F.Coelho

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Sobre F.Coelho

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    Portugal
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    Guitarra
  1. Braço de guitarra em pinho

    Boas @tmo Os truss rod aproveitei dos dois braços que destruí após tanto limar (por causa da já falada lesão do ombro que me obrigou a ter braços mais finos nas guitarras). Quanto ao número de trastes não fiz qualquer alteração. Mantive os 22. Andei à procura de braços de 22 trastes baratos. No local onde me abasteço (Fratermusic) não tinha braços com escala em maple. Mandei vir uma escala em maple para montar num dos braços, mas depois constatei que já não dava para montar pois o braço estava muito limado (com esforço daria mas seria um desperdício de material). Quanto aos braços tipo Dr.Parts só encontrei de 21 trastes. No site da Thomann fiquei "guloso" por este braço: https://www.thomann.de/pt/goeldo_neck_paddle_rw.htm mas por 181 euros (e logo dois braços) tira o apetite a qualquer um. Ainda por cima obriga a serração e furação, com os riscos associados, para quem não tem ferramenta especializada. Por outro lado nunca se sabe o que se vai receber em termos de qualidade e disposição de veios, no que toca às à madeiras (aqui incluo tanto a escala - rosewood ou maple- e a restante madeira do braço). Por todas estas razões e porque era uma pena pôr estas guitarras de lado, decidi arriscar (especialmente a castanha cujo corpo também foi construído por mim, em pinho maciço e que tem 3 pickup's Fender N3). Primeiro andei a ler umas coisas. Lembro-me de alguém comentar: "canadian maple, this is pine", sobre os braços das guitarras HB. E isto despertou-me a atenção. Também li este artigo: https://www.esquire.com/entertainment/interviews/a2873/guitar042307/ e vi uns vídeos (este por exemplo https://www.youtube.com/watch?v=pNStUlezHvU ) Consultei a tabela de densidades das madeiras e reparei que o pine pitch tem uma boa densidade e aguenta mais força que o maple. O problema seria encontrar esse tipo de pinho. Mas tive essa sorte. O maior problema que tive foi a abrir o rasgo para o truss rod. Só com berbequim, foi de facto uma aventura. Os desbastes foram feitos com umas limas grossas e os nivelamentos foram feito à mão, com uma "ripa" de alumínio onde colei folha de lixa 40. Reconheço que, caso estivesse perante hard maple, em que a densidade é mais elevada, não teria tido "força" para executar o trabalho. Este pinho revelou-se uma madeira boa de trabalhar. Reage bem à lima grossa sem lascar (o que acontece com o pinho de baixa densidade). Por outro lado, a vantagem que tive, foi escolher a disposição dos veios. Quando compramos uma guitarra ou um braço por vezes ficamos um pouco limitados ao que existe e do que tenho lido existe muita madeira que é aproveitada sem cumprir os requisitos que devem observar para a construção de uma guitarra. Agora é esperar que a madeira "acame" e ver se não aparecem deformações. Quanto a fotos, posso tirar mais algumas, mas diz-me, existe alguma preferência de ângulo (talvez as imperfeições, não? Pois, o berbequim e as limas não perdoam como se sabe).
  2. Braço de guitarra em pinho

    Como tive algum receio do chamado "bow" (arco) optei por colocar truss rod. Assim apliquei, em ambos, um truss rod que termina à volta de 3 centímetros do final do braço (na parte de aperto ao corpo). De facto quando afinei as cordas houve o aparecimento de um bow ligeiramente superior àquele que estou habituado nos braços em maple (também fico sem saber se caso tivesse feito os braços em maciço este problema não se colocaria - mas não quis arriscar). Um pequeno aperto no truss rod foi suficiente para pôr os braços operacionais. Outro receio que tive foi a possibilidade da headstock poder arquear com a tensão das cordas. Para prevenir tal, tive o cuidado de não desbastar em excesso a madeira na parte traseira da zona da pestana. Por agora, decorridos cerca de 5 dias, não noto deformações nos braços.
  3. Braço de guitarra em pinho

    Faltou-me referir um pormenor. Um dos motivos que me levou a comprar a ripa é que os veios da madeira corriam paralelos de forma a que quando realizasse o corte ficaria com os braços mais resistentes. Como podem ver na imagem abaixo, os veios da madeira correm paralelos ao braço dando maior resistência, maior estabilidade às variações de temperatura e humidade e melhor propagação do som.
  4. Braço de guitarra em pinho

    Por motivos diversos não encontrei disponível braços de 22 trastes. Numa casa de ferragens perto de casa encontrei uma ripa de pinho. Resolvi comprá-la e aventurar-me na construção de dois braços. A ripa de 2,60 metros ficou-me em 11 euros e dividi em 3 partes utilizáveis para a construção de braços. Tinha o hardware dos antigos braços, uma escala em maple e os trastes. Como não disponho de ferramenta especializada grande parte do trabalho saiu dos braços. Foi uma aventura com muito suor, muita serradura e sobressaltos. Resolvi avançar por que no que toca a densidades este pinho apresentava um valor de 0,62 Kg3/m3. Consultando a tabela do link: https://cedarstripkayak.wordpress.com/lumber-selection/162-2/ constatei que este valor se encontrava no limite inferior do maple (valores entre 0,60 e 0,75 kg3/m3). Por outro lado, reparei que o pinho “aguenta mais força” do que o maple (consultar a mesma tabela). Como seria de esperar o trabalho não ficou perfeito, mas ficou operacional (não sabia o que iria resultar pelo que também não tirei fotos durante a execução dos trabalhos). Mas ficam aqui a fotos que considero importantes. Foto de uma parte da ripa: Foto do braço/guitarra Yamaha que levou a escala em maple: Foto do braço/guitarra cujo corpo tinha feito há tempos (também em pinho). Como não tinha outra escala de maple, para esta guitarra fiz uma escala em pinho. Em termos de som, numa primeira impressão, o som característico das guitarras é aquele que se ouve no tema “Sultains of Swing”. Penso que houve uma melhoria no sustain e tem um bom vibrato. A Telecaster tem uns agudos muito fortes. No tratamento da madeira apliquei bastante óleo de cedro da marca Tintinhas que tem uma espécie de aguarrás. Permite uma maior penetração na madeira e protege da bicharada. Seguidamente apliquei óleo de cedro Pronto na Strato e óleo de escurecer Pronto na Telecaster. Finalmente, depois de tudo bem seco, apliquei Novycera com verniz. Só mais um pormenor, as marcas foram feitas com serradura fina de rosewood misturada com cola Titebond. Depois de seco foi limado. Resumindo, foi uma boa experiência que deu para perceber a problemática dos braços. No entanto, pelo facto de não ter ferramenta adequada, é algo que não irei repetir.
  5. Tendências e futuro da música

    Continuando. Num dos livros que li e que já aqui referi é abordada a questão da procriação humana e o ritmo. De que forma poderá existir uma relação entre ambas? Que rituais? Neste contexto, do ritmo, também é focado o bater do coração humano - curioso. Daquilo que entendi, na sua forma primitiva, como mero animal com um forte instinto de sobrevivência, o Homem luta pela sua reprodução. De forma simplificada, as fortes pancadas nos tambores, cujo ritmo se vai intensificando, poderão representar uma extensão do acto de procriação e os rituais uma forma de selecção dos mais fortes(?). Na música do século passado encontram-se muitos temas daquilo que pretendo transmitir, e como simples exemplo daria o tema “Looking for Love” dos Whitesnake, onde se verifica um aumento da intensidade do som e do ritmo do princípio ao fim. Em relação à música moderna com a chamada “falta de melodia” poder-se-ia que estaríamos perante aquele fenómeno primitivo associado à procriação, mas não posso concluir tal. Ou seja, a ter um papel no nosso cérebro não estará com certeza relacionado com tal acto. Então que papel desenvolverá? Esta “nova onda” assemelha-se muito aquela máquina de fazer pregos do trabalhador do meio do século passado. Digo que se assemelha no que respeita aos efeitos cerebrais (pelo menos no meu caso). Já Confúncio fez uma distinção entre a música sã que produz harmonia no individuo em contraste com a música prejudicial. Platão numa das suas afirmações declara que “Nada é mais característico da natureza humana do que o apaziguamento decorrente dos modos doces e a perturbação provocada pelos seus opostos”, referindo-se ao poder da música e seus modos. Outro aspecto muito importante e que a grande maioria da população não tem consciência é que quando ouvimos uma determinada música estamos a dar autorização a determinada pessoa a entrar no nosso cérebro, com todas as virtudes e defeitos que essa pessoa possa ter. É o mesmo que se passa quando lemos um livro. O autor invadiu o nosso cérebro com a nossa permissão. Vejamos, quando lemos um livro sobre algo que não nos dá prazer imediato só poderá significar duas coisas: uma, não temos ainda a capacidade para compreender totalmente o que lemos mas esperamos vir a alcançar essa capacidade; duas, somos obrigados a ler porque é um livro de estudo para o exame da próxima semana (não coloco a terceira hipótese de haver um pouco de masoquismo). No primeiro caso a gratificação para o nosso cérebro só virá mais tarde depois de compreendermos o que lemos. Ao esforço realizado existe uma gratificação proporcional. É um pouco como a música clássica, ao princípio o nosso cérebro realiza um grande esforço para se adaptar a todos esses sons, mas depois recebe uma grande gratificação (no segundo caso depende se gostamos de estudar ou não). Vejamos agora o caso de, por exemplo, lermos um livro atentatório contra os direitos humanos escrito por uma pessoa que discursa essa linha de pensamento. Nada impede que seja lido. No meu caso com certeza que não teria prazer em ler seria mais um livro de estudo para perceber os perigos da nossa sociedade. Mas vamos supor que esse livro chega a um jovem revoltado nos confins do mundo. Este jovem ao ler o livro e a permitir que o autor entre na sua cabeça poderá retirar algum prazer imediato por diversas razões (aqui os leitores podem pensar nas múltiplas situações que não irei abordar para não estender a escrita). Voltando à Terra, à nossa música contemporânea sem melodia (ou pouca). Será que estamos perante um acto traumatizante? Um jovem que tenha a mente preenchida com coisas digamos normais, namorada, amigos, a equipa de futebol, a escola, a família, a aulas de música... chega à noite cansado e tem um sono reparador. Pelo contrário, um jovem que pouco tenha que lhe preencha o cérebro fica vulnerável tal como aquele jovem nos confins do mundo. Um cérebro pouco ginasticado terá necessariamente dificuldade em entender coisas mais elaboradas (é como na matemática, quem não sabe dividir e multiplicar não poderá entender fracções). A música pode ajudar? Poderá se o cérebro estiver preparado para escutar coisas complicadas, o que só se obtém com um processo de aprendizagem. A música poderá ser prejudicial? Acredito que sim. Concordo com Confúcio. Penso que, se a música amarrar o cérebro a um nível de desempenho muito básico, não irá permitir um melhor desenvolvimento da personalidade. Por isso considero que a educação desempenha um papel muito importante nas nossas vidas. Através do estudo, de preferência com gosto, com prazer, o nosso cérebro consegue ir mais longe. Nota: Atenção que estas palavras são meramente para reflexão e debate.
  6. Tendências e futuro da música

    Desculpem estar a interromper a conversa, mas só hoje tive "tempo" para escrever sobre algo que me tinha ficado atrás da orelha. Diria que este pequeno post resulta meramente daquilo que tenho ouvido, lido e da minha intuição. Não tem base científica e será porventura um texto especulativo. Tudo a propósito de melodia. A discussão parte do nosso cérebro, pois é aí onde todos os “fenómenos” ocorrem. Diria que em qualquer cérebro o somatório de fenómenos tem de dar um resultado final que conduza, no mínimo, a um estado de segurança. A música tem o seu papel. Vamos avançar com este exemplo: Um trabalhador que esteja um dia inteiro a produzir, digamos, pregos numa fábrica, como aconteceu no passado, não terá muita predisposição quando chega a casa para ouvir uma música cheia de tambores e ritmos agressivos. O cérebro está saturado de um barulho cadenciado de um dia de trabalho. A compensação só pode ser feita através da audição de uma forte melodia para “abafar os ruídos”. Imagino que os povos primitivos caçadores que andavam um dia inteiro na perseguição das suas presas ficavam saturados do silêncio obrigatório e das melodias dos pássaros. Assim, é natural que à noite, após a caçada, os cérebros tinham que ser compensados com umas fortes batucadas, para se sentirem vivos. Estes dois exemplos poderão servir de ponto de partida do porquê hoje existe pouca melodia e a música, diria, “intensamente monocórdica”, é tão aceite. Será que o “silêncio” no interior dos jovens é hoje maior do que era há 30 anos atrás? Outro aspecto importante sãos os instrumentos que existe numa determinada época e como são utilizados. Por volta do século VIII, numa Europa cheia de barulhos da guerra, da insegurança, da fome, poucos, ou nenhuns instrumentos de realce existiam. O canto, em especial, o gregoriano, aparecia como uma porta para um mundo de uma paz mágica. Parece que a história nos revela que nos tempos de silêncio o barulho prevalece e nos tempos de confusão a melodia aparece naturalmente. Actualmente, vivem-se mundos mistos. Mundos de muito silêncio e solidão e outros de muito barulho e agitação. Para reflexão.
  7. Tendências e futuro da música

    Richard Wagner escreveu alguns ensaios antissemitas e por essa razão, e pelo aspecto nacionalista de sua obra, sua imagem foi empanada no século XX pelo fato do nazismo tê-lo tomado como exemplo da superioridade da música e do intelecto alemães, contrapondo-o a músicos também românticos como Mendelssohn, que era judeu. O ensaio mais polêmico foi Das Judentum in der Musik[25], publicado em 1850, no qual ele atacava a influência de judeus na cultura alemã em geral e na música em particular. Nesta obra descreve os judeus como: "ex-canibais, agora treinados para ser agentes de negócios da sociedade". Segundo Wagner, os judeus corromperam a língua do país onde vivem há gerações. A sua natureza, continua Wagner, torna-os incapazes de penetrar a essência das coisas. A crítica era dirigida particularmente aos compositores judeus Giacomo Meyerbeer e Felix Mendelssohn, que eram seus rivais. Wagner insistia em defender que os judeus que viviam na Alemanha deveriam abandonar a prática do judaísmo e se integrar totalmente à cultura alemã. Apesar de, por essas razões, ser geralmente tachado de antissemita, Wagner sempre teve amigos e colaboradores judeus durante sua vida inteira.[53] Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Wagner
  8. Tendências e futuro da música

    A melodia pertence ao mundo analógico. Quem só pensa em termos de "0"'s e "1"'s acaba por ficar muito limitado em termos de notas. (Zero,zero, um,um,um,zero,zero,...)
  9. Alimentador/transformador Boss PSA230

    Pode ser que este tópico ajude:
  10. Escala de uma guitarra Vs empréstimo

    Como as taxas de juro surgiram muito depois da música (e da divisão da escala), a música tem supremacia sobre aquelas. Infelizmente existem no mundo muitas coisas boas que utilizadas de maneira errada só resultam em aberrações. Não resisti a escrever o texto, pois às vezes não há a noção sobre empréstimos. Nos nossos dias assistimos à compra de dinheiro por parte das instituições de crédito a taxas negativas. Isto quer dizer que quando pensamos que estamos a fazer um bom negócio e achamos uma taxa de juro muito boa afinal não é bem assim e vale sempre a pena negociar (ou tentar). E já agora, quando se referem a X prestações sem juros tal não é verdade. Uma taxa de juro negativa é o equivalente dizer que o dinheiro vai perdendo valor todos os dias. Exemplo (grosseiro): uma instituição compra 120 euros hoje. Se este capital ficar parado, daqui por um ano esses 120 euros valem 117 euros. Se por outro lado for emprestado "sem juros" a 12 meses, a 10 euros cada, no final do ano em vez de 117 euros, a instituição fica com 120 e ganha 3 euros. Multiplicado por milhares vemos que a modalidade sem juros é bastante rentável. Afinal, como se diz "Não há almoços grátis".
  11. Depois do nivelamento dos trastes segue-se o arredondamento das extremidades. Não arredondar pode implicar que num movimento mais rápido e longo (digamos do 12.º traste para o 3.º) na corda E (mais fina) este seja atrapalhado por um travamento entre o calo do dedo e uma aresta da extremidade de um dos trastes (pelo menos a mim acontece-me por vezes, daí ter de arredondar). Este processo não é por uma razão estética. Até é por uma razão de segurança, pois os travamento bruscos num movimento rápido podem causar lesões na articulação de um dedo (uma guitarra é um “animal” bem complicado, não é?). Este processo faço-o com uma lima triangular que está limada numa das arestas para não ferir a escala. É um trabalho chato e repetitivo (como todos que são feitos nos trates – 22 ou 24 vezes a mesma coisa). Chega uma altura que já está tão mecanizado que a nossa mente divaga e pensa noutras coisas. Ora bem, numa dessas vezes a minha mente levou-me a pensar que os trastes estão relacionados com o pagamento de um empréstimo, pois as fórmulas matemáticas dos dois são da mesma família. Dirão: “Não! Não acredito!”. Mas é verdade e eu vou tentar explicar da melhor maneira possível, simplificando. Ora vejamos. Quem já arredondou trastes sabe que a sensação de começar no 1.º traste em direcção ao 22.º , é diferente da sensação de começar no 22.º em direcção ao 1.º. No primeiro caso, progredimos muito na escala da guitarra mas à medida que chegamos ao 12.º traste parece que o trabalho nunca mais acaba. Já quando começamos no 22.º traste, vamos avançado pouco na escala e depois do 12.º traste os avanços vão cada vez sendo maiores e de repente o trabalho acaba depressa. Quando se contraí um empréstimo é o equivalente a comprar uma escala que necessita de arredondamento de trastes a começar pelo 22.º. Tal como no processo do arredondamento em que se avança pouco na escala por cada traste, no caso do empréstimo vemos que nos primeiros anos a dívida pouco diminuí e só se pagam juros. No caso figurado, diria que os juros que se pagam seria a soma das repetidas diferenças entre a largura na escala que vai desde a pestana ao 1.º traste e todas as restantes larguras entre trastes na escala (que vou abreviar para 1.º traste, 2.º traste, 3.º traste, …, 22.º traste). Ou seja, para uma melhor compreensão: (1.º traste – 22.º traste) + (1.º traste – 21.º traste) + (1.º traste – 20.º traste) + … + (1.º traste – 2.º traste) = total de juros pagos durante um empréstimo. Podemos dizer de maneira grosseira que quanto maior a largura do 1.º traste mais juros se pagam. Ou seja, o comprimento da escala tem a ver com a taxa de juro do empréstimo. Quanto maior a escala, maior a taxa de juro. A escala de um baixo anda à volta de 86 cm já numa guitarra anda à volta de 65 cm. Ou seja, o 1.º traste do baixo é muito mais largo do que o 1.º traste da guitarra (o baixo paga mais juros). Quem sente a guitarra observa que entre o 22.º traste e a pestana a digitação é “mais apertada”e até pode levar a uma utilização diferente dos dedos que no resto da escala. Da pestana ao 12.º traste o modo de digitação praticamente não sofre alterações, e é “mais solto” (parece que a largura entre trastes é sempre igual). Onde quero chegar? Quando se amortiza parcialmente um empréstimo é o equivalente a avançar na escala em direcção ao 1.º traste. Por exemplo: estamos a arredondar o 20.º traste, aparece um amigo voluntarioso que dá uma ajuda e arredonda até ao 14.º traste. Ficámos um pouco aliviados do trabalho, não acham? Na amortização do empréstimo é semelhante. Quando se amortiza e se mantém a mesma prestação fixa, o número de anos do empréstimo também diminui (assim como os juros pagos, como já vimos). Quando é que se torna rentável amortizar um empréstimo? No seu inicio, diria entre o 21.º e o 18.º traste (estão a ver o paralelismo). E o que quantia se deve amortizar? Bem, sabemos que a vida não está fácil, mas tudo o que se possa amortizar no inicio vale a pena. Grosso modo, se se saltar do 21.º traste para o 12.º poupam-se cera de dois terços em juros. Ou seja, se se está a dever cerca de 3.000 em juros, esta amortização permite que, mantendo a mesma prestação, se poupem 2.000 em juros e se reduza o tempo do empréstimo quase para metade. Junto uma imagem que é meramente para dar uma noção do apresentado Não sei se consegui o meu objectivo, mas estou disponível para esclarecimentos.
  12. A música e a matemática

    Interessante (harmonia negativa): https://www.youtube.com/watch?v=qHH8siNm3ts https://www.youtube.com/watch?v=heISdRNnEnw Admito que a matemática possa dar uma aproximação do porquê (talvez através das séries harmónicas das notas vs acordes "equivalentes"), mas não encontrei explicação (talvez por ser demasiado complexo...). No entanto gostei dos vídeos e sempre se aprende algo.
  13. Achei a exposição muito cativante. Quando se consulta os catálogos dos fabricantes mais conhecidos é tudo chapa 5. O mesmo formato só muda a cor da tinta e os pickups. A exposição demonstra que é possível criar diferente. Algo que se identifique mais com o nosso entre e que até potencie a nossa capacidade criativa. Deixava a sugestão aos fabricantes de guitarras para colocarem algoritmos aleatórios nas máquinas que formatam as madeiras para criarem coisas diferentes (dreaming...). Importante foi a oportunidade de conhecer pessoalmente o @tmo e o @A.G.E.N.T.E.e trocar ideias um pouco sobre tudo. Muito diferente da situação de andarmos aqui a teclar, dia a dia. Penso que seria interessante haver um... sei lá, (também sei dó, ré,...), encontro anual do pessoal do fórum (por áreas do país, por exemplo).
  14. Uma espécie de Hammond

    Escrivaninha clássica.