F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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  • Sexo
    Masculino
  • País
    Portugal
  • Cidade
    Almada
  • Instrumento
    Guitarra
  1. O comprimento da escala importa?

    Nunca deveria ter abandonado a escala 24,75". Há alguns anos atrás estupidamente meti-me com as escalas de 25,5". Notei logo diferença. Mais esforço, mais elasticidade requerida. Para quem praticou ginástica ou outro desporto de alta competição sabe que a performance não dura para sempre. E que mais tarde as lesões retornam. Ora tenho sido um mártir em lesões. Quando se é novo, tudo se faz, mesmo com os estúpidos sacrifícios. Como já disse aqui no fórum, praticava clássica, só há poucos anos me dediquei à eléctrica. Mas já vou "evoluindo" com a idade, não sou novo, se me faço entender. Mas também se tenho tido lesões, também tenho-me debruçado mais sobre a anatomia humana. E de facto, não podemos ser "bons corredores" de 100 metros com pernas pequenas, entendem. Não é que tenha mãos pequenas. Mas reparei que tocar em escalas de 25,5" já exigia algum esforço, naqueles movimentos com um distanciamento de 4 trastes ou mais. E todos os guitarristas de top fazem gosto de demonstrarem a sua performance numa competição de vaidades(?). Por isso, um tema que até se vai tocando bem chega a uma parte que fica tudo estragado. É nestas alturas que é mesmo preciso uma mão grande e velocidade. Agora que já passaram alguns anos vejo alguns desses guitarristas actualmente em espectáculos ao vivo (porque têm que necessariamente ganhar a vida) a tocarem as mesmas músicas mas de forma mais lenta e evitando determinados movimentos. Claro que a idade não perdoa. Tudo se vai perdendo. Mas é um pouco triste. A minha intenção não é criticar só por criticar. Talvez deixar conselhos, ou melhor, dicas. Não sou guitarrista profissional. Meramente um curioso que tenta manter as cabeça ocupada. Bem dito. Mas quando se tem lesões estúpidas por estupidez acaba-se por ficar alguns tempos parados e acabo por estudar os porquês e levo-me a alertar para estes problemas. Espero que tenha sido compreensível. E boa saúde para todos nós.
  2. O comprimento da escala importa?

    Encontrei esta página na web que poderá ter alguma utilidade: https://www.playableguitar.com/hand-size.html
  3. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Que se saiba um carro não foi desenhado para andar permanentemente com o motor na linha do vermelho. O efeito a que te referes, pode ser obtido encostando a coluna a uma superfície vibratória. Exemplo, por vezes a coluna do subwoofer do meu sistema de som Home Cinema fica inadvertidamente encostado ao móvel (depois de uma limpeza da sala, por exemplo). Nesta situação, quando se aumenta a potência tudo vibra e parece que tudo se vai partir como se se se estivesse a ultrapassar a potência recomendável.
  4. O comprimento da escala importa?

    @deadpoet obrigado pelo reparo na forma incorrecta como escrevi o post e que entretanto penso já ter corrigido. Curioso que sempre conheci aquelas "varetinhas" metálicas como trastes. Aliás, nas lojas online é essa a designação dada. Mas nada melhor do que consultar o dicionário da Priberam. E de facto mais uma vez reconheço que o nome mais correcto será a palavra "trasto" embora se possa igualmente utilizar a palavra "traste". Mas depois é claro existem vários tipos de trastes. (uma nota, quando se escreve neste site a palavra trasto a palavra fica sublinhada a vermelho indicando que está mal escrita (ou não existe), talvez se possa corrigir isso, não?)
  5. amplificação de guitarra--cabeça e coluna

    Reforçando o que muito bem diz o @ncarmona acrescentava: Aconselhava-te que a coluna tivesse pelo menos o dobro da potência máxima de saída do amplificador, por questões de fidelidade. Em termos de segurança, a regra é que a impedância de entrada da coluna tem de ser sempre mais alta (ou idealmente igual) que a impedância de saída do amplificador. A transferência máxima de potência do sistema amplificador-coluna ocorre quando ambos têm a mesma impedância. Nestas condições tens a melhor resposta de transferência de potência para toda a gama de frequências, o que também está relacionado com a fidelidade do sistema. Ligar uma coluna com uma impedância menor que a impedância do amplificador é "quase" o equivalente a fazer um curto-circuito à saída do amplificador com consequências graves para este e claro está, também para a coluna.
  6. O comprimento da escala importa?

    Todos nós já experimentámos guitarras com uma escala de 24,75” e guitarras de 25,5”. No primeiro caso estão, normalmente, as designadas Les Paul. No segundo, as Stratocaster. Uma pergunta que é legítima de se colocar é: Faz assim tanta diferença tocar numa ou noutra escala? A resposta não será fácil. Vejamos: 24,75” correspondem a 628,65 mm. Enquanto 25,5” correspondem a 647,70 mm. No fundo a diferença entre escalas tem um valor de 19,05 mm ( 647,70 - 628,65 = 19,05 mm), ou seja, aproximadamente 2 cm. Estes 2 cm distribuídos ao longo do comprimento da escala não traduzem grande alteração nas larguras entre trastes. Matematicamente, por exemplo, na escala de 25,5” o espaço entre o 4.º e o 5.º traste tem uma largura de 28,85 mm e na escala de 24,75” o mesmo espaço tem uma largura de 28,00 mm. Ou seja, a diferença entre ambos é um valor de 0,85 mm, não chegando, portanto ao valor de 1 mm. Essa diferença poderá ser um pouco maior da pestana ao 1.º traste, um pouquíssimo maior que 1 mm, mas à medida que se avança para os trastes mais perto do corpo da guitarra essa diferença começa a ser desprezível. Portanto, todos dirão,”Este fulano deve querer descobrir a pólvora?”. Vamos fazer esta experiência: Peguem numa guitarra com a escala de 24,75”. Coloquem o indicador na nota G (3.º traste) da 6.ª corda. Agora, com o dedo mindinho vamos fazer a sequência “Hammer”-”Pull off”- “Hammer” na nota B (7.º traste). Agora passem para a 5.ª corda e repitam o movimente entre as notas C e E. Depois para a 4.ª corda, entre as notas F e A... e assim sucessivamente até chegarem à 1.ª corda. Lá chegados façam o caminho inverso. E repitam o exercício até se sentirem confortáveis (ou não). Agora peguem numa guitarra com a escala de 25,5” e façam o mesmo exercício. No exercício, a diferença da distância entre trastes nas duas guitarras é de 2,5 mm aproximadamente. Consoante as características das mãos de cada um muita coisa poderá acontecer, a saber: Mão pequena – dificuldade em fazer o exercício em ambas as guitarras; Mão um pouco maior – alguma facilidade na guitarra de 24,75” mas não praticável na guitarra de 25,5”; Mão um pouco maior – conforto na guitarra de 24,75” e alguma facilidade na de 25,5”; Mão um pouco maior – demasiada facilidade na guitarra de 24,75” e conforto na de 25,5”; Mão grande – talvez optem por uma guitarra com uma escala maior.
  7. ASIO Drivers

    KEEP IT SIMPLE. Nada melhor que desligar tudo e voltar à configuração mais básica. Depois é indo acrescentando device atrás de device até perceber o que está/va mal. Quando temos um problema, muitas vezes não o resolvemos porque não temos método de trabalho. Desliga aqui, liga aqui, ... blá, blá, blá ... e não se chega a lado nenhum. Aconselho-te a elaborares uma Flowchart (http://www.ensampler.com/archives/545) por exemplo. De resto... boa sorte.
  8. Problemas em Potenciômetros

    Na equipa que está a jogar bem não se mexe. Chego à conclusão, ao fim de um bons anos, que quanto mais me mexe mais se estraga. Mas adiante. Não será o caso, mas aponto para outro problema que costuma acontecer. Quem isola o interior da "caixa" dos POT's com papel de cobre ou alumínio tem de ter cuidado com o distanciamento dos terminais dos mesmos ao isolamento. Monta-se tudo em conformidade e quando se aperta o POT, um ou mais terminais acaba por entrar em contacto com o isolamento e depois é uma trapalhada para descobrir o que está mal, especialmente quando se está a trabalhar num espaço apertado (e quando o POT não está perfeitamente perpendicular ao plano da madeira) . Aconselho a fazer as montagens sem apertos e testar. Tudo ok? Se sim, utilizar anilhas interiores para dar o devido distanciamento entre terminais e isolamento. Neste caso particular, apresentado, retirava o POT e com um voltímetro fazia-lhe o teste de condutividade/resistividade rodando o veio. (Também o POT pode estar mal apertado e na parte final um dos terminais pode entrar em contacto com outro terminal de um outro POT e ir buscar sinal aí).
  9. Braço de guitarra em pinho

    Boas @tmo Os truss rod aproveitei dos dois braços que destruí após tanto limar (por causa da já falada lesão do ombro que me obrigou a ter braços mais finos nas guitarras). Quanto ao número de trastes não fiz qualquer alteração. Mantive os 22. Andei à procura de braços de 22 trastes baratos. No local onde me abasteço (Fratermusic) não tinha braços com escala em maple. Mandei vir uma escala em maple para montar num dos braços, mas depois constatei que já não dava para montar pois o braço estava muito limado (com esforço daria mas seria um desperdício de material). Quanto aos braços tipo Dr.Parts só encontrei de 21 trastes. No site da Thomann fiquei "guloso" por este braço: https://www.thomann.de/pt/goeldo_neck_paddle_rw.htm mas por 181 euros (e logo dois braços) tira o apetite a qualquer um. Ainda por cima obriga a serração e furação, com os riscos associados, para quem não tem ferramenta especializada. Por outro lado nunca se sabe o que se vai receber em termos de qualidade e disposição de veios, no que toca às à madeiras (aqui incluo tanto a escala - rosewood ou maple- e a restante madeira do braço). Por todas estas razões e porque era uma pena pôr estas guitarras de lado, decidi arriscar (especialmente a castanha cujo corpo também foi construído por mim, em pinho maciço e que tem 3 pickup's Fender N3). Primeiro andei a ler umas coisas. Lembro-me de alguém comentar: "canadian maple, this is pine", sobre os braços das guitarras HB. E isto despertou-me a atenção. Também li este artigo: https://www.esquire.com/entertainment/interviews/a2873/guitar042307/ e vi uns vídeos (este por exemplo https://www.youtube.com/watch?v=pNStUlezHvU ) Consultei a tabela de densidades das madeiras e reparei que o pine pitch tem uma boa densidade e aguenta mais força que o maple. O problema seria encontrar esse tipo de pinho. Mas tive essa sorte. O maior problema que tive foi a abrir o rasgo para o truss rod. Só com berbequim, foi de facto uma aventura. Os desbastes foram feitos com umas limas grossas e os nivelamentos foram feito à mão, com uma "ripa" de alumínio onde colei folha de lixa 40. Reconheço que, caso estivesse perante hard maple, em que a densidade é mais elevada, não teria tido "força" para executar o trabalho. Este pinho revelou-se uma madeira boa de trabalhar. Reage bem à lima grossa sem lascar (o que acontece com o pinho de baixa densidade). Por outro lado, a vantagem que tive, foi escolher a disposição dos veios. Quando compramos uma guitarra ou um braço por vezes ficamos um pouco limitados ao que existe e do que tenho lido existe muita madeira que é aproveitada sem cumprir os requisitos que devem observar para a construção de uma guitarra. Agora é esperar que a madeira "acame" e ver se não aparecem deformações. Quanto a fotos, posso tirar mais algumas, mas diz-me, existe alguma preferência de ângulo (talvez as imperfeições, não? Pois, o berbequim e as limas não perdoam como se sabe).
  10. Braço de guitarra em pinho

    Como tive algum receio do chamado "bow" (arco) optei por colocar truss rod. Assim apliquei, em ambos, um truss rod que termina à volta de 3 centímetros do final do braço (na parte de aperto ao corpo). De facto quando afinei as cordas houve o aparecimento de um bow ligeiramente superior àquele que estou habituado nos braços em maple (também fico sem saber se caso tivesse feito os braços em maciço este problema não se colocaria - mas não quis arriscar). Um pequeno aperto no truss rod foi suficiente para pôr os braços operacionais. Outro receio que tive foi a possibilidade da headstock poder arquear com a tensão das cordas. Para prevenir tal, tive o cuidado de não desbastar em excesso a madeira na parte traseira da zona da pestana. Por agora, decorridos cerca de 5 dias, não noto deformações nos braços.
  11. Braço de guitarra em pinho

    Faltou-me referir um pormenor. Um dos motivos que me levou a comprar a ripa é que os veios da madeira corriam paralelos de forma a que quando realizasse o corte ficaria com os braços mais resistentes. Como podem ver na imagem abaixo, os veios da madeira correm paralelos ao braço dando maior resistência, maior estabilidade às variações de temperatura e humidade e melhor propagação do som.
  12. Braço de guitarra em pinho

    Por motivos diversos não encontrei disponível braços de 22 trastes. Numa casa de ferragens perto de casa encontrei uma ripa de pinho. Resolvi comprá-la e aventurar-me na construção de dois braços. A ripa de 2,60 metros ficou-me em 11 euros e dividi em 3 partes utilizáveis para a construção de braços. Tinha o hardware dos antigos braços, uma escala em maple e os trastes. Como não disponho de ferramenta especializada grande parte do trabalho saiu dos braços. Foi uma aventura com muito suor, muita serradura e sobressaltos. Resolvi avançar por que no que toca a densidades este pinho apresentava um valor de 0,62 Kg3/m3. Consultando a tabela do link: https://cedarstripkayak.wordpress.com/lumber-selection/162-2/ constatei que este valor se encontrava no limite inferior do maple (valores entre 0,60 e 0,75 kg3/m3). Por outro lado, reparei que o pinho “aguenta mais força” do que o maple (consultar a mesma tabela). Como seria de esperar o trabalho não ficou perfeito, mas ficou operacional (não sabia o que iria resultar pelo que também não tirei fotos durante a execução dos trabalhos). Mas ficam aqui a fotos que considero importantes. Foto de uma parte da ripa: Foto do braço/guitarra Yamaha que levou a escala em maple: Foto do braço/guitarra cujo corpo tinha feito há tempos (também em pinho). Como não tinha outra escala de maple, para esta guitarra fiz uma escala em pinho. Em termos de som, numa primeira impressão, o som característico das guitarras é aquele que se ouve no tema “Sultains of Swing”. Penso que houve uma melhoria no sustain e tem um bom vibrato. A Telecaster tem uns agudos muito fortes. No tratamento da madeira apliquei bastante óleo de cedro da marca Tintinhas que tem uma espécie de aguarrás. Permite uma maior penetração na madeira e protege da bicharada. Seguidamente apliquei óleo de cedro Pronto na Strato e óleo de escurecer Pronto na Telecaster. Finalmente, depois de tudo bem seco, apliquei Novycera com verniz. Só mais um pormenor, as marcas foram feitas com serradura fina de rosewood misturada com cola Titebond. Depois de seco foi limado. Resumindo, foi uma boa experiência que deu para perceber a problemática dos braços. No entanto, pelo facto de não ter ferramenta adequada, é algo que não irei repetir.
  13. Tendências e futuro da música

    Continuando. Num dos livros que li e que já aqui referi é abordada a questão da procriação humana e o ritmo. De que forma poderá existir uma relação entre ambas? Que rituais? Neste contexto, do ritmo, também é focado o bater do coração humano - curioso. Daquilo que entendi, na sua forma primitiva, como mero animal com um forte instinto de sobrevivência, o Homem luta pela sua reprodução. De forma simplificada, as fortes pancadas nos tambores, cujo ritmo se vai intensificando, poderão representar uma extensão do acto de procriação e os rituais uma forma de selecção dos mais fortes(?). Na música do século passado encontram-se muitos temas daquilo que pretendo transmitir, e como simples exemplo daria o tema “Looking for Love” dos Whitesnake, onde se verifica um aumento da intensidade do som e do ritmo do princípio ao fim. Em relação à música moderna com a chamada “falta de melodia” poder-se-ia que estaríamos perante aquele fenómeno primitivo associado à procriação, mas não posso concluir tal. Ou seja, a ter um papel no nosso cérebro não estará com certeza relacionado com tal acto. Então que papel desenvolverá? Esta “nova onda” assemelha-se muito aquela máquina de fazer pregos do trabalhador do meio do século passado. Digo que se assemelha no que respeita aos efeitos cerebrais (pelo menos no meu caso). Já Confúncio fez uma distinção entre a música sã que produz harmonia no individuo em contraste com a música prejudicial. Platão numa das suas afirmações declara que “Nada é mais característico da natureza humana do que o apaziguamento decorrente dos modos doces e a perturbação provocada pelos seus opostos”, referindo-se ao poder da música e seus modos. Outro aspecto muito importante e que a grande maioria da população não tem consciência é que quando ouvimos uma determinada música estamos a dar autorização a determinada pessoa a entrar no nosso cérebro, com todas as virtudes e defeitos que essa pessoa possa ter. É o mesmo que se passa quando lemos um livro. O autor invadiu o nosso cérebro com a nossa permissão. Vejamos, quando lemos um livro sobre algo que não nos dá prazer imediato só poderá significar duas coisas: uma, não temos ainda a capacidade para compreender totalmente o que lemos mas esperamos vir a alcançar essa capacidade; duas, somos obrigados a ler porque é um livro de estudo para o exame da próxima semana (não coloco a terceira hipótese de haver um pouco de masoquismo). No primeiro caso a gratificação para o nosso cérebro só virá mais tarde depois de compreendermos o que lemos. Ao esforço realizado existe uma gratificação proporcional. É um pouco como a música clássica, ao princípio o nosso cérebro realiza um grande esforço para se adaptar a todos esses sons, mas depois recebe uma grande gratificação (no segundo caso depende se gostamos de estudar ou não). Vejamos agora o caso de, por exemplo, lermos um livro atentatório contra os direitos humanos escrito por uma pessoa que discursa essa linha de pensamento. Nada impede que seja lido. No meu caso com certeza que não teria prazer em ler seria mais um livro de estudo para perceber os perigos da nossa sociedade. Mas vamos supor que esse livro chega a um jovem revoltado nos confins do mundo. Este jovem ao ler o livro e a permitir que o autor entre na sua cabeça poderá retirar algum prazer imediato por diversas razões (aqui os leitores podem pensar nas múltiplas situações que não irei abordar para não estender a escrita). Voltando à Terra, à nossa música contemporânea sem melodia (ou pouca). Será que estamos perante um acto traumatizante? Um jovem que tenha a mente preenchida com coisas digamos normais, namorada, amigos, a equipa de futebol, a escola, a família, a aulas de música... chega à noite cansado e tem um sono reparador. Pelo contrário, um jovem que pouco tenha que lhe preencha o cérebro fica vulnerável tal como aquele jovem nos confins do mundo. Um cérebro pouco ginasticado terá necessariamente dificuldade em entender coisas mais elaboradas (é como na matemática, quem não sabe dividir e multiplicar não poderá entender fracções). A música pode ajudar? Poderá se o cérebro estiver preparado para escutar coisas complicadas, o que só se obtém com um processo de aprendizagem. A música poderá ser prejudicial? Acredito que sim. Concordo com Confúcio. Penso que, se a música amarrar o cérebro a um nível de desempenho muito básico, não irá permitir um melhor desenvolvimento da personalidade. Por isso considero que a educação desempenha um papel muito importante nas nossas vidas. Através do estudo, de preferência com gosto, com prazer, o nosso cérebro consegue ir mais longe. Nota: Atenção que estas palavras são meramente para reflexão e debate.
  14. Tendências e futuro da música

    Desculpem estar a interromper a conversa, mas só hoje tive "tempo" para escrever sobre algo que me tinha ficado atrás da orelha. Diria que este pequeno post resulta meramente daquilo que tenho ouvido, lido e da minha intuição. Não tem base científica e será porventura um texto especulativo. Tudo a propósito de melodia. A discussão parte do nosso cérebro, pois é aí onde todos os “fenómenos” ocorrem. Diria que em qualquer cérebro o somatório de fenómenos tem de dar um resultado final que conduza, no mínimo, a um estado de segurança. A música tem o seu papel. Vamos avançar com este exemplo: Um trabalhador que esteja um dia inteiro a produzir, digamos, pregos numa fábrica, como aconteceu no passado, não terá muita predisposição quando chega a casa para ouvir uma música cheia de tambores e ritmos agressivos. O cérebro está saturado de um barulho cadenciado de um dia de trabalho. A compensação só pode ser feita através da audição de uma forte melodia para “abafar os ruídos”. Imagino que os povos primitivos caçadores que andavam um dia inteiro na perseguição das suas presas ficavam saturados do silêncio obrigatório e das melodias dos pássaros. Assim, é natural que à noite, após a caçada, os cérebros tinham que ser compensados com umas fortes batucadas, para se sentirem vivos. Estes dois exemplos poderão servir de ponto de partida do porquê hoje existe pouca melodia e a música, diria, “intensamente monocórdica”, é tão aceite. Será que o “silêncio” no interior dos jovens é hoje maior do que era há 30 anos atrás? Outro aspecto importante sãos os instrumentos que existe numa determinada época e como são utilizados. Por volta do século VIII, numa Europa cheia de barulhos da guerra, da insegurança, da fome, poucos, ou nenhuns instrumentos de realce existiam. O canto, em especial, o gregoriano, aparecia como uma porta para um mundo de uma paz mágica. Parece que a história nos revela que nos tempos de silêncio o barulho prevalece e nos tempos de confusão a melodia aparece naturalmente. Actualmente, vivem-se mundos mistos. Mundos de muito silêncio e solidão e outros de muito barulho e agitação. Para reflexão.
  15. Tendências e futuro da música

    Richard Wagner escreveu alguns ensaios antissemitas e por essa razão, e pelo aspecto nacionalista de sua obra, sua imagem foi empanada no século XX pelo fato do nazismo tê-lo tomado como exemplo da superioridade da música e do intelecto alemães, contrapondo-o a músicos também românticos como Mendelssohn, que era judeu. O ensaio mais polêmico foi Das Judentum in der Musik[25], publicado em 1850, no qual ele atacava a influência de judeus na cultura alemã em geral e na música em particular. Nesta obra descreve os judeus como: "ex-canibais, agora treinados para ser agentes de negócios da sociedade". Segundo Wagner, os judeus corromperam a língua do país onde vivem há gerações. A sua natureza, continua Wagner, torna-os incapazes de penetrar a essência das coisas. A crítica era dirigida particularmente aos compositores judeus Giacomo Meyerbeer e Felix Mendelssohn, que eram seus rivais. Wagner insistia em defender que os judeus que viviam na Alemanha deveriam abandonar a prática do judaísmo e se integrar totalmente à cultura alemã. Apesar de, por essas razões, ser geralmente tachado de antissemita, Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante sua vida inteira.[53] Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Wagner