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F.Coelho

(Tutorial) - Sinais FX: Equipamentos Digitais ou Analógico?



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xtech    2773

@Coelho135 boa dissertação, parabéns! :yes: . Conteúdo muito interessante e obrigado por partilhares o conhecimento.

Eventualmente poderemos promover isso a um tutorial ou eventualmente completar o artigo sobre conversão analógico-digital que temos ali no dicionário:

 

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F.Coelho    127
há 16 horas, mpexus disse:

Interessante isto do Digital, pq ainda hoje ouvi o Rick Beato num video a falar de Kbs e Samplings:

No livro que ando a ler deparei-me com um dado interessante: o nosso genoma está preparado para vivermos as condições de vida que existiam há 50.000 anos atrás (imaginem o quão primitivos somos, segundo o autor). E isto, porque, se uma prática é de adaptação, o tempo que demora a ser inscrito no genoma humano é de 50.000 anos!!! (esta programação está muito lenta).

Uma vez um médico disse-me, mais ou menos isto: "No nosso corpo tudo tem de funcionar, mesmo que seja obrigado a isso. Quando, por exemplo,  uma dada parte não é estimulada suficientemente, vai-se degradando e acaba por deixar de funcionar".:D

Quer isto dizer, caso se mantenha tudo em mp3, que daqui a 50.000 anos estaremos a ouvir menos frequências que hoje?

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pgranadas    2102
há 26 minutos, Coelho135 disse:

Quer isto dizer, caso se mantenha tudo em mp3, que daqui a 50.000 anos estaremos a ouvir menos frequências que hoje?

Felizmente o sentido da audição não existe exclusivamente para ouvir música...

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F.Coelho    127

No processo de amostragem temos em consideração o teorema da amostragem de Nyquist–Shannon

(pode ser consultado em https://pt.wikipedia.org/wiki/Teorema_da_amostragem_de_Nyquist–Shannon)

Neste link pode-se ler:

“Pode-se concluir então, que o teorema mostra que um sinal analógico, limitado em banda, que foi amostrado, pode ser perfeitamente recuperado a partir de uma sequência infinita de amostras, se a taxa de amostragem for maior que 2*Fm amostras por segundo, onde Fm é a maior frequência do sinal original. Porém, se um sinal contiver uma componente exatamente em Fm Hertz, e amostras espaçadas de exatamente 1/(2Fm) segundos, não se consegue recuperar totalmente o sinal.”

O que isto quer dizer? Supondo que a Fm (frequência máxima do sinal) é 20KHz (limite mais alto do áudio). Amostras espaçadas em 1/(2Fm) segundos, significam:

 

1/(2Fm) = 1/(2x20.000) = 1/(40.000) segundos

 

Ou seja, o que quer dizer é que deve ser evitada a frequência de 40Khz, como frequência de amostragem.

Quando estudei, este problema na área das comunicações e também na estatística (há muito tempo atrás) retive a ideia (que ainda mantenho) que a frequência de amostragem deveria ser sempre pelo menos 3 vezes superior à frequência máxima presente no sinal, para uma melhor eficácia.

 

No caso do áudio, assume-se que a frequência máxima presente será de 20 Khz. Pelo que, pelo que me foi ensinado, a frequência de amostragem deveria ser de 60Khz. A pedaleira Zoom Gn5 tem uma frequência de amostragem de 44,1 Khz que está em consenso com o teorema da amostragem de Nyquist–Shannon, mas não corresponde a 3 vezes a frequência de 20Khz.

 

Mas, se tivermos em conta que a frequência de amostragem deve ser 3 vezes superior à frequência máxima, para uma melhor eficácia, os 44,1KHz que a pedaleira tem, são eficazes para frequência até 14,7Khz (14,7 X 3 = 44,1). Para sinais áudio acima de 14,7 Khz o sistema já não é tão eficaz (talvez seja por isso que os harmónicos nos solos de distorção e ou overdriven não soem tão bem).

 

Um outro problema resulta do processo de amostragem. As frequências mais baixas têm mais pontos de amostragem durante um ciclo do sinal áudio do que as frequências mais altas. E portanto, à partida as frequências mais baixas são mais “beneficiadas” no processo do que as altas. Tentemos perceber isso nos dois gráficos que se seguem.

 

5b167aa3d25fc_1amostragem.png.86707b89b5f92f3c8814faa04f3745d8.png

 

5b167aafc28b2_2amostragem.png.f1a41bc73bbc035a25bc75fbc7cc4225.png

 

 

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mpexus    466
há 2 horas, Coelho135 disse:

No livro que ando a ler deparei-me com um dado interessante: o nosso genoma está preparado para vivermos as condições de vida que existiam há 50.000 anos atrás (imaginem o quão primitivos somos, segundo o autor). E isto, porque, se uma prática é de adaptação, o tempo que demora a ser inscrito no genoma humano é de 50.000 anos!!! (esta programação está muito lenta).

Uma vez um médico disse-me, mais ou menos isto: "No nosso corpo tudo tem de funcionar, mesmo que seja obrigado a isso. Quando, por exemplo,  uma dada parte não é estimulada suficientemente, vai-se degradando e acaba por deixar de funcionar".:D

Quer isto dizer, caso se mantenha tudo em mp3, que daqui a 50.000 anos estaremos a ouvir menos frequências que hoje?

Já hoje ouvimos menos frequências do que ouvíamos há 100-200 anos, somos bombardeados diariamente com sonoridades altas e repetitivas das mais variadas fontes do que alguma vez fomos.

Há muitos muitos anos li um artigo sobre perda de audição e lá era dito que um ser humano que viva de forma mais primitiva tipo numa floresta começa a perder audição por volta dos 60 anos, por sua vez que viva numa cidade começar a perder pelos 20.

Daqui a 50 mil anos possivelmente já cá nem estamos ;)






 

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F.Coelho    127
há 3 horas, mpexus disse:

Há muitos muitos anos li um artigo sobre perda de audição e lá era dito que um ser humano que viva de forma mais primitiva tipo numa floresta começa a perder audição por volta dos 60 anos, por sua vez que viva numa cidade começar a perder pelos 20.

É como um programa que vi há tempos sobre a extinção da vida humana na terra. Se todas as fontes de ruído que se associam ao factor humano (carros, aviões, fábricas, etc) parassem todas num dado momento, só passadas 48 horas a terra estaria em silêncio.

1 dB pode ser definido como o ruído produzido por um mosquito a cerca de 3 metros. Agora, imagina uma cidade à noite. Milhares de casas, milhares de frigoríficos, milhares televisões, ..., o ruído produzido em outras partes do mundo que tem um efeito somatório e que nos chegam sob a forma de sons de milhares de mosquitos. O nosso silêncio à noite anda à volta de 40 dB!!!

Vim agora de uma loja onde vi um produto que se chama "Amplitube 4". Já estive a ver na net a sua aplicação. Onde vamos chegar? A única coisa que mantém real é a guitarra. Por enquanto...

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mpexus    466

O Amplitube 4 já tem até uns anitos e nem é o melhor, há melhores ;)


 

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tmo    1302

Um que está muito em voga agora é o BIAS...

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pgranadas    2102
há 23 horas, tmo disse:

Um que está muito em voga agora é o BIAS...

Por acaso estou a apreciar a Helix. Com o Virtual Rack a colorir e comprimir, soa bem.

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F.Coelho    127
On 04/06/2018 at 22:06, tmo disse:

Segundo, por muito que custe a acreditar, o nosso cérebro funciona de forma digital, no sentido em que não sentimos/absorvemos o contínuo da realidade, mas antes samples desta, questão válida para os sentidos que captam frequências da realidade (visão e audição).

Excelente apontamento TMO. Vários artigos e fontes podem ser encontrados. Coloco este:

https://brainworksneurotherapy.com/what-are-brainwaves

Já todos ouvimos falar de jammimg, deixo aqui outra referência:

https://en.wikipedia.org/wiki/Radar_jamming_and_deception

Este post, também deveria constar no tópico das tendências da música.

Existem estudos no sentido de interferir com a capacidade de decisão do Homem. Tal passa por fazer uma espécie de jamming.

E falar de jamming ao cérebro não é ficção, noutro contexto vejamos:

http://capeandislands.org/post/general-anaesthesia-jamming-device-your-brain#stream/0

A música que hoje se consome abusam dos graves (baixos e fortes)... o resto é especulação... do cérebro.:)

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