pipes

Curiosidades

207 posts neste tópico

há 27 minutos, resolectric disse:

Pelo menos para quem gasta algumas largas centenas de Euros em microfones e cabos... custa.

É da forma que podes começar a poupar. -_-


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 33 minutos, stratocosta disse:

...

 se calhar nós é que estamos errados :P 

Em termos comerciais, sim. Ter um estúdio, hoje em dia, é um absurdo.
O estúdio como prestador de serviços para uma indústria é um contra-senso uma vez que a indústria que serviamos, acabou.

 

 

 

há 15 minutos, sonic_blue disse:

É da forma que podes começar a poupar. -_-

Já comecei!


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Tipo, hoje em dia com as rádios, televisões, tradução de programas, produção de vídeos youtube e coisa e tal, será que os estúdios não podem aproveitar isso?

Não digo tanto na parte da gravação, seria mais na sonoplastia, tratamento, etc?

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 58 minutos, resolectric disse:

Em termos comerciais, sim. Ter um estúdio, hoje em dia, é um absurdo.
O estúdio como prestador de serviços para uma indústria é um contra-senso uma vez que a indústria que serviamos, acabou.

 

:rolleyes:

eu não estou no "ramo" , mas aquilo que continua a fazer falta aos artistas é o espaço.

gravar em casa é fixe , mas  limitativo.

além que jamais me passaria pela cabeça ter malta estranha num espaço familiar.


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Esse tópico passou-me ao lado. Geralmente quando venho aqui "salto" logo para a secção dos estúdios e só quando me distraio é que clico noutras secções ^_^

O fim da  indústria musical como a conheciamos, nos moldes em que existiu até 2000 ou 2001, é claramente visível e a forma como afecta músicos e técnicos de concertos é diferente da forma como afecta estúdios e técnicos de estúdio ou produtores.

Afecta sem dúvida mas há sempre trabalho a fazer e passamos a mover-nos em "nichos" de mercado, a fornecer serviços mais especializados ou com nuances que tornem a opção por um estúdio mais apetecível do que "gravar em casa".

A presença de profissionais (técnicos e produtores) faz logo uma diferença tremenda. Agora, se isso vai transparecer para a maioria dos ouvintes/consumidores de música gravada, é outra conversa.
A maior parte estará, provavelmente, "borrifando-se" para a qualidade do som e para quem tocou, ou produziu ou gravou.
Noutras épocas o pessoal menos exigente gravava centenas de cassettes com as músicas favoritas que passavam na rádio, sempre com o dedo em riste para carregar na Pausa antes do locutor falar e se passasse um bocadinho de voz para a gravação, sacava-se a cassette, enfiava-se a Bic e rodava-se a fita um pouquinho para trás para fazer o "edit" perfeito.

É um bocado como o YouTube e o som não era melhor.

Há de tudo em termos de alcance e abrangência das produções mas o que é facto é que o trabalho de estúdio para edições discográficas deve ter decaído uns 90% em 10 anos.
Números atirados ao acaso, obviamente. Servem para ilustrar a ideia e talvez as perdas até sejam superiores a 90%.


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 2 horas, resolectric disse:

A presença de profissionais (técnicos e produtores) faz logo uma diferença tremenda. Agora, se isso vai transparecer para a maioria dos ouvintes/consumidores de música gravada, é outra conversa.
A maior parte estará, provavelmente, "borrifando-se" para a qualidade do som e para quem tocou, ou produziu ou gravou.

Eu noto muito isso. Por exemplo a mim mete-me confusão ouvir um MP3 a 128Kbps ou música do youtube porque ouço aqueles artefactos da compressão (principalmente nas altas frequências). Mas a minha afilhada (tem 20 anos), por exemplo, ouvia a música (MP3) directamente do altavoz do telemóvel (que já por si dá um som bastante ranhoso) e não lhe fazia problema nenhum. 

A juventude de agora acho que ouve pior música que antigamente, raros são os que tiveram a oportunidade de ouvir boas gravações bem produzidas num bom sistema de som, e portanto não conseguem afinar o paladar.

Passam a vida toda a beber zurrapa porque nunca beberam um bom vinho.

Não sei porquê, mas nas aulas de música que têm nas escolinhas deviam ensinar também a ouvir música e não só a tocar.

 


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 1 hora, xtech disse:

Eu noto muito isso. Por exemplo a mim mete-me confusão ouvir um MP3 a 128Kbps ou música do youtube porque ouço aqueles artefactos da compressão (principalmente nas altas frequências). Mas a minha afilhada (tem 20 anos), por exemplo, ouvia a música (MP3) directamente do altavoz do telemóvel (que já por si dá um som bastante ranhoso) e não lhe fazia problema nenhum. 

A juventude de agora acho que ouve pior música que antigamente, raros são os que tiveram a oportunidade de ouvir boas gravações bem produzidas num bom sistema de som, e portanto não conseguem afinar o paladar.

Passam a vida toda a beber zurrapa porque nunca beberam um bom vinho.

Não sei porquê, mas nas aulas de música que têm nas escolinhas deviam ensinar também a ouvir música e não só a tocar.

 

Cito o teu post todo só para enfatizar o que escreveste. Não poderia concordar mais!

Não quero ser um "velho do Restelo",apesar dos meus provectos 55 anos (até escrevo sem obedecer ao acordo ortográfico... :D ) estando a dizer que antigamente é que era bom e coisas desse género. São generalizações que falham redondamente mas há uma coisa que claramente mudou e acho que posso arriscar a dizer que mudou para pior: o ouvinte comum de música ouve música com muito menos dedicação do que há 15, 20 ou mais anos atrás.

A existência da "aparelhagem" na casa de qualquer família de classe média era quase garantida. Hoje não. Existe certamente um computador (ou meia dúzia deles) e o som é o que de lá sair.
Já não existe Hi-Fi (Alta Fidelidade) e o conceito de se apreciar um disco num par de colunas, sentado num sofá, é um conceito que já não cabe na cabeça do cidadão comum de hoje. Não falo dos fanáticos da música, dos músicos ou dos que têm um interesse pelo mundo da música. Falo do tipo que trabalha num banco, num estaleiro ou na segurança social.
Chega a casa depois do trabalho e vai para o Facebook. Não vai ouvir um disco. Se ouvir música é no mesmo computador em que está a pôr Likes.

Infelizmente a falta de qualidade na formação para as carreiras do som e da música também se reflecte nessa falta de formação para a "escuta".

É o que disseste, sem tirar nem pôr.


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 3 horas, xtech disse:

Eu noto muito isso. Por exemplo a mim mete-me confusão ouvir um MP3 a 128Kbps ou música do youtube porque ouço aqueles artefactos da compressão (principalmente nas altas frequências). Mas a minha afilhada (tem 20 anos), por exemplo, ouvia a música (MP3) directamente do altavoz do telemóvel (que já por si dá um som bastante ranhoso) e não lhe fazia problema nenhum. 

A juventude de agora acho que ouve pior música que antigamente, raros são os que tiveram a oportunidade de ouvir boas gravações bem produzidas num bom sistema de som, e portanto não conseguem afinar o paladar.

Passam a vida toda a beber zurrapa porque nunca beberam um bom vinho.

Não sei porquê, mas nas aulas de música que têm nas escolinhas deviam ensinar também a ouvir música e não só a tocar.

 

Acho que nas escolas de música, para além de ensinarem as pautas e a técnica, devi ser obrigatório fazerem exercícios para desenvolver o "ouvido", como por exemplo, tentarem identificar a nota que está a ser tocada, ou por exemplo, tentarem tocar um pouco "de ouvido", sem a pauta.  


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
há 2 horas, resolectric disse:

o ouvinte comum de música ouve música com muito menos dedicação do que há 15, 20 ou mais anos atrás.

Ora esta é que é a verdade! Lembro-me que eu era um puto com 5 anos e a minha prima tinha comprado um grande Hifi, que dava um som espectacular, para mim foi a primeira vez que fiquei fascinado com o ouvir uma música, já que na minha casa o máximo que tinha era um rádio de cassetes. Era um Hifi à maneira antiga, com VU meters analógicos e tudo, gira discos, cassetes e quando o CD saí, a minha prima acrescentou-lhe o módulo.

Hoje é tudo "fast food", exceptuando, como bem dizes, uns poucos "resistentes" e audiófilos.

 


Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Hoje em dia não se ouve música da forma correcta, mas a música que se ouve também tem os mesmos contornos. Pelo menos no mainstream, a música é um produto, para passar como ruído de fundo no centro comercial. As tão faladas loudness wars até vêm daí, de tentar fazer a música soar mais alto nas colunas ranhosas da H&M. Se não haver algum interesse especial pela música, vontade de procurar, saber e estudar, o que vai chegar até ao dito cidadão comum é algo já mastigado e sem sabor - o que também não vai gerar interesse para procurar mais. Sempre houve muita porcaria nas rádios, mesmo nos 60's e nos 70's, mas também havia coisas brilhantes que ainda hoje ouvimos. Será que vamos ouvir alguma coisa do que passa numa rádio genérica daqui a 50 anos? Tenho as minhas dúvidas. 

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Regista-te ou entra para comentar!

Para deixar um comentário é necessário estar registado. É muito fácil!

Criar uma conta

Regista-te e vem fazer parte desta comunidade! É fácil!


Registar-me

Entrar

Já estás registado? Entra aqui!


Entrar agora