TheGP_GTi

Como é andar num conservatório?



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pipes    3567
há 18 horas, tmo disse:

@TheGP_GTi O que é mais bonito, o vermelho ou o azul? a resposta é obviamente subjectiva. Assim é a resposta à tua pergunta original, "como é andar num conservatório?" é conforme as pessoas que encontrares lá dentro. Tanto podes gostar como detestar, basta que não atines com a personalidade de algum professor mais sério ou intransigente, ou que não gostes das músicas que te ponham a tocar estudar.

Portanto, até respondi às tuas perguntas, de forma ligeiramente indirecta. Nada como fazeres uma pesquisa na net, veres qual é aquele que fica perto da tua área de residência e dás lá um salto, como o @pgranadas sugeriu. Tens os conservatórios públicos e os privados, o ambiente é sensivelmente idêntico no que respeita à interacção entre alunos e professores, até porque muitas vezes há professores comuns, mas nada como veres pelos teus olhos. Se fores ao de Lisboa, depois conta com é que está de aspecto ou se ainda está de pé.

A educação não é subjetiva, ainda que a pergunta e consequente resposta possa ter um carácter subjetivo.

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TheGP_GTi    5
há 6 horas, PCanas disse:

Para começar, tens que fazer provas de admissão, pelo menos nos públicos. Os privados são pagos, por isso quanto menos souberes, melhor... para eles. Nos privados, faz a conta a uns 200+ € por mês.

Há limites de vagas, por isso é bom que sejas mesmo muito bom e que toques muito bem na tua prova de admissão. Podes ter a sorte de haver menos concorrentes que vagas, e aí, a não ser que sejas um completo desastre, em princípio entras.

Quanto ao nível de exigência, é como já foi referido. É uma escola especializada e exigente. Esperam-te várias horas de estudo por dia, todos os dias, faça chuva ou faça sol. A EMCN (Escola de Música do Conservatório Nacional), em Lisboa, forma grandes músicos, mas não é por ser o EMCN, é por alunos se aplicarem muito àquilo.

No que toca a repertório, anda mais na onda da chamada "música clássica", pelo menos nos primeiros anos.

Tens várias disciplinas ligadas à música, obviamente, e outras de "âmbito geral", como as que tens na escola. Nas disciplinas musicais, vais tendo mais em cada ano, e as que já tinhas vão complicando. Há testes nas disciplinas teóricas, audições para a disciplina do instrumento, e exames para as duas. As audições basicamente são pequenos concertos a solo, ou acompanhado pelo piano. Tudo isto conta para a nota, principalmente as audições e os exames. Tens várias por ano lectivo, normalmente no fim dos períodos. Por falar em fim de período, férias são férias só de nome. Um músico que estuda num conservatório não tem férias.

Há um programa pré-definido, como em todas as escolas, e tens que te esforçar para acompanhares o andamento. Ninguém (professores) vai esperar por ti. Não sei se ainda é assim, mas tens limite de chumbos, ou seja, não podes chumbar mais que x vezes.

A duração de um curso completo num conservatório são 8 anos, um para cada grau, partindo do princípio que não chumbas. Penso que nalguns casos possas fazer acumulação, ou seja, 2 graus num ano.

Depois do conservatório, podes seguir para uma escola superior, que basicamente é uma universidade específica para a música. É, obviamente, ainda mais exigente que o conservatório.

 

Se fores da zona de Lisboa, ou lá perto, passa pela EMCN e fala com o pessoal que anda lá, e eventualmente com os professores. Certamente vais encontrar quem não goste muito de lá andar, mas a grande maioria vai-te dizer que é a segunda casa deles, e vão confirmar o grau de exigência que já foi dito aqui ;)

Obrigado pelo feedback!

Já agora, imagino que num conservatório a palavra "distorção"  seja quase pecado, ou os tempos mudaram? :P 

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PCanas    883
há 15 minutos, TheGP_GTi disse:

Obrigado pelo feedback!

Já agora, imagino que num conservatório a palavra "distorção"  seja quase pecado, ou os tempos mudaram? :P 

Dentro do contexto do que é estudado no conservatório, sim, é "pecado".

Se queres aprender rock não vais para um conservatório, pela mesma razão que se queres aprender  violoncelo não vais para o Hot Club. São estilos diferentes e escolas especializadas nesses estilos. Não quer dizer que num conservatório só toques música com 300 anos, também tocas coisas de hoje, mas não esperes tocar Xutos nem Metallica. Uma coisa é o que o pessoal (alunos e profs) gostam de tocar e ouvir, outra coisa é o programa específico da escola. Por exemplo, conheço um prof de percussão no conservatório em Lisboa que é baterista numa banda de metal e percussionista numa orquestra sinfónica.

Podes aprender lá muita coisa, teórica e prática, para depois "cá fora" fazeres o que quiseres.

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pgranadas    2117
há 3 horas, PCanas disse:

conheço um prof de percussão no conservatório em Lisboa que é baterista numa banda de metal e percussionista numa orquestra sinfónica.

O que exige uma disciplina incrível. Porque ou se gosta das duas coisas, ou se passa 8 anos a detestar a sua vida. Por isso entrar num conservatório tem de ser algo tremendamente ponderado. Pessoalmente, ia odiar.

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tmo    1329

... há coisas que se aprendem a gostar...

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mpexus    483

Acho que só se entra para um Conservatório quando se realmente gosta muito mas mesmo muito de Música e ser aprofundar e aprender ao maximo. Ninguém vai para ali para aprender a tocar Guitarra, Flauta  ou Violino, isso pode-se fazer em casa ou com instrutores ou numa qq escola de música.

 

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pgranadas    2117
há 2 horas, mpexus disse:

Acho que só se entra para um Conservatório quando se realmente gosta muito mas mesmo muito de Música e ser aprofundar e aprender ao maximo. Ninguém vai para ali para aprender a tocar Guitarra, Flauta  ou Violino, isso pode-se fazer em casa ou com instrutores ou numa qq escola de música.

 

Discordo, uma pessoa pode gostar muito de música e querer aprofundar, mas não estar de acordo com o programa típico de um conservatório.

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tmo    1329
há 3 horas, mpexus disse:

Acho que só se entra para um Conservatório quando se realmente gosta muito mas mesmo muito de Música e ser aprofundar e aprender ao maximo. Ninguém vai para ali para aprender a tocar Guitarra, Flauta  ou Violino, isso pode-se fazer em casa ou com instrutores ou numa qq escola de música.

 

Eu fui forçado a andar num "conservatório particular" (tinha equivalências) quando era puto, porque a minha avó era professora de piano lá. Andei 6 anos nessa escola, entre os meus 6 anos e os 12. DETESTEI... obviamente que não acabei a coisa, longe disso e não era propriamente um aluno exemplar.

Agora, a grande pergunta é o porquê que detestei, foi o ensino, foram os professores, os conteúdos? Um pouco de tudo aliado ao facto de ser lá despejado a seguir ao almoço e sair já o sol se tinha posto, duas vezes por semana... não é assim que se estimula o gosto pela música, mas era assim que se pensava nos anos 80. A minha avó até dizia que eu tinha jeito para a coisa, mas eu não gostava das aulas, sinceramente não fazia puto de ideia sobre o que estava lá a fazer, apenas me sentia revoltado, e as condições da dita escola não eram necessariamente as melhores, não para um puto de 1º e 2º ciclo passar o dia inteiro. Recreios? que é isso? Viva a parentalidade dos anos 80, era tudo a pensar em nós... bárbaros.

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mpexus    483

 

há 44 minutos, pgranadas disse:

Discordo, uma pessoa pode gostar muito de música e querer aprofundar, mas não estar de acordo com o programa típico de um conservatório.

Então não vai para o Conservatório... anda em escolas isoladas e estuda por ele. 

há 4 minutos, tmo disse:

Eu fui forçado a andar num "conservatório particular" (tinha equivalências) quando era puto, porque a minha avó era professora de piano lá. Andei 6 anos nessa escola, entre os meus 6 anos e os 12. DETESTEI... obviamente que não acabei a coisa, longe disso e não era propriamente um aluno exemplar.

Agora, a grande pergunta é o porquê que detestei, foi o ensino, foram os professores, os conteúdos? Um pouco de tudo aliado ao facto de ser lá despejado a seguir ao almoço e sair já o sol se tinha posto, duas vezes por semana... não e assim que se estimula o gosto pela música, mas era assim que se pensava nos anos 80. A minha avó até dizia que eu tinha jeito para a coisa, mas eu não gostava das aulas, sinceramente não fazia puto de ideia sobre o que estava lá a fazer, apenas me sentia revoltado, e as condições da dita escola não eram necessariamente as melhores, não para um puto de 1º e 2º ciclo passar o dia inteiro. Recreios? que é isso? Viva a parentalidade dos anos 80, era tudo a pensar em nós... bárbaros.

O ser-se forçado em nada tem a  ver com o querer ir ;) 

Aliás eu sou dos que digo que muita gente só deveria voltar a estudar depois dos 30s... émais adulto e maduro (espera-se) , sabe bem o que quer e vai acabar por tirar muito mais proveito do que lhe ensinam do que um puto de 20 anos numa qq faculdade, em que só pensa em comer a gaja (ou o gajo) da secretaria ao lado e a amiga/o, ou entao ir pa noite estourar 4xs o valor das propinas em copos.

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exmusico    81

A menos que se goste de música clássica e erudita, andar no conservatório é contraproducente para quem quer fazer carreira musical em géneros contemporâneos.

Mas tb reconheço que Portugal não é o país ideal para  se aprende música contemporânea...

Eu fiz conservatório e a única coisas que lhe devo é a velocidade. Todo o resto são vícios que nunca perderei e que até ma chateiam qd estou a improvisar jazz ou outro estilo e lá vou cair em frases da música clássica... 

  • Riso 1

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