F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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    Portugal
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    Almada
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    Guitarra
  1. Tendências e futuro da música

    o ópio da idade da pujança... Este "rebelde" fez-me lembrar o saudoso Lou Reed. Mas este "rebelde" não consegue penetrar nas camadas correctas da população. É chato e tem um efeito contrário ao que se espera, ou seja, aqui a música perde a palavra. Pelo contrário, músicas como esta são de louvar: https://www.youtube.com/watch?v=gavcjNniIvk https://www.youtube.com/watch?v=p4zR9r9olOg (Nesta última aconselho a ler o post que é feito por quem coloca e ilustra o vídeo) Só um pequeno à parte: sou apartidário até à medula e defendo que a democracia não se esgota no acto eleitoral, nem nos partidos, nem nos sindicatos... A democracia é um acto continuado e deve ser potenciado por aquilo a que chamamos cidadania, mas que não vejo muita prática. Por exemplo, estou farto de chamar a atenção do poder local para uma situação que constitui um perigo rodoviário e já lá vai mais de um ano e nada... inaceitável.
  2. Tendências e futuro da música

    Não sabia muito bem onde colocar este post. Mas como tem uma visão futurista resolvi colocá-lo aqui. Fico preocupado e não fico com o fenómeno a que estamos a assistir a uma escala global que é a ocupação das grandes cidades por quem tem elevado capital. Para quem já viu séries ou filmes que se passam num futuro próximo com certeza que já repararam que as cidades servem de fortalezas a uma classe privilegiada, fortemente protegidas enquanto o resto da população habita nas redondezas em condições extremamente precárias. Espera aí, aonde é que eu já vi isto?.... Pois, na Idade Média. Uns moravam no interior das muralhas e estavam protegidos dos ataques inesperados os restantes moravam na periferia sujeitos à barbárie. E porque é que fico preocupado. Fico preocupado porque a continuar assim a raça humana caminha para uma sociedade de Trevas. A História repete-se. E porque é que não fico preocupado. Porque, como entre tantas coisas que estão a ocorrer no nosso planeta, vejo que a impotência humana é afinal e definitivamente, uma das nossas características, na esmagadora maioria. Está no sangue. Perante os problemas nada fazer ou deixar para os outros é o lema. Sempre será o lema. E este facto terá muito a ver com a música que se irá produzir no futuro. Sinto que os artistas, de uma forma geral, vivem fechados num casulo, no seu casulo, onde estudam, praticam e praticam na esperança que quando se apresentarem ao mundo o seu trabalho seja reconhecido. Não é condenável. Mas não tentar perceber para onde caminhamos, as evoluções da sociedade e o que está a acontecer ao planeta já é condenável. Afinal a música continua a ser a forma mais prática de passar mensagens e abrir as mentes das pessoas para os assuntos importantes.
  3. Este fulano parte-me o côco de tanto rir. Acabei agora de ver este vídeo e pensei, mesmo a propósito da problemática da manipulação da informação. Deixo-o aqui, para poderem apreciar se tiverem tempo. https://www.youtube.com/watch?v=Jitl62eJAOM
  4. Reflecte um pouco e vê se não será possível. Tens a banda A e a banda B. A banda A toca umas coisas simples mas sonantes. A banda B toca coisas mais elaboradas, mais pensadas, mais difícil de entrar no ouvido. A banda A tem um forte lobby. A banda B está sozinha no mercado. O lobby da banda A investe em publicidade, vai para os media, paga artigos de promoção, etc... A banda A começa a ter lucro. A banda B acaba por desaparecer. Todos nos lembramos que havia um comercial que um alimento com um determinado produto fazia um milagre... a comida ficava a saber a lagosta. Um pequeno parêntesis. O primeiro álbum que comprei foi o Dark Side of The Moon, porque na altura andava a arranhar o tema Wish You Were Here. Quando o escutei fiquei decepcionado por dois motivos: um porque não gostei e o outro, porque podia ter comprado outra coisa. Mas com o tempo, vamos aprendendo a gostar até despertar aquela paixão. E aprendi que o que não entra logo no ouvido, tem potencialidade de ser algo muito bom.
  5. E não só. Vamos Imaginar que sou um pintor que manda com uns baldes de tinta para umas telas e cria umas coisas esquisitas. Como posso ser famoso? Se eu tiver (muito) capital, ou se tiver um lobby que o tenha é simples: as telas são compradas (ficticiamente) a um alto preço, por mim, através de uma terceira pessoa ou pelo lobby. Tal acto irá atrair a atenção de muitos, que não sabem que fazer ao dinheiro, que também acabarão por querer uma obra minha. Em consequência, produzo mais umas telas que começam a vender bem. As telas que foram compradas ficticiamente, que são as primeiras da "criação", podem regressar ao mercado agora a preços muito mais elevados. Esta também é uma boa fórmula.
  6. Ainda voltando à música e os rituais do sexo, veio-me à memória a canção do Rui Veloso (que muito respeito e até cheguei a tocar umas canções dele que muito gosto), Anel de Rubi, quando ele canta: E era só a ti, que eu mais queira ao meu lado no concerto nesse dia, juntos no escuro de mão dada a ouvir aquela musica maluca sempre a subir, mas tu não ficaste nem meia hora, não fizeste um esforço pra' gostar e foste embora. Contigo aprendi uma grande lição não se ama alguém que não ouve a mesmo canção. Analisando, e não sendo dada outra pista, a coisa não resultou porque a música não era a indicada. Seria por ser maluca? E ela nem fez um esforço. Mas sabemos que nestas coisas do amor, a coisa é tipo faísca, ou pega à primeira ou então o motor afoga-se e já não arranca (nem com SuperBala lá vai). Com esforço é que não dá mesmo.
  7. Estou do teu lado. Aquilo a que te referes são, aquilo que chamo, as "generalizações oportunistas". Muitas vezes sem fundamento e pretendem ter um efeito imediato para tentar passar uma mensagem menos verdadeira. E é uma táctica que resulta. Vem sempre à lembrança aquele velho chavão: "Os portugueses comem em média 2 frangos por semana". Ora se eu não comer nenhum alguém anda a comer os meus dois frangos.
  8. Tens razão no que dizes. No entanto penso que estarás a falar de uma minoria. Onde eu moro vejo uma outra realidade. Estou a morar perto de uma escola e que vejo e oiço: - As adolescentes pintam-se e vestem-se como se fossem para uma festa e não para um local de ensino; - Os adolescentes vestem-se de maneira vincada e fora do comum, com cortes de cabelo "tribalistas"; - Existem por vezes actividades que ainda não entendi, mas quando estou a ensaiar aqui nas minhas paredes, oiço durante horas aqueles ritmos a que me referi e permanentes gritos da juventude. Se depois da escola vão ouvir Mozart, Bach, Wagner, ... não sei. Mas não me parece.
  9. Existe uma vertente na música que nunca aqui vi discutida, mas que é abordada no livro de Daniel J. Levitin, “Uma Paixão Humana, o seu Cérebro e a Música”: o acasalamento ou sexo. Sem entrar em grandes complicações e entendendo o fenómeno como tal, e com o maior respeito por todos, diria que: A música esteve e estará ligada a rituais de acasalamento e, consequentemente, ao sexo. Há 40/30 anos atrás, de uma forma geral, a iniciação ao sexo ocorria numa fase mais tardia da adolescência, contrariamente àquilo que se verifica nos nossos dias. Se repararem no actual universo dos nossos adolescentes existe uma heterogeneidade de culturas. A proliferação/supremacia de determinados sons, mais simples e mais fortes, pode encontrar a sua explicação na aceitação/submissão geral da adolescência a uma circunstância que potencializa as referidas relações. E, como tal, quando queremos analisar o problema com a lupa da qualidade e complexidade tudo falha porque não é isso que está em causa, nem tão pouco interessa. Deixo assim, aqui uma outra perspectiva para reflexão.
  10. Lulz e Mêmes musicais

    https://www.youtube.com/watch?v=jRfFaZWgaFM
  11. Diria que este tema não só é sério, como também deve ser levado a sério, como é óbvio. Há cerca de 6 meses, depois de “severos” trabalhos de carpintaria na modificação de guitarras, conjugados com uma prática intensa de treino de técnicas de guitarra e de temas “puxados”, saltou-me uma dor no ombro direito (no braço do picking) de tal forma que, pura e simplesmente, só conseguia dormir sentado no sofá enquanto o analgésico/anti-inflamatório fazia efeito. Durante uma semana foi um mártir de dores, que irradiava para todo o braço, até ao pulso. Com os analgésicos e anti-inflamatórios, as dores foram desaparecendo e aos poucos, e lentamente, diria que após 3 semanas de dores, reativei a minha prática. Mas notava que não estava a 100%, pois se nuns dias não tinha dores, noutros elas pareciam que queriam “galopar”. Há cerca de 2 meses, “galoparam”, não tão intensas como anteriormente mas impeditivas de ter uma prática normal. Reparei que a técnica sweep picking era a que me provocavam as maiores dores, localizadas na parte frontal do ombro na zona onde se juntam os tendões do bicepede e dos peitorais. Por outro lado, não conseguia colocar a mão atrás das costas, pois as dores eram imensas. Com receio de repetir o que já me tinha acontecido, consultei um osteopata que me identificou vários focos de inflamação à volta do ombro, inclusive por detrás da omoplata. A sessão libertou-me mais o ombro tendo ficado marcada outra sessão no espaço de 3 semanas. Mas as dores não passavam e então comecei a pesquisar na net sobre dores no ombro do braço do picking. E então fiquei surpreendido pela elevada quantidade de pessoas que padeciam do mesmo mal. Li imenso sobre o assunto e fiquei a saber que as dores poderiam ter origem em enfermidades diversas. Outra coisa que me chamou a atenção foi o facto de a osteopatia poder ser benéfica dentro de determinado quadro (inflamação sem deformações dos tecidos ou da parte óssea), pelo que se deveriam fazer sempre exames (RX, Eco ou TAC) à zona afectada. Desta forma cancelei a segunda sessão de osteopatia e procedi à realização de exames. Neste momento aguardo a decisão médica sobre o caminho a seguir para a recuperação/cura das lesões que tenho. Posso dizer que nestes dois últimos dois meses tem sido penoso, do ponto de vista psicológico, não poder tocar. A única coisa que tenho feito é treino da mão esquerda, em termos de legato. Enfim, frustrante. Atenuei a dor emocional, regressando à guitarra clássica, já que o dedilhar não me afecta o ombro. Também tenho posto pomada para as dores, todos os dias à noite, antes de me deitar e tenho dormido bem, a par de sentir o ombro mais solto e com menores dores. Vou agora tentar sintetizar o que acho que é importante transmitir ao fórum, daquilo que li: Todos os movimentos musculares exigem que haja uma boa oxigenação/irrigação, por isso, respirar bem é importante. Perante movimentos repetitivos o nosso cérebro dá “ordem” para que os músculos intervenientes no processo se tornem mais fortes e mais curtos. Perante um desequilíbrio de massa muscular o que acontece é que o braço tem tendência a “prender” numa posição, pelo que, para contrariar este efeito devem ser realizados movimentos de alongamento nos músculos que trabalham e de reforço dos músculos que não trabalham. A realização de movimentos em tensão, até por vezes, sob pequena dor, leva à produção de substâncias químicas prejudiciais e pode infligir micro-rupturas que depois são “curadas” com o endurecimento da articulação/músculo. Portanto, deve-se procurar tocar de forma descontraída e logo que apareça uma pequena dor deve-se parar. Devem ser evitadas posições que coloquem desde logo músculos sob tensão, mesmo antes de iniciar a prática, pois é meio caminho para aparecerem situações atrás descritas. Por exemplo, ambos os ombros devem estar ao mesmo nível, pelo menos. O ombro do picking nunca deverá subir mais que o outro, especialmente quando se ataca a corda mais alta (E grave). A idade é um factor importante. Muitos jovens adoptam posições que mais tarde se vêm a revelar fatais para desgaste de articulações. Nos jovens as recuperações são mais fáceis no pessoal com a idade mais avançada tudo se torna mais difícil (como é o meu caso). Penso que transmiti o mais importante. Entretanto, deixo aqui um link sobre a experiência de alguém do mundo da música. Escolhi este porque aborda aspectos pessoais pertinentes, não tem muito a ver com o ombro, mas sim sobre as mazelas repetitivas e suas consequências. http://www.judithkay.com/repetitivestraininjury.htm Por fim deixo aqui uma sugestão para quem dá aulas de guitarra, na primeira aula, para qualquer aluno, o sumário deverá ser: “Posturas e perigos para a saúde”.
  12. Já agora, se tiverem um tempinho, gostam desta peça? https://www.youtube.com/watch?v=WRXfahnwtwo
  13. No fundo é um pouco como tudo. Por exemplo, nunca houve tantos excelentes ginásticas olímpicos a executar movimentos de complexa dificuldade; no atletismo existem estrelas atrás de estrelas; no surf brotam talentos atrás de talentos; ... e assim por diante. Mas se estiver a dar na televisão o jogo de futebol da 49ª divisão entre o Repolho e a Hortaliça, a malta prefere estar 90 minutos a ver caneladas do que a ver pessoas com talento. Acho que não é um problema de sofware, é de hardware.
  14. Lulz e Mêmes musicais

    Que malha. Afinal o hip-hop já existe há bastante tempo e tem origens bem diferentes daquelas que supomos. Façam a seguinte experiência: alterem a velocidade de reprodução do vídeo para metade e depois digam de vossa justiça.
  15. Curso de Luthier na zona de Lisboa

    Também já fiz a mesma pergunta que estás a colocar. Curioso é que não encontrei, nenhuma escola/centro profissional a nível nacional que leccionasse este curso. Mais parece que esta arte é como os antigos carpinteiros. Ou seja, os aprendizes que iam dando serventia acabavam por mais tarde por serem carpinteiros. Eu também trato da minhas guitarras eléctricas, fiz alguns trabalhos e muitas asneiras. Quando estamos sozinhos esse é o método de ensino: copiar, errar, aperfeiçoar, copiar, errar, aperfeiçoar, copiar,... até deixar de errar. Se tiveres alguma dúvida ou quiseres trocar experiências, através do fórum, estarei disponível (e desde que esteja ao meu alcance, claro).