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resolectric    1238
há 19 horas, stratocosta disse:

...

em relação ao espaço , refiro-me ao espaço para gravar uma banda com bateria  acústica etc,

...

Gotcha! :yes:
Isso sim, o espaço para caber tudo o que se quer gravar é importante.
Se calhar até é mais importante do que o espaço com a "acústica ideal" mas aí a conversa já se complica.
A "acústica errada" pode levar ao aparecimento de outro som, de outro disco e talvez até, de algo surpreendentemente fenomenal.

E se me desculparem estar sempre a referir este senhor (Daniel Lanois) está aqui um video que vem a propósito:

o Lanois a dar instruções de produção ao Brian Blade (é preciso ter lata para dar instruções ao Blade...) e a gravá-lo numa sala de estar transformada em estúdio, sem régie.

O resultado disto é uma das baterias mais fantásticas que já ouvi e a que o som do Youtube não presta justiça nem a 2%.

 

 

  • Riso 1

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F.Coelho    256

Continuando.

Num dos livros que li e que já aqui referi é abordada a questão da procriação humana e o ritmo. De que forma poderá existir uma relação entre ambas? Que rituais? Neste contexto, do ritmo, também é focado o bater do coração humano - curioso. Daquilo que entendi, na sua forma primitiva, como mero animal com um forte instinto de sobrevivência, o Homem luta pela sua reprodução. De forma simplificada, as fortes pancadas nos tambores, cujo ritmo se vai intensificando, poderão representar uma extensão do acto de procriação e os rituais uma forma de selecção dos mais fortes(?).

Na música do século passado encontram-se muitos temas daquilo que pretendo transmitir, e como simples exemplo daria o tema “Looking for Love” dos Whitesnake, onde se verifica um aumento da intensidade do som e do ritmo do princípio ao fim.

Em relação à música moderna com a chamada “falta de melodia” poder-se-ia que estaríamos perante aquele fenómeno primitivo associado à procriação, mas não posso concluir tal. Ou seja, a ter um papel no nosso cérebro não estará com certeza relacionado com tal acto. Então que papel desenvolverá? Esta “nova onda” assemelha-se muito aquela máquina de fazer pregos do trabalhador do meio do século passado. Digo que se assemelha no que respeita aos efeitos cerebrais (pelo menos no meu caso).

Já Confúncio fez uma distinção entre a música sã que produz harmonia no individuo em contraste com a música prejudicial. Platão numa das suas afirmações declara que “Nada é mais característico da natureza humana do que o apaziguamento decorrente dos modos doces e a perturbação provocada pelos seus opostos”, referindo-se ao poder da música e seus modos.

Outro aspecto muito importante e que a grande maioria da população não tem consciência é que quando ouvimos uma determinada música estamos a dar autorização a determinada pessoa a entrar no nosso cérebro, com todas as virtudes e defeitos que essa pessoa possa ter.

É o mesmo que se passa quando lemos um livro. O autor invadiu o nosso cérebro com a nossa permissão.

Vejamos, quando lemos um livro sobre algo que não nos dá prazer imediato só poderá significar duas coisas: uma, não temos ainda a capacidade para compreender totalmente o que lemos mas esperamos vir a alcançar essa capacidade; duas, somos obrigados a ler porque é um livro de estudo para o exame da próxima semana (não coloco a terceira hipótese de haver um pouco de masoquismo).

No primeiro caso a gratificação para o nosso cérebro só virá mais tarde depois de compreendermos o que lemos. Ao esforço realizado existe uma gratificação proporcional. É um pouco como a música clássica, ao princípio o nosso cérebro realiza um grande esforço para se adaptar a todos esses sons, mas depois recebe uma grande gratificação (no segundo caso depende se gostamos de estudar ou não).

Vejamos agora o caso de, por exemplo, lermos um livro atentatório contra os direitos humanos escrito por uma pessoa que discursa essa linha de pensamento. Nada impede que seja lido. No meu caso com certeza que não teria prazer em ler seria mais um livro de estudo para perceber os perigos da nossa sociedade. Mas vamos supor que esse livro chega a um jovem revoltado nos confins do mundo. Este jovem ao ler o livro e a permitir que o autor entre na sua cabeça poderá retirar algum prazer imediato por diversas razões (aqui os leitores podem pensar nas múltiplas situações que não irei abordar para não estender a escrita).

Voltando à Terra, à nossa música contemporânea sem melodia (ou pouca). Será que estamos perante um acto traumatizante?

Um jovem que tenha a mente preenchida com coisas digamos normais, namorada, amigos, a equipa de futebol, a escola, a família, a aulas de música... chega à noite cansado e tem um sono reparador. Pelo contrário, um jovem que pouco tenha que lhe preencha o cérebro fica vulnerável tal como aquele jovem nos confins do mundo. Um cérebro pouco ginasticado terá necessariamente dificuldade em entender coisas mais elaboradas (é como na matemática, quem não sabe dividir e multiplicar não poderá entender fracções). A música pode ajudar? Poderá se o cérebro estiver preparado para escutar coisas complicadas, o que só se obtém com um processo de aprendizagem.

A música poderá ser prejudicial? Acredito que sim. Concordo com Confúcio. Penso que, se a música amarrar o cérebro a um nível de desempenho muito básico, não irá permitir um melhor desenvolvimento da personalidade.

Por isso considero que a educação desempenha um papel muito importante nas nossas vidas. Através do estudo, de preferência com gosto, com prazer, o nosso cérebro consegue ir mais longe.

Nota: Atenção que estas palavras são meramente para reflexão e debate.

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pgranadas    2323

Desculpem lá meter o bedelho na conversa, mas falou-se aqui na importância, ou falta dela, do espaço.

Pessoalmente considero o espaço importante. Importante no sentido de que tem de permitir ou até mesmo ser inspirador à criatividade, e funcionalmente eficaz, para que a criatividade não seja bloqueada,

Nao tem de ser uma sala xpto, com acústica perfeita (não que me importasse de a ter) nem com equipamento de topo (mas também não ficaria triste em o ter), e certamente que a sala ideal muda consoante cada um. Mas aquilo que mais me deixa frustrado, é a eventualidade de ter que lutar contra algo durante o processo criativo.

Se estou a criar, e o pc bloqueia, ou o cabo não faz contacto, ou a guitarra precisa de cordas, etc, tudo isso para mim, funciona como bloqueio.

por isso, tento ao máximo ter o meu local criativo, « Bug free «, tudo afinadinho, para que quando pretendo meter uma ideia em andamento, tudo role sobre rodas.

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