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F.Coelho    149

Falar no futuro é sem dúvidas falar nos jovens e na esperança em que neles depositamos. Os últimos post é um bom ponto de viragem.

E por falar em jovens, sem deixar de vista a aprendizagem e formação (alicerces futuros), introduzo outro aspecto.

Em 2003 sai o "Sonic Heroes", e deixo aqui uma música do jogo:

O tema é alegre e com profundas influências do rock.

Já por volta de 2012, temos outro jogo (entre vários), "Assassins´s Creed", do qual apresento um extracto de um dos temas:

Este tema é um "mod" do autor do vídeo, baseado na banda sonora do real compositor de nome Jesper Kyd, cuja obra pode ser encontrada aqui:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jesper_Kyd

No tema sentimos a influência de vários tipos de música (sons de percussão fortes, escalas orientais, ...).

Entre os dois temas que apresentei o que sinto?

Sinto que, em 2003, o mercado de jogos era fundamentalmente no Ocidente. A partir de dada altura passou a um nível mundial.

A música que acompanham os jogos, teve de mudar para se poder vender, mais e mais.

Os jovens jogam e a música que ouvem influência as escolhas auditivas.

Mais um aspecto que junto.

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pgranadas    2132

@Coelho135, fizeste-me lembrar de uma conversa que tive há uns meses com um moço que estudava guitarra. Ele queixava-se que não gostava da prof. porque queria que ele tocasse temas de que não gostava. Perguntei-lhe do que gostaria de tocar. Respondeu: "há uma música que gostava muito de saber, mas não deves conhecer....é de um jogo".

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tmo    1380
há 6 horas, Antonio disse:

@tmo Talvez... mas olha que eu mostro cenas para tentar aliciar. Tanto dentro dos clássicos como os virtuosos contemporâneos. Não vejo interesse nenhum por parte deles nesse tipo de linguagem musical. 

Tenho alguns que curtem grunge. E 2 ou 3 que já tocam os solos todos do "Fade to black" e alguns outros clássicos do género. Mas são minoria. 

A razão disso é que o ambiente em que habitam não tem estímulos nesse sentido. Com ambiente refiro-me aos espaços "casa", "lazer", "escola", etc... A TV também não ajuda em nada e as rádios mais badaladas menos ainda... Portanto, ou têm alguém por perto que lhes abra a porta, ou nem lhe sabem da existência...

Porque razão é que surgem videos no Youtube de "reacções" ao ouvir pela primeira vez determinada música? Os vídeos são altamente parvos, mas de certa forma representativos do que pretendo transmitir...

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LuisEmanuel    260

Muitas vezes pedem-me para ensinar músicas de jogos e de filmes e séries. No mês passado uma aluna pediu-e para lhe ensinar a música do tema do "Hawaii Five-O". Fui pesquisar e o tema original (do mesmo nome) é dos The Ventures. Na minha opinião, uma grande banda de que já conhecia algumas músicas. Isto para dizer que os tempos mudam e com eles os gostos (mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, já dizia o poeta...), se  dúvida. Mas além disto, concordo que as pessoas não ouvem muita outra música porque está não lhes chega. Quando começamos a mostrar aos alunos outros estilos de música eles começam a "abrir os ouvidos". É atenção que não falo só dos clássicos do Rock! Reparem: a maior parte da malta diz que não gosta de música clássica. Mas depois muitos ainda me pedem para lhes ensinar o "Green sleeves". Na realidade os gostos educam-se muito mais do que as pessoas querem crer. Gostam do green sleeves porque não conhecem outras. Há imensa música clássica incrível, assim como há rock incrível (da mesma forma que há pop incrível). Às vezes passa por nós irmos passando música às gerações seguintes:) 

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tmo    1380
há 3 minutos, LuisEmanuel disse:

mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

é, "mudam-se os VENTOS"... :ph34r:

... e o poeta era zarolho...

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Antonio    385

Grande ideia! Normalmente quando eles pedem algum tema de um filme ou jogo eu saco e ensino (se achar que está ao alcance técnico do aluno). 

Mas agora, com esta conversa, surgiu-me a ideia de ter realmente um reportório de temas desses para dar nas aulas. Tenho de ir investigar o que está na moda, tanto na tv como nos jogos. 

O problema é que na TV só vejo corridas e só jogo ao jogo da F1... :( Tenho de fazer um questionário ao meu filho para tentar perceber as modas do momento 

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tmo    1380

@LuisEmanuel, phonix, não é que tens razão? Mais valia ter estado calado. Deixa-me enterrar a cabeça na areia por um bocado, pode ser?:ph34r:

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John10    580

Dando os meus dois tostões, uma das tendências que vejo é que o pessoal agora, mesmo pessoas da minha idade (na casa dos 30) já não ouve música como se costumava ouvir. Antigamente o pessoal comprava um disco e ouvia o disco inteiro, e depois ouvia os outros discos da banda, agora? No outro dia passei a discografia dos dEUS a uma amiga e passado um mês perguntei-lhe quais eram as músicas favoritas e se tinha algum disco favorito, ela diz "Ah, eu oiço em shuffle e há algumas que gosto mas nem sei quais são nem de que disco são". Portanto, já não há aquela forma de ouvir música em que se começava a puxar o fio do novelo e ias vendo o que saía. Eu gosto de dEUS já há treze anos e depois de os ouvir e saber que era uma banda belga fui ver outras bandas belgas. Conheci Evil Superstars, Zita Swoon, Black Box Revelation, Ghinzu, Radical Slave, Raketkanon, Steak Number Eight, etc., etc. Não gostei de tudo mas fui descobrindo coisas que de outra forma é quase impossível. Contudo, se eu só oiço música à sorte nem sequer tenho a oportunidade de associar a uma banda ou cena musical. È só uma música perdida no tempo. Pessoas que ouvem assim a música são capazes de dizer que adoram Beethoven, mas na verdade ouvem os movimentos das sinfonias à sorte. Acho que Beethoven espetaria uma chapada a quem ouvisse a música dele assim.

Depois gostar de ouvir música não significa o mesmo para toda a gente. Para mim ouvir a música que gosto é um exercício de absorção. Ouvir, entender, perceber os pormenores, entender a mensagem (Lírica ou não)... Hoje em dia o pessoal tem umas centenas de músicas aleatórias e ouve-as à sorte e dizem que gostam de música. Não entendem nenhuma em particular nem absorvem qualquer tipo de detalhe. É tipo fast food. Para mim essas pessoas não gostam de ouvir música. Gostam de ouvir ruído, que nem lhes interessa se é bom ou mau, só lhes interessa povoar a audição com ruído e depois "Ah eu adoro Led Zeppelin, a Stairway to Heaven é a melhor música de sempre" (Substituir banda por Queen, Black Sabbath, Metallica e música por Bohemian Rhapsody, Paranoid e Nothing Else Matters).

Mas atenção, apontem a alguém que o conhecimento deles sobre determinada banda é superficial e eles dirão "Ah eu gosto mas não sou fanático" lol

Isto para dizer que o consuma da música mudou muito e o "attention span" das pessoas é cada vez menor. Ninguém se senta uma hora para ouvir um disco. Quanto mais para ir ler sobre o disco e ir conhecer mais coisas?

Quanto ao assunto da guitarra, para mim toda a discussão acerca da guitarra estar morta é fútil. Uma guitarra é um instrumento, nada mais. É um pau com cordas. É como dizer que as espadas estão mortas, bem, são menos utilizadas, mas levem com uma espada bem feita e afiada na cabeça e quem fica morto é quem leva com ela.

A utilização e fama de certos objectos varia com o tempo, e a guitarra não é excepção. É certo que como alguém disse, o pessoal leva a viola para escola. É portátil e faz-se figura com a viola, e isso inflaciona a suposta popularidade da guitarra, mas na verdade o número de pessoas que realmente toca e pratica guitarra com afinco é, se calhar, um décimo do total de guitarras vendidas todos os anos (E acho que até é um número optimista). Da mesma forma milhões de pessoas têm o Adobe Photoshop instalado no pc, mas quantos deles é que o sabem usar realmente bem e fazem coisas de valor no mesmo? Todos acedemos ao google mas quantos de nós o usam para realmente se informarem?

Portanto a guitarra existe e continuará a existir. Haver menos vendas de guitarras não signifique que se uso menos. Apenas significar que se venderam menos guitarras e as causas para essa quebra nem sempre têm a ver com haver menos compradores. Qualidade, preço (e poder de compra) e relevância são os factores que interessam analisar para os números de vendas. E se calhar os fabricantes deviam perder mais tempo nisso.

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