a possibilidade de escolher uma progressão com 4 graus, sem repetir qualquer um deles (similar ao exemplo que dei das guitarras em miniatura). Quais os graus e sua progressão que iríamos escolher? I – vi(m) – ii(m) – V ? Quantas possibilidades seriam possíveis? O palavreado matemático seria: Permutações de 7, 4 a 4. E quanto dá isso? Dá 840 possibilidades. Claro que não vou colocá-las aqui todas elas. Mas seria possível com programação num PC fazer que todas elas fossem audíveis e até escolher aquelas que mais nos agradaria ao nosso ouvido. E quanto a uma progressão com 2 graus? E 3?... Coloco aqui as possibilidades possíveis: Progressão com 2 graus = 42 Progressão com 3 graus = 210 Progressão com 4 graus = 840 Progressão com 5 graus = 2.520 Progressão com 6 graus = 5.040 Progressão com 7 graus = 5.040 (curioso, o número de progressões com 6 ou 7 graus é igual) Onde pretendo chegar? Pretendo relevar que apesar os números apontados terem alguma grandeza (por exemplo existem 2.520 possibilidades de progressões com 5 graus – e com certeza que muitas destas vão mesmo soar estranhamente aos nossos ouvidos) estamos perante números finitos. O estar perante números finitos implica que os plágios inconscientes (sem intenção) têm uma grande probabilidade de acontecer. Do que tenho conhecimento, não parece ser aceite o registo de direitos de autor de progressões de graus, porque se tal fosse possível quem o fizesse enriqueceria de forma pouco nobre, a meu ver. As possibilidades matemáticas demonstram que qualquer progressão que se toque, já existia antes de ser tocada. Se já existia então não tinha dono, isto é, não pertencia a ninguém (talvez pertença a algum ente divino). E se não tem dono, todos têm o direito de tocá-las. Como tal, ponho muito em causa aquilo a que chamam direitos de autor.
  9. Anya Karin - A song a month (ou tentar... LOL)

    A seguir à parte inicial do assobio, a primeira parte vocals/acordes/estrutura faz-me lembrar uma adaptação do tema stairway to heaven dos Led Zeppelin. Gosto da voz. Acho que o vídeo é muito pesado. Talvez optasse por um sunset numa praia vazia. É um cliché já muito batido, mas enquadrava mais a personagem (vocalista) com os lyrics. Gosto. Tem potencial.
  10. Tendências e futuro da música

    Voltando à exploração dos sentidos e para fazer uma alegre pausa, deixo aqui este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Z6aiAZsahCI
  11. Tendências e futuro da música

    Por este andar o YT arrisca-se a ser um site onde só tem lugar as filmagens de gente louca a tentar meter a cabeça dentro de um crocodilo, uma senhora a fazer um bolo, um jovem de skate a tentar subir um prédio, um gato a miar que quase parece falar, etc... Quanto à música, pelos vistos, parece que mal se toque duas notas seguidas já se está a violar os direitos de autor de alguém. Quem está disposto a trabalhar no campo da divulgação da música (digo mesmo trabalhar, porque fazer um vídeo de qualidade não é fácil) de borla para o YT? E como é que nós, meros mortais, vamos sabendo quais são as tendências da música (através da crítica construtiva)?
  12. Tendências e futuro da música

    Plágios, direitos de autor, algoritmos e coisas afins... onde vamos parar? Será que afecta o que aqui colocamos e, desde logo, a qualidades das nossas discussões?
  13. É ou não um cover ou clone

    https://www.youtube.com/watch?v=nuGt-ZG39cU
  14. É ou não um cover ou clone

    Progressões de acordes... São limitadas, pois o universo dos acordes básicos é um número finito... e curto.