Thomasyoung

Canal do Thomasyoung no youtube



Posts Recomendados:

Thomasyoung    572

Take 1 :) mais uma só para descomprimir da 2ª feira de trabalho, espero que gostem do improviso, foi tocar á balda e saiu assim.
Espero que gostem, e alguma critério é sempre bem vindo, abraço

 

  • Gosto 5

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
F.Coelho    239
há 21 horas, Thomasyoung disse:

alguma critério é sempre bem vindo, abraço

Penso que te referias a crítica.

Pois eu faço uma crítica.

Mas antes quero dizer que demonstras uma boa técnica (espero que um dia também possa lá chegar).

Parabéns!

Se definir-mos a música como sendo o silêncio entre notas musicais, repararás que existe pouco silêncio no teu improviso.

Mesmo improvisando, acho que é bom pegar na harmonia e tocar umas notas soltas bem espaçadas, algures no início. Esse momento define o tronco principal do improviso. A partir daqui, consoante o estado de espírito, as variações aparecem. Mais rápidas, mais lentas... mas descansam no tronco principal.

Acho que mesmo quando improvisamos devemos passar mensagem.

Ouvi muitas notas, mas não fiquei com uma mensagem.

Esta é a minha humilde opinião.

  • Gosto 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
Thomasyoung    572

@F.Coelho Obrigado pela critica e eu concordo contigo, verdade que foi sempre a rasgar... final do dia chegar a casa e tentar explodir uma imensidão de notas não passa mensagem nenhuma é verdade.... :) Mas quando estou mais relaxado ou "triste" isso acontece, dou mais importancia ao espaço/silencio e notas escolhidas e o feeling é completamente diferente, e provavelmente a mensagem seria mais musical e ouvivel.

Obrigado mais uma vez pelas palavras e por teres assistido
Um abraço
Nuno

 

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
tmo    1682
On 20/11/2018 at 19:00, F.Coelho disse:

(...)

Se definirmos a música como sendo o silêncio entre notas musicais, repararás que existe pouco silêncio no teu improviso.

Acho que mesmo quando improvisamos devemos passar mensagem.

Ouvi muitas notas, mas não fiquei com uma mensagem.

Esta é a minha humilde opinião.

.... vais-me desculpar, mas essa definição é um bocado limitativa. O silêncio é importante e faz parte da música, mas não a define.

Concordo com o "passar mensagem", o problema é verbalizá-la e, se calhar, é por isso que nos manifestamos com um instrumento musical. A consequência é que a dita mensagem torna-se bastante mais abstracta e aberta a interpretações díspares das originalmente construídas.

Sim, ouviste muitas notas, mas não ouviste o silêncios entre elas. O problema das frases aceleradas é esse mesmo, é que torna-se necessário um ouvido apurado para perceber as nuances que vão acontecendo. O tempo é uma questão de percepção...

... e aqui somos todos humildes, e todos partilhamos opiniões (se as comprassem é que era bom, certo?). Vai lá mas é encher o peito de ar e gritar a altos pulmões que "ESTA É A MINHA OPINIÃO", mas baixinho que a estas horas ainda acordas os vizinhos... :P

 

há 12 horas, Thomasyoung disse:

@F.Coelho Obrigado pela critica e eu concordo contigo, verdade que foi sempre a rasgar... final do dia chegar a casa e tentar explodir uma imensidão de notas não passa mensagem nenhuma é verdade.... :) Mas quando estou mais relaxado ou "triste" isso acontece, dou mais importancia ao espaço/silencio e notas escolhidas e o feeling é completamente diferente, e provavelmente a mensagem seria mais musical e ouvivel.

Obrigado mais uma vez pelas palavras e por teres assistido
Um abraço
Nuno

 

O rasgo traz a mudança, e foi essa a tarefa do rock. Sem rasgo ainda andávamos a carregar pedras às costas porque a invenção da roda era coisa tabu. Para mim, a mensagem musical que transmitiste foi essa, de alguma perturbação, irritação, frustração, mas ao mesmo tempo pesquisa e procura de algo, de resolução (encontraste?)...

Por vezes o silêncio confunde-se com a sustentação. é que o espaço entre duas notas pode ser preenchido de muitas maneiras e musicalmente o silêncio será talvez aquela à qual se recorre menos. O silêncio na música significa morte, fim... é nele que se aplaude... no silêncio prolongado. Uma nota prolongada não é silêncio e o silêncio pode ser bastante perturbador, mais ainda se interromper uma cadência que se vai resolver. Cria tensão...

Contam-me uma história de um pianista cá de Lisboa (a minha avó era professora de piano e não já não sei se isto se passava com ela ou com alguém dela conhecido) que nos seus estudos em casa, terminava as peças sempre em pianíssimo, quando eram na sua maioria algo intensas. Certo dia, é confrontado com um vizinho que lhe pergunta "Ouça lá, é você que toca piano aqui no prédio?". O pianista responde "sou sim, estou a estudar para [qualquer coisa], peço desculpas pelo incómodo...". O vizinho responde então "Oh meu caro, não é incómodo nenhum, mas ACABE A PORRA DAS MÚSICAS!"... isto a propósito do silêncio que uns ouvem e outros não. A história é verídica, não necessariamente por estas palavras, os protagonistas é que já não sei apontar.

... [silêncio] ...

... [silêncio] ...

... [silêncio] ...

... o que vocês me fazem escrever...

  • Gosto 2

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
F.Coelho    239
há 12 horas, tmo disse:

O problema das frases aceleradas é esse mesmo, é que torna-se necessário um ouvido apurado para perceber as nuances que vão acontecendo.

Vá lá @tmo  também não fui assim tão mau na crítica e só o fiz porque o @Thomasyoung   afirmou que qualquer crítica era bem vinda.

Também tenho uma história para contar. Num certo ambiente, havia uma pessoa que era conhecida por ser egoísta, no sentido do guloso. Certo dia, essa pessoa ia comer um pastel de nata, o único que estava à sua frente. Por uma questão de educação "forçada", que não se impunha dado o ambiente amistoso e salutar (mas ligeiramente formal), disse algo como "Alguém é servido?". E houve uma outra pessoa que rapidamente agarrou no pastel de nata e enfiou-o de uma só vez na boca e quando o mastigou disse "Obrigado."

O guloso ficou um pouco angustiado e notava-se no olhar a sensação de "derrota". O outro olhou para ele e disse-lhe "Nunca ofereças aquilo que não queres dar."

Vem isto à baila pelo facto de só ter criticado, no bom sentido, porque foi oferecida a oportunidade de elaborar uma crítica.

Por mais desconcertante que a minha crítica tivesse sido, foi somente isso... uma crítica. E foi uma crítica humilde, pois critiquei alguém que tem um excelente domínio da guitarra e uma técnica apurada, algo que eu não tenho. A minha humildade, para este caso particular, foi o reconhecimento que estava perante algo maior. E nos tempos que correm acho que a humildade deveria ser mais cultivada, para combater a arrogância... basta ligar a TV e ver para onde caminhamos...

Quanto à questão do silêncio, também ele é referido de uma forma subjectiva. O silêncio não tem, necessariamente, a ver com a absoluta inexistência de som.  Mas com momentos que permitem uma pausa de silêncio interior dos ouvintes. Por exemplo, o parar numa nota. Aqui existe silêncio mental, muito embora não exista silêncio físico porque o "overdriven", ou o "gain" ou o "sustain", prolongam o som. Para mim, este também é o silêncio nas guitarras eléctricas.

Quando falamos com alguém, gostamos que essa pessoa nos dê a oportunidade de se poder "parar para pensar", absorver a mensagem. Quando alguém fala e fala sem parar, alto e em bom som, como metralha, é natural que sentimo-nos desconfortáveis e, pura e simplesmente, desligamos.

  • Gosto 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
tmo    1682

@F.Coelho... mas eu não disse que a tua partilha foi má, apenas que discordava da interpretação que fiz da tua proposta... afinal parece-me estarmos a falar mais ou menos do mesmo, mas com palavras diferentes.

... o tempo não é importante, apenas a vida o é... Lee Lo, em O 5º elemento, de Luc Besson...

Isto para dizer que normalmente dá-se demasiada importância ao tempo na música e assim perde-se o todo. Há uns largos anos fiz uma música com a banda que tinha na altura, em que a meio da música entrávamos todos em contratempo uns com os outros. Era uma passagem bastante assincopada, surgiu quase espontaneamente e a malta da banda gostou, ficou assim. Quando mais tarde mostrei a outros, diziam-me que nos enganávamos a meio, precisamente onde a música entrava em contratempo. O que foi difícil da malta perceber é que enganávamo-nos duas vezes exactamente no mesmo sítio e da mesma maneira na música... novamente, percepção do todo é mais importante que a das partes, na minha opinião, claro.

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
F.Coelho    239

Tem potencial.

O trabalho é teu e quem sou eu para dar palpites.

Mas vou deixar uma sugestão.

E que tal começar o tema com a parte mais calma do minuto 1:08, depois juntas a parte inicial.

Depois regressas à parte mais calma, mantendo a linha de solo inicial, mas introduzindo tensões ou indefinições (metendo uns acordes de quarta Maj7, Sus, m7b5, ou o que achares melhor). Depois terá de haver um momento de de transição ( crescendo e pausa, por exemplo) e terminas com o solo num nível superior de sonoridade e velocidade.

Ou qualquer coisa deste género.

Mas acho que deva ser trabalhado.

 

  • Gosto 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
Thomasyoung    572

Boas @F.Coelho

Deixa-me dizer-te que concordo contigo, poderia ter ficado muito melhor, pois foi algo que fiz em poucos minutos, e deveria ter preparado melhor, pois é uma coisa que fica online, a ideia também gostei por isso é que gravei, e poderei no futuro fazer algo melhor como dizes e bem.

Acho que o tempo deveria ser mais acelarado também, e deveria ter começado por fazer a batida da gravação ao inicio e não no fim, pois fui adicionando os sons depois de gravar a guitarra, o que deveria ter sido só no fim e ficou um pouco (um pouco é favor :) ) fora de tempo no inicio.

Agradeço-te por teres assistido e comentado especialmente, pois o feedback que temos de outras pessoas fazem-nos ver aquilo que deduzimos que seja, e por vezes ficamos na duvida :) 

Um Abraço

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Regista-te ou entra para comentar!

Para deixar um comentário é necessário estar registado. É muito fácil!

Criar uma conta

Regista-te e vem fazer parte desta comunidade! É fácil!

Registar-me

Entrar

Já estás registado? Entra aqui!

Entrar agora