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The slow, secret death of the six-string electric. And why you should care.



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ncarmona    580

O facto de se terem vendido 1,5 milhões de unidades de um produto e agora "só" 1 milhão não dita a morte desse mercado. Deixa é de haver espaço para tanto fabricante.. ou melhor, para tantos fabricantes de grande tiragens.

Acho que, especialmente com a Internet, os mercados se estão a fragmentar. No campo da guitarra, nunca vimos tanta variedade de guitarras, pedais e amplificadores. Isso implica que a lógica "fordiana" de produzir um produto homogéneo em massa para conseguir um preço baixo e margens interessantes para o fabricante deixou de ser válida. Os consumidores também vão sendo mais exigentes e graças à maior difusão de informação na internet percebem que os grandes fabricantes clássicos (ainda) estão a oferecer um produto caro para a qualidade que oferecem e isso já os obrigou a pôr-se "em sentido". Hoje tudo começa a funcionar mais na lógica de nicho ou de boutique. Vejam as pedalboards que há pelo mundo inteiro e a dificuldade (ou impossibilidade) de encontrar duas iguais.

Como alguém referiu, o mercado de segunda mão está mais fluido do que nunca e isso não ajuda os fabricantes.

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pgranadas    2553
há 45 minutos, ncarmona disse:

Dá para pegar numa Ibanez S  versão HSS e pô-la a soar muito próximo de uma SSS...

Tens toda a razão, e estava precisamente a ver a SA1060, que ainda por cima vem com Seymour Ducan's.

Tá-me a começar a dar uma comichão do catano de repente....

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xtech    3323

Se as guitarras não se estragam com a idade, se os amps e os pedais também não, em teoria o mercado cada vez fica mais saturado. Isto fez-me lembrar um anúncio genial da Gibson de há muitos anos atrás que aparecia nas revistas de material, a "atingir" quem já tinha uma Gibson. A ideia era "já tens uma Gibson? então compra outra":

CARL_04890_6681512A.JPG

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John10    678
há 1 hora, xtech disse:

A ideia era "já tens uma Gibson? então compra outra":

Pois, mas o problema é que isto só é para dois grupos.

-Para os vetaranos do Gear que de facto notam diferenças no som de madeiras, coisas que, sinceramente, maior parte das pessoas não apanha.

-Para os fanáticos da marca que comprar montes de modelos porque são fiéis.

Agora a vender Standards a quase 2000€ quando ainda por cima muito pessoal queixa-se da construção...

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stratocosta    4165
há 8 horas, John10 disse:

Pois, mas o problema é que isto só é para dois grupos.

-Para os vetaranos do Gear que de facto notam diferenças no som de madeiras, coisas que, sinceramente, maior parte das pessoas não apanha.

-Para os fanáticos da marca que comprar montes de modelos porque são fiéis.

Agora a vender Standards a quase 2000€ quando ainda por cima muito pessoal queixa-se da construção...

é só um grupo: malta com muito dinheiro para esturrar ;)

nada contra, há vícios piores.  

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hypermnesium    1188

Um bom artigo e um bom retrato da indústria neste momento.

Apesar de concordar que o mercado de usados está cada vez mais forte, não acho que justifique a quebra de facturação das marcas, é preciso ter em conta que por exemplo, nos EUA o negócio de usados sempre foi bastante forte, das pawn shops ao ebay, o mercado de usados sempre teve um peso importante. 

O declínio das vendas deve-se, para mim, em estratégias falhadas das grandes marcas, das tecnologias que ninguém queria ao inundar o mercado com uma quantidade obscena de modelos, acabaram por desvalorizar as próprias marcas e no facto da música que consumimos ter mudado. Quantos modelos de Fender Strat realmente precisamos no mercado? E Les Paul? Há modelos tão parecidos entre eles que realmente se justifica a existência deles no mercado ao mesmo tempo?

Nos últimos anos, houve de facto uma mudança na música que se consome, a guitarra passou de ser o instrumento preponderante nos anos 60,70 e 80 a passar a ser algo secundário a partir dos 90. Nos 90, os miúdos queriam tocar guitarra, queriam tocar Xutos, Nirvana, Metallica e por aí fora, não me lembro de conhecer nenhum puto que quisesse ser DJ, ao contrário do que se passa nos dias de hoje.

A boa notícia é, o mercado não vai desaparecer, o que eu acho que é preciso entender é que o boom que esta indústria teve no passado foi exactamente isso, um boom e não um crescimento sustentado, o mercado agora está a normalizar-se. No futuro pode ser que sofra outro boom, ou não, isso é complicado de prever, mas o mercado não desaparecerá.

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RuiB    31

As vendas de guitarras caíram porque a industria musical foi sendo vitima, tal como muitas outras industrias, da lei do mais forte, onde as maiores iam engolindo as mais pequenas, até que chegámos ao ponto em que estamos, onde meia duzia de fundos de investimento controlam diria que 90% de todas as marcas de renome ligadas ao mundo das artes e aos direitos comerciais. Através de um sistema de pirâmide estes tipos controlam toda a industrial audiovisual.

O conceito de bandas e artistas serem descobertos por uma qualquer editora independente e mesmo assim poderem atingir sucesso mundial morreu. Os meios de comunicação e publicidade são também eles detidos por esses fundos de investimento, que os usam para publicitar apenas os artistas que lhes interessam. Esses artistas aparecem agora do nada, criados por "produtores" que teorizam sobre um determinado conceito que querem criar visual e a nivel de som, pensam no tipo de pessoa que encaixaria bem nesse conceito, e arranjam um miudo qualquer sedento de fama e atenção com algum talento, e pronto, cá temos os novos artistas de eleição, com exposição massiva por parte dos media, onde são apontados como os grandes artistas da nossa geração mas com a particularidade de quase ninguém conseguir nomear uma musica deles.

Daí, o enfase destes novos idolos não está nas guitarras ou nos riffs, porque eles não são mostrados como musicos, mas sim como artistas de entretenimento, não criam propriamente arte, dão isso sim espetáculos, são palhaços de serviço que cantam e dançam e fazem habilidades e deitam fogo de artificio pelo cu... É óbvio que isso vai ter um impacto enorme nas vendas de instrumentos...

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miguelmatos    7

Antes de mais, obrigado pela partilha deste artigo.

Eu pessoalmente discordo deste título: "The slow, secret death of the six-string electric. And why you should care." Para mim o título deveria ser " The slow, secret death of the six-string electric. And why you shouldn't give a shit about it."

Interessa para alguém que a grande indústria da guitarra esteja em decadência? Tendo em conta os tempos em que vivemos a resposta é Não. Porquê? Nos tempos em que vivemos, com as novas tecnologias, há uma exposição enorme à música: compra-se música com um clique, "vê-se"/ouve-se música no youtube em formato de concertos, clips e até albuns completos, há serviços de streaming, um mundo infindável de canais gratuitos dedicados à educação musical, uma quantidade infindável de material disponível sem qualquer custo, para não falar das variadíssimas opções a nível de orçamento quando se vai comprar um instrumento. 

Quero com isto dizer que nunca a música esteve tão disponível e alcançável a qualquer pessoa do mundo. E isso nota-se na música feita atualmente: existem estilos para todos os gostos, experimentalismos para todos os gostos... etc. É mais difícil selecionar o que se quer pôr no leitor de mp3 do que propriamente procurar.

Se a guitarra elétrica já não tem lugar central neste novo mundo, paciência. Não me tira sono porque sei que hoje mais do que nunca a música é bastante acessível e nunca houve tanta liberdade para os músicos criarem. Se os músicos de forma individual e pessoal começaram a valorizar outros tipos de instrumentos e ideias músicas, tem é que se respeitar. Para mim não há vacas sagradas Cada um de nós deve preocupar-se em fazer e tocar o que nos dá prazer, mesmo que isso seja tocar instrumentos que não estejam na moda como Cravo :P

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xtech    3323
há 22 minutos, miguelmatos disse:

Eu pessoalmente discordo deste título: "The slow, secret death of the six-string electric. And why you should care." Para mim o título deveria ser " The slow, secret death of the six-string electric. And why you shouldn't give a shit about it."

Bem visto. Deve importar  mais aos fabricantes já que do ponto de vista do consumidor nunca houve tanta oferta, tão variada, de novos e usados.

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