F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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    Almada
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    Guitarra
  1. New Guitar Day!... bem, já tem umas semanas...

    Trabalho admirável @tmo. Parabéns. Quanto á tua citação que extraí do teu texto, queria trazer ao debate o que se segue, sem entrar em equações matemáticas para evitar ser intragável. É do conhecimento geral que as frequências altas vão desaparecendo à medida que se baixa a resistência dos pot's. Ora o que acontece é que o pot do volume e o pot do tone estão em paralelo. E isto quer dizer que a resistência final que se obtém é sempre inferior à resistência mais baixa presente. Isto é se se tiver uma resistência de 1 mega em paralelo com uma resistência de 500K, o valor final é sempre inferior a 500K (e não superior a 500k como alguns poderão pensar). O puro som da coil ouve-se quando está ligada directamente sem pot's. O valor de 1 mega no pot de volume não afecta minimamente as altas frequências. Mas atenção ao que se tem no pot do tone (claro que estou a excluir o condensador para tornar a conversa mais amigável). Penso já ter visto guitarras que não têm o pot de tone (a equalização pode ser feita no amplificador por exemplo). Também nunca ouvi falar num botão de "tone kill" (o que faria "desaparecer" do circuito o pot de tone e fazer a equalização, por exemplo, no amplificador como já referi). Já li em fóruns pessoal a queixar-se que o pedal de volume altera o tom do som. Isso é mais que natural, pois estão a colocar mais uma resistência em paralelo com os pot´s de volume e de tone e com isso a diminuir a resistência final e resultado... lá se vão embora as mais altas frequências. Deixo aqui este memo, sem deixar de elogiar, uma vez mais, o excelente trabalho.
  2. Outra guitarra?

  3. Outra guitarra?

    Existem momentos em que as coisas não parecem bem. Momentos em que se olha para o lado e vemos as mesmas guitarras já há algum tempo e achamos que se calhar a solução para o problema é comprar uma nova guitarra. Mas será? É interessante o que se descreve na página: https://geargods.net/features/5-things-you-should-do-instead-of-buying-a-new-guitar/
  4. Poderia dar muitos exemplos, como sou apreciador dos Yes, relevo a voz do Jon Anderson. Um bom vocalista comporta-se (ou deverá comportar-se) como mais um instrumento. Em muitos temas, Jan Anderson toca notas que por vezes nada tem a ver com o que está a ser tocado. Veja-se o caso do tema "Close to the edge". Os vocalistas ditos "normais" têm sempre um apoio no ritmo ou noutro instrumento para não darem o tiro (ou seja, desafinar). Ou seja, seguem o guião da banda. Os bons vocalistas, contribuem para a riqueza da banda. É um dom. Uma banda que tenha um bom vocalista abre as portas para a criatividade dos restantes membros.
  5. Curiosidades

    Todos os guitarristas vivem preocupados com o fenómeno de “fret buzz”, melhor, pela sua não existência. Sabemos que o fret buzz está associado a “trastes altos”. Em todos os vídeos do Youtube referentes ao nivelamento dos trastes podemos constatar duas coisas: - Aquando do nivelamento o braço tem de estar direito (sem acção do truss rod); - O nivelamento é feito com uma régua abrasiva que deve, grosso modo de dizer e para simplificar a linguagem, dar uma altura igual a todos os trastes, e ficar paralelo à escala. Poderá haver a intuição de que será mais fácil ocorrer fret buzz nos traste mais afastados da ponte, digamos, 5.º, 6.º, 7.º … do que naqueles que ficam mais perto, 15º,16º, 17º... E isto porque quando premimos a corda no, por exemplo, 15.º traste o ângulo entre a linha dos trastes e a corda é maior que o ângulo formado no 5.º traste. Mas esta intuição está errada. Embora os ângulos sejam diferentes é importante revelar que a distância entre o 5.º e o 6.º trastes é maior que a distância entre o 15.º e o 16.º trastes. Curiosidade: Na prática, matematicamente falando, o que se passa é que para o tipo de nivelamento acima mencionado, qualquer que seja o traste onde a corda seja premida, a distância entre o topo do traste seguinte e a corda mantém-se constante (embora as funções matemáticas sejam diferente elas têm um comportamento muito parecido). A figura tosca abaixo pretende traduzir essa situação. (Claro que quanto maior a quantidade de corda “solta” mais oscilação terá e claro que haverá maior probabilidade de fret buzz no 5.º traste do que no 15.º, mas deixemos este problema de lado, o pequeno arco na guitarra tenta em certa medida compensar este problema). Na minha opinião, o nivelamento “oblíquo” oferece maiores garantias de não haver fret buzz por um período de maior de uso. Por nivelamento oblíquo quero dizer que o nivelamento não segue paralelo à escala do braço, mas ligeiramente inclinado (mas em linha), havendo um pequeno maior desbaste nos trastes mais juntos à ponte (somente q.b.). Acarreta outras desvantagens. Mas muitas vezes, na situação de nivelamento paralelo, quando os trastes no centro da guitarra começam a ser “comidos” pelo uso mais frequente e aparece fret buzz a solução é dar desbaste aos trastes que estão mais abaixo, e isto é similar ao nivelamento oblíquo.
  6. Tendências e futuro da música

    (Fonte: https://paulachocalhinhohipnoterapia.blog/2020/02/24/piramide-das-necessidades/) Embora para alguns seja polémica, a pirâmide das necessidades individuais de Maslow (vide https://pt.wikipedia.org/wiki/Hierarquia_de_necessidades_de_Maslow) continua a ser uma referência. a ser aceitável podemos ver em que patamar se encontram as artes, onde se inclui a música. Mas, por exemplo, quem consegue ter um bom repouso sem ouvir uma boa peça de arte musical? Mas dá que pensar... Também como se costuma dizer: "Não há almoços grátis" Se ele gasta tantas horas é porque também quererá ter algum proveito. Mas gosto dos vídeos dele. Sinceramente. Estimula a empatia. Enriquece a música. Tenha proveito ou não, acho o seu trabalho e dedicação fantásticos. 5 estrelas. Agora, falando em termos muito, mas muito, teóricos e em delírio(?) (nesta fase penso que é aceitável) isto só acaba quando... Quando? Ora bem. Quem deixou de ter direitos de autor? Diria que quase toda a música clássica e a música popular. Solução: Era preciso aparecer uma "cabeça" que "soubesse" relacionar as músicas e denunciar plágio. Todos sabemos que o plágio é quase inevitável, especialmente quando já foi produzida tanta música. Pois bem, uma "cabeça" dessas em vez de pôr muita gente a ganhar dinheiro iria pôr muitas orelhas a ferver. Mas não passa de uma ilusão... ou não(?).
  7. Compra de guitarra acústica para iniciante

    Desculpa, mas essa guitarra não é uma guitarra com a designação acústica. É uma guitarra clássica. É que existem diferenças entre ambas que podem ser importantes para ti, dependente do tipo de música que queres vir a tocar. Se for para iniciante, aprender os acordes e tudo isso do início... esta ou qualquer outra de muito baixo investimento serve. É como quem tira a carta de condução. Deve fazer todas as asneiras num carro barato, em segunda mão, por exemplo.
  8. Corda trasteja apenas num traste

    Há um aspecto a que poucos dão importância e pouco se ouve discutir pelos fóruns. Refiro-me à qualidade da madeira de que é feita a escala de uma guitarra. Vou referir-me somente ao chamado "rosewood". Ao longo destes tempos e das minhas "bricolages", nas encomendas que fiz encontrei várias qualidades de rosewood. Todos temos assumido que o rosewood é e só pode ser o rosewood e como tal uma madeira de alta densidade, sempre! Errado! Dos trabalhos que fiz de desbaste por lixa encontrei rosewood que me dava cabo do braço e outros que, especialmente, quando impregnados com algum óleo de tratamento pareciam autêntica manteiga. E qual é o problema? É que um rosewood de fraca densidade "segura" de forma débil os trastes. Basta dar um pouco mais de óleo de tratamento em cima da escala para que os trastes que possam estar sobre tensão mecânica aliviem e acabem por ficar desnivelados. O problema agrava-se quando os veios da madeira não correm paralelos ao braço. Isto é, os veios apresentam curvas. É que apesar de ser uma madeira de muita densidade, o rosewood não deixa de estar isento de (mili) contracções e expansões com o calor e ou humidade. E se os veios não estão paralelos essas deformações acabam por ser mais acentuadas nuns trastes que noutros. E estes mili desvios estragam o nivelamento. Por isso ficamos por vezes espantados porque é que de um dia para o outro aparece fretbuzz nalguns trastes. Especialmente quando aparece um dia com humidade muito alta. Uma solução que por vezes é adoptada é colar os trastes. Poderá parecer uma boa solução mas, mais uma vez, quando se aplica o óleo de tratamento a aderência da cola pode ser comprometida, pois este infiltra-se, tal como a humidade, embora em menor grau. Estar a dar sempre óleo de tratamento não é uma boa prática. Não preciso dizer porquê.
  9. Corda trasteja apenas num traste

    No que se refere a fretbuzz o pior do pior é quando acontece nos primeiros trastes. Isto implica, no teu caso, um nivelamento desde o 3.º até ao 22.º (ou 24.º, não sei quantos trastes tem a guitarra). Como é difícil fazer o nivelamento da linha de uma corda, tudo acaba por ser afectado e tem que se fazer um nivelamento geral. Digo-te é das maiores chatices. Quando o buzz é num traste mais alto 18.º, 19.º ... a coisa é mais fácil. Vou dar-te palpites, pois estes problemas às vezes têm algo de esotérico, se me faço entender. Muito provavelmente a tensão das novas cordas é inferior e o braço deixou de ter o pequeníssimo arco que costuma apresentar (ou que deve ter). Neste caso Pode ser que te resolva o problema. Mas não convém abusar. Porquê? Quando se actua no truss road por vezes toda a acção da guitarra muda e tem-se que seguir os procedimentos de set-up para uma nova acção e por vezes aparece buz noutros trastes. Outro aspecto: a humidade tende a que o braço "estique para trás e para baixo". Hoje está menos humidade. Espera que o braço se adeqúe às cordas. Estica as cordas manualmente e vai afinando. Pode ser que o problema desapareça, antes de mexer no truss rod. A lubrificação da escala também pode interferir em braços de baixa qualidade da madeira da escala. No último caso, a melhor solução para este problema, se se não quer a trabalheira de um nivelamento é "levantar milimetricamente" o 2.º, e por obrigação, o 1.º trastes. Como? Um pouco de serradura fina. Um pouco de cola de madeira. Retiras os trastes e aplicas a mistura cola/serradura nas ranhuras. Antes de secagem completa e final fazes o nivelamento com uma pequena régua direita que possa abranger só e só os 4 primeiros trastes tão somente. Claro que este trabalho é mais chato e só serve mesmo para desenrascar. Mas no fim é provável que o problema desapareça quando a lubrificação secar. Lembrei-me, tenta dar um pouco de calor a todo o braço com um secador de cabelo e vai vendo os resultados depois de arrefecer. Tanta coisa pode ser que nem sei o que te diga mais. Boa sorte. E não esquecer: nunca mexer na equipa que está a jogar bem. Substituições? Uma de cada vez e espaçadas no tempo.
  10. O comprimento da escala importa?

    Nunca deveria ter abandonado a escala 24,75". Há alguns anos atrás estupidamente meti-me com as escalas de 25,5". Notei logo diferença. Mais esforço, mais elasticidade requerida. Para quem praticou ginástica ou outro desporto de alta competição sabe que a performance não dura para sempre. E que mais tarde as lesões retornam. Ora tenho sido um mártir em lesões. Quando se é novo, tudo se faz, mesmo com os estúpidos sacrifícios. Como já disse aqui no fórum, praticava clássica, só há poucos anos me dediquei à eléctrica. Mas já vou "evoluindo" com a idade, não sou novo, se me faço entender. Mas também se tenho tido lesões, também tenho-me debruçado mais sobre a anatomia humana. E de facto, não podemos ser "bons corredores" de 100 metros com pernas pequenas, entendem. Não é que tenha mãos pequenas. Mas reparei que tocar em escalas de 25,5" já exigia algum esforço, naqueles movimentos com um distanciamento de 4 trastes ou mais. E todos os guitarristas de top fazem gosto de demonstrarem a sua performance numa competição de vaidades(?). Por isso, um tema que até se vai tocando bem chega a uma parte que fica tudo estragado. É nestas alturas que é mesmo preciso uma mão grande e velocidade. Agora que já passaram alguns anos vejo alguns desses guitarristas actualmente em espectáculos ao vivo (porque têm que necessariamente ganhar a vida) a tocarem as mesmas músicas mas de forma mais lenta e evitando determinados movimentos. Claro que a idade não perdoa. Tudo se vai perdendo. Mas é um pouco triste. A minha intenção não é criticar só por criticar. Talvez deixar conselhos, ou melhor, dicas. Não sou guitarrista profissional. Meramente um curioso que tenta manter a cabeça ocupada. Bem dito. Mas quando se tem lesões estúpidas por estupidez acaba-se por ficar alguns tempos parados e acabo por estudar os porquês e levo-me a alertar para estes problemas. Espero que tenha sido compreensível. E boa saúde para todos nós.
  11. O comprimento da escala importa?

    Encontrei esta página na web que poderá ter alguma utilidade: https://www.playableguitar.com/hand-size.html
  12. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Que se saiba um carro não foi desenhado para andar permanentemente com o motor na linha do vermelho. O efeito a que te referes, pode ser obtido encostando a coluna a uma superfície vibratória. Exemplo, por vezes a coluna do subwoofer do meu sistema de som Home Cinema fica inadvertidamente encostado ao móvel (depois de uma limpeza da sala, por exemplo). Nesta situação, quando se aumenta a potência tudo vibra e parece que tudo se vai partir como se se se estivesse a ultrapassar a potência recomendável.
  13. O comprimento da escala importa?

    @deadpoet obrigado pelo reparo na forma incorrecta como escrevi o post e que entretanto penso já ter corrigido. Curioso que sempre conheci aquelas "varetinhas" metálicas como trastes. Aliás, nas lojas online é essa a designação dada. Mas nada melhor do que consultar o dicionário da Priberam. E de facto mais uma vez reconheço que o nome mais correcto será a palavra "trasto" embora se possa igualmente utilizar a palavra "traste". Mas depois é claro existem vários tipos de trastes. (uma nota, quando se escreve neste site a palavra trasto a palavra fica sublinhada a vermelho indicando que está mal escrita (ou não existe), talvez se possa corrigir isso, não?)
  14. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Reforçando o que muito bem diz o @ncarmona acrescentava: Aconselhava-te que a coluna tivesse pelo menos o dobro da potência máxima de saída do amplificador, por questões de fidelidade. Em termos de segurança, a regra é que a impedância de entrada da coluna tem de ser sempre mais alta (ou idealmente igual) que a impedância de saída do amplificador. A transferência máxima de potência do sistema amplificador-coluna ocorre quando ambos têm a mesma impedância. Nestas condições tens a melhor resposta de transferência de potência para toda a gama de frequências, o que também está relacionado com a fidelidade do sistema. Ligar uma coluna com uma impedância menor que a impedância do amplificador é "quase" o equivalente a fazer um curto-circuito à saída do amplificador com consequências graves para este e claro está, também para a coluna.