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Antonio    495
há 11 horas, pipes disse:

O problema é mesmo esse. Acaba por ser uma contradição, ou melhor, acaba por cair em saco roto. Todos temos demasiado tempo de antena hoje em dia, e a publicidade acaba por ser inconsequente.

No modelo anterior, tinhas uma "máquina" (com todas as injustiças e esquemas que esse modelo tem/tinha) que tinha uma força e uma legitimidade tal, que te empurrava para patamares de exposição, exponencialmente maiores.

Yah. Mas antigamente também era super difícil "Get signed". Eram só uma pequenissima percentagem das bandas que conseguiam contratos com editoras. 

Não faço a minima se há relação entre a dificuldade de ter contrato no modelo antigo e ser notado pelo publico no modelo actual. 

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stratocosta    3684
On 23/08/2019 at 19:13, Antonio disse:

 

Hoje em dia pelo preço que se gravava um álbum num estúdio monta-se um alta estúdio em casa para gravar tudo o que se quizer. 

 

E o espaço e um engenheiro / produtor que saiba o que está a fazer ? :rolleyes:

o material nunca esteve tão acessível , mas quando se trata de gravar uma banda precisas de espaço e experiência.

 

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resolectric    1194
há 1 hora, stratocosta disse:

E o espaço e um engenheiro / produtor que saiba o que está a fazer ? :rolleyes:

o material nunca esteve tão acessível , mas quando se trata de gravar uma banda precisas de espaço e experiência.

 

Sobretudo de experiência pois com essa, gravas em qualquer espaço.

Diria também que o que distingue os resultados obtidos tanto por amadores como profissionais é algo de menos palpável, mais filosófico: o "bom gosto".
Mesmo conhecendo todos os truques e métodos de se fazer uma captação tecnicamente correcta, uma produção correcta em termos de arranjos e uma mistura correcta em termos de equilíbrios, se "a coisa" não é feita com bom gosto, com uma elevada sensibilidade estética, não se chega a lado nenhum.

Um dos grandes problemas para qualquer Técnico/Engenheiro conhecedor das metodologias correctas é o de realizar um serviço que agrade ao artista e que seja tecnicamente correcto.
O maior problema de um Produtor é o de agradar ao artista, ao público e seguir também aquilo que é definido pelo seu próprio gosto e preferências estéticas.
Se o produtor tiver "bom gosto" tem ainda de enfrentar a aprovação do artista (que pode ter mau gosto) e do público, que se poderá assumir como uma entidade desconhecida e distraída.

Como chegar a esse ponto de equilíbrio final é o maior dilema para quem trabalha em estúdio.
Não é o plugin nem o microfone nem a DAW.
É a estética aliada à técnica.

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Antonio    495
há 2 horas, stratocosta disse:

E o espaço e um engenheiro / produtor que saiba o que está a fazer ? :rolleyes:

o material nunca esteve tão acessível , mas quando se trata de gravar uma banda precisas de espaço e experiência.

 

Espaço também já não é tão crucial. Com as ferramentas digitas que há hoje em dia...

Em relação à produção, também é muito mais fácil de aprender, com toda  informação online. Mas, é preciso pratica e MUITA dedicação e trabalho. Produzir também de treina. Há que produzir muito e ir melhorando tema após tema. Leva anos.  O que eu reparo é que muita gente fica  a aperfeiçoar o mesmo tema para sempre! Para evoluir temos de concluir tarefas, "este fica assim", lança-se e leva-se com as criticas todas, levanta-se a cabeça e começa-se a trabalhar no próximo, que há de ser melhor.  Ao fim de 100 ou 200 temas começa a soar bem.  

Eu também adoro a cena real! Adorava que toda a musica fosse feita num estúdio real, com músicos reais, com um granda produtor, um engenheiro a misturar e outro a masterizar. Claro que sim! Mas as pessoas não pagam isso. Se a musica gravada agora é distribuída de borla, tem de ser de produção rápida facilitada! Se querem real e bom, têm de pagar!   

Digo isto sempre que surge  a conversa: "Ah e tal, a musica de hoje em dia é toda feita com VSTs num PC, já ninguém se dá ao trabalho de gravar uma banda real num bom estúdio". Minha resposta: "Mas pagas? É que se estás a ouvir de borla queres o quê? Bom e oferecido? Se queres bom tens de pagar, simples!"

 

 

há 9 minutos, resolectric disse:

O maior problema de um Produtor é o de agradar ao artista, ao público e seguir também aquilo que é definido pelo seu próprio gosto e preferências 

Ocorrem tradicionalmente muitos problemas de comunicação e choque de ideias aqui. 

Acho que o produtor deve realmente abster-se do seu gosto pessoal e agradar ao cliente. No caso de ser o artista a pagar, o trabalho final tem de ser 100% do agrado do artista. No caso de ser a editora a pagar, o produto final tem der ser 100% do agrado da editora. Ponto!  

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resolectric    1194
há 1 hora, Antonio disse:

...

Acho que o produtor deve realmente abster-se do seu gosto pessoal e agradar ao cliente. No caso de ser o artista a pagar, o trabalho final tem de ser 100% do agrado do artista. No caso de ser a editora a pagar, o produto final tem der ser 100% do agrado da editora. Ponto!  

Não concordo.
Se o Produtor tem de se limitar a agradar ao artista então o artista é o Produtor e só precisa de técnico de som.

O Produtor só será Produtor se tiver o seu próprio som, a sua "assinatura sonora", um estilo que o defina e distinga de qualquer outro mortal comum.
Para ser inócuo deixa de ser Produtor. Passa a ser um placebo, uma injecção de água com açúcar.

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Antonio    495
há 27 minutos, resolectric disse:

Não concordo.
Se o Produtor tem de se limitar a agradar ao artista então o artista é o Produtor e só precisa de técnico de som.

O Produtor só será Produtor se tiver o seu próprio som, a sua "assinatura sonora", um estilo que o defina e distinga de qualquer outro mortal comum.
Para ser inócuo deixa de ser Produtor. Passa a ser um placebo, uma injecção de água com açúcar.

Concordo. Afinal contrata-se um produtor por alguma coisa. Mas o resultado final deve ser 100% do agrado do cliente. O produtor pode gostar muito de certo aspecto no arranjo, se o cliente não gosta não se usa. Pode ser é que haja um compromisso.. 

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F.Coelho    256
On 05/08/2019 at 21:49, Antonio disse:

 

Desculpem estar a interromper a conversa, mas só hoje tive "tempo" para escrever sobre algo que me tinha ficado atrás da orelha.

Diria que este pequeno  post resulta meramente daquilo que tenho ouvido, lido e da minha intuição.

Não tem base científica e será porventura um texto especulativo.

Tudo a propósito de melodia.

A discussão parte do nosso cérebro, pois é aí onde todos os “fenómenos” ocorrem.

Diria que em qualquer cérebro o somatório de fenómenos tem de dar um resultado final que conduza, no mínimo, a um estado de segurança.

A música tem o seu papel.

Vamos avançar com este exemplo: Um trabalhador que esteja um dia inteiro a produzir, digamos, pregos numa fábrica, como aconteceu no passado, não terá muita predisposição quando chega a casa para ouvir uma música cheia de tambores e ritmos agressivos. O cérebro está saturado de um barulho cadenciado de um dia de trabalho. A compensação só pode ser feita através da audição de uma forte melodia para “abafar os ruídos”.

Imagino que os povos primitivos caçadores que andavam um dia inteiro na perseguição das suas presas ficavam saturados do silêncio obrigatório e das melodias dos pássaros. Assim, é natural que à noite, após a caçada, os cérebros tinham que ser compensados com umas fortes batucadas, para se sentirem vivos.

Estes dois exemplos poderão servir de ponto de partida do porquê hoje existe pouca melodia e a música, diria, “intensamente monocórdica”, é tão aceite.

Será que o “silêncio” no interior dos jovens é hoje maior do que era há 30 anos atrás?

Outro aspecto importante sãos os instrumentos que existe numa determinada época e como são utilizados.

Por volta do século VIII, numa Europa cheia de barulhos da guerra, da insegurança, da fome, poucos, ou nenhuns instrumentos de realce existiam. O canto, em especial, o gregoriano, aparecia como uma porta para um mundo de uma paz mágica.

Parece que a história nos revela que nos tempos de silêncio o barulho prevalece e nos tempos de confusão a melodia aparece naturalmente.

Actualmente, vivem-se mundos mistos. Mundos de muito silêncio e solidão e outros de muito barulho e agitação.

Para reflexão.

 

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Chrome_Crank    168
há 59 minutos, resolectric disse:

Não concordo.
Se o Produtor tem de se limitar a agradar ao artista então o artista é o Produtor e só precisa de técnico de som.

O Produtor só será Produtor se tiver o seu próprio som, a sua "assinatura sonora", um estilo que o defina e distinga de qualquer outro mortal comum.
Para ser inócuo deixa de ser Produtor. Passa a ser um placebo, uma injecção de água com açúcar.

A propósito disto, vi há umas semanas este vídeo que exemplifica como um produtor construiu um dos meus discos preferidos

https://www.youtube.com/watch?v=a2j6NU1uoh0

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resolectric    1194
há 15 minutos, Chrome_Crank disse:

A propósito disto, vi há umas semanas este vídeo que exemplifica como um produtor construiu um dos meus discos preferidos

https://www.youtube.com/watch?v=a2j6NU1uoh0

Pois, o Martin Hannett.

...e o Phil Spector, o Daniel Lanois, o Rick Rubin, o T Bone Burnett, o Quincy Jones, o George Martin, o Joe Meek, o Sam Philips...

desconfio que só ocasionalmente agradaram aos "clientes".
Felizmente.

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stratocosta    3684
há 43 minutos, Antonio disse:

Concordo. Afinal contrata-se um produtor por alguma coisa. Mas o resultado final deve ser 100% do agrado do cliente. O produtor pode gostar muito de certo aspecto no arranjo, se o cliente não gosta não se usa. Pode ser é que haja um compromisso.. 

se o "cliente" é o publico em geral e não o músico , o produtor é capaz ter uma melhor visão do que o "cliente" quer.

também vejo o papel do produtor como um "treinador/orientador" que "obrigue" os músicos a dar o seu melhor , coisa que não é fácil se for alguém da banda a fazê-lo , é gerar stress relacionais  :wacko:

em relação ao espaço , refiro-me ao espaço para gravar uma banda com bateria  acústica etc,

pode fazer isso numa garagem ,mas não é fácil fazer escuta e fazes opções de  captação com uma bateria a 1 metro de ti :D

 

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