A Múmia

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Sobre A Múmia

  • Aniversário 25-09-1962

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  • Sexo
    Masculino
  • País
    Brasil
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    Rio de Janeiro, BR
  • Instrumento
    Nenhum
  1. Art, me desculpe pelo off topic, mas você conhece a excelente "banda setentista" do Bill Steer, chamada Firebird ? Duca ! Abraço. Dica: http://gravetos-berlotas.blogspot.com/search/label/Firebird Pegue tudo lá.
  2. Cantinho Dos Beatles

    Lá venho eu com transcrições...Artigo publicado no jornal carioca O Globo, escrito pelo jornalista Joaquim Ferreira dos Santos (em abril, ou maio, sei lá, deste ano): abre aspas Paul era o cara Mais uma biografia de Lennon, mais risinhos sobre o melhor dos Beatles Está saindo a biografia definitiva de John Lennon, por Philip Norman, e eu queria repetir o que, suponho, já disse outrora. Paul era melhor. Da vez passada, o baterista de uma famosa banda de rock nacional me enviou um email de protesto, batendo nas minhas idéias com a mesma força que ataca os tambores. Culminava seu riff com um pedido singelo: que eu fosse “tomar Nescau com a Yoko”. Foram 186 emails. Alguns me identificavam como o verdadeiro “Fool on the hill”, outros como um “Paperback writer” ou a personificação do “Yesterday”. Um jornalista, que se disse trotkista-leninista, me acusou de direitista e viu no texto platitudes que, talvez, só pudessem sair da caneta da “Lovely Rita”. Lamento. Fi-lo porque senti-lo. Acima de tudo eu me movo na direção das benesses do jornalismo, um tipo de música como outra qualquer, só que impressa e desinteressada de sombras ou verbos dúbios. Aqui ou é hello ou é good-bye. Aqui se escolhe o tempo todo. Ou isso ou aquilo. Foi o que fiz e volto ao assunto. Paul sabia mais. Ele tinha as idéias musicalmente novas, o frescor dos anos 60. Lennon salgava a maçã. Deu química, mas o chefe do laboratório era o da franjinha mais arrumada. Paul fazia “I feel fine”, Lennon atacava de “I’m so tired” – misturaram alhos com bugalhos, a heroína do Doctor Robert com as manias do barbeiro de Penny Lane – e o mundo nunca mais foi o mesmo. Gênios, ninguém discute. Mas Paul tinha a manha. Levou as experiências de John Cage e Stockhausen para o estúdio dos Beatles. Inventou a colagem na capa de Sargent Pepper e mudou as artes gráficas do rock. Faltou-lhe um Mark Chapman na entrada do prédio. Não ganhou dos deuses do pop a felicidade de morrer jovem. Para piorar sua imagem naqueles tempos revoltosos, todo mundo começando a rasgar as roupas na praga hippie, Paul era mais bonito. Vestia-se como um dandy e teve também a má sorte midiática do bom casamento. O ser humano não perdoa. Prefere sempre o derrotado, aquele que grita “help” com mais insistência. Paul tinha a música, John tinha a causa. A libertação das mulheres, o poder para o povo, a revolução número nove. Agitou. O punho cerrado imprime melhor na camiseta nos cadernos de cultura. Dá a impressão de que se está do lado certo da força. Por isso o culto interminável a Lennon e, como estava na matéria de André Miranda, quarta-feira passada, na capa do Segundo Caderno, a eterna implicância do “nariz torcido” de alguns para McCartney. No entanto, ele tinha o dom. Enquanto Lennon vivia o bode de um casamento precoce, Paul curtia a swinging London dos 60. Trouxe as últimas notícias para dentro do grupo. Civilizou o pop. Administrou a pélvis para que o rock continuasse servindo de simulacro ao ato sexual, mas que deixasse de ser uma transa só entre adolescente. Um dia John Lennon ganhou um tiro no peito e ficou com a autoria da história toda para ele. A sua nova biografia parece repetir o exagero. Paul era o canhoto, o braço do demônio. Quem levou a turma para puxar angústia com o Maharishi foi Lennon, quem compôs “Então é Natal” foi Lennon – mas o bonitinho, casado com a riquinha, levou a fama de ser o bobinho da turma. Acontece. Paul era solar, o cantor do “getting better all the time”, e essas coisas da positividade não costumam render elogios intelectuais. John, o Senhor Zangado, uivava para o Mr. Moonlight, fazia a terapia do grito primal e, como se não bastasse, casou com uma japonesa maluca e feia. O mundo sempre carente reconheceu-o como o igual. John virou o herói, morto pela paranóia dos tempos depois de perseguido pela policia de Nixon. Paul consagrou-se como o otário, o cara que teve metade da grana abocanhada pela ex-mulher. E, no entanto, foi o cara que comandou a banda do sargento. Meteu-se em todos os buracos dos anos 60 e saiu deles com música. Lennon saiu com discursos. Sei que do fundo da minha caixa postal surgirão os emails de sempre clamando contra o exagero de comparar os incomparáveis. Me acusarão agora de ser a reencarnação da Lucy in the Sky with Diamonds – e que Charles Manson deveria ouvir novamente Helter Skelter para fazer uma limpa na redação do GLOBO. Pode ser. Admito que foram dois gênios desta desumanidade que nos acomete e sem eles, sem “In my life”, de Lennon, e “Got to get you into my life”, de Paul, eu não estaria aqui, de pé, escrevendo este rock and roll. Mas se a música não é ciência e o jornalismo muito menos, todos me liberando de fórmulas matemática que exigem uma única verdade, eis a minha. Paul era o homem. Mexeu no rock para que ele não ficasse eternamente com a cara de bandido negro americano, como era a destinação com Lennon. Merece mais respeito. Teve a infelicidade de sobreviver às drogas, às ex-mulheres e aos que atiram nos peitos dos ídolos. O ser humano não perdoa tamanha falta de tragédia. Mortos são sempre melhores. unquote cc
  3. Deu No Jornal

    Adendo à mensagem anterior: Você é (de forma paradoxa), anti-semita (já que semitas foram todos os...bom...leia mais, Lu, porque pelo visto...deixa pra lá). cc
  4. Deu No Jornal

    Complementando a tendenciosa, rancorosa e apócrifa matéria transcrita acima, porém sob um enfoque um pouco diferente: http://www.geocities.com/SunsetStrip/Towers/1019/il.html http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustra...90u367578.shtml Já a páginazinha dos fas israelitas sobre os Beatles nao é nada tendenciosa. Vê se abres os olhos e tiras essas palas sionistas, escusas de tentar branquear esse povo que admiras tanto (o que na prática é um eufemismo para racismo, por considerares que existe um povo superior). Lu, Concordo que aquela página seja tendenciosa, por motivos óbvios. Porém lá não encontramos a baba virulenta do ódio escorrendo pelas palavras, como podemos sentir no texto apócrifo (em espanhol), transcrito acima. Quanto ao seu conselho, acato por ter vindo de você, no entanto ele não é pertinente , já que para "branquear" (isso sim é um termo racista...), aquele povo eu nunca precisei atacar outros povos. Aliás, se prestasse mais atenção, ou caísse em si, veria que o preconceituoso aqui é você. Toda vez que eu vim "branquear" o povo judeu (veja bem: eu não sou judeu, mas cristão - aliás, Jesus era judeu, mas isso é uma outra história...). Como ia dizendo, toda vez que eu vim aqui neste Fórum para "branquear" o povo judeu, isso foi em face de ataques preconceituosos descabidos e prenhes de ignorância, já que totalmente destituídos de embasamento histórico. Realmente eu admiro muito o povo judeu, por motivos óbvios - basta vermos sua incrível história ao longo dos séculos. No entanto, isso não quer dizer que os considere superiores. Baseado nesse seu raciocínio, nós não poderíamos admirar nada, nem ninguém, pois dessa forma (de acordo com o seu raciocínio), estaríamos passando um atestado de inferioridade, e não de humildade. Shalom, cc
  5. Deu No Jornal

    Complementando a tendenciosa, rancorosa e apócrifa matéria transcrita acima, porém sob um enfoque um pouco diferente: http://www.geocities.com/SunsetStrip/Towers/1019/il.html http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustra...90u367578.shtml
  6. Cantinho Dos Beatles

    Impressionante como a praga dos "cantinhos" aqui alastrou-se...Vocês, portugueses, não são brincadeira não. Engraçado é que, como brasileiro, às vezes acho que a gente tem algo em comum (a gaiatice), não sei bem o porquê... & Bom, doa a quem doer, que se dane pelo que vou dizer aqui. Depois que li as quase mil páginas da biografia dos Beatles escrita por Bob Spitz (eu achava que sabia sobre os Beatles, até ler este livro). Como ia dizendo, depois de ler essa biografia, que narra a incrível, fantástica e extraordinária saga dos Beatles, cheguei a conclusão (entre muitas outras), que John Lennon, embora gênio musical, não era um cara legal, aliás, muito pelo contrário. Tomei antipatia por ele, embora continue amando a todos, "enquanto" Beatles. É ler para crer. Abraço, cc
  7. Deu No Jornal

    Dionne Warwick lançará CD/DVD com amigos brasileiros Plantão | Publicada em 08/01/2008 às 21h09m Diário de São Paulo SÃO PAULO - A paixão de Dionne Warwick pelo Brasil fez com que durante certo tempo ela até mantivesse uma segunda residência no Rio de Janeiro. Mas a maior declaração de amor da cantora americana deverá vir na forma de música, o CD/DVD "Dionne Warwick & Amigos", com lançamento mundial, pela Warner Music, previsto para maio. Realizada em agosto no Via Funchal, em São Paulo, a gravação tem as participações de Giberto Gil ("Sarará Crioulo"), Jorge Benjor ("Mais Que Nada"), Simone ("Começar de Novo") e Emílio Santiago ("Aquarela do Brasil"), entre outros músicos do país. Ao final, sua neta de 12 anos, Cheyenne Elliot, canta com a avó e os demais convidados "That's What Friends Are For". A cantora deverá voltar ao Brasil em agosto para o lançamento do trabalho. *
  8. Deu No Jornal

    Mais uma possível reunião: THE KINKS Fonte: O Globo Online Ray Davies quer reformular o grupo The Kinks, mas Dave Davies resiste RIO - Doze anos depois de seu fim, uma das lendas da história do rock, The Kinks pode voltar a fazer show, se depender de um de seus integrantes. De acordo com o site da "Rolling Stone" americana, o guitarrista e principal compositor do grupo britânico Ray Davies deixou claro há menos de um mês que está aberto à idéia e destacou que seu irmão, o guitarrista e vocalista Dave Davies, com quem já teve muitas desavenças, está melhorando do derrame cerebral que sofreu em 2004. "Seria ótimo estarmos juntos novamente para ver que tipo de idéia musical podemos ter juntos. Acho que Dave está melhorando cada vez mais e que Mick (Avory, baterista) ainda anda tocando". Em novembro, Dave Davies colocou uma mensagem em seu site, dizendo que não tem vontade de reformular o Kinks. "Ray tem feito karaokê de músicas do Kinks desde 1996. Uma reunião seria como fazer uma versão pobre do 'A noite dos mortos vivos'", disse ele, alfinetando o irmão e se referindo ao filme de terror dos anos 60. The Kinks foi formada em 1963, em Londres, por Dave Davies e pelo baixista Pete Quaife. Os outros entraram na banda em seguida. Eles lançaram hits como "Lola" e "You really got me". Depois de muitos escândalos e agressões mútuas, os integrantes tomaram rumos diversos em 1996. Em 2000, houve rumores de um possível retorno, mas quatro anos depois Ray levou um tiro na perna e Dave sofreu o derrame. & "You Really Got Me" - isto é um clássico ! http://www.youtube.com/watch?v=dvyDWGF290M
  9. Deu No Jornal

    Matéria publicada em 14/12: Shows & Eventos: “Chris Cornell: Credicard Hall - São Paulo/SP” publicado em 14/12/2007 Por Eduardo Guimarães Foto: Max Vadukul (Divulgação) Para quem esperava desde o início da década de 90 uma oportunidade de ouvir e ver em um palco músicas do Soundgarden, ou para os fãs mais novos, que conheceram Chris Cornell com o Audioslave, o show foi um ótimo presente de final de ano. Apesar do tempo chuvoso e do alto preço dos ingressos, o Credicard Hall estava cheio para receber o cantor e quem compareceu com certeza saiu do show com a sensação que valeu a pena. Às 21h45 a banda entrou no palco mostrando muita energia e animação. Os dois guitarristas e o baixista que acompanham Cornell se mostraram simpáticos com o público e agitaram muito. Assim como o baterista, que interagia dentro de suas obvias limitações. Os quatro músicos promoveram uma chuva de palhetas na platéia. Um ótimo souvenir para guardar de lembrança. Quando o vocalista entrou no palco foi ovacionado pelo público. Não poderia ser diferente. Para delírio dos antigos fãs, o show começa com dois clássicos do Soundgarden, “Let me Drown” e “Outshined”, a música que levou a banda ao topo, na década de 90. No início do show o som não estava muito bom, as guitarras baixas e o vocal muito alto, mas logo o problema foi solucionado e a boa qualidade se manteve até o final. O repertório trouxe faixas de todas as fases do cantor, mas dava para perceber quais eram os fãs que estavam ali para ouvir Soundgarden e os fãs de Audioslave. Na platéia era possível ver pessoas já na ‘casa dos trinta’ e um pessoal bem jovem. Apesar de ter começado o show um tanto retraído no palco, com o tempo e a animação da platéia o vocalista foi se soltando e interagindo mais com o público. Foram apresentadas “Show me How to Live”, “Hunger Strike”, “No Such Thing”, “Fell on Black Days”, “Cochise”, “Spoonman”, “Arms Around Your Love”, “Black Hole Sun”, “Like a Stone”, “Billie Jean” (é isso mesmo, versão que ele regravou em seu novo álbum para o sucesso de Michael Jackson - e ficou bom!) e muitas outras. Algumas faixas apresentadas foram até surpresa, como “Loud Love”, do Soundgarden, e a ótima “Can’t Change Me”, lançada em seu primeiro álbum solo, “Euphoria Morning”. Cornell fez inserções de clássicos do Rock como “House of the Rising Sun”, do Animals, “The End”, do The Doors, e “In My Time of Dying”, do Led Zeppelin. Por falar em Led, a banda encerrou o show justamente com uma música do grupo inglês, “Whole Lotta Love”. Com mais de 40 anos de idade, Cornell mostrou que ainda tem muita voz para fazer um show com duas horas e vinte minutos, apesar de ter uma ajudinha da mesa de som, principalmente em músicas como “Rusty Cage”. Pela animação do público e os comentários ao final do show, dava para perceber que ninguém saiu decepcionado. Uma grande apresentação. * Fonte: http://territorio.terra.com.br/canais/rock...p;materiaID=571
  10. Deu No Jornal

    Será que desta vez vai ? BATERISTA ANUNCIA QUE PINK FLOYD PODE VOLTAR A SE REUNIR http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/12/20/327696858.asp
  11. Deu No Jornal

    abre aspas Linchamento moral de Amy Winehouse: Fonte: http://oglobo.globo.com/blogs/jamari/#82804 O direito à privacidade é muito discutido quando se trata da imprensa de celebridades. Dizem que a pessoa pública tem que se sujeitar ao espocar dos flashes sem reclamar. Eu acho que não e um bom argumento é o que andam fazendo as revistas e os tablóides britânicos com Amy Winehouse. Agora pegaram-na andando nos arredores de sua casa de jeans e soutien falando palavras desconexas e com uma expressão de extrema dor e desespero. Acho que essa onda em torno dela já foi longe demais. Amy é uma pessoa doente, precisa de tratamento, mas se recusa a tal num galopante processo de auto destruição. A explicação para o gesto dela de sair desse jeito foi que ela estava dormindo, ouviu um barulho do lado de fora, pensou que podia ser um dos amigos que ela tinha recebido que voltara e deu de cara com um monte de fotógrafos. Ficar de emboscada do lado de fora da casa dela de madrugada é um absurdo, ter que explicar isso é absurdo. Amy cancelou sua turnê depois de fazer alguns shows em que não se mostrou na plenitude de sua voz e performance. Está mais do que na hora de deixar Amy em paz e torcer para que se recupere. (Jamari França)
  12. Cantinho Dos Beatles

    O artigo que vou transcrever agora, escrito pelo cineasta, escritor e jornalista Arnaldo Jabor (publicado hoje no "Segundo Caderno" do jornal O Globo, poderia ser considerado como um adendo ao artigo escrito por Claudio Teran, intitulado "Yoko Ono - O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro e os Efeitos da Opinião Publicada", disponibilizado aqui mesmo neste tópico. Senão vejamos. abre aspas POR QUE JAMAIS GOSTEI DA YOKO ONO - A arte da viúva de Lennon tem gosto de nada Conheci Yoko Ono ao mesmo tempo que John Lennon. Ou quase. Eu estava em Londres em 1967, na semana em que foi lançado o álbum "Sgt. Peppers...", que coloria todas as vitrines de King's Road, quando ouvi falar da Yoko. Lennon a conheceu na mesma época: fatal encounter. Me disseram: "Tem uma japonesa aí interessante, que vai fazer um happening num teatro que vale a pena ver." Lá fui eu, movido pela "febre do novo" dos anos 60. Yoko mostrou um filme que ela trouxe também para sua turnê em São Paulo. Chamava-se "Bottom" e era um documentário até engraçado, pois ela entrevistava pessoas, apenas mostrando suas bundas, enquanto andavam no mesmo lugar. As bundas se moviam e, em off, ouvíamos suas opiniões sobre a vida. Era legal, pois algumas bundas combinavam muito com as opiniões emitidas. A bunda é também a cara do dono. Talvez seja até mais verdadeira, pois a cara dá para mudar, repuxar, maquiar, mas a bunda fica ali, denunciando tudo, se bem qhe hoje, com as plásticas, as bundas ficaram mais enganosas.* *Pelo visto, a bunda, para o Jabor, é praticamente, um retrato de Dorian Gay - A Múmia Depois desse filminho simpático, começou no teatro um ritual "hippie nipônico" que começou a me irritar. A Yoko subiu ao palco e com um autoritarismo soft, convenceu a platéia a se dar as mãos e a contemplar o prana, a energia vital que "estava em tudo". Ela era pequenininha, mas visivelmente mandona. Sua mansidão humilde de japonesa era visivelmente fabricada, ocultando uma grande ambiciosa. Era até bonitinha, de rosto e seios (bundinha caída...), mas tinha charme. De repente, lá estava eu de mãos dadas com um inglês desconhecido de um lado e uma senhora gorda de bata colorida do outro, concentrando minha mente no "universo da Yoko". O lado babaca dos anos 60 ali se manifestava: uma onipotência holística, mística, um amor geral proclamado a "tudo", o exercício de um poder que não existia. Tudo aquilo era uma bobagem, um evento irrisório, diante da maravilhosa força dos Beatles lá fora, estourando naquele álbum-obra-prima, mudando mundo real, dentro do mercado, dentro da vida concreta, longe das babaquices semi-religiosas que também rolavam na "swinging London". Foi aí que comecei a não gostar de Yoko. Ela não tinha feito nada contra mim, coitada, nem contra ninguém, ainda, mas, como se diz no Rio, gratuitamente, "eu não fui com os cornos dela..." Aí, passou um tempo e um dia eu vejo que a Yoko Ono estava namorando o John Lennon. Tremi. Senti que mudava uma época. Foi o mesmo tremor quando soube do blow job catastrófico da Monica Lewinski no Clinton, que mudeou o Ocidente, o mesmo tremo, quando o Sharon botou o chapéu e invadiu a Esplanada das Mesquitas, à beira do acordo de paz, o mesmo que sinto agora vendo o Paquistão preparar o terrorismo nuclear com suas 30 mil madrassas e o Osame ali nas bocas. (Claro que a escala sísmica é variada, mas o tremo é o mesmo - é a certeza do erro sendo cometido.) Nesses dourados anos do desbunde, conviviam lados construtivos e autodestrutivos. Quando soube do namoro da japonese filha de banqueiro e radical, eu senti que Yoko tinha entrado para acabar com os Beatles, que certamente ela considerava "caretas". Não por acaso, logo depois, O Lennon declarou que o "sonho tinha acabado", em pleno sucesso do grupo. Imaginem se Yoko teria peito de ir procurar os Rolling Stones com esse papo; o Keith Richards botava ela no olho da rua a pontapés*. Mas os Beatles, mais românticos, mais bobos, deixaram entrar a víbora que os destruiria. Fálica, castradora. * Aqui Jabor erra feio. Yoko nunca procurou os Beatles. Foi John que ficou encantado com ela, durante uma vernissage, isso antes de 1967. Quando ele se apresentou, ela teve a cara-de-pau, a desfaçatez, de perguntar algo como: "John Lennon quem ? Beatles ? Nunca ouvi falar..." (Quem quiser saber mais sobre isso, leia a matéria escrita por Claudio Teran, disponibilizada neste tópico.) Paul, George e Ringo não gostaram da sua presença, como todos sabem, mas colocar para fora à pontapés ? Como é que é isso? Imaginem, conhecendo-se a personalidade de John, um dos outros três chegar pra ele e dizer: "John, você não pode namorar essa japonesa não ! - a Mümia" Nessa época, a Humanidade era dividida pelos jovens em: caretas e "muito loucos". Beatles e Rolling Stones. No entanto, ambos eram importantíssimos, pois furavam a parede boçal da cultura de massas, levando adiante uma arte superior*. *Musicalmente caretas eram os Stones, que sempre fizeram a mesma coisa, mas para a mídia eles eram "transgressores", porque posavam de bad boys. Já os Beatles, que sempre transgrediram musicalmente, para a mídia eram bem comportados; essa idéia perdurou até 1966...- A Múmia Mas, na década de 70 (que já se pronunciava naquele ano), surgiu uma terceira força, árida, muda, dolorosa, uma melancólica e ácida recusa à vida criativa, uma fuga do mercado e da criação a que chamaram de "conceitual". A arte conceintual era uma sopa no mel para oportunistas e gente sem talento. Para esses teóricos, um conceito, uma idéia (ou "a idéia do que eles achavam que seria uma idéia") podia substituir a obra. Tudo era banido: o sucesso, a vivência estética, o prazer, o mercado, tudo era um dogmatismo simplista da revolução crítica que Duchamp tinha feito em 1920. Yoko era um agente da máfia conceitual. Aí começou a corrosão dos Beatles. Em pouco tempo, o grupo estava esfacelado, com o Lennon perguntando como o Paul McCartney podia dormir de noite ("how can you sleep at night ?"), como se o grande Paul fosse um alienado, um direitista. Aí, vi aquela foto ótima da Annie Leibowitz, onde Lennon se agarra como um bezerro num no corpo da Yoko. Claro que, mesmo dominado pela baixinha, o grande Lennon continuou fazendo coisas ótimas, desde "Imagine" até o "Double fantasy", seu último disco antes do assassinato. Mas a revolução "yokoniana" em que se consistiu ? Que fez ela além da dissolução dos Beatles ? Que apresentou ela ao mundo, se tudo foi feito por ele ? Yoko nunca fez nada de relevante, a não ser dominar a alma do cara. Ela inventou vagos eventos, como ficar na cama diante da imprensa, pálidas demonstrações de desgosto pelo mal-do-mundo (ela declarou anteontem aqui que "as guerras são desnecessárias e poderiam ser resolvidas por advogados..."); pode ? E o mais interessante no picareta conceitual como ela, é a idéia de que a própria falta de talento já é um talento, que a bobagem irrelevante já é uma talentosa denúncia da própria arte, como coisa "menor". O que teria havido se os Beatles tivessem existido juntos mais tempo ? A esperança teria sido mais longa ? O romantismo psicodélico* teria derivado para a caretice dos "Saturday night fevers" com tanta facilidade nos anos 70 ? *O romantismo psicodélico (aliás, o termo não é adequado, pois não considero músicas como "Tomorrow Never Knows", "I'm the walrus", entre outras, como românticas), dos Beatles já tinha terminado bem antes do Abbey Road - a Múmia Por isso, nunca gostei de Yoko. E, ontem, li no jornal uma frase ótima de Daniela Thomas, depois da performance da viúva em S: "Depois de ver tudo aquilo, entendi por que eu queria matar a Yoko na infância." Eu também. fecha aspas cd
  13. Deu No Jornal

    Nile, Você é um cara legal pra caramba, diria mesmo, um cara phoda. Agora, tendo em vista que tenha se manifestado sobre um time brasileiro, no caso, paulista, ou o que é pior, paulistano, me sinto na obrigação de dizer o seguinte (embora isso não interesse a ninguém nessas plagas lusitanas): - Não gosto (nada), do Sepultura - Enquanto carioca que sou, me pergunto: como é que um cidadão mineiro, ou seja, natural do estado de Minas Gerais, pode torcer para um time de São Paulo ? Porra, em Minhas há grandes clubes, como, por exemplo, Cruzeiro e Atlético Mineiro. Tostão, jogador do Cruzeiro, deu ao Brasil um jogador maior do que todos os jogadores do São Paulo juntos, chamado Tostão. Assim como também o Atlético Mineiro nos deu, a todos os brasileiros, o Reinaldo. - Agora, vem esse cara, um mineiro sem a menor personalidade, um falso mineiro, falar do time do SP ?! Pelo amor de Deus, Sonata, você concorda com isso ? Esse cara é um fresco que não honra o estado em que nasceu. É por essas e outras que eu acho o Sepultura uma m*rda. Porra, cara (estou falando com ele), vai honrar as Geraes - e tem mais: se canta em inglês, vai dar entrevista em inglês também, pénis ! "sorry" Simples, o Andreas Kisser não é mineiro, é paulista! Ele era do ABC paulista. O restante da banda era de Belo Horizonte. Abraços vascaínos. E eu sou mesmo um quadrúpede de 28 patas e retiro tudo o que eu disse. Abraço,
  14. Deu No Jornal

    Nile, Você é um cara legal pra caramba, diria mesmo, um cara phoda. Agora, tendo em vista que tenha se manifestado sobre um time brasileiro, no caso, paulista, ou o que é pior, paulistano, me sinto na obrigação de dizer o seguinte (embora isso não interesse a ninguém nessas plagas lusitanas): - Não gosto (nada), do Sepultura - Enquanto carioca que sou, me pergunto: como é que um cidadão mineiro, ou seja, natural do estado de Minas Gerais, pode torcer para um time de São Paulo ? Porra, em Minhas há grandes clubes, como, por exemplo, Cruzeiro e Atlético Mineiro. Tostão, jogador do Cruzeiro, deu ao Brasil um jogador maior do que todos os jogadores do São Paulo juntos, chamado Tostão. Assim como também o Atlético Mineiro nos deu, a todos os brasileiros, o Reinaldo. - Agora, vem esse cara, um mineiro sem a menor personalidade, um falso mineiro, falar do time do SP ?! Pelo amor de Deus, Sonata, você concorda com isso ? Esse cara é um fresco que não honra o estado em que nasceu. É por essas e outras que eu acho o Sepultura uma m*rda. Porra, cara (estou falando com ele), vai honrar as Geraes - e tem mais: se canta em inglês, vai dar entrevista em inglês também, pénis ! "sorry"
  15. Deu No Jornal

    Sonata, não gosto do Sepultura, ou melhor, não gosto desse tipo de música, mas adorei a entrevista. Obrigado. Forte abraço botafoguense do amigo e conterrâneo, cc