F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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    Masculino
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    Portugal
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    Almada
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    Guitarra
  1. Curiosidades

    Todos os guitarristas vivem preocupados com o fenómeno de “fret buzz”, melhor, pela sua não existência. Sabemos que o fret buzz está associado a “trastes altos”. Em todos os vídeos do Youtube referentes ao nivelamento dos trastes podemos constatar duas coisas: - Aquando do nivelamento o braço tem de estar direito (sem acção do truss rod); - O nivelamento é feito com uma régua abrasiva que deve, grosso modo de dizer e para simplificar a linguagem, dar uma altura igual a todos os trastes, e ficar paralelo à escala. Poderá haver a intuição de que será mais fácil ocorrer fret buzz nos traste mais afastados da ponte, digamos, 5.º, 6.º, 7.º … do que naqueles que ficam mais perto, 15º,16º, 17º... E isto porque quando premimos a corda no, por exemplo, 15.º traste o ângulo entre a linha dos trastes e a corda é maior que o ângulo formado no 5.º traste. Mas esta intuição está errada. Embora os ângulos sejam diferentes é importante revelar que a distância entre o 5.º e o 6.º trastes é maior que a distância entre o 15.º e o 16.º trastes. Curiosidade: Na prática, matematicamente falando, o que se passa é que para o tipo de nivelamento acima mencionado, qualquer que seja o traste onde a corda seja premida, a distância entre o topo do traste seguinte e a corda mantém-se constante (embora as funções matemáticas sejam diferente elas têm um comportamento muito parecido). A figura tosca abaixo pretende traduzir essa situação. (Claro que quanto maior a quantidade de corda “solta” mais oscilação terá e claro que haverá maior probabilidade de fret buzz no 5.º traste do que no 15.º, mas deixemos este problema de lado, o pequeno arco na guitarra tenta em certa medida compensar este problema). Na minha opinião, o nivelamento “oblíquo” oferece maiores garantias de não haver fret buzz por um período de maior de uso. Por nivelamento oblíquo quero dizer que o nivelamento não segue paralelo à escala do braço, mas ligeiramente inclinado (mas em linha), havendo um pequeno maior desbaste nos trastes mais juntos à ponte (somente q.b.). Acarreta outras desvantagens. Mas muitas vezes, na situação de nivelamento paralelo, quando os trastes no centro da guitarra começam a ser “comidos” pelo uso mais frequente e aparece fret buzz a solução é dar desbaste aos trastes que estão mais abaixo, e isto é similar ao nivelamento oblíquo.
  2. Tendências e futuro da música

    (Fonte: https://paulachocalhinhohipnoterapia.blog/2020/02/24/piramide-das-necessidades/) Embora para alguns seja polémica, a pirâmide das necessidades individuais de Maslow (vide https://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow) continua a ser uma referência. a ser aceitável podemos ver em que patamar se encontram as artes, onde se inclui a música. Mas, por exemplo, quem consegue ter um bom repouso sem ouvir uma boa peça de arte musical? Mas dá que pensar... Também como se costuma dizer: "Não há almoços grátis" Se ele gasta tantas horas é porque também quererá ter algum proveito. Mas gosto dos vídeos dele. Sinceramente. Estimula a empatia. Enriquece a música. Tenha proveito ou não, acho o seu trabalho e dedicação fantásticos. 5 estrelas. Agora, falando em termos muito, mas muito, teóricos e em delírio(?) (nesta fase penso que é aceitável) isto só acaba quando... Quando? Ora bem. Quem deixou de ter direitos de autor? Diria que quase toda a música clássica e a música popular. Solução: Era preciso aparecer uma "cabeça" que "soubesse" relacionar as músicas e denunciar plágio. Todos sabemos que o plágio é quase inevitável, especialmente quando já foi produzida tanta música. Pois bem, uma "cabeça" dessas em vez de pôr muita gente a ganhar dinheiro iria pôr muitas orelhas a ferver. Mas não passa de uma ilusão... ou não(?).
  3. Compra de guitarra acústica para iniciante

    Desculpa, mas essa guitarra não é uma guitarra com a designação acústica. É uma guitarra clássica. É que existem diferenças entre ambas que podem ser importantes para ti, dependente do tipo de música que queres vir a tocar. Se for para iniciante, aprender os acordes e tudo isso do início... esta ou qualquer outra de muito baixo investimento serve. É como quem tira a carta de condução. Deve fazer todas as asneiras num carro barato, em segunda mão, por exemplo.
  4. Corda trasteja apenas num traste

    Há um aspecto a que poucos dão importância e pouco se ouve discutir pelos fóruns. Refiro-me à qualidade da madeira de que é feita a escala de uma guitarra. Vou referir-me somente ao chamado "rosewood". Ao longo destes tempos e das minhas "bricolages", nas encomendas que fiz encontrei várias qualidades de rosewood. Todos temos assumido que o rosewood é e só pode ser o rosewood e como tal uma madeira de alta densidade, sempre! Errado! Dos trabalhos que fiz de desbaste por lixa encontrei rosewood que me dava cabo do braço e outros que, especialmente, quando impregnados com algum óleo de tratamento pareciam autêntica manteiga. E qual é o problema? É que um rosewood de fraca densidade "segura" de forma débil os trastes. Basta dar um pouco mais de óleo de tratamento em cima da escala para que os trastes que possam estar sobre tensão mecânica aliviem e acabem por ficar desnivelados. O problema agrava-se quando os veios da madeira não correm paralelos ao braço. Isto é, os veios apresentam curvas. É que apesar de ser uma madeira de muita densidade, o rosewood não deixa de estar isento de (mili) contracções e expansões com o calor e ou humidade. E se os veios não estão paralelos essas deformações acabam por ser mais acentuadas nuns trastes que noutros. E estes mili desvios estragam o nivelamento. Por isso ficamos por vezes espantados porque é que de um dia para o outro aparece fretbuzz nalguns trastes. Especialmente quando aparece um dia com humidade muito alta. Uma solução que por vezes é adoptada é colar os trastes. Poderá parecer uma boa solução mas, mais uma vez, quando se aplica o óleo de tratamento a aderência da cola pode ser comprometida, pois este infiltra-se, tal como a humidade, embora em menor grau. Estar a dar sempre óleo de tratamento não é uma boa prática. Não preciso dizer porquê.
  5. Corda trasteja apenas num traste

    No que se refere a fretbuzz o pior do pior é quando acontece nos primeiros trastes. Isto implica, no teu caso, um nivelamento desde o 3.º até ao 22.º (ou 24.º, não sei quantos trastes tem a guitarra). Como é difícil fazer o nivelamento da linha de uma corda, tudo acaba por ser afectado e tem que se fazer um nivelamento geral. Digo-te é das maiores chatices. Quando o buzz é num traste mais alto 18.º, 19.º ... a coisa é mais fácil. Vou dar-te palpites, pois estes problemas às vezes têm algo de esotérico, se me faço entender. Muito provavelmente a tensão das novas cordas é inferior e o braço deixou de ter o pequeníssimo arco que costuma apresentar (ou que deve ter). Neste caso Pode ser que te resolva o problema. Mas não convém abusar. Porquê? Quando se actua no truss road por vezes toda a acção da guitarra muda e tem-se que seguir os procedimentos de set-up para uma nova acção e por vezes aparece buz noutros trastes. Outro aspecto: a humidade tende a que o braço "estique para trás e para baixo". Hoje está menos humidade. Espera que o braço se adeqúe às cordas. Estica as cordas manualmente e vai afinando. Pode ser que o problema desapareça, antes de mexer no truss rod. A lubrificação da escala também pode interferir em braços de baixa qualidade da madeira da escala. No último caso, a melhor solução para este problema, se se não quer a trabalheira de um nivelamento é "levantar milimetricamente" o 2.º, e por obrigação, o 1.º trastes. Como? Um pouco de serradura fina. Um pouco de cola de madeira. Retiras os trastes e aplicas a mistura cola/serradura nas ranhuras. Antes de secagem completa e final fazes o nivelamento com uma pequena régua direita que possa abranger só e só os 4 primeiros trastes tão somente. Claro que este trabalho é mais chato e só serve mesmo para desenrascar. Mas no fim é provável que o problema desapareça quando a lubrificação secar. Lembrei-me, tenta dar um pouco de calor a todo o braço com um secador de cabelo e vai vendo os resultados depois de arrefecer. Tanta coisa pode ser que nem sei o que te diga mais. Boa sorte. E não esquecer: nunca mexer na equipa que está a jogar bem. Substituições? Uma de cada vez e espaçadas no tempo.
  6. O comprimento da escala importa?

    Nunca deveria ter abandonado a escala 24,75". Há alguns anos atrás estupidamente meti-me com as escalas de 25,5". Notei logo diferença. Mais esforço, mais elasticidade requerida. Para quem praticou ginástica ou outro desporto de alta competição sabe que a performance não dura para sempre. E que mais tarde as lesões retornam. Ora tenho sido um mártir em lesões. Quando se é novo, tudo se faz, mesmo com os estúpidos sacrifícios. Como já disse aqui no fórum, praticava clássica, só há poucos anos me dediquei à eléctrica. Mas já vou "evoluindo" com a idade, não sou novo, se me faço entender. Mas também se tenho tido lesões, também tenho-me debruçado mais sobre a anatomia humana. E de facto, não podemos ser "bons corredores" de 100 metros com pernas pequenas, entendem. Não é que tenha mãos pequenas. Mas reparei que tocar em escalas de 25,5" já exigia algum esforço, naqueles movimentos com um distanciamento de 4 trastes ou mais. E todos os guitarristas de top fazem gosto de demonstrarem a sua performance numa competição de vaidades(?). Por isso, um tema que até se vai tocando bem chega a uma parte que fica tudo estragado. É nestas alturas que é mesmo preciso uma mão grande e velocidade. Agora que já passaram alguns anos vejo alguns desses guitarristas actualmente em espectáculos ao vivo (porque têm que necessariamente ganhar a vida) a tocarem as mesmas músicas mas de forma mais lenta e evitando determinados movimentos. Claro que a idade não perdoa. Tudo se vai perdendo. Mas é um pouco triste. A minha intenção não é criticar só por criticar. Talvez deixar conselhos, ou melhor, dicas. Não sou guitarrista profissional. Meramente um curioso que tenta manter a cabeça ocupada. Bem dito. Mas quando se tem lesões estúpidas por estupidez acaba-se por ficar alguns tempos parados e acabo por estudar os porquês e levo-me a alertar para estes problemas. Espero que tenha sido compreensível. E boa saúde para todos nós.
  7. O comprimento da escala importa?

    Encontrei esta página na web que poderá ter alguma utilidade: https://www.playableguitar.com/hand-size.html
  8. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Que se saiba um carro não foi desenhado para andar permanentemente com o motor na linha do vermelho. O efeito a que te referes, pode ser obtido encostando a coluna a uma superfície vibratória. Exemplo, por vezes a coluna do subwoofer do meu sistema de som Home Cinema fica inadvertidamente encostado ao móvel (depois de uma limpeza da sala, por exemplo). Nesta situação, quando se aumenta a potência tudo vibra e parece que tudo se vai partir como se se se estivesse a ultrapassar a potência recomendável.
  9. O comprimento da escala importa?

    @deadpoet obrigado pelo reparo na forma incorrecta como escrevi o post e que entretanto penso já ter corrigido. Curioso que sempre conheci aquelas "varetinhas" metálicas como trastes. Aliás, nas lojas online é essa a designação dada. Mas nada melhor do que consultar o dicionário da Priberam. E de facto mais uma vez reconheço que o nome mais correcto será a palavra "trasto" embora se possa igualmente utilizar a palavra "traste". Mas depois é claro existem vários tipos de trastes. (uma nota, quando se escreve neste site a palavra trasto a palavra fica sublinhada a vermelho indicando que está mal escrita (ou não existe), talvez se possa corrigir isso, não?)
  10. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Reforçando o que muito bem diz o @ncarmona acrescentava: Aconselhava-te que a coluna tivesse pelo menos o dobro da potência máxima de saída do amplificador, por questões de fidelidade. Em termos de segurança, a regra é que a impedância de entrada da coluna tem de ser sempre mais alta (ou idealmente igual) que a impedância de saída do amplificador. A transferência máxima de potência do sistema amplificador-coluna ocorre quando ambos têm a mesma impedância. Nestas condições tens a melhor resposta de transferência de potência para toda a gama de frequências, o que também está relacionado com a fidelidade do sistema. Ligar uma coluna com uma impedância menor que a impedância do amplificador é "quase" o equivalente a fazer um curto-circuito à saída do amplificador com consequências graves para este e claro está, também para a coluna.
  11. O comprimento da escala importa?

    Todos nós já experimentámos guitarras com uma escala de 24,75” e guitarras de 25,5”. No primeiro caso estão, normalmente, as designadas Les Paul. No segundo, as Stratocaster. Uma pergunta que é legítima de se colocar é: Faz assim tanta diferença tocar numa ou noutra escala? A resposta não será fácil. Vejamos: 24,75” correspondem a 628,65 mm. Enquanto 25,5” correspondem a 647,70 mm. No fundo a diferença entre escalas tem um valor de 19,05 mm ( 647,70 - 628,65 = 19,05 mm), ou seja, aproximadamente 2 cm. Estes 2 cm distribuídos ao longo do comprimento da escala não traduzem grande alteração nas larguras entre trastes. Matematicamente, por exemplo, na escala de 25,5” o espaço entre o 4.º e o 5.º traste tem uma largura de 28,85 mm e na escala de 24,75” o mesmo espaço tem uma largura de 28,00 mm. Ou seja, a diferença entre ambos é um valor de 0,85 mm, não chegando, portanto ao valor de 1 mm. Essa diferença poderá ser um pouco maior da pestana ao 1.º traste, um pouquíssimo maior que 1 mm, mas à medida que se avança para os trastes mais perto do corpo da guitarra essa diferença começa a ser desprezível. Portanto, todos dirão,”Este fulano deve querer descobrir a pólvora?”. Vamos fazer esta experiência: Peguem numa guitarra com a escala de 24,75”. Coloquem o indicador na nota G (3.º traste) da 6.ª corda. Agora, com o dedo mindinho vamos fazer a sequência “Hammer”-”Pull off”- “Hammer” na nota B (7.º traste). Agora passem para a 5.ª corda e repitam o movimente entre as notas C e E. Depois para a 4.ª corda, entre as notas F e A... e assim sucessivamente até chegarem à 1.ª corda. Lá chegados façam o caminho inverso. E repitam o exercício até se sentirem confortáveis (ou não). Agora peguem numa guitarra com a escala de 25,5” e façam o mesmo exercício. No exercício, a diferença da distância entre trastes nas duas guitarras é de 2,5 mm aproximadamente. Consoante as características das mãos de cada um muita coisa poderá acontecer, a saber: Mão pequena – dificuldade em fazer o exercício em ambas as guitarras; Mão um pouco maior – alguma facilidade na guitarra de 24,75” mas não praticável na guitarra de 25,5”; Mão um pouco maior – conforto na guitarra de 24,75” e alguma facilidade na de 25,5”; Mão um pouco maior – demasiada facilidade na guitarra de 24,75” e conforto na de 25,5”; Mão grande – talvez optem por uma guitarra com uma escala maior.
  12. ASIO Drivers

    KEEP IT SIMPLE. Nada melhor que desligar tudo e voltar à configuração mais básica. Depois é indo acrescentando device atrás de device até perceber o que está/va mal. Quando temos um problema, muitas vezes não o resolvemos porque não temos método de trabalho. Desliga aqui, liga aqui, ... blá, blá, blá ... e não se chega a lado nenhum. Aconselho-te a elaborares uma Flowchart (http://www.ensampler.com/archives/545) por exemplo. De resto... boa sorte.
  13. Problemas em Potenciômetros

    Na equipa que está a jogar bem não se mexe. Chego à conclusão, ao fim de um bons anos, que quanto mais me mexe mais se estraga. Mas adiante. Não será o caso, mas aponto para outro problema que costuma acontecer. Quem isola o interior da "caixa" dos POT's com papel de cobre ou alumínio tem de ter cuidado com o distanciamento dos terminais dos mesmos ao isolamento. Monta-se tudo em conformidade e quando se aperta o POT, um ou mais terminais acaba por entrar em contacto com o isolamento e depois é uma trapalhada para descobrir o que está mal, especialmente quando se está a trabalhar num espaço apertado (e quando o POT não está perfeitamente perpendicular ao plano da madeira) . Aconselho a fazer as montagens sem apertos e testar. Tudo ok? Se sim, utilizar anilhas interiores para dar o devido distanciamento entre terminais e isolamento. Neste caso particular, apresentado, retirava o POT e com um voltímetro fazia-lhe o teste de condutividade/resistividade rodando o veio. (Também o POT pode estar mal apertado e na parte final um dos terminais pode entrar em contacto com outro terminal de um outro POT e ir buscar sinal aí).
  14. Braço de guitarra em pinho

    Boas @tmo Os truss rod aproveitei dos dois braços que destruí após tanto limar (por causa da já falada lesão do ombro que me obrigou a ter braços mais finos nas guitarras). Quanto ao número de trastes não fiz qualquer alteração. Mantive os 22. Andei à procura de braços de 22 trastes baratos. No local onde me abasteço (Fratermusic) não tinha braços com escala em maple. Mandei vir uma escala em maple para montar num dos braços, mas depois constatei que já não dava para montar pois o braço estava muito limado (com esforço daria mas seria um desperdício de material). Quanto aos braços tipo Dr.Parts só encontrei de 21 trastes. No site da Thomann fiquei "guloso" por este braço: https://www.thomann.de/pt/goeldo_neck_paddle_rw.htm mas por 181 euros (e logo dois braços) tira o apetite a qualquer um. Ainda por cima obriga a serração e furação, com os riscos associados, para quem não tem ferramenta especializada. Por outro lado nunca se sabe o que se vai receber em termos de qualidade e disposição de veios, no que toca às à madeiras (aqui incluo tanto a escala - rosewood ou maple- e a restante madeira do braço). Por todas estas razões e porque era uma pena pôr estas guitarras de lado, decidi arriscar (especialmente a castanha cujo corpo também foi construído por mim, em pinho maciço e que tem 3 pickup's Fender N3). Primeiro andei a ler umas coisas. Lembro-me de alguém comentar: "canadian maple, this is pine", sobre os braços das guitarras HB. E isto despertou-me a atenção. Também li este artigo: https://www.esquire.com/entertainment/interviews/a2873/guitar042307/ e vi uns vídeos (este por exemplo https://www.youtube.com/watch?v=pNStUlezHvU ) Consultei a tabela de densidades das madeiras e reparei que o pine pitch tem uma boa densidade e aguenta mais força que o maple. O problema seria encontrar esse tipo de pinho. Mas tive essa sorte. O maior problema que tive foi a abrir o rasgo para o truss rod. Só com berbequim, foi de facto uma aventura. Os desbastes foram feitos com umas limas grossas e os nivelamentos foram feito à mão, com uma "ripa" de alumínio onde colei folha de lixa 40. Reconheço que, caso estivesse perante hard maple, em que a densidade é mais elevada, não teria tido "força" para executar o trabalho. Este pinho revelou-se uma madeira boa de trabalhar. Reage bem à lima grossa sem lascar (o que acontece com o pinho de baixa densidade). Por outro lado, a vantagem que tive, foi escolher a disposição dos veios. Quando compramos uma guitarra ou um braço por vezes ficamos um pouco limitados ao que existe e do que tenho lido existe muita madeira que é aproveitada sem cumprir os requisitos que devem observar para a construção de uma guitarra. Agora é esperar que a madeira "acame" e ver se não aparecem deformações. Quanto a fotos, posso tirar mais algumas, mas diz-me, existe alguma preferência de ângulo (talvez as imperfeições, não? Pois, o berbequim e as limas não perdoam como se sabe).
  15. Braço de guitarra em pinho

    Como tive algum receio do chamado "bow" (arco) optei por colocar truss rod. Assim apliquei, em ambos, um truss rod que termina à volta de 3 centímetros do final do braço (na parte de aperto ao corpo). De facto quando afinei as cordas houve o aparecimento de um bow ligeiramente superior àquele que estou habituado nos braços em maple (também fico sem saber se caso tivesse feito os braços em maciço este problema não se colocaria - mas não quis arriscar). Um pequeno aperto no truss rod foi suficiente para pôr os braços operacionais. Outro receio que tive foi a possibilidade da headstock poder arquear com a tensão das cordas. Para prevenir tal, tive o cuidado de não desbastar em excesso a madeira na parte traseira da zona da pestana. Por agora, decorridos cerca de 5 dias, não noto deformações nos braços.