F.Coelho

Escala menor melódica sem complicações?



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F.Coelho    256

Tudo o que vou escrever é  minha opinião tão somente. Pretendo transmitir uma forma prática que arranjei em tempos para resolver um problema com que me deparava a tocar a escala melódica. Vou tentar ser o mais simples que puder. Acreditem que depois de encaixado torna-se simples. Vamos lá.

Fazer escalas na guitarra é aborrecido mas muito útil. Existem muitas formas de fazer as escalas, 2 a 3 notas por corda, 3 notas por corda, 4 notas por corda e até 5 notas por corda.

Na guitarra existem dois eixos: o vertical, que para mim corresponde a fazer um determinado modo, por exemplo, o dórico, 3 notas por corda, para baixo e para cima sucessivamente e martelar até cansar; e o horizontal, que corresponde a fazer, por exemplo, uma escala, numa corda qualquer.

Aprendemos os modos isoladamente. Solidificamos a forma de fazer qualquer modo a partir de qualquer posição. Ou seja, trabalhamos bem no eixo vertical. E quanto a desviar-nos 4 trastes, assim de repente, por exemplo, e continuar na tonalidade? Para os modos gregos, para mim é fácil. Mas a escala melódica é diferente, é outra escala, outra configuração. Então como baixar 4 ou 5 trastes e continuar na tonalidade?

Arranjei a solução com estas figuras:

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Que raio é isto? Nada de pânico. Para já aparentam dois braços de guitarra. Temos as cordas e temos os trastes, do primeiro até ao 12º visível por duas barras verticais. Depois temos mais 3 trastes. Compreendido?

E porquê 2 braços? Eu explico. Se colocasse tudo num só braço, a imagem ia ficar de tal maneira complicada que mais valia não escrever nada. Assim desdobrei o braço, e tudo corresponde afinal à mesma guitarra.

Agora vamos supor que temos um backtrack que é mesmo apropriado a uma improvisação com a escala menor melódica em F.

Como vamos divagar os nossos dedos pela guitarra, ao sabor da mente? Simples. Com base no treino que fizemos com as figuras acima.

Que figuras são essas? Perguntam vocês, e com razão. As figuras são aquelas que bem entenderem. Aquelas que a vossa imaginação apelar.

No meu caso, a minha imaginação viu o seguinte (do primeiro traste para a frente, alternando entre o braço de cima e o braço abaixo):Um H; Um D; Um X; Uma Tenaz; Um copo invertido e finalmente dois X pequenos. Ainda se pode criar mais uma figura a seguir a esta. Não está lá mas para mim vejo dois ouros (da figura das cartas) um sobre o outro. Conseguem ver?

Então é isto. Fixando 6 figuras (ou 7, se considerarem os ouros), temos muitas notas para brincar.

Como aceitar este modo. Arranjar uma sequência simples com acordes da escala menor melódica em F e fazer um backtrack. Depois pôr a tocar devagar e começar a treinar figura a figura. Não se preocupem. Quando derem por isso já estão a passar trabalhar no eixo horizontal como grandes artistas, e a saltar 4, 5, 6 ou mais trastes.

Uma dica. Esta escala tem uma benéfica escala pentatónica escondida. Quando houver aflições é fazer uma "pausa" nela e voltar à escala melódica.

Espero que tenha sido útil. E qualquer dúvida cá estou para esclarecer.

 

 

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tmo    1727

Parece-me que tens aí algumas incongruências. Percebo o conceito geral, mas o desenho, se calhar...

Basicamente o que estás a dizer é algo que eu aprendi logo no início, há mais de 20 anos atrás, que são as diferentes posições numa escala. Curiosamente comecei pela pentatónica menor de blues, com a 4ª aumentada/5ª diminuta como nota extra para aquele sonzinho do demo (faz o trítono, chamado por muitos como o acorde do diabo, mas isto tem uma longa história e não deve ser interpretado à letra).

Bom, o conceito das posições é, tão simplesmente como o conceito dos modos, a cada posição corresponde um modo de uma tonalidade base. Na altura, chegaram-me 4 posições (pentatónica, certo? a 5ª posição é a repetição da 1ª uma oitava acima) e com essas 4 posições dominei o braço da guitarra. Entre a pentatónica menor e as escalas naturais menores foi um saltinho, foi apenas introduzir digitações por cada posição. Voilá, feito, toda a escala do braço ficou desbloqueada em termo conceptuais. Introduzir as menores harmónicas e melódicas foi instantâneo. Curiosamente, os nomes dos modos continuam a escapar-me como a lebre da raposa... mas a minha teoria fica-se mais ou menos por aqui.

Relativamente aos teus desenhos, por questões de interpretação, vou considerar a linha de cima como o Mi agudo e a de baixo como o Mi grave (faltam-te indicações sobre estas referências) na afinação convencional Mi-Si-Sol-Ré-Lá-Mi (cordas agudas para as graves).  Nesta leitura, tens inconsistências no desenho quando mudas de cor, por exemplo, a amarelo escolhes digitar o Sol# (ou o Láb), mas a rosa, a vermelho, e em ambos os verdes já não (ora para Fá menor, Láb é apenas a nota que define se a escala é maior ou menor, o que significa que TEM de estar presente em todas as possíveis digitações ou modos com base na sua relativa maior, que é nada mais nada menos que... b Maior ou a origem dos modos a ela relativos)... isto para te manteres DENTRO da mesma tonalidade.

Se, por outro lado, pretendes apresentar diferentes posições para os diferentes modos de Fá (implica mudança de tonalidade de modo para modo), então tens outro problema pois a nota não aparece em todas as cores (posições ).

Repensa lá isso... ou os grafismos... ou apresenta uma afinação que se enquadre com os desenhos...? Assim como está parece-me engatado... corrijam-me por favor.

  • Obrigado 1

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F.Coelho    256

Sim de facto tens razão. Tentei simplificar os desenhos. E ao colocar a pentatónica a descoberto o desenho já se complicou, como se vê.

Mas deixa-me apresentar as minhas razões.

Para já este esquema não é académico. Este esquema destina-se a associar figuras a uma digitação, sendo útil nos estágios iniciais da improvisação. E quando se improvisa, se falta alguma coisa, se a nota não está nesta figura, estará logo na figura ao lado.

Esta mnemónica tem uma coisa boa, oferece digitações diferentes da digitação de, por exemplo, 3 notas por corda. É mais fácil os sweep. O som sai mais Jazz. Mais estranho (apesar de estarmos a falar de um conjunto igual de notas).

De facto Láb não está presente em todas as figuras. Mas como uma mnemónica tem que funcionar como um todo.

As mnemónicas são úteis. Por exemplo, para memorizar as 3'as e 5'as de uma nota:

de Ré: Rafael  -> Ré Fá Lá

de Lá: Lancha de Desembarque Média (LDM) -> Lá Dó Mi

de Fá: Falado -> Fá Lá Dó

etc

Depois de algum tempo, se continuares a insistir nas mnemónicas o cérebro dispensa-as e começa a pensar só naquilo que importa, pois não faz sentido continuar a sobrecarregá-lo com a palavra Rafael.

Outro exemplo, por absurdo: o computador trabalha a "0" e "1", mas para trabalharmos com ele temos uma linguagem diferente. Se fossemos "super inteligentes" e se soubéssemos que, por cada comando ou acção que executamos, a correspondente combinação de "0" e "1", ao fim de algum tempo dispensávamos a linguagem de interface e passávamos a digitar só "0" e "1" (linguagem pura de máquina).

Ora aqui, passa-se o mesmo. Tens 6, ou 7 figuras que são simples de decorar (cada um pode arranjar as figuras que quiser tal como disse). Se houver muita prática, ao fim de algum tempo o cérebro vai dispensar a mnemónica e de forma "acessível" toda a escala fica solidificada no cérebro.

Volto a dizer: este esquema não é académico.

 

 

  • Gosto 1

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