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pipes    3344

Eu partilho estas cenas do Pete Thorn porque curto o gajo como guitarrista e curto a personalidade dele e a maneira despretensiosa como aborda estas questões. O gajo não é engenheiro nem produtor nem nada disso, de maneira que acredito perfeitamente nisso que dizes!

Apenas acho fixe ele partilhar a experiência dele/pessoal como guitarrista :)

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resolectric    395

E partilha!
Fazes muito bem! Tanto que eu estive a ver o que ele fazia e dizia.
Com tanta atenção que até discordei :D

Mas como escrevi ali em cima, o senhor merece-me respeito e "dou uma tolerância" porque ele afirmou que se trata de uma opinião e tal como ele, eu também tenho a minha. Neste caso não concordamos mas até acredito que ele grave de outra maneira, a tal que eu prefiro e defendo, se não estiver a fazer um tutorial para uma gravação básica de guitarra acústica.

Já me conheces e sabes que discordo de tudo :D
Mas defendo-me!
E o Pete também sabe o que faz, sem qualquer dúvida. Ele está a falar de um caso particular de um tipo de gravação simples. Eu é que sou rezingão.

Vá, continua a partilhar senão não tenho nada para ver.

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xtech    2004

O Pete Thorn toca bem e faz excelentes demos e é dos reviewers que gosto mais de ver.

Como "produtor" (que não é) acho-o mediano. As backing tracks dele nunca me soaram mal, mas também não são obras de arte.

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resolectric    395

Um video muito antigo  sobre aquilo que envolve a produção e fabrico de um disco.
Se quiserem saltar para a parte dos estúdios, está a partir dos 11:40 e dura uns minutos. Muita coisa incrível para se ver (como se não bastasse uma sessão do Dean Martin a gravar)

Ainda assim, vale a pena ver tudo!

 

 

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resolectric    395
On 8/12/2017 at 17:55, pipes disse:

E o "mundo do leak" (ou bleeding) abre novas complexidades na escolha dos microfones e não só no seu posicionamento!
É que mesmo para o bleed existe o bom e o mau. O que soa bem e o que soa mal.

Tu já gravaste comigo um par de vezes e sabes que sou "adepto" da captação em grupo, sem grande separação entre instrumentos e que não "stresso" com o bleed. De facto, considero-o essencial. Mais essencial do que o uso de microfones de sala (os comummente designados em inglês por room mics, que dispenso em 99% dos casos) Dêem-me um bom bleed e eliminem as pistas de ambiente.

Há microfones em que o bleed (o som que vem da sala) soa mal e outros em que essa característica complementa o som de tudo, até o da mistura final, de uma forma muito eficaz.
Por exemplo, prefiro muitíssimo mais um Shure Beta 57 (hipercardióide) numa Tarola do que um SM57 (cardióide). O bleed de Bombo e de Choques que entra num SM57 é quase sempre um problema. O mesmo bleed num Beta 57 soa-me perfeito, essencial. Tão útil que dispenso quase sempre os microfones de Choques pois o bleed captado pelo hipercardióide Beta 57 é muito mais equilibrado e musical, em timbre, do que o do SM57 na mesma posição.

Isto é só um exemplo pois uso a mesma filosofia para todos os outros microfones que coloco numa sala onde vão ser tocados vários instrumentos em simutâneo. Alguns proporcionam leakage de "qualidade", outros não.

Ter esse aspecto em conta torna ainda mais complexa a selecção do microfone correcto para uma captação.
Por isso mesmo, gravar "toda a gente ao mesmo tempo", não é uma simplificação para despachar.
Para quem for rigoroso e exigente no seu trabalho, é exactamente o contrário: um apuramento complexo do conhecimento das características do equipamento que se usa.

 

 

Para dar um exemplo...

a "grandiosidade" do som da guitarra inicial deste tema «Smokestack», Kid Dakota, produzido pelo Alex Oana, só é evidente devido ao "bleed" e ao facto de todos os faders dos outros microfones, terem ficado abertos durante a mistura. Sem "bleed" era só uma guitarra. Com "bleed" torna-se uma guitarra potentíssima e temos uma noção do volume a que o amplificador se encontraria.
Notem o vibrar do bordão da Tarola durante as passagens de guitarra solo. Sem "bleed"... estava morto.
 

 

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