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exmusico

Dicas para melhorar a independência entre mãos: um problema de ritmo?



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exmusico    48

Voltei  recentemente às teclas duma forma mais séria e tenho me dedicado a aprofundar técnica de piano ( só piano), sobretudo a mão esquerda.

 

Relativamente à velocidade, acho que estou bastante bem mas estrago  tudo com a independência  sobretudo ao tocar ritmos mais complicados na esquerda.

 

A ver se me explico bem.  Não tenho problema nenhum a tocar notas com boa dinâmica até em elevada velocidades com a esquerda.  Mas quando junto as duas, a coisa fica bastante negra  sobretudo qd tento tocar blues  rock ou jazz com linhas de baixo clássicas...  Não estou a conseguir criar independência entre as mãos...

 

O meu passado está mais ligado à musica de arranjador (orgão)  em que a mão esquerda se limita a fazer acordes e penso que foi isso que me prejudicou um pouco.

 

Que técnicas sugerem para melhor a independência? Estou actualmente focado em blues, rock  e boogie woogie ( cenas de velhos portanto ;) ).

 

Meti na cabeça que tenho de tocar isto:

 

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phillipric    146

Como organista/pianista, queria só realçar o seguinte no teu comentário:

 

Ninguém é perfeito. Ponto assente e acho que todos concordamos. Comecei o meu estudo no órgão, com acordes, desenvolvi no piano, tive ainda aulas de música sacra, tocando órgão de tubos. Não concordo com a expressão: "foi aprender órgão e tocar acordes que me limitou"... certo, limitou em que aspecto: na velocidade e destreza da mão esquerda, ou na capacidade de tocar melodias diferentes em ambas (as fugas de Bach são óptimas para isso)... no entanto, o facto de tocares órgão, permitiu-te fazer com facilidade acordes, permitiu-te ter uma noção de harmonização que grande parte dos pianistas não tem. 

Eu, como pianista, considero-me muito limitado, sobretudo porque sou um "baldas" no que toca ao estudo teórico, o que me limita muito na leitura e execução da mão esquerda, sobretudo porque não gosto de ler em clave de fá. Não que não consiga, não gosto. Toco com destreza as obras que aprendi enquanto estudei, nunca mais me dediquei depois de ter deixado a escola de música e ter acabado a minha formação.

 

Agora, depois disso, formei-me como professor de 1º e 2º ciclo, na área de música. E lembro-me de debater com alguns colegas e professores as vantagens e desvantagens dos tipos de estudo. E tudo depende da nossa visão e ideia para o que queremos fazer. Um dos meus professores costumava dizer que, para o dia-a-dia, aquilo que eu sabia, valia muito mais do que anos e anos de estudos clássicos, porque me permitia pegar no piano, na guitarra ou em qualquer instrumento harmónico e criar uma harmonia com muita facilidade e nisso, sim, sinto-me completamente à vontade. De ouvido, também me considero bastante capaz e é-me útil. Nas aulas, com os miúdos, porque por vezes aparecem a pedir melodias pop e rock e toca-se na hora, faz-se um arranjo e ficam felizes da vida. É-me útil porque toco e canto em banda de baile e em menos de 10 minutos tenho uma música nova pronta para ensaiar a banda. 

 

Ou seja, sim, o facto de ter tocado órgão, limitou-me em determinados aspectos, mas por outro lado, compreendo que a maioria dos "pianistas" acaba por se tornar um pouco "quadrado" (não quero ser insultuoso na expressão), porque é bom na leitura e execução, mas limita-se ao que lhe surge em pauta. 

 

Concluindo, também sinto essa necessidade de desenvolver a destreza da mão esquerda, mas não é um drama.

 

Não se trata de um problema de ritmo, trata-se da velocidade que consegues transmitir à mão esquerda, quando a direita é mais rápida, tendencialmente a esquerda copiará os movimentos da direita. 

 

Não sei se chegaste a fazer os exercícios Hanon, são óptimos para desenvolver a mestria das mãos, aconselho-te a fazê-los só com a mão esquerda e com diferentes ritmos. Estão escritos sempre em colcheias, mas depois há variante em que podes fazer colcheia pontuada - semicolcheia, semicolcheia-colcheia pontuada, 2 semicolcheias - colcheia, etc. 

 

A partir daí, não seria mau procurares algumas obras de Bach, as inversões, por exemplo e praticares sobretudo a mão esquerda. 

 

Se for trabalhoso em demasia, aconselho-te a procurares exercícios rítmicos em que os fazes primeiro com batimentos numa mesa ou com uma caneta só com a mão esquerda e outro tipo de exercícios de desenvolvimento rítmico da mão esquerda. O que pretendes consegue-se somente com trabalho e persistência... força nisso. 

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exmusico    48

Obgd pelos coments. Na realidade eu fiz  alguns anos  de conservatório  mas  só consigo perceber o resultado disso na mão direita que é de facto ( modéstia à parte) bastante rápida em notas isoladas  e velocidade mas com falhas em "notas duplas/triplas" ( que agora encontro em jarda no Jazz e blues...). Não me parece que o Bach me tenha ajudado muito para tocar o que ando a tocar agora...

 

Eu  acho que se trata dum problema de ritmo pois  tenho noção que a música que estou a tentar tocar é bastante simples em termos melódicos ( muito repetitiva)  mas com um dificuldade ritmica grande. A questão principal é que o ritmo tocado na esquerda  pouco tem a ver com o da direita num blues por exemplo... Dou comigo a tentar arranjar  pontos de referência e baralho-me  com muita facilidade...

 

Mas acho que é certamente uma questão de  treinar mais.

 

Curiosamente tb não vou à baila com claves de fa mas acho que se deve ao facto de estar constantemente a contar 3 para cima. Para mim é claramente um erro de aprendizagem. Deveria ter aprendido a clave de fa "sem truques".... :ph34r:  Agora é tarde

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phillipric    146

Obgd pelos coments. Na realidade eu fiz  alguns anos  de conservatório  mas  só consigo perceber o resultado disso na mão direita que é de facto ( modéstia à parte) bastante rápida em notas isoladas  e velocidade mas com falhas em "notas duplas/triplas" ( que agora encontro em jarda no Jazz e blues...). Não me parece que o Bach me tenha ajudado muito para tocar o que ando a tocar agora...

 

Eu  acho que se trata dum problema de ritmo pois  tenho noção que a música que estou a tentar tocar é bastante simples em termos melódicos ( muito repetitiva)  mas com um dificuldade ritmica grande. A questão principal é que o ritmo tocado na esquerda  pouco tem a ver com o da direita num blues por exemplo... Dou comigo a tentar arranjar  pontos de referência e baralho-me  com muita facilidade...

 

Mas acho que é certamente uma questão de  treinar mais.

 

Curiosamente tb não vou à baila com claves de fa mas acho que se deve ao facto de estar constantemente a contar 3 para cima. Para mim é claramente um erro de aprendizagem. Deveria ter aprendido a clave de fa "sem truques".... :ph34r:  Agora é tarde

 

Eu sinto o mesmo, também me ensinaram assim  e acaba por reduzir a velocidade a que lemos a mesma.

 

Quanto àquilo que surge, pois está claro que se trata de uma dificuldade diferente da solicitada na música barroca ou clássica. É como tudo. Como quem está habituado a música clássica, acha estranho algumas coisas que se faz na música Pop ou Rock, o Jazz ou Blues têm particularidades diferentes que se ultrapassam somente com o treino. 

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Akuma    0

Belo desafio esta música....

 

Eu acho que exercicios tipo hanon não ajudarão muito no teu caso, pois esses exercicios são orientados para música clássica, logo sugiro estes exercicios aqui:

 

 

tenta encontrar na net "jordan rudess keyboard wizardry", um pdf com 300 kb e que contém 6 exercicios para independencia das mãos.

 

Algo que também poderá ajudar, na minha opinião, o uso dum programa que permita ver se estas a ser ritmicamente correcto: por exemplo o synthesia. Eu aprendi a música cantaloupe island do Herbie Hancock, através desse programa e foi muito útil para certas secções e o solo. ´É verdade que com o metronomo também podes chegar lá, mas acho este programa bem mais vantajoso. Partindo do principio que o midi está 100% correcto :P

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exmusico    48

Só para dizer que entretanto melhorei bastante depois de suar qb e já faço umas cenas engraçadas "like a pro".

Mas não foi fácil depois de tantos anos  parado...

 

Ando agora com a pancada do Jazz mas está complicado pois o piano-jazz sem banda requer um sentido rítmico muito apurado que não tenho. Acabo por  cair sistematicamente na tentação de tocar os temas jaz em ritmo estilo balada ou slow.

Mas as sequências de de acordes / progressões jazz já estão a ficar enraizadas e isso já faz um DIFERENÇA brutal na minha sonoridade.

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xtech    2412

Yap... força aí, aqui não há que ter vergonha de nada... ninguém nasce ensinado e vergonha é de roubar :D

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PCanas    748

(...)

 

Não se trata de um problema de ritmo, trata-se da velocidade que consegues transmitir à mão esquerda, quando a direita é mais rápida, tendencialmente a esquerda copiará os movimentos da direita. 

 

(...)

 

Permite-me discordar... eu tenho muito mais destreza com a direita que com a esquerda e, no entanto, quando toco com as duas ao mesmo tempo, a esquerda não acompanha a direita...

 

 

(...)

 

Curiosamente tb não vou à baila com claves de fa mas acho que se deve ao facto de estar constantemente a contar 3 para cima. Para mim é claramente um erro de aprendizagem. Deveria ter aprendido a clave de fa "sem truques".... :ph34r:  Agora é tarde

 

É uma questão de hábito. Eu também aprendi com truques, mas actualmente já leio com alguma facilidade, sem pensar em truques... só quando são notas muito fora das 5 linhas (+- a partir da 3ª linha suplementar) é que tenho que fazer contas...

 

 

 

Tenho o Hanon em PDF, se alguém quiser mande PM com mail para enviar.

 

O vídeo que o Akuma falou é porreiro, tirei uns exercício de lá

 

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phillipric    146

PCanas, pelo menos a mim acontece. Consigo tocar qualquer exercício na mão esquerda muito mais rapidamente se a direita fizer o mesmo.

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