F.Coelho

(Tutorial) - Controlo do "Tone": Potenciómetro Logarítmico ou Linear?



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F.Coelho    234

Tutorial - Controlo do "Tone": Potenciómetro Logarítmico ou Linear?

Resumo:
Muitas vezes surge a dúvida sobre os potenciómetros de guitarra. Quais escolher? Porquê? Como funcionam? Quais os mais adequados ao som que procuras? Sabe aqui neste tutorial
...


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tmo    1638

Mais uma loucura do @F.Coelho... um bocado... extensa, mas muito informativa.

Boa onda...

Alguns comentários:

  • Há um tipo de potenciómetro chamado de Log Invertido, e este é supostamente ideal para o tone. Um pot logarítico, dependendo do respectivo valor, poderá dar um resultado tipo "on/off" em termos de efeito de "filtro passa baixos". Há muita gente a utilizar pots lineares para o tone.
  • Dependendo do valor, os capacitadores (Caps, que creio não serem o mesmo que condensadores, mas os letrados no assunto que se manifestem) podem cortar diferentes frequências, incluindo as graves. Podemos ter assim um controlo de EQ passiva (corte, apenas) de várias frequências (ou intervalos).
  • Os gráficos apresentados apesar de me parecerem correctos, fazem um pouco de confusão pois têm a escala orientada para outros lados. Geralmente coloca-se a origem no canto inferior esquerdo...
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F.Coelho    234

Obrigado TMO.:yes:

Faço-o um pouco por mim (porque gosto de ocupar o meu tempo quando não toco), mas também pelo fórum. Se conseguir que alguém aprenda uma pequena coisa sequer já é muito bom.:)

há 31 minutos, tmo disse:

Os gráficos apresentados apesar de me parecerem correctos, fazem um pouco de confusão pois têm a escala orientada para outros lados. Geralmente coloca-se a origem no canto inferior esquerdo...

Tem razão, mas eles estão assim propositadamente devido a:

 

há 2 horas, F.Coelho disse:

Vamos assumir que 300 graus corresponde à posição 10 do botão “Tone” da nossa guitarra, e como tal, o ponto de partida para início da rotação.

De outro modo em vez de "tirar agudos" ao sinal, a explicação seria vamos "meter agudos" no sinal. :wacko:

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xtech    2914

Mais uma vez, top. Siga para tutorial! :yes: 
Compartimentado em "secções" torna-se mais fácil de ler, e o formato tutorial é adequado a este tipo de conteúdos mais exaustivos e de qualidade.

há 3 horas, F.Coelho disse:

Na imagem seguinte, para um valor de 250 KOhms (normalmente conhecido como 250K), vemos a diferença de resposta dos dois POT's, consoante a rotação desde 300 até 0 graus.

Tenho só uma questão que discuti há tempos com alguém julgo que foi o @John10. Segundo colocas aí, o pot terá uma resistência zero no seu curso máximo. Então, qual a diferença para um "no load" pot?

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tmo    1638

Num "no Load Pot!", o fim do percurso não tem elemento que faz a resistência (carbono???). Já li que se pode fazer uma modificação a um pot convencional para um "no Load":

  • abre-se o dito
  • identifica-se qual a extremidade na qual se pretende o no load
  • raspa-se um pouco a resistência de forma a promover o contacto directo
  • volta-se a montar tudo com cuidado...

Pessoalmente nunca experimentei e os termos empregues são assim para o... amanhados.

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Como existem vários tipos de captadores, como Humbuckers, Singles, P90, etc, deve-se levar em conta também a guitarra a ser modificada, para saber qual é o tipo de captador que você precisa ou seja, qual é o pickup mais indicado para a sua guitarra, para lhe proporcionar o timbre que procura.

Se sua guitarra é uma Les Paul, por exemplo, sua escolha deve ser por modelos de humbucker. Um captador P90 não se encaixa em uma Les Paul originalmente montada com humbuckers. Neste caso uma opção seriam os P90 em formato de humbucker, como o Fat boy da Malagoli.

Vou tentar dar um exemplo : Há três cenários:
1- Com o potenciometro ligado: a sua resistencia é maxima, o que minimiza o efeito do capacitor. Note que há altas frequencias.

2-Com o potenciometro em curto: o capacitor tem o seu efeito máximo, e as frequências mais altas sao cortadas a partir de uns 800hz

3- Sem potenciometro e nem capacitor (proposta do post inicial): Os agudos ficam mais acentuados(note a escala) e a frequência de ressonância fica mais alta.

Dados da simulação:
Indutancia do captador: 2.9H
Resistência do captador: 7.4k
Capacitação do captador: 160pf
Resistência do pot. de tone: 500k
Capacitor do tone: 22n
Impedância do resto do circuito: 1M
Simulado usando LTSpice.

Espero ter ajudado. 

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John10    585
há 4 horas, xtech disse:

Tenho só uma questão que discuti há tempos com alguém julgo que foi o @John10. Segundo colocas aí, o pot terá uma resistência zero no seu curso máximo. Então, qual a diferença para um "no load" pot?

O @tmo disse tudo melhor do que eu poderia ter dito.

há 2 horas, tmo disse:

Pessoalmente nunca experimentei e os termos empregues são assim para o... amanhados.

Eu tenho uma Stratocaster com no load tone. Não posso dizer que seja grande diferença. Talvez se note nas medições. Não sei.

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tmo    1638

Ah, é verdade, há ainda um conceito muitíssimo importante realçar nestas coisas de minhoquices de timbres derivadas de potenciómetros, capacitadores e pickups, que é o timbre percebido. Este conceito refere-se àquilo que nós, diferentes espécimes da humanidade percebemos ou ouvimos.  É que somos todos diferentes, uns mais sensíveis que outros, uns mais surdos, outros ainda frescos, uns mais educados (diferentes estéticas possíveis, mas educados) e outros ainda em bruto (a quem as coisas são apresentadas pela primeira vez). Todos percebemos o som de forma diferente, daí que a questão do GOSTO PESSOAL se torna tão... pessoal. Ou seja, cada um de nós tem a sua base de dados construída com base na respectiva experiência e age de acordo com a mesma. Aquilo que para uns funciona bem, por exemplo e para o caso potenciómetros lineares versus log, versus reverse log, para outros pode funcionar mal. Ou seja, a regra aqui não é segundo a maioria, mas segundo aquilo que o ouvido de cada um (no qual se insere o processador central ou a massa cinzenta) ouve.

@Frederico Candeias Candeias, não estarás a confundir Captador com Capacitador...?

 

Nota: eu sou um simples amador nestas coisas e os termos técnicos correctos escapam-se-me por entre os dentes/dedos. Àqueles que sabem da poda a rolos, fazer o favor de corrigir. :D

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F.Coelho    234
há 18 horas, xtech disse:

Tenho só uma questão que discuti há tempos com alguém julgo que foi o @John10. Segundo colocas aí, o pot terá uma resistência zero no seu curso máximo. Então, qual a diferença para um "no load" pot?

Boas XTECH.

Segundo apurei o "no load pot" seria a mesma coisa que introduzir no circuito um switch on/off que permitiria  colocar ou retirar a "linha POT/condensador" do mesmo circuito. Daquilo que lemos, é padrão um condensador de 0,047 microFarad trabalhar com um POT de 500K e um condensador de 0,022 microFarad trabalhar com um POT de 250K.

Quanto maior for a resistência da "linha POT/Condensador" mais agudos teremos à saída. O "no load pot" é o equivalente a se ter uma resistência infinita.

Existe outra coisa que interfere no problema e que não falei, para não complicar mais o post, pois a explicação teórica é muito complexa, que é: a "resistência dinâmica" da bobine do pickup, cujo termo correcto é "Reactância Indutiva", e de forma mais banal, "Impedância".

O pickup comporta-se como uma fonte e vê o circuito de regulação do Tone e do Volume como cargas. A transferência máxima de potência dá-se quando a Impedância de saída é igual à Impedância de entrada, segundo o teorema de transferência de energia. E que importância tem isto?

Ora se eu tiver escolhido um valor de POT/Condensador que já me cortasse alguns agudos, na posição 10, seria natural que quando actuasse no tal "switch on/off", recuperasse as frequências que estava a cortar (por má concepção do circuito ou por ser intencional para não ter um timbre tão agudo).

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mpexus    623

Tenho um No Load Tone numa CHarvel e sendo sincero, a diferença entre o Tone no Max e o "click" quando entra em No Load é minima e quase imperceptivel.

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