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Ser profissional da música com dificuldades ou como tê-la hobby e viver bem?



O que preferes?  

39 votos

  1. 1. Prefiro...

    • ...ter profissional da musica em exclusivo e viver com dificuldades
    • ...ter outra profissão, tocar como hobby e viver bem


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pgranadas    2553

Eu queria mesmo, era viver da música e ganhar o suficiente para não ter de contar tostões. Aí sim, era um gajo feliz.

EDIT: Mais feliz, seria o mais correcto....

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stratocosta    4165

 essa pirâmide tá toda errada , sexo era no topo :nojento:

 não ser músico profissional não equivale automaticamente a ser um músico frustrado.

não foi o Carlos Paredes que  disse que se fosse profissional não podia fazer a música que gostava ?

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deadpoet    1761
há 2 horas, pipes disse:

Então e quem tem dificuldades e não vive da música? E quem vive da música e vive bem?

Eu por exemplo não vivo da música e não ganho um charuto! Mal por mal, secalhar deveria concentrar-me naquilo que mais gosto, lol

então sr arquiteto?! :D

Escolhi a segunda... mas não vivo bem o suficiente para fazer coleção de gear! :ph34r:

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paulosergio    401

No meu caso, não tive hipóteses sequer de escolher. Felizmente tive uma pequena concertina em casa onde comecei a tocar desde muito cedo. Lá para os 15 anos apareceu lá em casa uma espécie de guitarra (se é que se podia chamar aquilo de guitarra), que um dos meus irmão lá deixou e eu lá comecei a arranhar aquilo.

Acontece que nunca tive aulas, nem sequer podia pensar nisso, pois os meus pais não tinham dinheiro para dispensar nisso. Bem eu sonhava em comprar uma guitarra elétrica, mas quê, não havia possibilidades. Se tivesse sido possível, teria estudado música que seria o caminho para quem quisesse fazer disso profissão. Provavelmente viveria em piores condições financeiras, mas teria sido a minha opção, provavelmente.

Mas por outro lado, constitui família, tenho uma bela casa e posso sempre dedicar-me à música nos tempos livres, sem stress, sem obrigações. Se fosse profissional, poderia deixar de gostar tanto de música.

 

 

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Bem, parece que fui dos poucos a escolher a 1ª opção...

Passando a explicar:

Comecei pelo piano, aos 10/11 anos de idade. O ensino clássico, na altura, não me cativou e desisti, passado algum tempo. 

Uns tempos depois, quis aprender a tocar guitarra. Já sabia umas coisas e decidi ter aulas numa escola de música. Devo ter estado lá uns 4 anos. Tinha um bom ouvido e aprendia facilmente músicas novas.

Depois, veio um ponto importante no meu percurso. Até àquele momento, achava que havia dois tipos de músicos: os normais e os "deuses", músicos que tinham uma benção qualquer e pronto, não se podia chegar lá. Até que um dia, pensei: "Bolas, eu também quero tocar assim!". E comecei a dedicar-me mais. Praticava bastante, tentava aprender todas as técnicas e tinha gosto por exercícios, mesmo aqueles muito repetitivos. Depois, humilde, achei que precisava de voltar a ter aulas novamente, no sentido de conseguir ultrapassar algumas dificuldades. Tive aulas com o mestre Luís Moreno, durante pouco mais de 1 ano. Serviu para desbloquear imensas limitações que tinha, aprender aspectos teóricos importantes e desenvolver a técnica. Pelo meus vinte e tal anos, humildade à parte, tinha uma técnica muito boa, tocava bastante rápido e certinho. Conhecia bastante de teoria e, pouco depois, comecei a dar aulas, sendo que isso foi muito importante para o meu desenvolvimento (tocar coisas diferentes, lidar com questões dos alunos, aprender a tocar músicas novas na hora e de ouvido). Para além do curso superior, dar aulas era a minha grande actividade. Vivi apenas disso durante uns anos.

Contingências da vida, há uns anos atrás, acabei por ter um emprego "normal". Foi interessante, ao início. É uma área que também me interessa e sou bom a fazê-lo. Mas, rapidamente, senti que o meu lugar não era ali. Imensas vezes, durante o dia, dava-me aquela vontade de pegar na guitarra e não podia. Sentia-me mal, "castrado" e a perguntar-me o que fazia ali.

Há poucas semanas, tomei uma decisão importante: despedi-me! Já não dava mais... É verdade que tenho tido uma segurança financeira que nunca tive até aqui, mas os custos, por outro lado, são demasiado elevados. Não estava feliz. Ao mesmo tempo, senti que era o momento de arriscar.

Não tenho grandes ilusões: sei que não sou um fora-de-série e que o mundo da música é cruel. No entanto, tendo a experiência recente, acho que prefiro ser pobre a fazer aquilo que gosto, do que rico e infeliz."Do what you love, love what you do". Sei que isto não faz muito sentido para algumas pessoas, para mim faz...

 

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xtech    3323

@Bruno Petrucci muito interessante a tua experiência! Persistência e coragem de seguir sempre o caminho por onde mais gostas, seja na aprendizagem, seja na vida profissional. Um bom exemplo!

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miguelmatos    7
há 18 horas, stratocosta disse:

viver com dificuldades ?

que raio de objectivo de vida é esse ? :D

Na minha opinião acho que é mesmo por aqui. É muito difícil escolher a opção 1 porque viver com dificuldades não é sinónimo de felicidade e a busca pela felicidade está na base das nossas escolhas no dia-a-dia. Por outro lado é possível viver da música mas é  preciso ter-se noção de que é um trabalho exigente para se ganhar algum dinheiro: é preciso saber-se fazer um pouco de tudo, viajar muito, ter uma boa rede de contactos, ter diferentes projetos, etc etc... Mas quem corre por gosto não cansa. :)

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LuisEmanuel    295

Olá Malta!

A minha experiência também vai um bocado contra o percurso da maioria e votei na primeira hipótese.

Tal como o @Bruno Petrucci, cedo percebi que eu era feliz era na música. Parece uma frase feita mas a verdade é que, ao contrário da maioria da malta com quem comecei a lidar na música, eu tenho sempre este "bichinho" que me faz sempre querer aprofundar-me na música, querer saber mais, querer chegar a mais... Não sei explicar convenientemente.

E pus na cabeça, desde há vários anos, que, quase de certeza, nunca vou ser um músico de grandes palcos, concertos incríveis a ganhar milhões. Vou ter de me ajeitar com o dinheiro que conseguir, mas vou viver da música! É claro que, ao dizer que vou viver da música, não significa que não vou procurar rendimentos estáveis. Por isso comecei a dar aulas e, dentro da música, procuro sempre ter rendimentos dentro do possível. Tenho passado a minha vida a estudar (literalmente) com esse objetivo. Do treino em casa passei para aulas de guitarra, daí para conservatório, licenciatura, mestrado... O dinheiro não abunda mas consegui constituir família e tenho conseguido viver assim... Quase de certeza que teria uma vida financeira muito mais folgada se tivesse tirado um curso "com mais saídas" e não teria de trabalhar todos os dias até tão tarde. Mas seria tão feliz? Novamente parece frase feita mas a verdade é que posso não conseguir ir passear ao estrangeiro todos os anos mas trabalho no que gosto! Posso não dar concertos milionários mas, ao menos, trabalho no que gosto! (E, modéstia à parte, já poder dizê-lo é, para mim, uma conquista!)

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há 7 horas, xtech disse:

@Bruno Petrucci muito interessante a tua experiência! Persistência e coragem de seguir sempre o caminho por onde mais gostas, seja na aprendizagem, seja na vida profissional. Um bom exemplo!

Obrigado. A maioria das pessoas diz que sou louco... que seja! :D

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