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paulosergio    401

Viver da música implica fazer algo que o público quer ouvir. Até pode ter muita qualidade ( o que tem ou não, é discutível), mas se o público não gostar, não adianta.

Portanto, as tendências musicais vão sempre ao encontro do público. Haverá sempre quem gosta de jazz, clássica, rock progressivo, etc. Mas esses não procuram música nova, normalmente.  As músicas que ganham os festivais são ridiculamente estranhas, às vezes não valem nada? Mas quem se dá ao trabalho de pegar no tlm e votar, lá deve ter achado alguma piada.

Quem sai do conforto do seu sofá para ir a um concerto, também se quer divertir.

O pûblico quer "sangue" . 

 

 

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hypermnesium    1186

@F.Coelho

Eu leio o teu segundo post e continuo a não estar de acordo.

O poder na indústria musical, como em qualquer indústria, está nas grandes empresas. Não é de hoje, sempre foi assim. Quem tem poder para escolher e colocar numa rádio a passar uma música, fazer um bom vídeo, gerar hype nas redes sociais e youtube, acaba por levar uma grande vantagem depois no que toca a vendas. 

Eu quando falo de músicos, estou a falar de gente que vive da música e aqueles que tentam viver da música e 99% deles não são milionários nem vivem o rock&roll lifestyle. Hoje, como nos anos 70, 50, 20 e séculos passados, a grande maioria dos músicos trabalha para por um prato de comida na mesa.

Ainda esta sexta-feira vi um concerto do Julio Lobos, um grandíssimo músico, "maestro" digamos da banda do Manu Chao a tocar aqui num café, não um bar, um café com meia dúzia de mesas, porque há contas para pagar ao fim do mês e tocas onde conseguires. Histórias destas há aos pontapés, histórias trágicas com músicos que podiam ter ido muito longe mas que a vida foi cruel com eles, talentos que nunca foram descobertos ou foram descobertos tarde, também, faz parte da vida.

Não acho que a música e o músico seja por natureza invejoso. O que sim vejo é uma indústria que sempre existiu, seja ela representada por editoras, agentes ou se quiseres ir mais atrás, membros da corte, donos de teatros, etc e que por muito que se discuta sobre o tema, as regras pelas quais se regiam não mudaram especialmente. Mozart podia ser um génio, que o era, mas se não fosse fazer sessões privadas a membros da corte, provavelmente não teria conseguido fazer o que fez. Hoje em dia, não vais fazer figuras tristes á TV, não apareces em revistas, e obviamente tens menos visibilidade.

A questão de sermos influenciáveis, de imitarmos o que vemos é algo humano. Onde se calhar sim te dou razão é que, mesmo eu nos anos 90 em Portugal, não tinha acesso a muitas alternativas no que toca a música e essa falta de opções fazia com que eu me esforçasse em procurar coisas diferentes. Essas coisas diferentes, salvo raríssimas excepções, também chegavam a mim através da "máquina", ou seja, editoras e rádios mais underground, mas que também faziam parte da indústria. Hoje em dia, há "excesso de opções" e apesar de parecer algo estranho, esse excesso retirou-nos (sociedade em geral) a avidez de procurar, de seleccionar entre tudo que temos á disposição e acabas por consumir o que te entra pela casa dentro.

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Antonio    507
On 3/11/2019 at 13:31, hypermnesium disse:

O poder na indústria musical, como em qualquer indústria, está nas grandes empresas. Não é de hoje, sempre foi assim. Quem tem poder para escolher e colocar numa rádio a passar uma música, fazer um bom vídeo, gerar hype nas redes sociais e youtube, acaba por levar uma grande vantagem depois no que toca a vendas. 

 

Felizmente estamos a assistir a uma viragem neste assunto. 

Eu dou aulas, lido com muita gente nova. Ver TV, ouvir radio, ler revistas, etc. Já está a cair em desuso! Felizmente . 

 

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hypermnesium    1186
há 26 minutos, Antonio disse:

Felizmente estamos a assistir a uma viragem neste assunto. 

Eu dou aulas, lido com muita gente nova. Ver TV, ouvir radio, ler revistas, etc. Já está a cair em desuso! Felizmente . 

 

Achas mesmo que há uma viragem se em vez de TV passares o tempo a ver Youtube, em vez de revistas passares a fiares-te no FB e Twitter?

Quer dizer, não achas que é exactamente igual? Ou seja, eu posso perfeitamente por conteúdo num Youtube, como músico, mas uma label continua a ser capaz de fazer melhores vídeos, conseguir melhor publicidade, gerar hype (inclusivamente gerar visualizações para ganhar impulso). É exactamente o mesmo que se fazia/faz em meter músicas nas rádios, fabricar discos só para subir nos tops...

Eu até acho que o problema continua a ser a falta de interesse, tantas são as opções que acabas por ouvir/ver aquilo que te aparece á frente sem questionar muito.

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Antonio    507
há 7 minutos, hypermnesium disse:

Achas mesmo que há uma viragem se em vez de TV passares o tempo a ver Youtube, em vez de revistas passares a fiares-te no FB e Twitter?

Quer dizer, não achas que é exactamente igual? Ou seja, eu posso perfeitamente por conteúdo num Youtube, como músico, mas uma label continua a ser capaz de fazer melhores vídeos, conseguir melhor publicidade, gerar hype (inclusivamente gerar visualizações para ganhar impulso). É exactamente o mesmo que se fazia/faz em meter músicas nas rádios, fabricar discos só para subir nos tops...

Eu até acho que o problema continua a ser a falta de interesse, tantas são as opções que acabas por ouvir/ver aquilo que te aparece á frente sem questionar muito.

Hoje em dia consegues gerar conteúdos de qualidade sem recorrer a lables. Com imaginação e criatividade, faz se um granda vídeo clip com o smartphone. Em relação à publicidade, nas redes sociais é super barato. 100€ dão exposição a milhares de pessoas e podes facilmente fazer o targeting para atingir o público alvo de forma super eficiente. 

 

Acredita, ainda estamos em fase de transição, mas isto está a melhorar a olhos vistos para os criadores de conteúdos! 

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Egiptogrunge    81

Antonio, penso que o que o que o hypermnesium quer dizer é que o "poder" ou digamos assim, a grande fatia do conteúdo que chega às massas continua a vir de grandes empresas/marcas/labels. O processo de gerar conteúdo tornou-se mais democrático, ou seja qualquer um consegue gerar conteúdo de qualidade, e chegar a algumas pessoas. Mas não se compara com o alcance do conteúdo formado por essas empresas, mesmo que o conteúdo até tenha pouca qualidade.

Além disso, tal como o hypermnesium dá a entender, não sei se o facto da democratização levar ao surgimento de demasiado conteúdo, que até consegue chegar a mais gente, não torne ainda mais difícil rentabilizares o conteúdo pois também muita mais gente produz conteúdo e chega também a mais pessoas...

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Antonio    507
há 2 horas, Egiptogrunge disse:

Antonio, penso que o que o que o hypermnesium quer dizer é que o "poder" ou digamos assim, a grande fatia do conteúdo que chega às massas continua a vir de grandes empresas/marcas/labels. O processo de gerar conteúdo tornou-se mais democrático, ou seja qualquer um consegue gerar conteúdo de qualidade, e chegar a algumas pessoas. Mas não se compara com o alcance do conteúdo formado por essas empresas, mesmo que o conteúdo até tenha pouca qualidade.

Além disso, tal como o hypermnesium dá a entender, não sei se o facto da democratização levar ao surgimento de demasiado conteúdo, que até consegue chegar a mais gente, não torne ainda mais difícil rentabilizares o conteúdo pois também muita mais gente produz conteúdo e chega também a mais pessoas...

Quantas Labels já faliram nesta década? 

Como anda o conteúdo das TVs generalistas? O conteúdo é claramente de desespero e uma tentativa de ainda agarrar a audiência que não passou, nem vai ter capacidade de passar, a utilizar os novos tipos de entretenimento (Idosos e classes muito baixas). 

Ainda por cima os media tradicionais não param de dar tiros nos pés a tentar ainda combater numa guerra terminada e perdida... 

É como digo, estamos numa fase de transição 

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F.Coelho    256

Outro aspecto.

Hoje, cada vez mais, não se pode dissociar um tema de uma sequência de imagens.

Como seria se, hipoteticamente, não fosse possível carregar imagens no YT?

A música ficaria com um black screen.

Acham que se perderia tanto tempo nalguns temas sem qualquer qualidade?

Às vezes ouvimos mais um pouco porque houve algum "investimento" na imagem.

O problema que levanto é como aquela refeição que o bife estava bem duro de roer, mas acabou com uma excelente sobremesa e no fim ficamos com a sensação que até foi um bom momento (?).

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hypermnesium    1186
há 6 horas, Antonio disse:

Quantas Labels já faliram nesta década? 

Como anda o conteúdo das TVs generalistas? O conteúdo é claramente de desespero e uma tentativa de ainda agarrar a audiência que não passou, nem vai ter capacidade de passar, a utilizar os novos tipos de entretenimento (Idosos e classes muito baixas). 

Ainda por cima os media tradicionais não param de dar tiros nos pés a tentar ainda combater numa guerra terminada e perdida... 

É como digo, estamos numa fase de transição 

Essas labels que faliram a quem deixaram a sua fatia de mercado? Não foi a Apple, Spotify e Google a ficarem com a fatia de distribuição dessas antigas distribuídoras?

Quantos artistas independentes conseguiram realmente furar a ditadura dos gigantes?

A TV por exemplo sofre com o Youtube ou Netflix mas na prática, que alcance tem o pequeno produtor independente? 

Eu trabalho um bocado nesta área e a publicidade online não é especialmente cara, o alcance também é menor mas por fim tens outro factor a ter em conta que é a monetização, ou seja, quanto deste alcance é covertido em dinheiro. Quando olhamos aos números, a ideia romantica do produtor independente de conteúdo online cai um bocado por terra. 

É uma comparação parva mas serve, pensa num canal de youtube como os jogadores da bola. Por cada Ronaldo tens milhares de jogadores que não ganham nem para as botas e no fim de contas, torcemos pela equipa que mais ganha, uns compram visitas no youtube, antes compravam minutos de radio e fabricavam discos, outros compram os melhores artistas no campo do futebol (não vou dizer quais artistas).

Os novos meios ajudaram a dar voz a muito artista, sem dúvida, mas por si só não mudam o paradigma da indústria.

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Antonio    507
há 7 horas, hypermnesium disse:

 

Os novos meios ajudaram a dar voz a muito artista, sem dúvida, mas por si só não mudam o paradigma da indústria.

Ainda! 

A grande diferença é que agora ninguém sabe que novo modelo de negócio vai funcionar. Os criadores têm de ser criativos também na forma de monetisar o seu trabalho. 

 

Há duas ideias que gosto muito. 

1- não haverem poucos criadores multimilionários mas sim muitos criadores a viver confortávelmente. 

2- a idea dos "1000 true fans". Imagina que consegues 1000 pessoas que são verdadeiramente fans e cada uma te rende 100€ ao ano. Seja por rodarem incessantemente as músicas em streaming, comprarem bilhetes para concertos, comprarem merch e claro, outras formas mais criativas de monetisação que consigas inventar. 

Ora 1000 pessoas a render 100€ ao ano são 100.000€ por ano! 

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