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pgranadas    2307
há 21 horas, Antonio disse:

Acho que o objectivo de todos os artistas é poderem viver da sua arte de forma a não terem de fazer outros trabalhos e poderem fazer o que gostam todos os dias, o dia todo. É só isto... 

Claro que todos gostaríamos de viver da nossa arte, até porque assim teríamos todas as nossas energias viradas para isso em vez de trabalhar para um patrão a fazer algo que se calhar até detesta.

 

há 20 horas, hypermnesium disse:

Quem feio ama, bonito lhe parece :P

Nem é só nos parecer bonito, simplesmente pode não ser comercialmente sustentável.

há 20 horas, hypermnesium disse:

Muito dificilmente algo mecânico consegue espaço na arte a meu ver, tem que haver amor...

 

Essa é a utopia do artista. Mas ao olhar para as Ladys-Katty-Grande e C@,Lda, a que conclusão se chega?

Nao difere muito do artista pimba (se é que difere), o campeonato é que é de outra liga.

Ha uma receita, e ela funciona. É arte? Para alguns talvez.

La vão então os meus 5 tostões/suicidio no fórum.

Se alguém quer sobreviver, e ser músico profissional, nesse caso concordo convosco. Sim é possível, mas atenção, sublinhei sobreviver. Porque olhem em redor, observem os artistas que no nosso país até tiveram algum destaque e tocaram ou tocam em grandes palcos. Se repararem bem, nenhum deles tem um avião, nem uma casa nas Maldivas e outra na Croácia. Se tiverem um apartamento ou uma vivenda nos arredores de uma grande cidade, até já se podem dar por felizes.

Se se quer viver da música, sejamos realistas e esqueçam o conceito de arte. Para isso, há que deixar de amar o que bonito nos parece, e passar a estudar a receita do McDonalds músical. Há quem ache que isso pode ser uma forma de arte (a arte do engano talvez) mas eu sou mais do estilo de comer hambúrgueres gourmet.

Actualmente apareceu por aí N academias e seminários com receitas para se vencer no mundo da música. Como ter fama no facebook, como aumentar as visualizações no tubas, etc, etc...

Curiosamente, não conheço nenhum dos professores....mas todos têem sucesso......talvez a dar seminários, digo eu, já que como músicos, nunca ouvi falar deles.

Para mim, a realidade é muito simples. Para se viver da música, tem de se dar concertos.

Esqueçam Spotify’s e afins. Primeiro sejam realistas quanto à música que fazem. A vós pode vos parecer bonito, mas é aos outros? E não, os amigos e a namorada não contam.

Se encherem pequenos espaços, então a pouco e pouco podem ir tentando encher espaços maiores, e fazer com que isso seja o vosso meio de vida.

Mas aqui é que a coisa normalmente falha, e não falha pela falta de qualidade da composição ou por não haver público para a música que fazemos (desculpa muitas vezes dada). Falha, isso sim, pela falta de qualidade no concerto, na falta de qualidade na execução musical, na falta de qualidade da apresentação. Porque a maioria do pessoal, acha que ser-se músico, é ser-se vedeta e simplesmente aparecer.

Meus amigos, a época em que se ia bebado para cima de um palco, e ainda assim deslumbrar, foi nos anos 60. Hoje, já ninguém quer ver um bebado em palco. Ou se faz bem, ou então esqueçam. Os U2, não dão um passo em palco, sem que tenha sido ensaiado e estudado. A coreografia pode não parecer coreografia, no sentido que não há 5 bailarinos a acompanhar o Bono, mas esta lá. Eles sabem exactamente o que vão fazer quando sobem para cima do palco. E se vocês querem viver da música, não se limitem a compor música, mas estudem a analisem como a vão apresentar em cima de um palco e ensaiem isso muito bem. Tocar as musicas no princípio ao fim, sem dar pregos e sem se esquecer da letra não é sinal que estão prontos para dar concertos. É sinal que agora estão prontos para começar a planear como vai ser o conserto e a ensaiar os concerto.

E depois sim, façam um vídeo e metam no tubas, mas não esperem ter grandes ganhos com isso, é apenas um meio de ter presença e visibilidade, e também porque é a forma simples de meter um vídeo na nossa própria página da web, sem sobrecarregar o servidor onde está alojada e sem gerar tráfego elevado (os informáticos percebem do que falo).

Viver dos ganhos do Spotify, há quem o faça, é verdade... o Spotify e os gajos que recebem a renda de 2 milhões por mês do aluguer dos escritórios no World trade center, os artistas...não.

Então para que serve o Spotify? Podem me perguntar, já que até tenho um album por lá. Eu vos digo meus amigos. Sai mais barato do que a SPA. Ou seja, ao editar as minhas musicas lá, tenho a prova que preciso para proteger o meu trabalho.:B):

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Antonio    495
há 27 minutos, pgranadas disse:

Meus amigos, a época em que se ia bebado para cima de um palco, e ainda assim deslumbrar, foi nos anos 60. Hoje, já ninguém quer ver um bebado em palco. Ou se faz bem, ou então esqueçam. Os U2, não dão um passo em palco, sem que tenha sido ensaiado e estudado. A coreografia pode não parecer coreografia, no sentido que não há 5 bailarinos a acompanhar o Bono, mas esta lá. Eles sabem exactamente o que vão fazer quando sobem para cima do palco. E se vocês querem viver da música, não se limitem a compor música, mas estudem a analisem como a vão apresentar em cima de um palco e ensaiem isso muito bem. Tocar as musicas no princípio ao fim, sem dar pregos e sem se esquecer da letra não é sinal que estão prontos para dar concertos. É sinal que agora estão prontos para começar a planear como vai ser o conserto e a ensaiar os concerto.

YES! Alguém a dizer isto sem ser eu. Assim não sou eu o crucificado!  :D

Se querem ganhar dinheiro com a musica têm de a encarar como um trabalho e têm de ser profissionais. Tudo tem de ser estudado e ensaiado. A qualidade tem de estar lá! Seja em que estilo for. 

 

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F.Coelho    256

Estou de acordo com muito do que foi dito.

Como já tive oportunidade de dizer aqui, já ouvi muita musica clássica, inclusive ao vivo.

A música é uma organização de sons. A música não é uma organização de imagens.

A música pretende estimular o cérebro através do ouvido, não através da visão.

Por norma, numa orquestra, as únicas pessoas que vi fazerem gestos mais curiosos tem sido os maestros. Mas parece que quanto a isso nada há a fazer. Sentem a música à sua maneira. Existe treino? Penso que não. Vai crescendo com os mesmos.

A estimulação da visão tem sido um complemento para as empresas de marketing venderem outras coisas para além da música.

Penso que muita gente já comprou uma camisa com a estampa de uma língua para fora.

Por exemplo, a música dos Kiss seria melhor ou pior sem a roupa extravagante que usavam, bem como as pinturas?

No meio da vossa discussão, coloquei um post que pouco ligaram. Mas retomo aqui, porque é sobejamente importante.

E a questão é que os músicos (e às vezes imposto pela industria da música) importaram a coreografia das peças teatrais/musicais, porque também é uma forma de colmatar deficiências de criação artística no campo estrito da música.

Há dias vi um filme onde as provas de determinado instrumento para ingresso numa orquestra eram realizadas atrás de um biombo. Ou seja, o júri não via a execução nem via os candidatos. Penso que esta situação diz muito.

O que é mais importante? A audição ou a visão?

Bem, são ambas importantes. Mas apontaria a visão como superior.

Um bom estímulo da visão sobrepõe-se a outros estímulos.

É comum a exploração do corpo como forma de proporcionar estímulos de visão. Artistas podem estar uma hora a provocar estímulos desorganizados de sons, no entanto a roupa, as pinturas, os símbolos, as luzes,... fazem "jamming".

Será que hoje a imagem é cada vez mais importante que o conteúdo musical?  E se a resposta for sim, será que a música está condenada a ser mal tratada?

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Antonio    495
há 50 minutos, F.Coelho disse:

Estou de acordo com muito do que foi dito.

Como já tive oportunidade de dizer aqui, já ouvi muita musica clássica, inclusive ao vivo.

A música é uma organização de sons. A música não é uma organização de imagens.

A música pretende estimular o cérebro através do ouvido, não através da visão.

Por norma, numa orquestra, as únicas pessoas que vi fazerem gestos mais curiosos tem sido os maestros. Mas parece que quanto a isso nada há a fazer. Sentem a música à sua maneira. Existe treino? Penso que não. Vai crescendo com os mesmos.

A estimulação da visão tem sido um complemento para as empresas de marketing venderem outras coisas para além da música.

Penso que muita gente já comprou uma camisa com a estampa de uma língua para fora.

Por exemplo, a música dos Kiss seria melhor ou pior sem a roupa extravagante que usavam, bem como as pinturas?

No meio da vossa discussão, coloquei um post que pouco ligaram. Mas retomo aqui, porque é sobejamente importante.

E a questão é que os músicos (e às vezes imposto pela industria da música) importaram a coreografia das peças teatrais/musicais, porque também é uma forma de colmatar deficiências de criação artística no campo estrito da música.

Há dias vi um filme onde as provas de determinado instrumento para ingresso numa orquestra eram realizadas atrás de um biombo. Ou seja, o júri não via a execução nem via os candidatos. Penso que esta situação diz muito.

O que é mais importante? A audição ou a visão?

Bem, são ambas importantes. Mas apontaria a visão como superior.

Um bom estímulo da visão sobrepõe-se a outros estímulos.

É comum a exploração do corpo como forma de proporcionar estímulos de visão. Artistas podem estar uma hora a provocar estímulos desorganizados de sons, no entanto a roupa, as pinturas, os símbolos, as luzes,... fazem "jamming".

Será que hoje a imagem é cada vez mais importante que o conteúdo musical?  E se a resposta for sim, será que a música está condenada a ser mal tratada?

Vou colocar a "coisa" de outra forma. Tal como nas minhas intervenções anteriores  vou tentar mudar o disco para um tom positivo... 

Nós somos músicos, entendemos a linguagem da musica. O publico tem mais dificuldade. Ora, será que a facilidade que há hoje em dia em fazer um video e coloca-lo online, não é uma grande mais valia como forma de explicar ao publico a mensagem da nossa musica? 

Eu estou a fazer um video por cada musica, sempre com letra (ainda estou a aprender a fazer vídeos por isso não são grande coisa... but still... lol). As pessoas veem uma vez o video, percebem a a mensagem e depois ouvem varias vezes a musica! Para mim o video é tipo um manual de instruções para ouvir a musica. E acho brutal poder ter isso. 

Claro que existem MUITOS vídeos que não fazem nada pela mensagem da musica, até porque muitas dessas musicas nem têm mensagem nenhuma de jeito, e apenas apresentam gajas descascadas ou imagem coloridas para, como dizes, tentar colmatar a falta de outras coisas mais importantes. Mas por favor, não vamos culpar as ferramentas pelo uso que lhes dão :yes:

 

EDIT: Esqueci-me de referir, no caso de espectáculo ao vivo, um concerto é uma experiência audio-visual. Não há volta a dar a isso. Podemos ignorar esse facto ou podemos usa-lo a nosso favor  

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pgranadas    2307
há 5 horas, Antonio disse:

EDIT: Esqueci-me de referir, no caso de espectáculo ao vivo, um concerto é uma experiência audio-visual. Não há volta a dar a isso. Podemos ignorar esse facto ou podemos usa-lo a nosso favor  

Absolutamente de acordo. Os Pink Floyd fizeram uma carreira a tirar proveito disso. A música deles é menos boa? Eu ouço sem problemas um disco deles sossegado no sofá. Mas amei o concerto em Alvalade. São duas experiências diferentes, não vejo nenhum mal em se tirar proveito dos meios que estão disponíveis. Se o fazem bem ou mal, isso é outra questão. Eles faziam-no na perfeição, os U2 fazem-no igualmente, e a sua musica não é menos boa por isso.

Claro que depois há os extremos opostos. Que seria de um concerto da Katy Perry sem os meios visuais? Mas já viram o público que lá está? Aquilo é o mesmo que uma ida à EuroDisney...vão lá para ver o Mickey.

há 6 horas, F.Coelho disse:

A música é uma organização de sons. A música não é uma organização de imagens.

Mas um concerto é uma experiência, e os nossos sentidos são cinco, porque se havia de ignorar 4 sentidos, quando a música na realidade pretende os estimular?

E discordo que numa orquestra não haja estímulo visual. Ele está lá, não só nos movimentos do maestro, mas toda a cerimónia de entrada do maestro, o se elevar dos músicos durante a sua entrada, os cumprimentos, os movimentos exagerados dos braços a salientar a pausa feita por um pianista, o elevar e bater os pratos feito pelo percussionista, a posição de destaque do solista, etc...que são eles afinal? O que não falta ali é coreografia e estímulo visual.

Não é feito de uma forma carnavalesca é certo. É feito com classe, suavidade, elegância, mas esta lá.

E um bailado? Que é, senão nada mais do que usar meios visuais para acompanhar a música?

E a ópera? Ui então aí a coisa ainda piora mais. Porque não ficam os vocalistas sentadinhos e quietos ao lado da orquestra? Fatos! Movimento! Cenários! Que estão ali a fazer?

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F.Coelho    256

Um livro não é o mesmo que um filme.

Um livro é uma organização de palavras que exprimem contextos, ideias, cenários, ....

Quando se lê um livro o cérebro cria algo em nós à medida que o lemos. Trabalha, idealiza, imagina,...

Em cada pessoa são criadas imagens diferentes. Existem livros que são aplaudidos por multidões.

Mas todas as pessoas imaginaram de forma diferente. As caras, as expressões, as interacções,..

Livros levam a que se imagine nada antes visto. Obrigam o cérebro a um esforço suplementar de aprendizagem.

O filme sobre o livro limita o cérebro. Ficamos confinados ao que se vê. Não há espaço para imaginar.

Preguiçosamente, na nossa cadeira, somos conduzidos pelo filme.

Não esquecer que neste tópico se está a falar de música. Ela é rainha e senhora.

Não falo de ópera nem de afins... isso é outra coisa, que caberia noutro tópico.

A música deve ser também entendida como forma de estímulo do cérebro, pelo sentido da audição.

Sentados no sofá ao ouvir determinado tema podemos ser levados numa saudável jornada para o nosso cérebro.

Num espectáculo ao vivo com muitos efeitos visuais limitamo-nos a aceitar o que vemos. A música fica em segundo plano.

Defender a música no seu estado mais puro é uma virtude e é garantir que ela possa ter um futuro.

Cada um deve ter a capacidade e o direito de vestir a música à sua maneira, no seu cérebro.

Tudo o resto é muito bonito e belo, como os fogos-de-artifício. Mas considero que é uma forma de padronizar, não um meio para a liberdade de pensamento.

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F.Coelho    256

Plágios, direitos de autor, algoritmos e coisas afins... onde vamos parar?

Será que afecta o que aqui colocamos e, desde logo, a qualidades das nossas discussões?

 

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Egiptogrunge    75

Já tinha visto esse vídeo recentemente. Realmente é preciso uma discussão séria sobre esta temática. De momento parece que as grandes companhias é que estão a ganhar com isto....

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F.Coelho    256

Por este andar o YT arrisca-se a ser um site onde só tem lugar as filmagens de gente louca a tentar meter a cabeça dentro de um crocodilo, uma senhora a fazer um bolo, um jovem de skate a tentar subir um prédio, um gato a miar que quase parece falar, etc...

Quanto à música, pelos vistos, parece que mal se toque duas notas seguidas já se está a violar os direitos de autor de alguém.

Quem está disposto a trabalhar no campo da divulgação da música (digo mesmo trabalhar, porque fazer um vídeo de qualidade não é fácil) de borla para o YT?

E como é que nós, meros mortais, vamos sabendo quais são as tendências da música (através da crítica construtiva)?

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