Farinha do Pao

HEAVY METAL + FADO - Novo Single dos Allamedah



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tmo    1730

Aviso: parede de texto, ler com calma

@exmusico estás a assumir que toda a gente que é músico tem os mesmos objectivos, ou, se preferires, todos os músicos aspiram ao sucesso. Quando alguém assume uma tipologia de expressividade que sabe ser diferente do mainstream, já está a contar com o fazer música pelo amor à camisola. Neste sentido, toda e qualquer publicidade é boa. Se o attention span da música é de 30 segundos por ouvinte, eh pah, quem perde é o ouvinte, perde a oportunidade de ficar a conhecer coisas diferentes. Destes ouvintes estou eu bem servido, são o pão nosso de cada dia. Depois, as estatísticas dificilmente mostram outros aspectos dos ouvintes que se mostram importantes para discernir se se está a chegar ao público alvo (daí não dar muita importância a essas estatísticas), que são a idade, os gostos pessoais ou o porquê que clicaram no link para ouvirem a música. Quanto às play list do youtube, há muita negociata por detrás do balcão frontal, há muita promoção paga a peso de bitcoin para colocar este ou aquele à frente de todos os outros ou a aparecer constantemente nas buscas independentemente das palavras chave procuradas. Atirar com estatísticas para o meio da mesa como justificação de um argumento mas sem o background necessário para as ler... não chega. Avanço eu que a grande maioria dos cliques que duram 30 segundos resultam de clique de pessoas que à partida não gostam de metal, ou se não ouvem voz logo à entrada, mudam para outro lado. Há tanta, mas tanta possibilidade por detrás destas estatísticas que nem vale a pena entrar nelas, pois não existe a informação necessária para poder extrair ilações coerentes ou minimamente significativas para o caso presente.

Permite-me assumir um "mea culpa" pela expressão utilizada atrás de "mentecapez do público do youtube", foi claramente exagerada, no entanto com algum pingo de verdade no sentido de que existe uma grande quantidade de pessoas à procura de coisas que do meu ponto de vista têm pouco valor artístico, pois são uma repetição de cassetes e fórmulas mais que batidas e comprovadas serem o segredo para a ruína espiritual que a música traz ao criador.

Mais, o Youtube não é padrão de coisa nenhuma, é uma plataforma de publicação e como tal é um negócio. Tem a grande vantagem de contar com uma base de dados gigantesca que permite gerir o income conforme for mais conv€nient€ ao cli€nt€ pagant€. Equanto mais pagares, mais visibilidade tens. Os gajos ganham por dois lados, um pelos anúncios que impingem ao ouvinte, outro, pelo que recebem dos autores para que os respectivos canais possam surgir em mais playlists. Daqui a tirar ilações das estatísticas que são apresentadas implica uma grande dose de informação que o Youtube até terá acesso, mas que não a disponibiliza facilmente, pois informação vale pilim e eu tenho a certeza de que eles não dão abébias ou borlas.

Eu tenho publicações no youtube, têm meia dúzia de visualizações e muitas delas incompletas. Yeah!, apareci no ecrã de alguém, nem que seja por uns instantes. Vai voltar? não sei, clickou like? Quero lá saber, pelo menos por agora. Não faço do Youtube a minha vida. Neste momento serve como repositório de recurso para apresentação do meu portfólio, por exemplo quando me apresento a outros músicos para formação de banda.

Eu também tenho filhos em casa e também sei como é que os educo a ouvirem música. As escolhas deles serão claramente diferentes das dos teus, e também vão ser eles a consumir música daqui a uns anos... só que o problema está aí. Consumir. Eu não faço música para consumo, não é para beber com palhinha ou descartar a embalagem quando estiver vazia. A minha música espero-a desconfortante, que conte uma história, que emocione, que faça o ouvinte querer voltar a ouví-la vezes sem conta, que se mostre atemporal. São os meus objectivos, não os de todos e claramente que algo semelhantes aos dos Allamedah, no sentido em que escolheram expressar-se num género que por si só funciona como uma espécie de ghetto no qual o main stream tem medo de entrar. Os preconceitos associados ao metal nos anos 80 continuam presentes.

Posto isto, a criação de títulos hoje em dia anda pela hora da morte e aí sim, o escolhido para este caso foi infeliz. Tão simplesmente porque coloca o ênfase da música num aspecto que é o mais irrelevante, que é a coexistência das duas expressões musicais. Ao se exaltar o ênfase no Metal e Fado, o ouvinte perde por completo a oportunidade de apreciar a música pelo que ela é, e fica à procura das partes onde estes estilos coexistem. Como não acontece logo ao início... "bah, estão a enganar-me..." e o resto já sabemos.

Quando clickei para ouvir o tema, preferi esquecer-me do título apresentado e deixar-me levar pelas malhas apresentadas e surpreendi-me, coisa que agradeço aos autores.

@kyuuga como poderás compreender, estes moços não são propriamente noviços nisto e que a criação de um vídeo com esta produção implica algum investimento financeiro que vai um pouco além da bolha dos amigos e família. Para haver este vídeo teve de haver primeiro uma boa produção da música, o que também tem custos. Compreende também que os comentários sobre "uma música mais curta" ou "que vá directamente ao assunto" são claramente antagónicos ao que os Allamedah têm vindo a apresentar.

Isto para dizer que compreendo as vossas "queixas" mas analisem bem os porquês que as fazem. Não é o "attention span" de 30 segundos que as estatísticas apresentam, ou o ter avançado para a frente para ouvir a combinação dos géneros musicais que está errado na vossa argumentação, foi o terem sido levados a acreditar numa resultado fruto de um título algo sensacionalista (muito em voga hoje em dia) que procura chamar a atenção ao aspecto mais irrelevante da música em questão, mesmo que tenha sido o conceito original para a sua criação.

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exmusico    82

Seria  interessante saber quais são as motivações desta banda: se querem + público, se querem  fama, notoriedade etc. Admito que sim mas pode não ser...

É porque se  tocam apenas por gosto ou realização pessoal: já cá não está quem falou. 

Mas se querem aparecer e fazer mais concertos e desenvolver carreira ( e obter rendimentos para sustentar a actividade da música- exemplo da comprar de material) , então  repito: a opção artística dum tema de 5 minutos é arriscada.

 

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mpexus    632
há 8 horas, tmo disse:

 

Isto para dizer que compreendo as vossas "queixas" mas analisem bem os porquês que as fazem. Não é o "attention span" de 30 segundos que as estatísticas apresentam, ou o ter avançado para a frente para ouvir a combinação dos géneros musicais que está errado na vossa argumentação, foi o terem sido levados a acreditar numa resultado fruto de um título algo sensacionalista (muito em voga hoje em dia) que procura chamar a atenção ao aspecto mais irrelevante da música em questão, mesmo que tenha sido o conceito original para a sua criação.

Se não tivesse sido o titulo eu nem teria clicado para ir ver ;)

Eu não sou de todo o o público alvo é certo, sim conheço o nome da banda  e como já ouvi o que fazem  seria mais um Post que eu lia o titulo e passaria à frente, mas sim... fui espreitar por curiosidade atraído pelo Titulo. Tipo como uma Banda que anda aí agora muito em Voga a fazer Pop Rock mas como se mascaram de Padres chamam-lhes "Metal"... sempre que vejo saiu o novo teledisco, disco etc.. não vou ver.. não me atrai.

Tudo o que seja feito Artisticamente e seja exposto em Público é para Consumo, venda ou não venda mas o intuito original é fazer os outros consumir. É um pouco a estória da chamada Musica Comercial e não Comercial.. se é posta à venda é Comercial, se não fosse seria dada.



 

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exmusico    82

Em todo o caso: 19000 visualizações em  3 dias não deixa de ser notável mesmo considerando os aspectos focados da duração!

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tmo    1730
há 9 horas, mpexus disse:

Se não tivesse sido o titulo eu nem teria clicado para ir ver ;)

Eu não sou de todo o o público alvo é certo (...)

 

Então a minha pergunta é, para quê responder ou dar aquelas opiniões?

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mpexus    632

Lá por não ser o publico alvo não quer dizer tenha opinião, além disso no Post original está lá bem explicito:

- Deixem a vossa opinião pessoal

;)

 

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Agradeço a todos os comentários, foram opiniões bastante construtivas que é o que se quer.

Com certeza que nos próximos temas vamos ter mais atenção na sua estrutura para que se torne mais apelativa aos ouvintes.

Vamos ter isso em Conta!

Obrigado pessoal

:yes:

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mpexus    632

Isto é um pouco Pau de dois Bicos... vocês  têm que fazer aquilo que querem e vos dá na cabeça e se quiserem ouvir terceiros então procurem BONS Produtores e ouçam-nos a eles.

Maior das Sortes.

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Alguém    49
On 6/1/2018 at 09:08, Farinha do Pao disse:

Deixem o vosso comentário pessoal e partilhem!

Lá vou eu desenterrar este tópico para, talvez, acrescentar um pouco de nada.

Tive o meu primeiro contacto áudio com os Allamedah quando passaram na SuperFM. Daquelas coisas em que estou a trabalhar com música de fundo e de repente há algo que me capta a atenção e me leva a desconcentrar do trabalho. De imediato tratei de entrar em contacto com a SuperFM via Facebook Messenger (vai fazer 1 ano no dia 23 deste mês) para saber quem eram os moçoilos.

 

Ouvi-a muitas vezes, quer no carro, quer no trabalho, quer enquanto estava a afinar a guitarra durante os ensaios.

Epah, é muito boa! Toda ela, desde o início até ao fim. Talvez eu seja suspeito por gostar de metal, mas aqueles "famigerados" 3:30 até ao fado a mim soam muito bem. Aliás, eu nem sabia que era "possível" contabilizar o tempo entre o início da música e o fado até ler este tópico. Para mim não faz sentido essa "separação", tal é a fluidez e naturalidade que sinto quando a ouço.

Em jeito de desabafo, até senti uma certa inveja por não fazer parte desta banda. :ph34r:

As far as I'm concerned, keep calm and carry on rocking!

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