AlexMartins

Criar o Proprio Tune ( Som)



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AlexMartins    12

Boas a todos, como todos nos, cada 1 tem o seu som caracterisitco,, neste post gostaria de pedir a vossa ajuda nas regras que se teem de seguir quando estamos a mexer no nosso amp para criar o nosso proprio Tune, porque eu pareço uma criança a balancar o botoes a toa

 

Óbrigado :D

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xtech    2082

Não há regras! Essa é a parte mais interessante... cada um terá o seu método.

Tipicamente o que eu faço para a distorção é escolher a simulação de um Mesa Boogie Rectifier e ponho o ganho e equalização todos no meio. A partir daí começo a procura do som, tendo em conta o resto do equipamento que tenho. Diferentes guitarras e colunas precisam de definições diferentes, mas isso vais conhecendo com a experiência. Se eu usar os meus monitores de estúdio como monição sei tenho que cortar nos graves, se usar uma Ibanez RG tenho que cortar ao ganho, etc etc.

O meu "Tone" de distorção costuma andar entre o 5150 e um recto.

Como diria o Jorge Jesus, "isto não vem nos livros" :D 

P.S. - Movido para o sítio certo

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tmo    492

Discordo com o @xtech :P, há regras para definir o "nosso" tOne (com "o", não com "u"), ou se preferires em bom 'tuguês, TIMBRE.

  1. A primeira e mais importante regra é OUVIR. Não o que os outros dizem/escrevem (nomeadamente eu), não o que o amp manda cá para fora (apesar de ser importante mais à frente), mas o que cada um de nós tem dentro de si, ou seja, tens de ouvir/prestar atenção o que queres ouvir. Se ainda não consegues, talvez tenhas de ouvir ainda muita coisa por fora primeiro.
  2. A segunda e igualmente importante regra é ANALISAR/COMPARAR. Analisar aquilo que se ouve do amp com aquilo que se quer ouvir (ver 1º ponto). Nesta comparação há elementos a identificar, dos quais destaco a EQUALIZAÇÃO (mais ou menos graves, médios e agudos), a forma como o amp está a ser alimentado no sinal (qual o pickup em uso e respectiva tipologia) ou se há efeitos à mistura (reverbs, delays, etc...)
    1. Esta análise é particularmente complexa, pois implica uma educação do ouvido, coisa que se estás no início é difícil uma vez que há poucas referências e como as possibilidades são muitas...
    2. Esta análise é algo ingrata, pois atira-nos de cabeça para o síndrome de aquisição de material (doença que estoira com os orçamentos familiares de muitos), que é a perdição de muitos.
    3. Obriga a fazer compromissos: aquilo que se tem versos aquilo que se procura ter em termos de som. Quer isto dizer, por alguma razão há n+1 marcas de tudo, certo? Na essência, fazem todos o mesmo, mas ao pormenor, há sempre diferenças e é nessas diferenças que há umas marcas mais valorizadas que outras. O que se pretende aqui é que sem estares a vender os rins, procures o compromisso entre aquilo que pretendes ouvir e aquilo que consegues fazer com o material que tens, o que remete novamente para o 1º ponto OUVIR.

METODOLOGIA para procurar o TONE/TIMBRE com aquilo que se tem.

Desconhecendo o material em causa e o que pretendes ouvir, o que normalmente se faz é

  1. Arranja um caderno para tomares apontamentos das diferentes possibilidades e o que sentes em cada uma delas (duvido que haja muita gente a fazer isto hehehe). Assim vais formalizar a tua ANÁLISE e o teu OUVIR. Sempre que experimentares uma combinação no amp, fazes o registo escrito dos valores dos diferentes botões e o como sentiste essa combinação juntamente com as diferentes possibilidades da guitarra.
    1. Colocar todos os botões às 12h (como o @xtech referiu, no meio) e partir daí, mais força a uns e menos a outros até se encontrar um ponto confortável para os objectivos. CUIDADO com o VOLUME, nesse, começa do mínimo.
    2. Experimentar toda as combinações na guitarra para cada iteração do amplificador
    3. Tira os apontamentos necessários para cada iteração. Aqui, é igualmente importante identificar que tipo de som/banda é chamada à memória, ou seja, que semelhanças encontras entre as combinações Amp/Guitarra e bananas :D, perdão, bandas que conheças.
  2. Independentemente de teres mais material além do amp e da guitarra, começa APENAS com estes. Se tiveres duas ou mais guitarras, começa com aquela que gostas mais, MAS experimenta todas para cada possibilidade e combinação dos botões do amp. Não esquecer de registar a opinião relativamente à experimentação.
  3. Depois de teres uns tantos registos de experiências, entre 5 a 10, revê os primeiros, possivelmente vais sentir grandes diferenças entre alguns e semelhanças entre outros. Provavelmente vais sentir que aqueles que são semelhantes são mais ao teu gosto... isto já é indicativo de alguma coisa, certo?

Algumas referências interessantes sobre o TONE...

Está nos dedos! É a tua maneira de tocar que define o teu TONE, não o teu material, no entanto, este pode ser um bom trampolim. É o como atacas as cordas, o como te relacionas com o som destas que sai o teu TONE do amp.

Nas expressões mais hard'n'heavy é comum encontrarem-se equalizações em "V" bastante agudo, significa graves e agudos subidos e médios cortados. Nas expressões mais bluesy, já não, os médios tomam mais presença, os agudos ficam mais baixos e os graves também. Nisto, aprendemos que acabam por ser os médios a contribuir mais para a definição do som do que as restantes frequências, mais ainda por serem aquelas frequências às quais os nossos ouvidos estão mais sensibilizados. Demasiados graves na equalização podem tornar o timbre turvo, uma embrulhada completa (principalmente caso se use muita distorção). Demasiados agudos e feres os ouvidos. Nem todos ouvimos da mesma forma, pelo que para o momento presente, é importante ouvires o teu "inner self".

Posto isto, se reparares, em nada discordei com o nosso querido @xtech. Estas "REGRAS" não são regras, considera-as mais como guias de conduta para uma busca saudável do horizonte tímbrico, o que vale é a viagem, não o destino...  e com esta analogia me fico, perguntem-me o porquê da palavra horizonte...

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xtech    2082

@tmo o teu post é um verdadeiro "método científico" sobre como encontrar o tone. Curti, embora não tenha paciência para seguir isso... faço a coisa mais por intuição! :) 

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pgranadas    1447

Na realidade, este post também podia ser um tutorial na wiki...

On 04/10/2017 at 16:52, tmo disse:

perguntem-me o porquê da palavra horizonte.

@tmo, porquê a palavra horizonte?:D

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tmo    492

Boa @pgranadas, estavas atento :D

Bom, na realidade, o termo correcto utilizado na minha posta anterior é "Horizonte Tímbrico" e não apenas Horizonte. Convenhamos, o Horizonte é a linha que representa o... infinito. Todos nós, uma vez ou outra desejamos sair daqui ir caminhar em direcção (leia-se objectivo) ao Horizonte. Outro significado da palavra horizonte é o de ser largo, aberto. Portanto, além de ser um objectivo, é também um ponto de partida para novas descobertas. Quantos de nós não ficámos já sentados na areia da praia a olha para o mar, para o horizonte? Como é que nos sentimos depois? Emocionalmente satisfeitos... mais ou menos, mas certamente mais aliviados de algumas tensões interiores...

É como o Luky Luck a cavalgar agradavelmente ao final do dia em direcção ao pôr do Sol no fim da sua aventura. Não é possível chegar ao pôr do Sol, nem mesmo ao horizonte, mas é agradável cavalgar (errr... interpretar com todos os sentidos possíveis). O horizonte é aquele lugar para o qual todos vamos, mas nunca chegamos. Ora então, "horizonte tímbrico" é um ideal romântico de um espaço sonoro impossível de alcançar em vida.

Assim, "horizonte tímbrico" é, não apenas o nosso objectivo em termos de timbre a atingir com a guitarrada, mas também um alargar consciente de possibilidades e caminhos a seguir, é não ter vistas estreitas, é estar constantemente a experimentar... parar é morrer.

... e pronto, desculpem-me as divagações. O @AlexMartins entretanto deve ter-se assustado...

 

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