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Encontrado: 32 resultados

  1. BANDA DE TRIBUTO AOS MUSE

    BANDA DE TRIBUTO AOS MUSE Muito resumidamente. Estou à procura de elementos que possam integrar de uma banda de tributo aos Muse. E o que é preciso? O essencial! A vontade de integrar este projeto que promete ser grande; Ser fã dos Muse (isso é óbvio); Ser de Lisboa ou perto de; Ter qualidade. Elementos que procuro: • Vocalista; • Baixista; • Baterista; • Pianista/Synths. Guitarrista já temos. Há por aí, em Portugal, bandas de tributo aos Muse, mas esta pretende dar o tributo que os Muse merecem! Talvez, um dia, ao estilo de Brit Floyd (banda de tributo aos Pink Floyd)
  2. Boas, Toco guitarra clássica à bastante tempo e guitarra elétrica todo à poucos anos. Estava a pensar comprar uma guitarra elétrica no valor máximo de 450 euros. Recomendam alguma em especial? Obrigado
  3. Investimento

    Viva! Estou com uma grande duvida sobre como começar a investir. Falaram-me muito bem sobre a Fractal Audio e sobre a Kemper, ambos sao um pouco caros e queria começar a investir em algo muito bom. Qual e a vossa opiniao sobre isso? Tem algum dos dois (ou ate mesmo os dois)? O que sugerem? Obrigado e saudaçoes musicais!
  4. Amplificação para guitarra clássica

    Olá a todos! Tenho andado um pouco afastado do fórum por falta de tempo... Mas a música segue! Preciso da vossa opinião acerca de um assunto: Tenho um projeto com uma cantora na onda da bossa nova, alguns jazzes e acústicos. Costumo tocar nos concertos com uma guitarra clássica de um construtor espanhol. Tenho captado o som com um microfone mas, às vezes, sinto alguma dificuldade a conseguir um som decente e um volume aceitável sem risco de feedback. Dada a guitarra que é, não quero fazer-lhe buracos nem colar-lhe aqueles pickups tipo "pastilha". Preciso de uma solução que não me prejudique a guitarra furando-a ou riscando-a. O que me aconselham? Têm alguma sugestão? Ou o melhor é mesmo investir num micro bom? Obrigado!
  5. Guitarra Clássica Reparação

    Desculpem a qualidade das imagens. Estou a enfrentar uma lesão no ombro do braço do picking e, até ver, tive de regressar à guitarra clássica. Por circunstâncias diversas lá tive de ir buscar a guitarra que já tenho à volta de 35 anos. Não é uma guitarra de marca conhecida (Segovia modelo SC-71). Quando a larguei há algum tempo já tinha uma deformação em que as cordas estavam demasiadamente afastadas da escala. Na Net, reparei que havia uma promoção de guitarras de uma marca conceituada num conceituado espaço comercial e pensei que, por cerca de 100 euros, valeria o sacrifício financeiro na condição que ficaria com uma guitarra aceitável. Quando fui ver as guitarras fiquei chocado. O afastamento das cordas à escala era abismal. Ainda tiveram a lata de dizer que “... eram boas para principiantes”. Não vou entrar em pormenores sobre a conversa que tive... como se os principiantes não fossem pessoas... qualquer porcaria serve???? Bem o que fica é que como é possível marca e loja terem este material à venda(?)!!! Existe uma versão em pack. Imaginem comprar uma guitarra dentro de uma caixa e a surpresa que teriam quando a abrissem. Andei pela net e encontrei este vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=K1H4xy52RuM Agarrei na velhinha guitarra e fiz o mesmo. Como já tinha visto noutro vídeo, utilizei cola e parafuso para forçar a junção. Como esta guitarra tem truss rod não pude serrar até à escala e por outro lado, a resistência para juntar a parte serrada é superior. Neste momento está a secar a cola, mas é visível que as cordas estão juntas ao braço. Daqui por 3 ou 4 dias terei resultados (depois tratarei da estética).
  6. Qual é a vossa rotina de prática de guitarra?

    Boas guitarristas, gostaria que partilhassem um pouco da vossa rotina de prática de guitarra, quanto tempo praticam, o que praticam, que exercícios praticam, etc. de forma a aprender um pouco com cada um de vós e melhorar a minha rotina ou a rotina de alguém que leia este tópico!
  7. Eduardo Branco, Novo Single e EP

    Boas Apresento-vos o primeiro single - "Escuro" - do meu mais recente EP "Ilusão"! Dêem um olhadela e digam o que acham! E se puderem partilhem e deixem o vosso gosto! Felicidades em todos os vossos projetos!
  8. Antes de mudar de cordas na guitarra

    Antes de mudar as cordas de aço na guitarra se tiver paciência pode dar uma utilidade final às mesmas. Com o tempo os trastes vão perdendo a curvatura e ficam aplanados. Se não é necessário um nivelamento siga o conselho do desenho (feito de modo arcaico) e melhorará a suavidade dos trastes. Atenção: só funciona com as cordas sem enrolamento. Os bends devem-se rápido até se sentir que a corda está em fricção plena com os dois trastes. Deve-se parar imediatamente antes que a corda parta por fricção (que só poderá contar com o seu instinto). Requer paciência mas vale a pena.
  9. Noob

    Ola Chamo-me Ricardo, tenho 31 anos. Toco Saxofone alto há 23 anos. Neste momento tenho um projecto em maos, cujas influencias passam por Franz Ferdinand ,Foo Fighters, entre outros e gostaria imenso que alguém me ajudasse e pudesse dispensar um pouco do seu valioso tempo para me ensinar a tocar guitarra.Aprendo rápido, já tenho formação musical mas nada melhor que alguém experiente que me possa guiar. Desde já muito obrigado pela atenção prestada. E se alguém me puder ajudar, um grande bem haja.
  10. metodo de guitarra portuguesa

    Boas, estou agora a iniciar guitarra portuguesa de coimbra, gostaria de saber se este metodo, devido ao seu alto preço, vale ou nao a pena comprar, já tenndo pratica com outros instrumentos de cordas. metodo: MÉTODO DE GUITARRA PORTUGUESA de José Santos Paulo (Edição Comemorativa dos 115 Anos da Tuna Académica da Universidade de Coimbra)
  11. Pintura de guitarra

    Boas ! Gostaria de saber que serviços de pintura de instrumentos de cordas há disponíveis em Lisboa/arredores. Obrigado !
  12. Que coisa mai liiiinda

    Hoje lembrei-me desta. Já temos as esquisitas, faltava as lindas.
  13. Pessoal, o o que acham das fanned frets? Tenho curiosidade em experimentar, mas não sei se me iria ambientar facilmente, e sinceramente, não sei muito bem o objectivo dos "frets fanados". Vamos então ver: Porque é que hei-de comprar uma fanned fret vs guitarra normal? É boa para afinações mais baixas? Tipo afinar em B standard? A ambientação à escala "fanada" é fácil? Segui a sugestão do @pgranadas a ver se me vem o GAS, infelizmente só vem quando um gajo não tem guito para torrar nisto... (também não é que seja muito , mas bom... adiante), e dei de caras com esta guitarra: O look é brutal, muito parecido com o da Ibanez RGA42 FM que eu gosto. Mas tem fanned frets.... https://www.thomann.de/pt/harley_benton_fanfret_fbb_2018_dlx.htm Btw: qual seria a tradução exacta de "fanned" para português neste caso?
  14. Boa tarde. Acabei de mudar um braço numa guitarra, tendo alterado a escala de 24,75" para 25,5". Entretanto também mudei os magnetos dos humbuckers (mudança de timbre) bem como modifiquei a bridge (as cordas agora passam pelo corpo da guitarra). Será que é aceitável, do ponto de vista do fabricante, que no braço seja escrito a marca e o modelo original da guitarra?
  15. Como escolher o melhor cabo de guitarra?

    Escolher o melhor cabo não é tarefa simples. Algumas marcas promovem os seus cabos banhados a ouro como o holy grail do "tone", outras dizem que usam materiais XPTO e que isso garante o melhor tone. É fácil ficar confuso! Para comprar o melhor cabo, é melhor compreendê-los melhor, para que possas comprar o melhor cabo ao menor custo possível. Vamos, nas próximas páginas deste tutorial, compreender melhor as características do som e sinal de guitarra, dos cabos e no final concluiremos quais as características desejáveis para um cabo de guitarra. No final recomendamos também alguns cabos (acabados ou em bruto) para quem quer fazer as melhores opções. No geral, as guitarras produzem um sinal com uma corrente eléctrica cerca de alguns miliAmperes (ou seja, uma quantidade bastante pequena) a alguns miliVolts (idem). Pela lei de Ohm, isto significa que a potência de um sinal de guitarra é muito baixo (na ordem dos miliWatts). Uma vez que o sinal não é forte, alterações relativamente pequenas às suas características terão necessariamente consequências sonoras. Interessa pois, nesta vertente, que o cabo a comprar preserve ao máximo as características do sinal original, que seja robusto contra influências externas (ex: ruído causado por fontes electromagnéticas). O som de uma guitarra tem estende-se (para a afinação standard) entre os 80 Hz e os 660 Hz, no entanto, com os harmónicos e sobretons a gama completa ronda entre os 50 Hz e os 5000 Hz. Alterações à estrutura do sinal afectarão necessariamente as frequências (quais delas, iremos ver na página seguinte) e consequentemente, o som produzido. Daí que os cabos adequados (não necessariamente caros) tenham muita influência no que ouvimos no som final. Um cabo de guitarra é um condutor, que conduz corrente eléctrica produzida pelos pickups da guitarra. Normalmente a esse condutor associam-se outras partes, como por exemplo um material isolante, isolamento contra interferências electroestáticas e ruído de manuseamento (há cabos que só de mexeres neles, fazem ruído - agora já sabes o motivo!), etc: Estrutura típica de um cabo de guitarra (fonte: procosound) Para ser compatível com o standard de 1/4 polegadas, um cabo não pode ser mais grosso que 6,7mm, caso contrário vai exigir fichas maiores. Na verdade o condutor central é bastante mais fino, uma vez que a corrente que passa também é pequena. Na próxima página vamos falar sobre o condutor central, eventualmente a parte mais importante do cabo. O condutor central, sendo responsável pela condução da corrente eléctrica, é o componente mais importante do cabo, e deve ser do material o mais condutor possível. O condutor central tem várias características, desde o material de que é feito (normalmente, de cobre), até à sua organização (entrançamento, número de fios que o compõem, etc). Entrançado é melhor e é uma necessidade. Um condutor entrançado é composto por vários pequenos fios individuais de cobre entrançados entre si de forma a fazer um condutor mais largo. Os cabos que têm apenas um fio (unifilares) são os mais baratos e fáceis de trabalhar. O problema é que rapidamente cedem à fadiga e partem quando dobrados algumas vezes. Quanto mais o número individual de fios entrançado, melhor. Normalmente os cabos com maior número de fios entrançados são mais caros devido às máquinas de maior precisão utilizadas na sua construção necessárias a entrançar os fios sem os partir. Portanto, se queres que os teus cabos durem muito, escolhe cabos com o condutor central composto pelo maior número possível de fios entrançados: vai ser mais robusto à flexão e ter uma longa vida! Grossura do Condutor Central e Calibre (Gauge) O calibre do condutor central de cobre é dada em AWGs (American Wire Gauge). Quanto maior o valor, mais fino é o cabo (menor diâmetro). Por exemplo um condutor de 20 AWG é mais fino que um condutor de 18 AWG. Normalmente os condutores de cabos de guitarra estão entre os 18 AWG e os 24 AWG, com tranças de 32 a 36 AWG. No entanto, há alguns fabricantes japoneses (Canare e Mogami) que conseguem entrançar fios muito finos de cobre (40 AWG) - e portanto conseguem fazer excelentes cabos no que à duração diz respeito. Quanto mais tranças feitas de fios mais finos o condutor central tiver, mais robusto e fiável será. Basta dizer que a causa mais comum de avaria dos cabos de guitarra está relacionada com a quebra do condutor central. Pontos de quebra consoante o calibre do condutor central (idem) Os cabos mais comuns têm o condutor central de 20 AWG, formado por 26 tranças de condutores de 34 AWG. Material do Condutor Central Às vezes os condutores centrais de cobre são banhados em estanho. Isto permite uma fácil soldadura dos conectores e previne o aparecimento de óxidos de cobre (ou seja, "ferrugem do cobre") na superfície do condutor, o que permite uma maior longevidade do cabo. No entanto um fenómeno eléctrico chamado "efeito pelicular" pode fazer com que condutores estanhados diminuam as altas frequências. De qualquer maneira, o envelhecimento do condutor central pelo aparecimento de óxidos de cobre acaba por ter o mesmo efeito... pelo que o uso de condutores de cobre estanhado (tinned copper) não é muito relevante e torna os cabos mais caros. Depois, há fabricantes que usam condutores centrais de cobre livre de oxigénio (oxygen free / linear-crystal). Estes condutores têm um menor grau de impurezas e em teoria evitam que essas impurezas distorçam o sinal nalguns detalhes. Em termos científicos é difícil provar esta afirmação, embora algunsdigam que ouvem alguma diferença... O isolamento do condutor central pode ser feito de um material termofixo (borracha, o neopreno, hypalon, etc) ou termoplásticos (polietileno, polypropileno, PVC, etc). Os isoladores termofixos são aplicados através de um processo de extrusão e temperamento e vulcanização, que os torna robustos a altas temperaturas. Mas este processo é mais caro. Os isoladores termoplásticos são mais baratos mas fundem-se rapidamente com a temperatura (por isso que na soldadura às vezes derretem!). Ultimamente, devido aos custos mais baixos, é comum utilizar isolamento com material termoplástico. O isolamento e a sua espessura afecta a maleabilidade do cabo: um isolamento mais fino permite que o cabo seja mais maleável. O politetileno é muito económico e em termos dielectricos é difícil de arranjar melhor - o teflon é ligeiramente melhor mas muito caro e tem menor flexibilidade. O único problema é o ponto de fusão, que é bastante baixo. Escudo Electrostático Quado o cabo é torcido, o isolador de cobre roça no isolador (ver primeira figura), gerando electricidade estática. O escudo electroestático actua como uma barreira entre o isolador do condutor central e o escudo de cobre. Sem ele, qualquer movimento produz ruídos "cracks", como acontece naqueles cabos finos, baratos e maus que vêm com os packs de guitarra. Em cabos coaxiais este escudo age como condutor de retorno para a corrente e evita interferências no condutor central ("hot"). Os materiais usados em isolamento e a sua constante dieléctrica. (idem) Isolamento exterior O isolamento exterior (Outer jacket) age como uma protecção geral e como meio de marketing e identificação exterior do cabo. Os materiais usados são os mesmos que os usados no isolamento do condutor central, mas aqui o ênfase é dado à estética, flexibilidade e durabilidade física e não aos critérios eléctricos. Normalmente o PVC é uma boa escolha em termos de fiabilidade. A capacitância é uma das características mais importantes de um cabo de guitarra. Basicamente, a capacitância é a capacidade de armazenar uma carga eléctrica e mede-se em pF (picoFarads) por unidade de comprimento (metro ou pé). Valores menores, indicam menor capacitância, logo menor capacidade de armazenar uma carga eléctrica. Cabos com capacitâncias maiores funcionam como um condensador maior, ou seja, armazenam mais carga eléctrica. Isto traz grandes desvantagens para o "som": a perda das altas frequências, e o som sai mais abafado - como se utilizássemos o controlo de "tone" para cortar nas altas frequências. Daqui resultam algumas consequências práticas: Cabos maiores, têm uma maior capacitância, logo tendem a abafar o som Um cabo com metade da capacitância pode ser duas vezes maior Quanto menor for a capacitância total, melhor - isto para quem quer ter um bom som de guitarra! Valores de capacitância abaixo dos 90 pF/m são considerados excelentes para um cabo de guitarra. As fichas e os conectores perfazem, em termos de comprimento, uma (muito) pequena porção do cabo. O que significa que a capacitância aqui não é relevante. E sendo exteriormente em metal, a interferência não é algo que seja muito preocupante, uma vez que esse metal exterior guarda o condutor central. Sendo assim, o que é importante nos conectores? Os conectores são a parte do cabo que mais stress físico tem que aguentar, principalmente aqueles que são ligados e desligados frequentemente. Suportam fricções, tensões dos cabos, e portanto a sua função é muito mais mecânica do que eléctrica. Sendo assim, os principais objectivos de um conector são: Proporcionar uma ligação estável e robusta, resistente a forças mecânicas Resistir ao stress da utilização Evitar ground loops, ou seja, curto circuitos causados pela transmissão de corrente entre os grounds, seja por contacto com outros conectores que estão perto, contacto com outros pedais, etc. Isto implica necessariamente que muito do marketing que as marcas de cabos fazem é ridículo, e serve para enganar o povo. Conectores banhados a ouro "porque transmitem melhor", ou de materiais exóticos... são puro marketing enganador, destinado a que as pessoas pensem que de facto devem dispender mais dinheiro desnecessariamente. O comprimento dos conectores é tão pequeno que isso é completamente insignificante. Além disso, diferentes metais em contacto têm tendência a transferir electrões entre si o que pode fazer com que um deles (ou os dois) envelheçam mais rapidamente. O que interessa, isso sim, é que os conectores tenham o tamanho certo (1/4 polegadas - 6.35mm), sejam de metal mas tenham isolamento interno para evitar ground loops, sejam fáceis de manusear e soldar (para quem quer fazer os seus próprios cabos), os conectores, tenham contactos internos robustos, e de preferência que segurem bem o cabo o mais possível (para evitar que se parta quando o cabo é puxado) e acompanhe o cabo o mais possível para evitar torções grandes à saída do conector. Que tipos de conectores? Há vários tipos de conectores de guitarra. Há os conectores direitos (os mais comuns), há os conectores em L (o cabo faz um ângulo de 90º com o conector) e os conectores tipo "panqueca", que são conectores em L mas mais "magros e espalmados" (úteis para ligações entre pedais, pois permitem poupar espaço, mas tendem a ser menos robustos e mais dados a ground loops se não forem de qualidade). Cabos com conectores em L tipo Panqueca, neste caso adequados para ligações em pedalboards Quais os mais adequados? O melhor conector a utilizar depende, claro está, do uso que se lhe quer dar. Conectar pedais lado a lado com conectores direitos não é prático, ocupa muito espaço e stressa mais os cabos devido à torção, além de requerer maiores comprimentos de cabo (que como já vimos, vai aumentar a capacitância total e "abafar" o som). Portanto, para conectar pedais lado a lado, o ideal são conectores em L (normais ou panqueca, consoante o espaço e a robustez pretendida). Da mesma forma, ligar guitarras não é prático com conectores em L, sendo mesmo mecanicamente impossível em alguns casos. Os conectores recomendados para ligar guitarras são os conectores direitos. Agora que conhecemos melhor as características dos cabos de guitarra e o que precisamos, podemos enumerar um conjunto de características desejáveis, no sentido de termos um cabo durável, fiável e que transporte o som da nossa guitarra da forma mais fiel possível. Como características desejáveis para cabos de guitarra, temos: Condutor central: quanto menor AWG, melhor. De preferência com calibre menor ou igual a 20 AWG, formado pelo maior número de tranças (pelo menos 36) o mais finas possível. Isolamentos: o mais possível para evitar ruídos, mas sem comprometer a flexibilidade do cabo. Deve ter isolador do condutor central, escudo electroestático. O condutor de retorno (que também serve como protector de interferências) deve ser feito de uma malha de fios finos e assegurar a melhor cobertura possível para uma melhor protecção electromagnética do condutor interior. O material externo (tipicamente em PVC) deve ser ao mesmo tempo o mais grosso possível desde que não comprometa a flexibilidade do cabo. Capacitância: abaixo de 90 pF por metro (cerca de 28 pF por pé (foot), em medida americana) Conectores: robustos, de preferência em metal, com isolamento plástico interno para evitar ground loops e com uma extremidade na direcção do cabo flexível que acompanhe a torção do cabo. Um dos objectivos deste tutorial é, compreendendo as características de um cabo de guitarra e a sua utilização, ajudar-nos a escolher os melhores cabos, desmascarando o marketing enganador que pulula no mercado e com isso tenta justificar preços absurdos para cabos mediocres ou que, pelo menos, estão longe de ser a melhor opção. A minha pesquisa na net não demorou muito até encontrar um exemplo típico de um marketing de cabo de guitarra cheio de meias verdades, de uma das marcas que provavelmente mais cabos vende no mercado: (Fonte: http://www.guitarsite.com) Vamos então ao fact check: Low 28 pF/ft capacitance: the "sweet spot" for superior tone - Mentira. Traduzindo essa capacitância para pF/m dá sensivelmente 91,8 pF/m. Não sendo uma capacitância grande, também não é das menores e portanto é possível ter cabos melhores. Acima de 90 pF/m não é "sweet spot" de tone nenhum. Puro marketing enganador. GeoTip Connection - Parcialmente verdade. O design "a caminho de ser" patenteado desta ponta pode segurar melhor o cabo, e é verdade e é bom. Mas o facto de ser gold plated não tem motivo de ser, como já vimos. Por ser banhado a ouro, não é melhor em termos práticos. In-line Solder joint - Parcialmente verdade. Pode assegurar uma robusta conexão, mas não há várias formas de o conseguir. É um exagero, uma hipérbole típica do marketing. 100% shield coverage with 95% tinned copper braid and conductive PVC under jacket - Verdade. Como já vimos, todos estes componentes são necessários para um bom isolamento e é possível até ver a malha de cobre estanhado que serve de protector de interferência electromagnética, e o isolador negro abaixo dele. No tocante à protecção contra ruídos, este será, sem dúvida, um bom cabo. 22 AWG Oxygen-Free copper center provides enhanced signal transfer - Mentira. Já vimos que os melhores condutores centrais têm 18 AWG de calibre. Portanto este cabo não está ao nível dos melhores no que diz respeito à transmissão do sinal, à robustez do condutor central e aqui nada é dito sobre o número de fios entrançados que o compõe. Pessoalmente, desconfio muito que não seja nada de especial quando os fabricantes não referem isso. Flexible cable construction - Parcialmente verdade. É possível ver que o PVC exterior não é muito grosso e isso confere maior flexibilidade. No entanto se fosse mais grosso protegeria mais o cabo contra impactos físicos. No fim de contas, o cabo que acabámos de ver, é um cabo perfeitamente normal. Não é excelente, e não tem motivo para ser caro, porque não tem mesmo nada de especial, apesar de todo o marketing da marca. Pessoalmente, eu não compraria este cabo, principalmente devido aos pontos "mentirosos". Porque esses dois pontos dizem respeito a características que são muito importantes: capacitância e condutor central e este cabo está bastante abaixo do que melhor se faz. Primeira coisa a dizer: desconfiem sempre quando os fabricantes omitem algumas (ou todas) as características do cabo. Um fabricante sério não tem nada a esconder e publicará os dados todos. Um fabricante sério indicará pelo menos a capacitância, a o calibre (AWG) e a constituição (pares de tranças e AWG de cada trança). Sem isso não é possível avaliar a qualidade do cabo. Por exemplo, um dos fabricantes mais "badalados", a Monster, exige 80 dólares (caríssimo!) por um cabo do qual objectivamente apenas refere que o conector é banhado a ouro, que é durável, que é trançado, tem um isolante de cobre XPTO e que tem uma tecnologia XPTO para maior claridade e presença. Isto, com todo o respeito pela marca, é gozar com o cliente. Já outras marcas menos conhecidas, como a Sommer e a Cordial, publicam todos os detalhes dos cabos que vendem. E têm excelentes preços. Na minha opinião pessoal, as melhores marcas de cabos pela sua seriedade, qualidade e preço. Por exemplo, para quem gosta de fazer os seus próprios cabos a marca vende é o cabo Spirit XXL e indica ao detalhe todas as características (separador "specifications"). Sabemos: Que condutor central tem um calibre de 18 AWG com 42 tranças de 0.15mm (do melhor que se faz) O material de que é feito Que a capacitância é de 86 pF/m (muito perto do melhor que se faz A constituição e todos os isolamentos E o melhor de tudo: conseguimos encontrá-lo nas lojas abaixo de 3€ por metro. Excelente, não é? como vemos não é preciso gastar muito dinheiro para termos cabos de qualidade que nos garantam um som impecável. Vamos então às recomendações propriamente ditas para cabos finalizados e para quem quer construir os seus próprios cabos. Excluímos destas recomendações cabos que por muito bons que possam ser, por falta de informação da marca, não podem ser provadas. Cabos Recomendados (finalizados - direitos, de 3 a 5 metros): Menor Preço - Sommer Cable The Spirit XXL Instr. 3.0 - 15.90€ - O preço é excelente, o cabo em si também. O único senão são os conectores. Qualidade-Preço - Cordial CSI 3 PP-175 - 20.40€ - Excelente cabo a todos os níveis: baixa capacitância, conectores Rean (Neutrik made in china mas de boa qualidade). Qualidade Superior - Não se justifica pagar mais que isto por um cabo! Cabos Recomendados (para DIY): Menor Preço - Cordial CGK 175 - 2,38€/m Qualidade Preço - Sommer Cable Spirit XXL - 2,60€/m - Equilibrado a todos o níveis: 18 AWG, 42 tranças de 0.15mm e 86 pF/m. Ou, para o caso de dar mais ênfase à capacitância (para cabos longos) e menos à fiabilidade, há também o Sommer Cable Spirit LLX - 2,66€/m - com uma incrível capacitância de 56 pF/m (mas tem um condutor central ligeiramente pior: 21 AWG com 19 tranças de 0.16mm Qualidade Superior - Não se justifica pagar mais que isto por um cabo! Conectores Recomendados (para DIY): Menor Preço - Linha Branca - 0.66€ Qualidade Preço - Amphenol ACPM-GN Mono - 1,44€ Qualidade Superior - Neutrik NP2 C - 3.11€ - Em Portugal, na MrJackGuitars.
  16. Tutorial - Como escolher o melhor cabo de guitarra? Resumo: Estás à procura de um cabo para a tua guitarra ou para ligar os teus pedais e não sabes como escolher? Neste tutorial vamos explicar o que é verdadeiramente importante na compra de um cabo - e como ir ver para além do marketing dos fabricantes - para que possas escolher o melhor cabo, ao menor custo possível. ... Ver tutorial completo
  17. Olá a todos. Não estou satisfeito a 100% com o perfil do braço de uma das minhas guitarras. Originalmente fiz-lhe um perfil D-shaped mas acho que exagerei porque sinto falta do apoio na mão. Gostava de tornar o braco mais C-shaped na parte superior do braço e ir progredindo gradualmente para o D-shaped actual que se manteria do 12º trasto em diante. Acho até que, para simplificar lhe vou dar um perfil assimétrico (Assymetric C-shaped) pois onde sinto mais falta de apoio é na zona central do braço e desbastando na zona das cordas mais agudas, já conseguiria um perfil confortável. Para já estou a usar um método inventado por mim que é usar uma lixa grossa que estou a aplicar com a minha mão a agarrar o braço como se estivesse a tocar a guitarra. Penso que assim o perfil vai convergir para uma forma mais ergonómica e mais natural. Alguém tem experiência neste tipo de trabalhos e que me possa dar umas dicas? Como esta linguagem dos tipos de perfis não é muito clara, aqui vai a legenda.
  18. Excelente tópico, master tmö! Era boa ideia porem isto como topico fixo. master tmö para presidente!!! :)
  19. Uma conto repescagem de 2007 (a pedido de algumas gentes) por tmo... Ora bem, qual é a grande vantagem de utilizar um pré digital ao invés de usar um analógico? Pondo de parte o rombo no orçamento que os diferentes prés fazem, a grande vantagem destes sobre os outros é a versatilidade de timbres que podem gerar. E para quê? Perguntais vós... simplesmente para poder chegar a mais pessoas e permitir o estudo do “Holly Grail of Tone” sem se ficar a pedir nas ruas. O que se irá abordar de seguida torna-se válido para Guitarristas, Baixistas ou outros instrumentistas que usem Setups idênticos aos que aqui se indicarão. Nota informativa ao leitor: o texto que se apresenta de seguida contém linguagem eventualmente chocante e disruptiva. Convenhamos que o texto original tem pouco mais de 10 anos... contudo, os princípios aqui referidos mantém-se sólidos uma vez que são transversais a praticamente qualquer setup. Ponto 1: HARDWARE Convém ponderar algumas características destes setups. Identificam-se inicialmente 3 tipos de setups exclusivamente digitais (dos quais depois se podem gerar outros híbridos e por aí fora ao gosto do cliente), são eles: Pedaleiras, Racks, Software para PC/Mac/Tablets. Enquanto os 2 primeiros funcionam como Stand-Alone, o que significa precisarem apenas de Guitarra + Amplificação (ou headphones), os últimos obrigam à existência de interfaces audio/digital adicionais para se poder utilizar o processador do PC ou da tablet. Independentemente do pacote escolhido, eles funcionam todos da mesma forma, processam o sinal digitalmente, sendo que para isso é necessário: Conversores analógico/digital para a conversão do sinal da guitarra em Zeros e Uns e a reconversão em frequências audíveis do sinal processado Processador (e software... um computador com tudo o que implica), para... pois, isso mesmo Um interface visual para o utilizador mexer nos n+1 parâmetros A grande diferença entre os processadores em formato pedaleira ou rack para os de formato software é apenas o hardware usado ser dedicado ou genérico, com todas os benefícios que isso traz para a mesa, tanto de um lado como do outro. A minha experiência recai sobre poucos aparelhos, cuja utilização levei à exaustão e cuja aprendizagem transportei de uns para os outros e algum software que volta e meia uso quando a situação assim o exige. Há 10 anos usava um Roland GP100 como máquina principal e um Boss VF1 como auxiliar, no entanto, como o foco deste tutorial é o princípio de utilização, a forma de programar os sons mantém-se válida para este espectro de processadores de sinal e ainda para os mais tradicionais. Pelas minhas mãos já passaram então dois tipos de processadores: os que permitem mensagens de Control Change dentro de um Patch/Programa e os que não o permitem. Sobre os 1os já lá vamos, sobre os 2os (normalmente pedaleiras de baixo custo) resta-me ainda dizer que é frequente terem dois modos: o play e o edit. Por norma, criam-se vários patches para um tema musical com este tipo de aparelhos, para se ter a distorção ou o phazer ligado (por exemplo) versus não os ter... isto poderá não ser necessário, se o utilizador passar a tocar no edit mode, que lhe permitirá alterar sons, assim como ligar e desligar efeitos sem a frequente “latência” existente quando se muda de patch. Em edit mode pode-se igualmente mexer nos botões/parâmetros referentes a cada um dos efeitos e obter assim modelação sonora em “real time”. Uma utilização deste género pressupõe um estudo prévio sobre os níveis pretendidos para cada acção, se bem que um pouco de improviso no assunto também poderá desenvolver sonoridades interessantes. No que diz respeito à utilização da segunda tipologia, bem, é necessário ter em conta o seguinte: tratam-se de conceitos que pretendem recriar setups tradicionais, através da emulação de amplificadores, pedais e os mais variados efeitos. Ok, até aqui não há novidades. Acontece que muitos permitem ainda a utilização simultânea de Prés de amplificadores dedicados à guitarra ou ao baixo, através da utilização de loops externos. No caso do software para plataformas PC, isto vai depender das especificações técnicas da placa de som em uso e das possibilidades de programação do software em questão. Dos que me passaram pelas mãos (GuitarRig, Amplitube e BIAS FX free), tal não é possível quando usados em Stand Alone, mas se integrados num DAW (Digital Audio Workstation - gravador multipistas digital por software) e dependendo da placa de som, pode ser facilmente contornado. A utilização de loops para ir buscar o timbre da pretendido a um amplificador tradicional pode tornar-se interessante se nestes setups ponderarmos a simulação de pedais e efeitos e não de Prés e amplificadores ou colunas. Ponto 2: SIGNAL CHAIN Após as considerações anteriores, é importante analisar outro aspecto do som de Guitarra/Baixo/whatever: a sequência dos diferentes elementos que constituem a construção do nosso som, desde que iniciamos o processo de estimular a vibração das cordas da guitarra (para o caso) até ao momento em que recebemos o feedback/retorno desta acção. Desta forma torna-se importante analisar a corrente do sinal de um setup genérico independentemente do respectivo formato: Mioleira/Ouvidos/Dedos Guitarra/Baixo/Pirilau (errrr...) Wahs, compressores, booster e overdrives/distorções Pré Amplificador (o aparelho que caracteriza principalmente o tipo de som) Efeitos de modelação (reverbs, delays, chorus, phasers, etc) Amplificação. Coluna Cabelos/Ouvidos/Mioleira (e o loop fecha-se). Os aparelhos em formato pedaleira ou rack mais recentes permitem deslocar o loop de efeitos externos (quando têm essa possibilidade) na sua chain geral. Isto pode ser utilizado para substituir pedais singulares, ao gosto de cada utilizador ou um amplificador de guitarra (constituindo assim um setup híbrido). Nesta situação híbrida sugiro a seguinte chain, já sobejamente conhecida: Guitarra Input do Pré Digital Wahs e afins efeitos, simulação de pedais de overdrive, distorção boosters ou compressores Effects Loop SEND do Pré Digital para o Input do amp Effects Loop SEND do amp para o Effects Loop RETURN do pré digital Mais efeitos Master OUT do pré digital para o Effects Loop RETURN do amp Amp para a coluna Desta forma, o Pré Digital controla o sinal, mas permite o som do do Pré do Amp soar pelas goelas todas, assim como se amplifica TUDO através da secção de Power do amp. Convém ter bem definido a forma como o aparelho (Pré Digital) será amplificado, nos seus settings globais. Neste caso aconselha-se vivamente a não utilização de modelação de pré, amp ou coluna, mas cada caso é um caso e ninguém ouve da mesma forma. No caso de não se usar nenhum amplificador de guitarra, as ligações serão mais simples: Guitarra Input do Pré digital / placa de som Master Out do Pré Digital / placa de som para mesa ou Input da Power Amplification Colunas de Espectro total ou heaphones de qualidade simpática. Bom, até aqui continua a não haver novidades, apenas o concentrar de informação dispersa. Ponto 3: SOUND DESIGN Passemos então à fase seguinte: a criação do som, dos Patchs / Programas, num processo válido para qualquer um dos setups usados, contudo, com um particular ênfase no setup exclusivamente digital. Ora, na minha opinião, a 1ª coisa a fazer quando se procura um TIMBRE fixe em qualquer setup é: DESLIGAR TODOS OS EFEITOS, procurar ter tudo em bypass (no caso de se usar o pré de um amp de guitarra, desliga-se o loop do Pré Digital) desde a guitarra até à amplificação. Quando se conseguir ouvir o som da guitarra crú, sem qualquer modelação ou alteração, estamos prontos para começar o TONE shapping para o céu (ou inferno). Procuremos então seguir os próximos passos: Regular o Master Out e o input level do Pré Digital / placa de som de forma a considerar um volume sem distorção, isso procurar-se-á com os Prés e respectivas simulações. Ligar então os efeitos de pré e de simulação de colunas (para o caso do setup totalmente digital antes da amplificação) ou o loop de efeitos (para o caso da utilização do pré do amp). na primeira situação, é provável que se demore algum tempo, uma vez que se irá passear pelas diferentes possibilidades de simulação tanto de pré como power ou de coluna. Para facilitar a coisa, convém ter o manual à mão para consulta das diferentes possibilidades de modelação, de forma a que se chegue ao som que se procura sem grandes demoras. Experimentar as variantes entre tipos de Pré e tipos de coluna. Neste caso, ajuda rodar os presets existentes para visualizar aquilo que mais se aproxime ao timbre desejado, no entanto reitera-se a importância de começar do ZERO, sem efeitos e apenas com as simulações de pré, amps e colunas ligados. Na segunda situação, bem, é escolher o som pretendido de um dos canais do amp. Fazer o Timbre do Pré+amp. (dependendo do software de cada marca, a simulação de pré pode vir conjunta ou separada da do amp e ou da coluna inclusive). No caso de se usar o setup digital, a minha experiência diz que se deve procurar muito bem todos os extremos de cada parâmetro. Para se saber bem onde se pretende estar, por vezes é importante passear pelo extremo. Este é um desses casos. Aconselha-se vivamente a experimentar os extremos de cada parâmetros para se chegar ao "meio termo" pretendido. Assim como um amp a válvulas limpa o som quando se baixa o volume na guitarra, a grande maioria destes processadores digitais também o fazem. Desta forma sugiro que se regule o Pré para um Som sujo, com overdrive ou distorção, variando os valores dos diferentes parâmetros a gosto. E porque é que se regulou o Pré para sons sujos? Ora para se fazer uso do “volume da guitarra”. Pessoalmente gosto de transitar de overdrive para som limpo de forma contínua e gradual, sem interrupções, saboreando todos os momentos intermédios de diferentes graus de distorção/overdrive. Para isso uso um pedal de volume ou expressão, com o qual obtenho sons limpos de distorções e overdrives bastante cheios e pesados. Para o caso se poder definir um “pedal de volume” no pré digital, é altura de o colocar na chain do sinal, imediatamente antes do “Pré” ou do “Loop”, para quem usa amps de guitarra. Este “Pedal de Volume” não deverá cortar totalmente o som, apenas deverá reduzí-lo até limpar a distorção/overdrive. É natural que para distorções com muita saturação, tal não se consiga na totalidade, porém, a minha experiência diz que se consegue fazer tal acrobacia com distorções/overdrives pesados e densos. A utilização de um pedal de expressão na função de “Pedal de Volume” é controlada através de MIDI (normalmente) e de mensagens tipo CONTROL CHANGE. É natural que se possa perder um pouco de volume global quando se reduz o volume de entrada no pré, porém, isto pode ser compensado com aumentos simultâneos no volume de um EQ de bandas ou paramétrico, por exemplo, igualmente programável via MIDI. Alternativamente, poder-se-á atribuir a este pedal de expressão a função de variar os valores de drive/ganho, sendo que a textura é diferente. Fica ao gosto de cada um, sugere-se e aconselha-se a experimentação. Após ter-se regulado o Pré, a simulação de coluna (para quem precisar) e o pedal de volume, pode-se atacar a restante panóplia de efeitos. Caso se pretenda usar Compressor, não se deve colocar este entre o pedal de volume e o Pré (na situação de se optar por este caminho), pois assim reduz-se drasticamente o efeito pretendido. Normalmente, consegue-se um melhor resultado com o seguinte encadeamento: Compressor – Pedal de Volume – Pré. Pode-se (e deve-se, haja tempo) experimentar trocar efeitos e ordem destes (caso o processador/software o permita), tendo em atenção a não colocação de efeitos entre o “pedal de Volume”, o “Pré” e a “Simulação de Coluna” (na situação de se optar por este caminho). A minha experiência diz-me que NÃO TRAZ NADA de significativo para a produção do som, podendo eventualmente estragar modelações pretendidas. Geralmente após a cadeia de “Pedal de Volume”+”Pré”+”Simulação de Coluna” costumo utilizar um EQ para corrigir, atenuar ou acentuar pormenores do timbre base. Ponto 4: CHAOS CONTROL Quando se está confortavelmente em casa a tocar/programar estes aparelhómetros, releva-se para 2º plano a sua utilização live. Facilmente se esquece a usabilidade na transição de um timbre para outro. Na era dos estúdios caseiros, um fade in e um fade out entre duas pistas fazem milagres, mas ao vivo ou em ensaios a coisa não funciona da mesma forma. É igualmente importante tornar os timbres funcionais em ambientes menos favoráveis ao tweaking instantâneo. Enquanto que as pedaleiras multiefeitos se mostram como um 3 em 1 (processador, interface e controlo), os aparelhos em Rack ou até mesmo os setups em formato PC/Mac ou tablet beneficiam grandemente de pedaleiras controladoras, venham nos protocolos MIDI, USB ou outros. Ter a possibilidade de modelar em "real time" parâmetros de forma expectável com o pé e sem tirar as garras da guitarra potencia grandemente a expressão do músico e é um campo muito pouco explorado pela grande maioria dos guitarristas, sendo ainda mais flagrante a ausência destas experiências naqueles que recorrem aos processadores digitais. Com uma pedaleira controladora ligada ao setup digital, pode-se ligar e desligar vários efeitos simultaneamente em combinações ao gosto do freguês ou modelar um wha com um pitch shifter em simultâneo. O limite é (actualmente e numa grande dose de processadores) apenas o utilizador e a sua vontade de sair da caixa. Aconselha-se vivamente a experimentação de pedais de expressão para adulteração de parâmetros e criação de sons menos comuns. Por este lado, tenho como ponto de partida 3 pedais de expressão e vários tipo on/off. Os de expressão controlam: Exclusivamente o drive do meu pré-amp Efeitos para o qual designe o pedal, podendo combinar wha com panner rate ou o que me der na real gana. Controlar o rate speed de efeitos como Phaser, Phanger, Chorus ou Ring Modulator é garantia para a entrada em ambientes claramente distintos dos que a maioria das pessoas faz com estas ferramentas. Mistura - Efeito Reverb / sinal anterior Se neste momento me encontro afastado de modeladores de amplificação de guitarra digitais, os conceitos que desenvolvi sobre como construir o timbre da guitarra aquando da utilização do Roland GP100 mantêm-se. Procuro ter um pedal de expressão a controlar o nível de drive, um para efeitos esquisitos e um terceiro para misturar o reverb. Possibilidades há mais que muitas e os modeladores actuais do mercado permitem um leque de sons bastante grande. Outra atitude que procuro ter na programação do meu setup é a de criação de alternativas e possibilidades de ajustes com pouco esforço. Procuro ter um ou dois pedais dedicados a mudar a EQ geral da coisa, para o caso de me deparar com salas de ensaio mais escuras e em que precise de furar melhor sem ser necessariamente mais alto, ou, se por alguma razão a guitarra em questão se apresentar diferente do costume. Trata-se de garantir uma salvaguarda para situações que geralmente obrigariam a remexer na programação em momentos pouco oportunos (num concerto, por exemplo). Ter um pedal dedicado a alternativas ajuda substancialmente a salvar momentos potencialmente embaraçosos. Ainda nesta questão do controlo do caos, é importante referir que existem de base duas formas de mensagem entre os controladores e os processadores: aquela que permite mudar o programa ou patch - PROGRAM CHANGE, e aquela que permite alterar os parâmetros dos diferentes blocos de efeitos dentro de cada programa/patch - CONTROL CHANGE. No universo MIDI, estas são para mim as tipologias de mensagens mais importantes para o caso em questão (há outras, para outros trabalhos). Torna-se assim importante garantir que a pedaleira controladora esteja a enviar a mensagem no mesmo canal que o processador vai receber e interpretar. Os controladores são, para o caso, como o teclado de um computador: uma fonte de introdução de informação. Cada pedal/botão tem um número associado e é esse número que depois é usado para se associar determinado parâmetro ao pedal. Pedaleiras com poucos pedais têm geralmente a gestão dividida entre as mensagens referidas, ou trabalham em PROGRAM CHANGE MODE, o que significa que os pedais servem para mudar os programas e os bancos de programas, mas quando se muda para o CONTROL CHANGE MODE, estes mesmo pedais passam a operar de forma a ligar e desligar efeitos segundo a programação predefinida no processador. É o que acontece com a pedaleira Roland FC200, com a Behringer FCB1010 (?) e muitas outras. Controladores com muitos pedais poderão fazer uma divisão destes para que uns mudem os programas e outros os controlos/parâmetros do programa em uso... No caso das pedaleiras multiFX, esta situação já não se coloca de forma tão eminente, uma vez que é frequente terem dois modos de utilização, cujos nomes poderão variar de marca para marca: EDIT MODE e PLAY MODE. Dentro do PLAY MODE poderão ainda existir outros sub modos, estando estes dependentes do nº de pedais que o aparelho tem e na forma que este tem para os gerir. Ponto 5: CONCLUSÃO... OU ALGO PARECIDO Ora bem, para concluir resta dizer que a "César o que é de César", "cada macaco no seu galho" ou outras coisas semelhantes. Quer isto dizer, há espaço para tudo no mundo desde que se respeitem os espaços à volta. O que aqui se debateu não é nem melhor nem pior do que um setup mais tradicional de Guitarra+amp/coluna+pedais. Há vantagens e inconvenientes para tudo e neste caso o maior e mais flagrante inconveniente é o Plug'n'Play não ser instantâneo. Traz, obviamente outras mais valias, principalmente para músicos em bandas de covers que precisem de cobrir um grande espectro sonoro relativo às respectivas set lists. Do meu ponto de vista, a versatilidade é sem dúvida alguma a grande mais valia destes setups menos tradicionais. O espectro de expressões tímbricas que se consegue é sensivelmente igual ao existente de expressões musicais. Isto são ferramentas ultra especializadas em fornecer ao músico/utilizador a maior paleta sonora possível para que com apenas um aparelho, o músico consiga fazer tudo o que lhe der na real gana. Há, obviamente aspectos intrínsecos a estes setups que deverão ser explorados no futuro, nomeadamente as diferenças na qualidade de uns e outros, portanto comparativos de especificações, prós e contras, etc., relembrando também que o respectivo valor de mercado aumenta substancialmente na função da novidade e quantidade de funções (que eu saiba ainda não tiram cafés nem servem cerveja... mas se o kit de unhas estiver afinado, isso provavelmente surgirá pelo caminho). Pontos CHAVE a reter, numa espécie de sumário da coisa, a programar estes aparelhos dever-se-á: Começar com uma folha limpa, sem nada activo e gerir o sinal de entrada e saída para valores sem distorção e sem estragar o aparelho auditivo; Modelar a base do som, através de simulações de pré+amp+coluna até se atingir um timbre que não comprometa o gosto; Acrescentar salvaguardas do timbre para situações inesperadas, através de EQs/Boosts/Compressores que abrilhantem ou tornem o timbre um pouco mais escuro conforme o gosto, associados a pedais em controladores; Acrescentar o resto dos efeitos a gosto. Utilizar pedaleiras controladoras em formato MIDI ou USB ou outro (caso o processador não seja já uma pedaleira) para controlo de efeitos e respectivos parâmetros. Disclaimer: não me responsabilizo pelos laços sociais potencialmente desfeitos, fruto do tempo excessivo na busca do HOLY GRAIL OF TONE com estes aparelhos. Ponto 6: AFINAL AINDA NÃO ACABOU... Voltando à carga, apanhei recentemente um artigo da Premier Guitar que fala abertamente sobre este tipo de setup para fazer o som para uma guitarra/baixo/cordofone/outro. Nesse mesmo artigo, cujo link já disponibilizo, fazem referência ao facto de 99.999% das vezes que estes aparelhos (PCs/Macs e tables incluídos) são usados se procura imitar o setup tradicional, mas que a tal não se é obrigado e o melhor de tudo é que fornece exemplos com alguns dos programas nossos conhecidos. Por exemplo, o artigo explora a possibilidade de colocar no sinal os diferentes elementos em ordem inversa... ou a "coluna" à frente do "amp", algo linearmente impossível num setup tradicional, mas que em ambiente digital até devolve uns resultados curiosos. Pessoalmente, já experimentei fazer algumas brincadeiras semelhantes e apercebí-me que aquilo que se colocar à frente do "amp" altera a forma como este "percebe" a guitarra (para o meu caso), permitindo assim "recriar" outros instrumentos. Nestes ambientes a brincadeira torna-se... ilimitada (!) e com aparelhos/software relativamente outdated (Guitar Rig?) podem construir-se sons inovadores e interessantes. Portanto, na continuidade deste tutorial, e no sentido de propor uma contra-tese a todo o bloco anterior, torna-se indispensável a leitura de: https://www.premierguitar.com/articles/26253-the-recording-guitarist-subvert-the-virtual-guitar-rig?utm_source=Sailthru&utm_medium=email&utm_campaign=PGN - 100317&utm_term=PG Weekly Ponto 7: POST SCRIPTUM: e que tal uns exemplos? Um primeiro exemplo das possibilidades destas máquinas, para o caso da que ainda anda cá por casa. Ler o descritivo no youtube para mais informações. Assim muito resumidamente, 3 pedais de expressão,um para efeitos, um para drives e o 3º para reverbs. A FX chain é algo como Compressor -> Foot Level (basicamente um volume) -> Preamp -> Cab -> Reverb. Gravação directa para o DAW e sem mais processamento de som, excepto os Fades In e Out no início e no fim, feitos no editor de vídeo, coordenados com os respectivos fades da imagem. Desculpem-me os excessos nos sons, não me preocupei muito com os níveis entre os efeitos...
  20. Boss gt-1000

    https://www.boss.info/us/products/gt-1000/ Parece que a Boss por fim vai lançar uma pedaleira multi efeitos decente, com qualidade de Topo. Gostei do facto dos efeitos serem derivados dos efeitos BOSS MDP e algoritmos diretamente dos pedais DD-500, MD-500 e RV-500, pedais de topo da boss e que são bastante caros comprados individuais, vamos ver o preço que sai a nova gt1000 com estes 3 pedais incluídos.
  21. A Gibson está muito à frente.

    Brutal, primeiro foram os afinadores que fizeram notícia, agora a Gibson está ainda mais à frente. Na nova coleção de 2018, já não há o perigo de partir o headstock numa queda.....pois ele já vem rachado. Mais relic que isso, dificilmente se consegue. Vejam a notícia https://www.gearnews.com/gibson-les-paul-traditional-2018-now-pre-cracked-headstocks/
  22. Andrew One - Vira o Disco e Toca o Mesmo

    Novo Tema e Video de Andrew One "Vira o Disco e Toca o Mesmo" Check it!
  23. Escolha de guitarra eletrica!

    Comecei á uns meses a tocar guitarra e por razões de gosto musical queria avançar prá guitarra elétrica! Na hora da compra, o orçamento é curto. Eu já vi uma fender squier stratocaster affinity e uma epiphone les pauls player! Juntamente com essas vi umas gear4music bastante atraentes em diversos aspetos, mas serão elas de qualidade? Qual a guitarra ideal ao preço mais baixo?
  24. Potenciómetros... dava para uma tese de doutoramento... quase... pronto, para a introdução o prefácio. 1º, um potenciómetro não é mais nem menos do que uma resistência de valor variável. Existem em formatos rotativos e tipo "fader". Há ainda muitas variantes formais e combinações possíveis, mas a base é esta. A questão dos potenciómetros é a seguinte, por serem elementos mecânicos de contacto por fricção estão sujeitos a desgaste, digamos 2 a 5 anos, dependendo do uso, poderão render mais tempo. Por esta razão, convém volta e meia, tipo de 5 em 5 anos para uma guitarra com uso regular do potenciómetro, trocá-los. Para o assunto em mesa, temos que um potenciómetro pode fazer várias coisas numa guitarra: Controlar o volume do sinal Controlar valores de filtros (o timbre mais agudo ou grave, dependendo do circuito) Misturar pickups (muito comum em baixos, função BLEND, por vezes também chamada de panorama) Proporcionar um "coil split" a um humbucker reduzindo o sinal de um dos coils. Servir o jantar... errr, pois, não era bem isto. A questão das marcas e modelos, não tem tanto a ver com qualidade do som, mas antes com qualidade de construção (durabilidade) e margens de erro relativamente aos valores apresentados. Uma marca branca pode ter oscilações até cerca de +-20% do valor marcado enquanto uma marca já firmada no mercado oscila até +-10%, algumas garantem até +-5%. Em caso de dúvidas, ter um multímetro por perto e investir algum tempo a medir potenciómetros para encontrar uns com valores próximos do desejado. Portanto, duvido que um ouvido educado consiga distinguir um potenciómetro de marca branca de outro com mais "qualidade", caso tenham o mesmo valor e sejam da mesma tipologia. O que é isto da tipologia do potenciómetro (em Inglês, entende-se como Taper)? Trata-se da relação entre o valor da resistência que o potenciómetro faz e seu do avanço (ou volta). Há de 3 tipos: linear, logarítmico e logarítmico invertido. Linear - faz o que diz, a cerca de metade do avanço, tem-se metade do valor da resistência total do potenciómetro. Logarítmico - tem uma relação logarítmica entre o avanço e o valor da resistência. Logarítmico invertido - ... não tira cafés, n'é? E para que é que servem tantas variedades? Bem, é difícil agradar a Gregos e Troianos. Genericamente, o Volume de uma guitarra é controlado por um potenciómetro Logarítmico, também chamado de Log, Alfa ou Audio Taper... para o tone, é que a coisa é mais versátil, tanto se usam Log, linear ou reverse Log, é um bocado ao gosto do freguês. Valores, o que há por aí? Ok, para GUITARRADAS com circuitos PASSIVOS, os valores andam entre os 250KOhms (250000 Ohms) e os 500KOhms regra geral, no entanto 3 das minhas guitarras estão com 1MOhms (1 mega Ohms ou 1000000 Ohms) para o pot de Volume. Para guitarras com circuito ACTIVO, os valores serão na ordem dos 25KOhms (não tenho a certeza, alguém confirme). Porquê tanta variedade nos valores para circuitos PASSIVOS? Bom, a resposta é simples, uma resistência variável funciona como um filtro ao sinal eléctrico que passeia na guitarra e corta frequências (daí funcionar como volume, certo?). O que acontece é que quanto mais baixo for o valor, mais vai cortar nas frequências agudas e médias altas, algo desejável nos Single Coils. Já um Humbucker, que tem um timbre mais cheio, os valores costumam andar pelos 500KOhms, que permite um som mais aberto. Convém dizer que as Les Paul mais antigas eram equipadas com potenciómetros de 300KOhms (era o que havia na altura e a malta entretanto foi abrindo as goelas aos pickups para sons mais abertos e menos abafados). Por fim, isto encaixa no pacote todo, que começa nos dedos do guitarrista, passa pelas cordas, guitarra, pedais, amp colunas e de volta aos ouvidos para ser interpretado pelos inquilinos das nossas caixas cranianas. Já os potenciómetros de Tone (timbre), funcionam geralmente como um filtro passivo (corte) de frequências médias e altas e costumam ter os mesmos valores dos potenciómetros de Volume, não sendo porém obrigatório. Quer isto dizer que, há flexibilidade para miss/match das coisas relativamente à norma referida. Quanto a marcas, existem a CTS como sendo uma das mais consagradas no mercado guitarrístico, mas a Burns ou a Alfa também dão cartas na área. Resumindo a coisa: Humbuckers passivos - 500KOmhs Log ou Audio Taper para volume, o que quiseres para tone, manter o valor do potenciómetro se não estiveres para chatices (entenda-se sem paciência para problematizações sobre o sexo dos anjos, eles que o tenham por lá que eu terei o meu por cá). Single Coil Passivos - 250KOhms Log ou Audio Taper para volume e o resto já sabes Humbucker ou Single Coil ACTIVO - 25KOhms... Log? Desculpem, não tenho experiência com activos. Há problema em meter um potenciómetro linear para controlar o volume? Não, e um Log Invertido? Sim, dá um efeito quase semelhante a um interruptor on/off. Pronto, resumidamente é mais ou menos isto. Chega?