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Pickups Gibson: 498t vs 57 vs 57 plus



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tmo    1406

Permite-me então sugerir que descrevas o som que procuras através de exemplos de gajos que o tenham, ou lá perto. A ideia é saberes bem o que queres. No meu caso, eu dei como referência os pickups a que estou habituado, o tipo de som que faço e o que gostaria de ter nos pickups que ele me fez relativamente aos que usava como referência. Eu diria para evitar termos como "clássico" ou "moderno", pois são pouco precisos (na minha opinião). A surgirem que sejam com complemento e não como definição.

Ajuda igualmente dizer como é que vais montar os pickups e que ligações vais escolher neles. Poderás acrescentar o como usas a guitarra (directa no amp, em qual, no PC, processador/modelador, etc.). Informei também o Marco sobre os potenciómetros em uso, pois estes interferem directamente no timbre da guitarra e consequentemente na nossa percepção sobre a capacidade de resposta dos pickups às diferentes frequências ao longo do braço da guitarra.

No meu caso a palavra chave foi CLARIDADE no som, portanto DEFINIÇÃO, som ABERTO. Tenho alguns acordes complexos (não os simples maiores e menores) nos temas da minha banda, executados em zonas da guitarra que são um pouco mais baças no timbre (do 7º traste para a frente nos bordões) e muitas vezes não furam na mistura... não furavam, agora ouve-se tudo, mesmo em amps de qualidade média/baixa.

É mais fácil "fechar" o timbre na mistura e processamento do que o contrário. Pessoalmente gosto de pickups que transmitam uma resposta equilibrada a toda a gama de frequências. A posição na guitarra contribui para o ênfase nas frequências mais graves ou mais agudas o que funciona como uma espécie de EQ.

Também me tenho apercebido que pickups com muito output provocam saturação no amp mais cedo, é bom para quem quer o amp sempre aos berros e com muita distorção, mas para mim, que tenho jogado com bastantes alternâncias entre Clean/Crunch/HighGain já não funciona tão bem. Estes pickups têm menos output do que os DiMarzio a que estava habituado, mas isso tem-me dado acesso a diferentes texturas na distorção, coisa que até aqui era mais difícil.

Em termos de HighGain, não senti necessidade de subir ou mexer muito nos settings do Triaxis, apesar de ter andado a experimentar algumas coisas novas. O som base creio que mantém-se do mesmo género, talvez mais focado. Bons níveis de saturação conseguem-se sem dificuldades e sem compromisso da claridade das notas.

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xtech    2775

É complicado!!

Eu diria que quero um neck que soe como esse (quando o gajo põe no neck):


E um bridge que soe como este:

Como descreverias estes sons?

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tmo    1406

Para o Neck a referência dos pickups em questão, são uns Lollar Imperial Neck medium wound. A minha descrição deste neck seria de médio (no virar da esquina para o alto) output, muito provavelmente, o que lhe conferirá um som mais aberto, também devido ao uso de AlNiCo5 (muito provavelmente)... deixa ver... http://www.lollarguitars.com/lollar-humbucker-pickups/lollar-imperial-humbucker

Portanto, uma sonoridade PAF um pouco mais puxada, mas pouco, provavelmente aquilo a que chamam de clássico...

Para a bridge: http://store.gibson.com/498t-hot-alnico-bridge/, aqui esclarecem mesmo terem AlNiCo5 e uma abordagem para o high output, com ênfase nos médios e nos agudos, algo igualmente enfatizado pela posição ser a da bridge.

Nos dois casos que apresentas, é preciso ter em atenção igualmente a amplificação em uso, pois isso condiciona brutalmente o som que se ouve. aquilo que sinto é estares perante uma sonoridade próxima do PAF, mas com mais ganho tanto no Neck como na Bridge e uso do AlNiCo 5 como íman de base. Agora, há pormenores que podem ser trabalhados, nomeadamente o tipo de fio (em particular o diâmetro), o equilíbrio entre os coils a nível de força ou de fios diferentes e até a força do íman. Penso que se é esse som que procuras deves evitar pickups com ímanes cerâmicos ou de neodimium e pedir um "enrolamento" no limite entre o médio e baixo output. Vais ter jarda suficiente para o metal, mas também não vais ficar mal nos blues ou nos cleans.

Se procurares na com um pouco mais de profundidade, certamente que encontras dados técnicos mais profundos sobre os pickups em questão.

Resumindo: som aberto e definido, output médio para o alto, AlNiCo5 e deixa o @marco.agostinho tratar do resto. Se quiseres um som mais moderno, o fio deverá ser mais fino. Para um som mais clássico, se calhar o fio será mais grosso...

Manda-lhe um mail/mensagem com estas infos, expõe as tuas dúvidas, ouve o que ele tem a dizer. Aliás, porque é que ainda não o fizeste?

 

 

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xtech    2775
há 26 minutos, tmo disse:

Para o Neck a referência dos pickups em questão, são uns Lollar Imperial Neck medium wound. A minha descrição deste neck seria de médio (no virar da esquina para o alto) output, muito provavelmente, o que lhe conferirá um som mais aberto, também devido ao uso de AlNiCo5 (muito provavelmente)... deixa ver... http://www.lollarguitars.com/lollar-humbucker-pickups/lollar-imperial-humbucker

Olha diz que o do neck é de Alnico 2... (eu também não percebo nada disso).

há 30 minutos, tmo disse:

Para a bridge: http://store.gibson.com/498t-hot-alnico-bridge/, aqui esclarecem mesmo terem AlNiCo5 e uma abordagem para o high output, com ênfase nos médios e nos agudos, algo igualmente enfatizado pela posição ser a da bridge.

É isso mesmo!

há 31 minutos, tmo disse:

Resumindo: som aberto e definido, output médio para o alto, AlNiCo5 e deixa o @marco.agostinho tratar do resto. Se quiseres um som mais moderno, o fio deverá ser mais fino. Para um som mais clássico, se calhar o fio será mais grosso...

 

Thks man!

há 31 minutos, tmo disse:

Manda-lhe um mail/mensagem com estas infos, expõe as tuas dúvidas, ouve o que ele tem a dizer. Aliás, porque é que ainda não o fizeste?

Devia, mas hoje estou mesmo cansado e não queria escrever uma PM sem as ideias no lugar! Fica para amanhã...

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tmo    1406

A diferença entre o AlNiCO 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8... é a respectiva força, maior o número, maior a força, o que significa mais output e um pouco mais de corpo também...

Relativamente aos Lollar que referiste, não pesquisei a fundo qual era o íman e apostei no 5. Perdi :(

 

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Bem, o Tiago já se adiantou... já agora agradeço os teus comentários e fico feliz por saber da tua satisfação.

 

@Xtech o importante, é perceber o som que se tem... e do que não se gosta. Depois é saber onde se quer chegar.  Aí posso tentar dar uma ajuda independentemente de os comprares a mim ou não.  Um conselho, esqueçam vídeos e referencias. Tentem buscar o melhor som com o backline que têm e chegar o mais perto possível do som têm na vossa ideia por razões óbvias: Os vídeos estão editados, são tocados por outras pessoas, com material completamente diferente...  e por vezes não temos amplificador nem guitarra para lá chegar e não irão ser os pickups per si a fazer a magia toda.

Aquando do "diagnostico" tendo não ter uma conversa muito "geek" e técnica. No fundo, somos guitarristas e temos uma linguagem semelhante no que diz respeito a caracterizar o som. 

Abração a todos.

MA

 

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Rui T    1453
On 12/03/2018 at 14:30, xtech disse:

Não conhecia. Poderão ser uma hipótese, mas quero que sejam mesmo um upgrade relativamente aos de origem!

Acredito! Quanto aos lollar já ouvi dizer maravilhas mas devem ser mais caros que os Gibson.

Tenho Lollar imperial na minha LP. São tipo 57, mas com maior definição e um som mais hi-fi. Para Guns não dá.

Se fosse hoje iria para um som mais tipo 58/59.

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