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pgranadas    2102
há 12 minutos, stratocosta disse:

de repente até pensei que já estavas tipo o Vai a inventar escalas só dele :rolleyes:

Já estive mais longe, lol, mas depois era jazz.:D

p.s. Tinha um amigo meu, que quando se enganava e alguém dizia algo, o gajo respondia. "Mas que porra pá, um gajo faz um pouco de jazz e vocês, seus incultos, começam logo a mandar bitaites"

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Antonio    362

Claro que aulas com o bom professor são uma ajuda ENORME!

Dito isto, acho que hoje em dia quase toda a gente estuda ao contrario... Vão ao YT ver vídeos de exercícios, escalas, teoria, etc... O segredo, na minha opinião é fazer ao contrario, é tocar musicas, de preferência de ouvido e depois pesquisar as técnicas que faltam para a conseguir tocar na perfeição e pesquisar a teoria para analisar o tema e perceber porque soa como soa. 

Em todas as entrevistas de guitarristas auto-didactas que vi (estou a falar de Guthrie Govan e calibres similares), eles referem que a maior parte do tempo de treino e aprendizagem foi feito a sacar de ouvido os temas que eles gostavam.

 

   

 

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Payko    6

Este e aquele tipo de assunto que me "assusta" um bocado sendo iniciando, ou tocando como tal. Ha tanta coisa por ai e tanta tecnica a aprender que chego a um ponto e nao sei para onde me virar, os acordes basicos eu sei E, A, D, G, C and so on, mas dps aplicar ou conseguir sacar algo dai, ou ate mm tirar uma musica de ouvido e algo que nao consigo de todo.. Eu sei, e sempre ouvi dizer que a mt pratica leva a perfeicao mas ha certos detalhes que para mim parecem "impossiveis" sendo q com muito treino nada e impossivel. Se acho que preciso de alguem que me oriente pelo menos nesta altura inicial? Sim.. So falta encontrar quem xD

 

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xtech    2773

Ter quem "oriente" no início ajuda a cortar muito caminho. Ter aulas de guitarra com um bom professor é meio caminho andado para tocar bem.

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F.Coelho    127

Andei a "vasculhar" nos tópicos do fórum e encontrei este que me parece um tema muito interessante e importante e sempre actual para quem se vai iniciar na guitarra eléctrica.

Vou dar a minha opinião e experiência pessoal. Em primeiro lugar quero afirmar que, tendo em conta o conhecimento que tenho vindo a adquirir, estou a entrar no nível intermédio. E por outro lado, tenho sido, na maior parte do tempo um auto-didacta. Espero que o meu post sirva para que outros entusiastas não cometam os erros que cometi e que aproveitem as coisas boas de que falo.

Sempre toquei guitarra clássica como hobby, umas vezes mais, outras nem tanto e outras mesmo nada, conforme a família e a vida profissional me deixava.

Há cerca de 10 anos comprei a minha primeira guitarra eléctrica e dediquei-me um pouco, tendo por base o livro "Creative Guitar 1" de Guthrie Govan. O livro é um bom guia, mas só fazer escalas e riff's é aborrecido. Na altura tive dificuldades em encontrar material para tocar tendo-me socorrido do site Songterr para a muito custo extrair músicas e cheguei a comprar uns livros e pedir cópias de temas. Cheguei a "arranhar" uns temas do Gary Moore e outros, mas nas partes mais rápidas a "coisa" não saía lá muito bem.

Fui para uma escola de música. Estive lá 4 meses. Não gostei. As aulas eram mistas. Não havia método. O professor só lá estava por estar. Não aprendi nada e só gastei dinheiro. Desisti quando o professor me amandou um tema para cima, de difícil execução, quase a título "Enquanto te engasgas com isso não me chateias".

Pus a guitarra eléctrica de lado e voltei à clássica, onde ao fim de alguns anos já ia tocando uns temas (a vantagem da guitarra clássica é que é completa; toca-se um tema do princípio ao fim sem esperar que seja agora a altura de entrar; dispensa backtrackings)

O que sentia até aquele momento foi alguma frustração, pois se era capaz de tocar clássica porquê não tocar eléctrica?

Há cerca de 5 anos atrás, agarrei-me novamente à eléctrica. Por essa altura já tinha navegado mais na net e tinha comprado o livro "Creative Guitar 2" de Guthrie Govan. Sempre autodidacta, empenhei-me mais na teoria, nas escalas, nos modos... e deixei o tocar mais para segundo plano. Iniciei um programa de aumento de velocidade de técnica. Comprei umas aulas na escola Villas Boas que me serviu para fazer um ponto de situação.

Após isso, e mais por uma questão de poder interagir, por um acaso, voltei a ter aulas numa escola, durante 15 meses (um ano lectivo e meio). Não posso dizer que não aprendi. Mas também não posso dizer que evoluí por aí. Mais uma vez me deparei com falta de método, ou dito de outra forma, o método era ir avançando em tocar músicas segundo dossiers (havia várias cópias e a evolução dos alunos era segundo o número do dossier em que iam). Os alunos estavam juntos por questões de horário e não por níveis de performance. E assim era comum haver um leque de idades que ia desde os infantis até aos seniores. Mais tarde optei por aulas individuais, mas comecei a ver que ter uma aula semanal era demais. Quando se chega a um determinado nível, o ideal é praticar muito sozinho e, mais ou menos, uma vez por ano comprar um pacote de aulas com um professor experiente para nos situarmos a nós próprios.

Perdi cerca de um ano a tocar temas da Art School com um erro enorme que já detalho. A teoria era praticamente inexistente, a não ser quando se perguntava algo. O professor era muito bom, quer na parte teórica quer na prática. No entanto as tarefas administrativas e de  gestão da escola a par de uma automatização da forma de dar aulas influenciaram a forma de formação, de forma negativa.

Foram dados um ou outro exercício para a velocidade, mas sem objectivos e sem controlo. A passagem de um tema para o outro era feita logo que a coisa estava mais ou menos.

Já tinha exercitado o alternate picking, o legato e o sweep. Mas considerava que só o alternate picking é que "valia".

No segundo ano, continuando com as buscas permanentes na net, e com a introdução de novos temas na escola tive um "back no coração". E agora conto o imenso erro e as suas consequências:

1. Não se pode tocar guitarra eléctrica como se toca clássica;

2. Andava já há bastante tempo a fazer erradamente a técnica de alternate picking e nenhum dos professores me alertaram para o facto;

3. A velocidade que tinha obtido, tinha sido a muito custo de força em vez de técnica;

4. As técnicas de legato e sweep são importantíssimas e só ao fim de tanto tempo, não só me apercebi disso, como também tive consciência das asneiras feitas e do tempo desperdiçado.

Actualmente, tenho mais tempo disponível e estou a tentar recuperar o "tempo perdido". No meu caso acho que o facto de ter tocado clássica me prejudicou na eléctrica a par da falta de sensibilidade (ou então foi tudo propositado tendo em conta o "maldito" lucro) dos professores. Hoje pego nos exercícios que me foram dados nas aulas e executo-os bem e penso "Como é que o professor nada dizia quando fazia tanta asneirada?"

Voltando atrás no tempo, penso que deveria ter tido um professor que:

1. Me fizesse um ponto de situação quanto a técnicas de execução e quanto a conhecimentos de teoria musical;

2. Me corrigisse as "deformações" trazidas da guitarra clássica;

3. Estabelecesse um plano com objectivos a alcançar durante 1, 2, 3 ... anos, quanto a técnicas e execução de composições padrão;

4. Estabelecesse mecanismos de controlo e de motivação, com interacções entre alunos da escola, com outros instrumentos.

Passei por uma má experiência. E para quem pensa ir para uma escola de música pense um bocado naquilo que escrevi.

Agora outra coisa muito importante. 10.000 HORAS!!!

Para quem quer vir a ser músico ( ou singrar noutra profissão qualquer), existem estudos concretos que evidenciam que o número de 10.000 horas de prática e estudo é o referencial para lá chegar (são cerca de 3 horas diárias, por cada dia de um ano, pelo período de 10 anos consecutivos, com trabalho intenso).

Se for para tocar umas "modinhas" a escola por onde andei, ou outras iguais, servem perfeitamente. Tocas umas "modinhas" durante uns tempos. Depois arranjas trabalho e vives a vida um pouco ao sabor dele e da família, se for o caso. E pode ser que um dia voltes ao instrumento, pois nem tudo é mau, "o bichinho" sempre lá ficou.

Se por outro lado, queres avançar para outros domínios, lembra-te das 10.000 horas. E deixa lá isso de tocar "modinhas" ou outras coisas quaisquer. Terás no futuro muito tempo para isso. Aprende fundamentalmente a dominar as técnicas, teoria musical e treino de ouvido. Aprende a conhecer o teu instrumento. Para isso, "investe" num bom professor (pelo menos até arranjares asas para voar - disse voar, as acrobacias vêem com o teu engenho). Ele que seja exigente contigo. E dá-lhe troco na mesma moeda. Se ele não for exigente, desconfia e talvez seja altura de bateres a outra porta.

E acima de tudo, muita improvisação como complemento à aprendizagem.

Tudo o resto, virá com a perícia adquirida.

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LuisEmanuel    259

Não concordo com a questão dos "defeitos" da guitarra clássica. Acho que são preconceitos que se criam. Os mesmo preconceitos existem nos guitarristas clássicos face à guitarra elétrica. Há adaptações que fazemos à técnica no que respeita a cada tipo de guitarra mas não "defeitos de uma para a outra". A técnica bem trabalhada, na minha opinião, serve para ambas as guitarras.

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F.Coelho    127
há 2 horas, LuisEmanuel disse:

Não concordo com a questão dos "defeitos" da guitarra clássica.

Da minha experiência considero que será mais fácil para quem toca guitarra eléctrica se adaptar à clássica, do que o contrário.

O da eléctrica tem mais agilidade na mão que trabalha na escala. O da clássica tem mais agilidade na mão que dedilha.

Penso que é mais fácil alcançar um bom nível no dedilhar do que no solo.

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rubenf96    3

Boas @Marcelo Félix

De facto tens aqui boas opnioes onde te podes focar, como opnião pessoal considero que acima de tudo é necessario ouvir uma quantidade de musica aceitavel e tentares ouvir ao máximo aquilo que gostas, guitarristas que valorizas e que tenham uma sonoridade que te agrada, depois disso tentas sacar os licks que vais gostando e te vão cativando isso a longo prazo vai-te motivar e vai fazer com que evoluas tecnicamente... muitos guitarristas focam-se horas a fazer exercicios pra ganhar velocidade e melhorar a tecnica e depois não usam 95% do que aprendem, e isso a longo prazo é mais perda de tempo do que progresso a meu ver. Obvio que será necessário alternares com o estudo da tecnica em questão pra acompanhares o teu progresso tanto de ouvido como de tecnica.

Tanto isso que uma maior conexao com a musica em geral vai-te dar mais liberdade de entenderes cada instrumento em geral e maior criatividade no final do dia, visto que ninguem cria nada apartir do zero, temos sempre de ter um preconceito de algo!

Um bom professor é sempre bom caso, e refira-se, seja um BOM professor, o que há poucos, e pra quem tem a oportunidade de conhecer um é extremamente vantajoso.
No que se refere a ser-se ''auto-didata'' temos sempre o tipo problema - dependemos de nós... e isso é tramado, porque temos de ter noçao que o processo de aprendizagem tem uma especie de ordem especifica e com alguem a acompanhar-nos é mais facil de estruturar esse tal plano.

Espero ter ajudado e como é obvio, é só a minha humilde opnião, mas exprimenta, perder nao perdes nada! :yes:
 

On 22/08/2017 at 01:38, Payko disse:

os acordes basicos eu sei E, A, D, G, C and so on, mas dps aplicar ou conseguir sacar algo dai, ou ate mm tirar uma musica de ouvido e algo que nao consigo de todo..

No inicio é complicado, tanto isso que nao temos muito preconceito do som da guitarra, mas com o tempo o som de cada acorde vai-se tornar cada vez mais familiar o que vai permitir ter uma maior noçao da sonoridade da guitarra. Existem recursos que te facilitam bastante nesse processo de tirar uma musica de ouvido tal como os ''campos harmonicos'', já que só uma a cada 10 mil pessoas tem ouvido absoluto, cabe-nos a nós treinar o nosso ouvido relativo, com pratica e dedicação...

Abraço!

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