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pgranadas

Auscultadores como Monitores de Estúdio



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pgranadas    2313

Estou a ponderar comprar mais um par de auscultadores, e se possível, gostava de ouvir as vossas sugestões.

O objectivo é servirem como monitores de estúdio para complementar e ajudar na mistura das musicas, e gostaria de algo entre os 100€ a 200€.

A razão é que esprimentei uns Bose e ...bom.....cheguei à conclusão que precisava de uns. Mas ficam um pouco acima do que gostaria de investir.

Mas como Bose é Hifi, e cobram-se bem pelas 4 letras, pode ser que se encontre algo tão bom, ou quem sabe, melhor, nesta gama de preços. Pelo menos não custa tentar.

Sugestões?

 

Outra questão, reparei ao consultar um site, que existe os Beyerdynamic DT 770 PRO, em versão de 32 Ohm, 80 e 250 Ohm. Qual é a diferença? Que implica em termos práticos, estas diferenças de resistência? Altera a qualidade, o volume, ou tem a ver com algo mais?

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Desventrar    1018

Uns phones da Bose são a coisa menos linear do mundo, tens a certeza que queres uns phones para usar como monitores?

Recomendo-te os Audio Technica ATH-M50x, são os melhores 155€ que vais gastar na vida.

Em relação às impedâncias, na teoria a única coisa que varia é a eficiência que o teu amplificador tem que ter para alimentar os phones, tal e qual como uma coluna mas na prática segundo alguns entendidos os Beyer de 250Ohms soam muito mais lineares do que as outras versões embora precisem de ser alimentados com mais power. Eu não testei isto, é conhecimento da net.

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pgranadas    2313
há 1 hora, Desventrar disse:

tens a certeza que queres uns phones para usar como monitores?

Vou por a coisa por outro lado. Preciso mesmo de uns bons headphones. O meu espaço é péssimo em acústica e não posso fazer nada para o melhorar, as colunas estão mal posicionadas, e mais uma vez, a única coisa que posso fazer, é mudar de casa, mas não está fácil o conseguir. Por isso, e porque me tenho dedicado a misturar o que tenho feito, preciso mesmo de uma boa escuta.

Os Bose, alertaram-me para o facto, de que uns bons headphones resolveria possívelmente alguns dos meus problemas. Já li muito bem dos AT que referes, mas são fechados, e aparentemente para misturar os abertos seriam uma melhor opção, se bem que o que afirmas estar 100% correcto, são uma excelente aquisição. Apenas quero despistar ao máximo, se não conseguirei algo melhor para o efeito que quero.

Ja li também sobre os Beyerdynamic DT 880, e tem algo que me agrada, que é o facto de se poder mudar o cabo e os pads, mostrando que são feitos para durar.

Também li um artigo que mete os AKG K 701 no pódio. Mas lá está, gostava de reunir o máximo de info possível, antes de atacar.

Obrigado @Desventrar.

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goatboy    34

Eu tenho esses AKG. São porreiros em termos de definição de som e muito neutros. A única coisa que sinto que não está tão lá são os graves, que me parecem um pouco anémicos.

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xtech    2970
há 3 horas, pgranadas disse:

O meu espaço é péssimo em acústica e não posso fazer nada para o melhorar, as colunas estão mal posicionadas, e mais uma vez, a única coisa que posso fazer, é mudar de casa, mas não está fácil o conseguir.

Fazes muito bem. Eu se fosse hoje provavelmente tinha gasto o dinheiro dos monitores nuns bons fones, pelos mesmos motivos que tu.

Obviamente que além de recomendar aqueles com uma resposta em frequência mais flat possível, recomendo-te que escolhas semi abertos caso contrário vão-te cansar fisicamente.

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pgranadas    2313
há 56 minutos, goatboy disse:

Eu tenho esses AKG. São porreiros em termos de definição de som e muito neutros. A única coisa que sinto que não está tão lá são os graves, que me parecem um pouco anémicos.

Isso é normal em headphones para estes propósitos. Uma das coisas que li hoje, é que alguns modelos pronunciam muito os graves, pelo facto de normalmente isso ser algo mais sentido, que ouvido, mas depois as frequências médias ficam adulteradas, o que os torna maus para mistura. Esse tipo de headphones tornam uma escuta musical agradável, mas não transparente.

esses AKG, apesar de terem boas críticas, teem algo, ou melhor, a falta de algo, que neste nível de investimento acho imprescindível. A possibilidade de mudar o cabo e os pads fácilmente. No caso do cabo, não dá mesmo para mudar, e há modelos que permitem isso com muita facilidade. E sendo algo que por experiência, sei que acontece, prefiro um modelo que o permita.

Mas obrigado pela dica @goatboy

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goatboy    34

Sim, o pessoal não tem noção do exagerados que os graves estão nos phones normais até ouvir com uns de referência. Mas mesmo assim, já comparei com os que um colega meu usa para mistura (são uns shure, já não me lembro do modelo) e continuo a achar que os graves dos akgs ficam um pouco aquém. Não é nada de dramático, mas o que acaba por acontecer é a minha primeira mistura sair sempre com um pouco de baixo a mais. Depois tenho de rodar uns quantos phones e colunas até afinar a coisa, mas suponho que isso seja o pão nosso do engenheiro de som. :D

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pgranadas    2313
há 6 horas, goatboy disse:

suponho que isso seja o pão nosso do engenheiro de som

De certa forma, mas o ideal é conhecermos bem a nossa escuta. Ouvir tudo o que seja música, sempre pelo mesmo sistema, para "educar" os nossos ouvidos. Para quem trabalha em estúdio tido o dia, é um must, para quem tem a música como hobby e anda de um lado para o outro entre casa e trabalho, praticamente impossível.

Outra forma relativamente eficaz, é usar uma música como referência.

Imagina que gostas muito da forma como soa determinado tema de um artista famoso, e que a tua música é dentro desse estilo. Fazes uma comparação A/B entre os dois, aproximas o teu ao do artista famoso, e possivelmente estarás mais perto do que pretendes. Esta aprendi no YouTube...lol

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jorgeteixeira    1248

Uso há uns anos uns Sony MDR 7506, que são bem bons. Já não me recordo quanto paguei por eles, mas não foi nada de extraordinário.

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resolectric    1216
On 20/05/2017 at 15:47, Desventrar disse:

...

Recomendo-te os Audio Technica ATH-M50x, são os melhores 155€ que vais gastar na vida.

...

Também recomendo.

No estúdio tenho vários do modelo anterior (ATH M40 e ATH D40) e tal como os M50, são excelentes.
Os earpads também são substituíveis mas não os cabos o que, para auscultadores de cabine (leia-se: nas mãos dos músicos) pode ser uma vantagem. O cabo desliga-se com um puxão pelo que, passaria a vida a religar o cabo dos auscultadores aos guitarristas que, sem se mexerem, conseguem enrolá-lo à volta das pernas, cadeiras, pedais, amps... sem se mexerem. Magia de guitarristas! :D

Pondo esses detalhes de parte, os ATH M50 soam mesmo muito bem mas atenção a um detalhe: tanto nos M50 como nos M40 o som que têm em novos favorece demasiadamente os graves. Ao fim de uma dúzia de horas a "bombarem", tornam-se bastante mais lineares e uma referência muito mais fiável.
Portanto, se os testares, novos, numa loja, vão-te soar desequilibrados.

Aconselho a que esse período de "queima" seja feito com os mesmos pousados numa mesa e não nas orelhas. Por uma questão de poupança dos tímpanos.
Esta situação de "favorecimento dos graves" não acontece com os D40 que são desenhados exactamente para favorecerem os graves. Muito úteis para dar monição a baixistas e a bateristas. Infelizmente foram descontinuados pela Audio-Technica.

Em termos de comparação, para não andares agora aflito à procura de M40s (uma vez que já não existem) os M50 são substitutos directos dos M40 e até têm melhor aspecto. Só não gosto do cabo destacável.

 

 

On 21/05/2017 at 04:40, pgranadas disse:

De certa forma, mas o ideal é conhecermos bem a nossa escuta. Ouvir tudo o que seja música, sempre pelo mesmo sistema, para "educar" os nossos ouvidos. Para quem trabalha em estúdio tido o dia, é um must, para quem tem a música como hobby e anda de um lado para o outro entre casa e trabalho, praticamente impossível.

Outra forma relativamente eficaz, é usar uma música como referência.

...

Absolutamente de acordo!
Isto é um dos 10 Mandamentos do Técnico/Produtor/Engenheiro de som (ou chamem-nos lá o que quiserem)!

Sem se ouvir música nos monitores/colunas em que se vai gravar ou misturar, não é possível ter a noção do equilíbrio do som.
Sempre que vou trabalhar a algum estúdio que não o meu, levo o meu CD de referência para pôr a tocar na monição que vou usar. Enquanto faço o "levantamento" dos equipamentos e da forma como estão ligadas as coisas que terei de usar, o meu CD de referência vai tocando.

Faço o mesmo quando faço som ao vivo. Levo o meu CD de referência para equilibrar o PA.

Depois disso, eu estou equalizado e posso manipular o som à vontade.

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