Mjoao

Ajuda - Como iniciar-me no vinil?



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stratocosta    3684
há 1 hora, resolectric disse:


Ultrapassa o CD em todos os aspectos excepto em detalhes técnicos: a dinâmica possível no CD é superior e o ruído de fundo existente num CD é negligenciável, para não dizer "não existente".

 

era exactamente isso que eu não queria ler :wacko: , já chega o gás do gear guitarristico ^_^  

a seguir era um amp hi fi a valvulas etc.

colunas já tenho umas Mission    e umas B&W

amp é um Yamaha R-S202

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resolectric    1194
há 1 hora, stratocosta disse:

era exactamente isso que eu não queria ler :wacko: , já chega o gás do gear guitarristico ^_^  

...

:D

Não te metas nisso!
É um poço sem fundo e depois tornas-te audiófilo e deixas de ouvir música. Passas a ouvir só aquele prato, aos 23 segundos da faixa 2 do disco da Enya :D

Há outro problema: é muito difícil encontrar os discos realmente bons. Aqueles que são bons na música e no som.
E depois, começa um mar de problemas.

O digital, confesso, foi muito bem vindo.
O problema principal do CD foi que a música produzida rapidamente deixou de usar as potencialidades do suporte (dinâmica, duração de cerca de 77 minutos e ausência de ruído)
Começaram a fazer-se produções sem dinâmica, com álbuns de 34 minutos de música ruidosa! :D

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paulosergio    401

Bem, acho que agora entendo melhor esta tendência, ou moda, do Vinil. Para além do que eu considero acessório, como o ritual de colocar a agulha, os discos com as suas capas, etc, há a questão da sonoridade. E aqui entra sempre a questão do gosto pessoal. Por um lado temos de reconhecer que o Digital trouxe muitas vantagens, como sabemos. Mas pelo que estive a ver  (e com a ajuda também do @resolectric), a sonoridade que sai de uma boa aparelhagem com um bom giradiscos e um bom disco, é diferente. Quando se fala em gostos pessoais, basta ver que há quem aprecie melhor os graves e quem dê mais importância aos agudos, por exemplo. Pode até ter a ver com a idade e o maior ou menor apuro do nosso ouvido aos agudos e graves. Normalmente começa-se a perder um pouco a sensibilidade aos sons mais agudos, com a idade

Parece-me que o som do vinil, soa melhor nos graves, para quem aprecia um som mais encorpado.  Pode-se notar mais em determinado tipo de música. Lembro-me de ter a sensação de que o som era mais suave, aveludado, mais preenchido, ao ouvir música jazz em vinil. Mas também ouvi numa aparelhagem que não sei se posso considerar razoável ou fraquita.

Tem também a vantagem de se ouvir o som tal como foi gravado originalmente (mesmo que se oiçam alguns ruídos - coisa que num CD não acontece).

Mas há um grande problema. Para que se notem bem as diferenças, é preciso ter uma boa aparelhagem e que custa muito dinheiro. Bons discos também. Justifica? Depende dos gostos de cada um, do dinheiro que se tem e do que se está disposto a abdicar.

Pessoalmente até posso mais tarde, um dia, vir a apostar no vinil. Até porque dou mais importância mesmo aos sons graves....

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resolectric    1194

@paulosergio, em relação à perda de sensibilidade nas altas frequências, é verdade. Com a idade perde-se e nas gerações mais novas isso acontece muito mais rapidamente. O uso regular de auscultadores e o hábito de frequentar, com cada vez mais regularidade, ambientes ruidosos, tem feito com que a perda de sensibilidade auditiva esteja a acontecer cada vez mais cedo.
O meu otorrino, que é um senhor com mais uns 15 ou 20 anos que eu, relata-me casos assustadores e muito frequentes de pessoal nos "vintes" de idade e que já tem perdas extremamente significativas acima dos 10KHz. E pior ainda, com perdas diferentes à esquerda e à direita! Segundo me disse, a quase totalidade são de pessoal que vai fazer "simples limpezas de ouvidos" e que nem sequer tinha tomado consciência da perda auditiva.

Eu já sou um bocado "cota" e alegro-me por ter a audição equilibrada. Ou seja, ouço igual dos dois lados. Também quase nunca usei auscultadores e tento trabalhar sempre com volumes fracos ou moderados.
Exceptuando os momentos em que estou a ajustar microfones nas Baterias, tenho poupado bastante os ouvidos :D

Quanto ao vinil, existe uma atenuação nas frequências acima dos 13KHz, em alguns masters há mesmo um "roll-off" aos 16KHz mas em princípio os Masters podem ir até aos ultrasons. E o conteúdo dos discos também.
Claro que no som das aparelhagens "clássicas" de Hi-Fi a soma das partes define bastante aquela impressão de som mais "quente" e "aveludado" que geralmente atribuimos ao vinil.
A agulha e a cabeça do gira-discos, o andar Phono com o pré RIAA, o tamanho das colunas nas aparelhagens mais antigas, etc. Tudo isso beneficia uma maior extensão nos graves.
Hoje em dia é mais frequente ouvir-se música em colunas mais pequenas, com respostas que não passam abaixo dos 90 ou 100 Hertz e isto para quem ouve música em aparelhagens com colunas!

Eu tenho umas Technics SB10 de 1979. Os graves daquilo vão abaixo dos 35Hz, completamente sem perdas. Ou seja, aos 10Hz devem ter perdido uns 6dB. Altifalantes planos... ;)
Nos agudos nem se fala. Tem uns "Leaf Tweeters" da Panasonic que respondem até aos 125KHz. Cento e vinte cinco!
Agora, com esta extensão em agudos, os discos de vinil soam estridentes e brilhantes?
Não, de maneira nenhuma. Soam como devem soar: equilibrados.
E os CDs? Soam igualmente bem, tal como os discos de vinil.
Ficam a perder no facto de que enquanto a resposta dos CDs está limitada, nos agudos, aos 20KHz, a dos discos de vinil, para algumas prensagens, não tem esse limite e ultrapassa bastante a da audição humana. Acompanhados por estes tweeters, os agudos estão completamente "libertos" e nunca são "agudos a mais". Simplesmente não estão limitados, têm um roll-off musical, que não cansa.
Uma das coisas que noto claramente é que cansa muito mais ouvir 3 CDs seguidos do que ouvir 3 LPs seguidos.
Psicoacústica :)

Mas sim, vale a pena montar uma aparelhagem razoável para ouvir alguns discos de vinil.
Mas eu começava pelas colunas. Escolhia o resto depois.

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stratocosta    3684

algo interessante é que se calhar a grande parte dos engenheiros e "masterizadores" famosos já estão acima da idade a que supostamente se perde qualidades de audição.

no entanto continuam a ser a referencia.

será que misturam e masterizam a "olho" ? :D

  

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paulosergio    401
há 3 horas, stratocosta disse:

algo interessante é que se calhar a grande parte dos engenheiros e "masterizadores" famosos já estão acima da idade a que supostamente se perde qualidades de audição.

no entanto continuam a ser a referencia.

será que misturam e masterizam a "olho" ? :D

  

Têm o software para ver no ecrã as linhas padrão e...a experiência. Podem não ouvir, mas sabem qud aquelas frequências têm que chegar aquele ponto.

Mas qd falamos em perdas de audição, quem dá muitos concertos é que acaba surdinho, mais do que os engenheiros de som ou quem faz a masterização...  ;)

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resolectric    1194
há 23 horas, stratocosta disse:

algo interessante é que se calhar a grande parte dos engenheiros e "masterizadores" famosos já estão acima da idade a que supostamente se perde qualidades de audição.

no entanto continuam a ser a referencia.

será que misturam e masterizam a "olho" ? :D

  

O Terry Manning deu a "pré-resposta" a esse teu post ^_^

Fez isto sem ouvir:

 

Está aqui a história dessa mistura, escrita pelo próprio:

Citação

About five years ago, I was mixing an album here at Compass Point for Capitol Records.  I was in our Studio B, on an SSL 4048.  The group's material was totally unknown to me, and I would only hear each song for the first time just as we started to mix each one.

The producer (and engineer) of the material was an acquaintance whom I had known for some time; he was also an excellent studio musician, and an actual member of this group.  Because he was an engineer and producer as well as I, with his own 24 track studio, we would often discuss various aspects of tracking, mixing and production; one day while we were talking about mixing, I made certain comments about the way I approached a mix, which my friend found to be slightly off base relative to the way he approached that task.  One thing led to another, and before long, for whatever reason, I had made several statements which he believed to be exaggerations.  So I went even a bit further, and stated to him that I was so well practiced in mixing, having done so many for so long, that I didn't even need to hear the song to get a decent mix.  When he snorted that this was ridiculous, how could this be possible, I said I could tell what to do by just looking at the meters, and that I could do it in a mere fifteen minutes!  (Of course I was exaggerating by this time, to try to push him a bit over the edge.)  But he took it to heart, and was outraged at the thought that I, or anyone, could properly mix without hearing what one was doing.

Well, having gone this far into the absurd conversation, I couldn't back down.  He insisted that I take back what I had said, or prove it; he made a bet with me that it was impossible.

So I had no choice but to follow through.  I told him to pick any song he wanted to, of the ones still left to mix.  He knew full well that I had not heard these songs in any form before.  We disconnected all monitor speakers and had them removed from the room.  All track charts were likewise taken away.

I promised that I would perform a decent mix, with levels and panning properly placed, and equalisation, compression, and reverb alloted where needed to the correct instruments or vocals in a reasonable manner; I was to record this mix to a Dat tape for playback.  I did insist that he leave the room so as not to distract me; TOTAL CONCENTRATION was going to be required!  So our technician and assistant engineer, Osie Bowe, was stationed in the room to police the situation, to make sure that I did not cheat in any way (such as by using headphones).  Since everyone trusts Osie, this was totally acceptable to him.  Of course, by now word had spread, and the whole band was anxiously awaiting the outcome.

The clock was started, and off I went.  (It was only later that I found out that he had purposely chosen a song which he felt was different than any other on the album, and on which the tracking [what sound was on what track] was different than any I had previously mixed for them.  Using the meters only, I deduced what instruments or vocals were what, and placed levels and panning according to what I thought they might be.  I added reverb to certain things, as well as a bit of EQ and compression.  I did level changes based on what the meters told me, and what section of the song I thought we were in.  I was ready to "go to tape" in just under 12 minutes, which was a good thing, as the song was just over 3 minutes long.  The final chord went to tape exactly at the fifteen minute mark, as I carefully lowered the master fader for a smooth ending (I hoped!)  Oh, I also had made a total recall save.

Everyone filed in to hear the results.  The Genelec monitors were returned, and the tape replay chosen on the monitor matrix. Then for the first time, I heard the actual song I had just mixed!  Fortunately, so did everyone else.  Because after one listen, we made about two tiny changes, and printed it to 1/2' so we could go on to the next song.

I still have that Dat.

Terry Manning @ Prosoundweb.com

 

Se lerem com atenção, podem verificar que é uma mistura feita sem ouvir o som, sem ver pistas pois são 24 pistas analógicas, em fita, só a olhar para os VUs e feita em 15 minutos.

Aí está: mestres.

 

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paulosergio    401
há 2 horas, resolectric disse:

O Terry Manning deu a "pré-resposta" a esse teu post ^_^

Fez isto sem ouvir:

 

Está aqui a história dessa mistura, escrita pelo próprio:

 

Se lerem com atenção, podem verificar que é uma mistura feita sem ouvir o som, sem ver pistas pois são 24 pistas analógicas, em fita, só a olhar para os VUs e feita em 15 minutos.

Aí está: mestres.

 

Like i said...;)

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stratocosta    3684
On 13/10/2018 at 15:11, resolectric disse:

O Terry Manning deu a "pré-resposta" a esse teu post ^_^

Fez isto sem ouvir:

 

Está aqui a história dessa mistura, escrita pelo próprio:

 

Se lerem com atenção, podem verificar que é uma mistura feita sem ouvir o som, sem ver pistas pois são 24 pistas analógicas, em fita, só a olhar para os VUs e feita em 15 minutos.

Aí está: mestres.

 

Hoje seria impossível , porque em vez de 24 pistas ia ter de misturar/filtrar  240 pistas :D

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hypermnesium    1184
On 10/11/2018 at 16:46, paulosergio disse:

Agora, no fundo preocupo-me mesmo é com o som que sai das colunas. Se sair um novo álbum dos U2, não vou a correr à FNAC comprar o vinil. Mas respeito claro a tendência revivalista ou saudosista ou qq que seja...

Queria pegar nisto, apesar de achar que se sair um novo disco dos U2 não vale a pena sequer escrever U2 no spotify :P, quase todos os discos novos que tenho comprado, vem com um link para fazer o download em formato digital desse mesmo disco. Ou seja, é um dois em um, Mp3 para portabilidade e vinil para estar tranquilo em casa a ouvir o disco.

Quanto á aparelhagem em si, não precisas de gastar 10k € para ouvires um vinil, longe disso. Há soluções bastante decentes a preços muito mais acessíveis. Se há diferenças entre uma grande aparelhagem cara e uma aparelhagem mais modesta? Obviamente, da mesma forma que há diferenças entre uma Squier e uma Suhr, ambas tocam, mas não soam igual, o que não quer dizer que com um setup adequado, não saques um som bastante aceitável da Squier. Além disso, uma má aparelhagem, soará mal seja com Vinil, CD, MP3 e até com rádio.

Outra coisa importante e que já se comentou, o formato interessa mas não é o mais importante, é preciso uma boa produção. Como exemplo, Pearl Jam - Ten, a reedição em vinil é penosa, péssimo remaster e honestamente, é um desperdício de material aquele vinil.

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