nunofrg

qual é o vosso método de criar uma musica?

58 posts neste tópico

Boas pessoal. Sei que o tópico é antigo, mas queria dar meu contributo. Como sabem, não existe um método certo para isso o que permite que cada um crie o seu próprio. No meu caso eu componho por sentimento, em outras palavras, que sentimento que eu quero causar às pessoas com aquela música, tomo isso como ponto de partida. Daí em diante, o que vem primeiro (letra ou arranjo) é indiferente, mas no caso do arranjo, eu primeiro idealizo, vou montando na cabeça aquilo que acho que vai causar o sentimento que quero e depois reproduzo no instrumento. Em nenhum momento até aqui estou preocupado com regras, teorias e etc, isso eu deixo por último, uso apenas como um "acabamento" para lapidar a ideia.

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Um pequeno contributo para este tema, já de si muito subjectivo.

Em primeiro lugar, quando componho, sou um pouco egoísta. O meu gosto está sempre em primeiro lugar, as coisas tem que estar a dizer-me algo, caso contrário, pura e simplesmente abandono a ideia e parto para outra, isto é, se como costumo dizer alguma coisa estiver a dar, se não, deixo para outro dia. Os meus 90% de transpiração, passam pelo improviso na guitarra ou nos teclados, também pode ser no baixo, alguma das vezes já com uma ideia geral do que quero fazer, ou com uma letra pronta, mas se não houver, vai-se trauteando umas palavras ao acaso para dar sentido. Os 10%  de inspiração, simplesmente acontecem e, não tenho explicação para isso. Sabemos apenas que o que está a acontecer nos toca, nos agrada, que é mágico. O passo seguinte será começar a " lapidar " o tema, acrescentando partes que o vão enriquecer, torná-lo diferente, mas sempre a meu gosto, não sou muito de andar a seguir modas. Há uma coisa que tenho sempre em mente, que é tentar ser sempre o mais original possível, o que nem sempre é conseguido, mas como disse, tento, a esse nível não vou em facilitismos, detesto ser igual aos outros, a não ser que haja um propósito.

Traços gerais, é assim que eu estou na música :)!

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Eu uso muito um looper. Quando estou a tocar às vezes sai-me um riff ou uma bassline que me soa bem, ponho em loop e vou pondo outras coisas por cima. Gravo com o telemóvel ou com o que tiver à mão e guardo numa pasta. Depois é fazer o puzzle... dos vários pedaços de música isolados que tenho, ver o que liga com o quê, o que está a mais, etc.

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Eu gosto da abordagem do looper, mas para mim tem algumas desvantagens. É boa quando surge uma ideia, mas depois sinto que me limita no que toca a outras ideias, a como ligá-las, como desenvolvê-las. De certa forma o looper prende-me um bocado. 

O que faço até por uma questão de jeito é fazer como tu: guardo no telemóvel para mais tarde explorar.

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Não tenho um método.

Pode ser uma riff de baixo que surge em cima de um ritmo metido um pouco ao calhas no teclado. Pode ser uma sequência de acordes que me agradou ao brincar um pouco no teclado. Pode ser algo que surge na guitarra enquanto andava simplesmente a passar parches no Amplitube. Pode surgir de várias maneiras....

Durante algum tempo, a preocupação de querer fazer algo diferente é completamente original, andava sempre presente. Algumas notícias, de que alguém tinha sido processado por alguém, quando a nem sequer me parecia a mim que ouvisse ali plágio, mexia comigo. Mas acabei por me aperceber várias coisas:

1, Essa preocupação, acabava por ser um bloqueio. Quando estava a fazer algo, pensava logo a quê aquilo parecia e depois abandonava, ou perdia o interesse em seguir aquela direção.

2. Que esses processos judiciais, muitas vezes são pura ganância, estupidez e aproveitamento de poder. Se formos rigorosos, à música existe à demasiado tempo, é pura arrogância, penssar que ao compor algo, se está a ser completamente original. De certeza que já alguém, em algum lugar fez algo idêntico. Portanto das duas uma, ou se caga no assunto e nos divertimos, ou então paramos de fazer música.

3. Provavelmente nunca editarei nada, portanto me preocupar com esses assuntos é algo estupido.

4. No final, os resultados soam sempre a algo que me parece novo. Sei que não copiei nada nem ninguém, portanto não vou deixar de me divertir, porque senão isso seria o mesmo que morrer.

Dito isto, como sou autodidata, não sigo receitas nem conceitos,, nem estilo, apenas procuro que me soe bem, e que de alguma forma me entusiasme. A única coisa que raramente componho, é o ritmo de bateria. Tenho uma biblioteca enorme, procuro algo que tenho na cabeça ou que simplesmente se encaixe e me inspire. 

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Eu gosto de compor em cima de uma letra. Tendo a letra escrita consigo ter melhor noção dos tempos que a música necessita para que aquela letra faça sentido e seja fluída.  Depois disso toco guitarra. Normalmente tenho algum tipo de ideia, mais baseada à volta de ritmos e riffs (arpégios é o meu ponto fraco).

Depois disso tento arranjar as linhas de bateria para as várias fases da música.

Dado que só agora é que, finalmente, consegui arranjar um pc com especificações boas para todo o processo, só agora é que poderei criar algo de início ao fim sem crashes e tretas que me desmotivem, porque essa é a razão pela qual nunca consegui terminar nada.

O problema é que agora também não me sinto muito inspirado para as letras.

Ocasionalmente começo pelo riff, sem a letra, mas normalmente é ao contrário.

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Engraçado, eu normalmente só faço as letras depois. Um dia destes hei-de experimentar a inverter o método e experimentar isso. E com isto temos a velha questão: é a música que determina a letra, ou a letra que determina a música? :D 

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há 5 horas, goatboy disse:

Eu só componho instrumentais, por isso não me toca. :P

Idem. Gostava de saber escrever letras, mas simplesmente isso não é para mim. Sou muito exigente e falta-me vocabulário. E para dizer a verdade, desde sempre, quando ouço música, gosto de ouvir a voz, mas tenho mais tendência para me concentrar no instrumental.

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