Ruy

Compassos Compostos



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ArchDemon    0

confusão? qual confusão?

distorção!! é preciso é distorção!

se um gajo tiver sempre a dar mi, venha lá o compasso que vier!!

bem, mas se alguém tiver dúvidas tente ver o video instrucional do Portnoy, que tem lá os conceitos básicos da coisa... e n é preciso ler

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A logica e mto simples:

o denominador, ou seja, o numero de baixo numa fraccao representa uma figura ritmica:

1 semibreve (whole note)

2 minima (half note)

4 seminima (quarter note)

8 colcheia (eighten note)

16 semicolcheia (sixteenth note)

32 fusa (thirty second note)

64 semifusa (sixty fourth note)

...e o numerador (numero de cima), representa o numero de figuras ritmicas representadas pelo denominador.

ex:

7/8 significa q a divisao do compasso e feita em 7 colcheias, em q o sete representa o numero de figuras ritmicas (neste caso 8 q corresponde a colcheias)

geralmente cada beat do metronomo representa uma seminima, e por isso um 4/4, um 3/4 ou um 2/4 significa q tocas 4, 3 ou 2 seminimas respectivamente em cada compasso. Agora no caso de um 7/8 por exemplo ja nao podes usar o metronomo a tocar a seminima mas sim a colcheia porque um 7/8 e o mm q um 3/4 mais uma colcheia e por isso tens de usar uma divisao menor, neste caso em colcheias.

o mm raciocinio se aplica a outros compassos (15/16, 13/16, 10/8....etc). No caso de um 6/8, 9/8 e 12/8 pode haver ainda outra interpretacao em q cada beat do metrono passa a ser considerado como uma seminima com ponto em vez de uma seminima normal dando um efeito de "triplets" (tercinas), mas isso e outra historia...

Ouve Dream Theater por exemplo e vai olhando para as pautas e os respectivos compassos a medida q a musica vai tocando. A mim ajudou-me bastante a entender esse misterio.

espero ter ajudado

smile.gif

Excelente. Tornou-se claro para mim, obrigado pela explicação.

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Petrucci    0

Acrescentando ao que já foi explicado;

No contexto de uma banda é possivel (mas nao muito comum) teres instrumentos diferentes a tocarem ao mesmo tempo em time signatures diferentes, aí entra a vertente da dinâmica, cada instrumentista pode acentuar de forma diferente uma frase que tem exactamente as mesmas notas.

Teres uma bateria a tocar 13/8, 13/8 não é o mesmo (em termos de dinâmica) que teres a guitarra a tocar 4/4, 5/4, 4/4 por cima, mas no contexto de uma banda pode (ou não) soar interessante e rico.

Eu já apanhei coisas incrivelmente estranhas 17/16, 21/24 e até (pasmem-se as almas) 29/32.....

No que toca á composição, a minha opinião pessoal é que quanto mais odd for a métrica menos intuitiva e musical é a frase (terá que ser interpretada de forma mais robótica).

Aí depois cada um saberá que equilibrio imprimir na "coisa", consoante o tipo de música, gosto pessoal, e mercado musical que quer atingir.

Dito isto, a minha time signature (especialmente para dedilhados) favorita é 7/8.

Mas estudar a temática, não é como estudar para um exame da fac.... é um processo...processo este que pode demorar anos até conseguires interpretar métricas "estranhas".

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Lander Vast    0

Na verdade quando pensas num 7/8 até podes pensar como um 7/4, a diferença é que a unidade de contagem é a colcheia, ou seja vale metade de um compasso 7/4, será um 7/4 mais tenso.

Cabem dois compassos de 7/8 dentro do compasso de 7/4 com 3,5 tempos cada um.

Eu pessoalmente acho que o mais importante é saber tocar as 4 métricas base 4/4, 3/4, 5/4 e 7/4 o resto tem origem nestas, e ainda mais de raiz, de base é o 4/4 e o 3/4 visto que as outras duas são compostas por estas.

A mim na escola ensinaram-me que ao principio para um gajo se habituar a estes tempos mais estranhos é usar uma clave rítmica em que no caso do 5/4 será duas semínimas com ponto seguidas de duas semínimas normais e completas um compasso, a musica da missão impossível tem esta clave rítmica. Ou podes inverte-la duas semínimas sem ponto seguidas de duas com ponto.

No caso do 7/4 duas mínimas seguidas de duas semínimas com ponto ou o inverso.

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Lander Vast    0

Eu por exemplo no 7/4 se estiver a fazer 4+3 gosto de fazer um dedilhado que faria normalmente em 4/4 e depois acrescento-lhe 3 colcheias a dedilhar para baixo e mais três a dedilhar ou para baixo ou para cima.

Mas isso é a vontade do freguês. lolol

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Preocupem-se mais em fazer musica, e menos em fazer contas! Esses senhores dos compassos compostos do Rock Progressivo nunca se preocuparam com matematica, apenas eram criativos... Os que vieram mais tarde e que pensaram que havia uma formula magica para a falta de aptidão natural para a criação e originalidade.

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PCanas    992

Preocupem-se mais em fazer musica, e menos em fazer contas! Esses senhores dos compassos compostos do Rock Progressivo nunca se preocuparam com matematica, apenas eram criativos... Os que vieram mais tarde e que pensaram que havia uma formula magica para a falta de aptidão natural para a criação e originalidade.

As duas coisas fazem falta. Eu vejo pelo guitarrista da minha banda, ele faz as músicas e depois eu escrevo-as. O "problema" é que ele nem sempre faz as coisas "quadradas", num 4/4. E se eu não compreendesse os compassos compostos, provavelmente ainda só tinha transcrito uma música dele. Portanto, as duas coisas fazem falta. Ele quando compõe não está a pensar se é um 4/4 ou um 7/8 ou o que seja, mas eu quando estou com ele a transcrever a música, tenho que saber isso, e tenho que conseguir identificar esses compassos quando o oiço a tocar a música, e mesmo para depois fazer as tracks de bateria no pc. E muitas das vezes, muda de compasso com bastante frequência.

Se fores ver vídeos dos elementos aí das grandes bandas do prog, a explicarem as estruturas das músicas, ver que eles também são criativos, mas também sabem matemática ;)

E o que consideras fazer contas? Se tiveres a improvisar sobre um 12 bar blues, não estás a fazer a contas? Se tocares o Apita o Comboio, não fazes contas? Ou só tens que fazer contas quando sais dos compassos "normais"? Olha que há muita coisa em 4/4 que te obriga a calcular raízes quadradas... se é que me faço entender...

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