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Desventrar    1018

Grande post Paulo.

Pessoalmente nunca consegui sacar um som de sala que me agradasse completamente sendo que mais de 90% das vezes acabo por não usar room mics. Por exemplo, na captação de bateria se quero apanhar mais ambiente prefiro posicionar os microfones um pouco mais afastados das suas fontes e captar o kit como um todo, consigo ter separação de fontes sonoras na mesma jogando com o blend das pistas e ao mesmo tempo consigo captar um som muito mais natural, centro a tarola nos overheads e o resto complementa-se. Há microfones melhores e piores para certas aplicações mas estou muito contente com os que tenho disponíveis para qualquer tipo de som que procure.

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stratocosta    3673

na ultima gravação que fiz o bleed dos choques no sm57 da tarola foi de arrancar cabelos.

falta de material adequado + falta de tempo + falta de experiência = horas e horas a tentar fazer milagres :sad:

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pgranadas    2245
há 1 hora, stratocosta disse:

falta de material adequado + falta de tempo + falta de experiência = horas e horas a tentar fazer milagres :sad:

Isso é tão verdade para o material, como para os instrumentos usados. Ainda me lembro de ver pessoal a tentar sacar um som de bateria decente, a lutar com micros, sendo que a bateria em si, não valia o tempo que se perdia com ela. 

Essa dos pratos de choque, faz-me lembrar um batera, que tinha uns pratos horríveis, e que se negava a investir em algo decente. "Há e tal, na equalizacao da-se o jeito. Estes servem bem"

Eu hoje em dia, simplesmente não tenho paciência para aturar trampa. Se o instrumento me soa mal, não perco tempo com isso.

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resolectric    1077
On 8/21/2017 at 15:08, Desventrar disse:

Grande post Paulo.

Pessoalmente nunca consegui sacar um som de sala que me agradasse completamente sendo que mais de 90% das vezes acabo por não usar room mics. Por exemplo, na captação de bateria se quero apanhar mais ambiente prefiro posicionar os microfones um pouco mais afastados das suas fontes e captar o kit como um todo, consigo ter separação de fontes sonoras na mesma jogando com o blend das pistas e ao mesmo tempo consigo captar um som muito mais natural, centro a tarola nos overheads e o resto complementa-se. Há microfones melhores e piores para certas aplicações mas estou muito contente com os que tenho disponíveis para qualquer tipo de som que procure.

Obrigado :blush:
Não são verdades absolutas, são só as minhas opiniões e experiências. Nada mais!

A minha sala também é bastante neutra e não dá qualquer característica especial às Baterias, já que é delas que estamos a falar mais por causa do uso frequente de som ambiente nessas captações.
Por acaso (e isto é, mais uma vez, uma opinião e opção pessoal) gosto das Baterias secas e quando coloco reverb é frequente faze-lo só na pista do micro que está por cima da tarola. Não costumo colocar nada nos outros mas, claro, cada caso é um caso.
Quando quero que o reverb "cintile" mais, coloco-o na pista do micro do bordão da Tarola, que tem mais "tsss". Essa característica fica reverberada e pronto, para mim costuma chegar. Claro que depende do que se grava, eu não gravo muito pop, é quase sempre rock ou cenas alt e indie e nessas costuma resultar assim.
Mais uma vez, há casos em que é necessário algo diferente.
Por exemplo, nas gravações do album «Temple Bell» do Old Jerusalem o objectivo era ter uma Bateria mais "soft", que soasse "na sala" e não "in your face" e gravei como tu referes: micros mais afastados. Neste caso foram 4, dois overheads, um à frente do kick à altura dos timbalões e o beta na Tarola. este último era o único próximo, todos os outros estavam a cerca de um metro e meio ou isso. Bastante mais distantes do que o habitual e também como tu referiste: medidos com o centro na Tarola.
Eu costumo quase "colar" os Overheads á Bateria portanto, foi uma abordagem muito diferente da minha habitual mas nem por isso, única.

Apesar da sala neutra, o que ficou como ambiente é mesmo da sala e é completamente diferente da captação próxima.

On 8/21/2017 at 15:41, stratocosta disse:

na ultima gravação que fiz o bleed dos choques no sm57 da tarola foi de arrancar cabelos.

falta de material adequado + falta de tempo + falta de experiência = horas e horas a tentar fazer milagres :sad:

Em estúdio a falta de tempo é quase sempre fatal.
O bleed do SM57 é uma crise, sim. O "nulo" desse microfone é mesmo atrás, na direcção do cabo e é preciso apontar o cabo para as coisas que soam mal "off axis".
Já no Beta 57, como é hipercardióide, o nulo é um círculo para trás, em ângulo. Ou seja, capta alguma coisa pelo lado do cabo mas não na diagonal para trás. É mais fácil de posicionar numa Tarola por causa disso e o que entra off-axis soa-me (a mim) bastante mais "musical" do que no SM.
Em termos de som directo da Tarola, soam ambos porreiros. Não é por aí que escolho um ou outro.

Em estúdio a falta de música boa, ou com bons arranjos também é fatal. Isso então, faz toda a diferença! Mais do que os micros.

On 8/21/2017 at 17:00, pgranadas disse:

...
Essa dos pratos de choque, faz-me lembrar um batera, que tinha uns pratos horríveis, e que se negava a investir em algo decente. "Há e tal, na equalizacao da-se o jeito. Estes servem bem"

Eu hoje em dia, simplesmente não tenho paciência para aturar trampa. Se o instrumento me soa mal, não perco tempo com isso.

Isso para mim tava bom, tava! :D
Nem meto microfone nos Choques, não sei como é que ia equalizar a coisa!

Eu ponho sempre uma reserva nos instrumentos que soam mal. Até lhes pôr um microfone à frente, não recuso nada. Tenho aqui uma guitarra que custou 2.500$00 (escudos) que era para cordas de nylon, braço largo estilo guitarra clássica... está com cordas de aço, soa uma trampa e mete-se um microfone dinâmico à frente... fica uma maravilha! :P

E a Bateria "da casa"? Havias de ver! É só ferrugem e já entrou em mais de 100 albuns! :D

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resolectric    1077
On 10/23/2017 at 11:38, pipes disse:


 

Citação

Where Will I Be” Emmylou Harris.
This is an atmospheric recording with a very deep bass drum, so some real bottom-end horsepower is required to bring it out. There’s also a lot happening with plenty of reverb and delay. With this track, I want to make sure everything is audible against that big bottom.

Citação

Where Will I Be

Drums – Brian Blade

Harmony Vocals [High], Tom Tom – Daryl Johnson

Mandolin, Electric Guitar, Bass Guitar, Vocals [Duet] – Daniel Lanois

Written-By – Daniel Lanois

Producer – Daniel Lanois

Essa faixa é tão fabulosa e o disco é tão bom!... eleva qualquer fasquia.
É Daniel Lanois e pronto.

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xtech    2914

Tá bem visto e tá grande ideia. No fundo tudo se resume à mesma coisa: usar materiais absorventes entre as superfícies e que não conduzam o som. A cena das bolas de tenis é engraçada mas podem-se usar-se outros materiais isolantes.

É o Room in Room mas só na parte de baixo :) . O problema é quando aquelas anilhazinhas em volta das bolas começarem a dar de si, o som vai aumentar.

Estou em crer que usar uma série daqueles tapetes de fazer ginástica entremeados com tapetes normais também resultaria.

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