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stratocosta    3647
há 19 horas, Antonio disse:

Acho que estamos a falar em campos mais "profundos" que técnica de execução e velocidade... 

Em termos de linguagem musical e expressão artística no geral, hoje em dia temos MUITO mais diversidade. Temos mais conhecimento e muito mais ferramentas para facilmente reproduzir as ideias musicais que nos ocorrem.

Basta ir ao Youtube e ver ideias e novas linguagens musicais a fervilhar. 

Acho que o erro é ficarmos presos á linguagem musical com a qual crescemos. Há que abrir a mente a coisas novas ;)  

Sim , hoje em dia em alguns géneros ( musica electrónica por ex. ) cada banda / artista tem um género próprio :rolleyes:

Será que existe mesmo mais diversidade ou existe é mais e fácil divulgação ?

 

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resolectric    842

Existe mais ruído.

E não estou a falar da música ser "mais ruidosa" (que não é). Refiro-me ao que defino por "ruído da internet".
Poderia compará-lo ao ruído da electricidade estática quando se tenta sintonizar uma estação de rádio em Onda Média ou Onda Curta.
Os sinais desaparecem no meio do ruído.
Na internet é o mesmo.
Há muita estática.

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stratocosta    3647

Se alargarmos isto a tecnologia , hoje não tens limites de pistas:

https://www.soundonsound.com/techniques/inside-track-greatest-showman-rewrite-stars

( “Actually, a few songs had much higher track counts than 400!   :estupefacto: )

e também não tens limites de fx, podes utilizar centenas de plug-ins.

haja hardwar€ que aguente.

agora será que se faz musica melhor e com qualidade de gravação superior ?

acho piada que muitos plug-ins tentam recriar o hardware clássico ( quanto mais não seja no GUI ) :rolleyes: 

 

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resolectric    842
há 18 minutos, stratocosta disse:

...

acho piada que muitos plug-ins tentam recriar o hardware clássico ( quanto mais não seja no GUI ) :rolleyes: 

 

Sobre a primeira parte desse teu posto (número de pistas nas produções actuais e qualidade dos resultados) prefiro nem comentar ;)

Sobre os plugins, realmente alguns são muito bonitos.
E nada mais do que bonitos.

A generalização e facilitação da distribuição de conhecimentos em alta velocidade veio desvalorizar as técnicas de várias profissões.
Com a internet qualquer um pode aprender a montar marquises de alumínio num par de horas, fazer navios ou gravar discos.
O problema é que em vez de "desmistificar" truques, conhecimentos e técnicas, criaram-se uma série de mitos que levam aqueles que procuram aprender à pressa, a pensar que os truques, os conhecimentos e as técnicas se podem mesmo aprender em minutos.
Perdeu-se o conceito de "experiência", de "vivência" e de "trabalho árduo".
Tudo pode ser adquirido instantâneamente com acesso ao video certo.

Na teoria, teoria e prática são a mesma coisa.
Na prática, não são.

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stratocosta    3647

saber posicionar um microfone é uma arte em si. 

podes ler muito sobre o assunto , mas na pratica há tantas variantes / situações que só mesmo com a pratica. 

dito isto por um amador que vai fazendo e aprendendo e está longe se considerar um "expert". :(

 

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F.Coelho    148

O trabalho que se segue procura achar uma fórmula quando existem variações de compasso numa peça musical. É um trabalho de ponto de partida.

Como está na hora de almoço não tive muito tempo para o rever, pelo que fica aberto à "censura" pública.

É uma grande "pastilha" mas poderá ser simplificado e tornado mais prático. Acho que a parte final é a mais importante e deve ser objecto de "aprovação" ou não.

Ora aqui temos:

INTRODUÇÃO

Logo no início de uma peça é indicado o tempo (andamento), T que indica quantas figuras rítmicas F devem ser tocadas por minuto.

Exemplo: Vamos supor que o tempo é 120 (T=120), tal como é apresentado na figura abaixo (extraído do site http://www.classclef.com/)

5b6acd10acb44_Exemploinciodepea.png.c1fe2febe3e90e8f92138a873cef4e9e.png

Tal significa que serão tocadas 120 figuras rítmicas F por minuto (neste exemplo particular 120 semínimas por minuto).

Figuras rítmicas por segundo (FRS):

Por uma regra de 3 simples, temos que FRS=T:60 segundos ↔ FRS =120:60 segundos = 2 por segundo.

Ou seja, devem ser tocadas 2 figuras rítmicas F por segundo.

Duração de uma figura rítmica (DFR)

Igualmente por uma regra 3 simples, DFR = 1: FRS.

Para o exemplo temos DFR = 1: 2 = 0,5 s.

Duração de um compasso (DC):

Cada figura rítmica F tem uma duração de 0,5 segundos.

Ora a duração de cada compasso, será dado por:

DC=N*d, ou em que N é o numerador do compasso.

DC=N*(1:FRS)= N*(1:(T:60)) = N*(60:T)

DC= N*(60:T)

Seguindo o nosso exemplo anterior, existem 4 figuras rítmicas F por compasso (N=4). Como cada figura rítmica F, tem a duração de 0,5 segundos, 4 X 0,5 = 2 segundos. Ou seja, cada compasso tem a duração de 2 segundos.

Verificando, da nossa expressão anterior:

DC= N*(60:T) = 4*(60/120) = 4*(0,5)= 2 segundos. Está correcto, bate certo.

 

Mas que figura rítmica F é esta?

Numa peça musical que mantenha sempre o mesmo compasso, saber que figura é esta, sob determinado ponto de vista, não importa. Esta figura pode ser o que quisermos. Por exemplo, 1.

Assim na pauta a anotação seria 1 para esta figura. Se houvesse necessidade de figuras com metade da duração a anotação seria por exemplo ½. Mas também poderíamos adoptar círculos de cores. Azul para 1. Amarelo para ½. Vermelho para 1/3...

Esta última seria uma anotação original e iria tornar as nossas pautas mais coloridas.

Ah e claro está, na indicação do compasso só apareceria um número. O número de notas por compasso.

 

ALTERAÇÃO DE COMPASSO

Onde é que esta metodologia falha. Falha quando a música abranda ou acelera, ou melhor dizendo de forma mais correcta, falha quando se muda o compasso.

Obs: Para a metodologia que indiquei atrás, no caso dos números, poder-se-ia pensar em vez de 1 escrever na pauta 1,15 ou 0,90, o que corresponderia a variações de velocidade. Mas passaria a ser um enigma, quase indecifrável. Certo? E no caso dos círculos com cores, obrigaria a um desvio da cor para um azul mais claro ou um azul mais escuro... uma coisa sem sentido.

 

É por isso que na indicação do compasso existem dois números. O numerador indica quantas figuras rítmicas F são tocadas por compasso e o denominador indica a unidade de tempo de F, em relação a uma figura de referência, R.

Assim, o que quer dizer um compasso N:L?

Significa que a unidade de tempo do compasso é R/L e tem correspondência a uma determinada figura rítmica, designada por F. Significa também que em cada compasso existirão N figuras rítmicas F.

Já vimos que a menção do andamento é sempre referida à figura rítmica F. Isto traz comodidade, mas a referência base é R (normalmente a duração de  uma semibreve, em consonância com o tempo estabelecido na pauta). Ou seja:

DFR=R/L, significa que R=DFRxL

 

Vamos regressar ao nosso exemplo. Sabemos que DFR= 0,5 segundos. O tema musical tem um compasso 4:4, então L=4, logo:

R= 0,5x4 = 2 segundos

Ou seja a unidade de referência tem um valor de 4 segundos (corresponde à duração de uma semibreve, para este andamento).

 

Vamos supor que o compasso a determinada altura altera-se para 7:12. O que se irá passar:

DFR=R/L, como R=2 e L= 12, temos DFR=2/12=1/6=0,166(6) segundos. Como N=7, são tocadas 7 figuras F por compasso, temos que a duração de cada compasso será DC= 7*0,166(6) = 1.166(6) segundos.

Concluindo:

No compasso 4:4 em 2 segundos são tocadas 4 notas:

No compasso 7:12 em 1.166(6) segundos são tocadas 7 notas.

 

No compasso 4:4 cada nota dura 0,5 segundos.

No compasso 7:12 cada nota dura 0,166(6).

 

COMPARAÇÕES DE COMPASSOS

MÉTODO DOS DENOMINADORES COMUNS

Este método coloca ambos os compassos na mesma figura rítmica, podendo então ser comparado esquema de execução de ambos por comparação.

Vamos comparar os compassos 6:8 e 7:12.

O denominador comum entre 8 e 12 é 24 e os compassos “equivalentes” poderiam matematicamente ser:

6:8 → 18:24 (multiplica-se por 3)

7:12 → 14:24 (multiplica-se por 2)

 

Então neste novo “universo”, supondo que a a referência base de tempo, a duração da semibreve, é de 4 segundos, cada figura rítmica terá a seguinte duração:  DFR=4/24= 1/6 = 0,166(6) segundos.

 

Então para os compassos anteriormente em questão vejamos o esquema de execução:

5b6adf9f915a1_Cparaocompassos6_87_12Untitled.png.9abfc9075089602c870039e865545543.png

                    

Como expressar o compasso 7:12 em "algo extraído" do compasso 6:8?

No compasso 6:8, vemos que cada nota constitui uma tercina.

No compasso 7:12 temos uma sextina, com cada nota dela a durar 1/6+1/6 segundo, seguida de uma só nota de uma sextina com a mesma duração.

 

Outro exemplo:

Se o compasso é 3:4 e a alteração é para 9:14, tem que se encontrar o denominador comum, (entre 4 e 14) que neste caso é 28.

Os compassos “equivalentes” seriam:

3:4 → 21:28 ( multiplicado por 7)

9:14 → 18:28 (multiplicado por 2)

 

Voltando aos compassos originais, o padrão de tocar as notas, em cada compasso, seria:

3:4     3X (Nota com duração de 7 vezes 1/28 de duração de tempo);

9:14    9X(Nota com duração de 2 vezes 1/28 de duração de tempo).

Em termos de comparação entre compassos teríamos:

3:4      1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28

9:14   1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28

E o que extrair do compasso 3:4 que possa ser utilizado no compasso 9:14?

No compasso 3:4, temos 3 semínimas, expressas em septinas, tocadas 1,2,3,..,7, 1,2,3,..,7,1,2,3,..,7.

Vamos ver como poderia ser tocado o compasso 9:14 tendo por referência o compasso 3:4, ou seja a figura rítmica F encontrada para os denominadores comuns:

9:14   1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28 1/28

               1,    _,       3,      _,      5,      _,       7,     _,      2,       _,       4,      _,      6,     _,       1,      _,      3,      _         ou,

                1              2                3                4               5                 6                 7               1               2

O que significava tocar uma septina a metade da velocidade do compasso 3:4 seguida das duas primeiras notas de uma nova septina tocadas a metade da velocidade do compasso 3:4, igualmente.

A regra de encontrar os denominadores comuns entre os compassos em questão parece, para já, ser uma boa metodologia. Novas abordagens serão feitas para simplificar.

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F.Coelho    148

Vamos ver o caso que é apresentado no vídeo a partir do minuto 01:30.

Os compassos em questão são 3:4 e 8:12. Qual é o denominador comum entre 4 e 12? Certo, é 12. Quais são os compassos "equivalentes"?

9:12 e 8:12 (neste caso é o mesmo). Para obter 9:12 multiplicou-se por 3. Para obter 8:12 multiplicou-se por 1.

Regressando aos compassos originais, temos a seguinte execução, em dois compassos:

3:4  ->   pá pá pá pá pá pá | pá pá pá pá pá pá | (como se multiplicou por 3 aquando para achar o compasso "equivalente" reparem que cada compasso tem 3 grupos de 3 figuras: Tá pá pá (o compasso "equivalente" dita que deveriam ser tocadas 9 notas, certo?) .

A forma de tocar é a seguinte (no caso de semínimas): toca-se a nota no momento Tá e mentalmente deixa-se que dure mais dois momentos iguais pá pá).

com a equivalência :

1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 | 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12|  com equivalência: 3/12 3/12 3/12 | 3/12 3/12 3/12 |

que é o mesmo que 1/4 1/4 1/4 | 1/4 1/4 1/4| que é o mesmo que Tá (pá pá) Tá (pá pá) Tá (pá pá) | Tá (pá pá) Tá (pá pá) Tá (pá pá) e que é o mesmo que:

Semínima, Semínima, Semínima |  Semínima, Semínima, Semínima | ou Tercina, Tercina Tercina | Tercina, Tercina, Tercina |

8:12 -> Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá | Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá | (como se multiplicou por 1 para achar o compasso "equivalente" cada compasso tem 8 grupos só com uma figura Tá)

Com equivalência: 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 | 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 1/12 |

Colocando ambos os compassos em comparação temos:

3:4        ->  pá pá pá pá pá pá | pá pá pá pá pá pá | = Tercina, Tercina Tercina | Tercina, Tercina, Tercina |

8:12     ->   Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá | Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá Tá | =   |_3_  _3_  _3 | _3_  _3_  _3 | = |Tercina, Tercina Tercina incompleta | Tercina, Tercina, Tercina incompleta |

Dá para compreender?

(Este exemplo, ou mudança de ritmo até resultou em algo palpável. Já vimos que no meu anterior post as coisas começaram a dar para o estranho e provavelmente iremos encontrar coisas que nos deixarão bloqueados, numa primeira fase)

Desafio: Sigam a mesma metodologia e experimentem fazer um exercício com os compassos 3:4 e 8:10.

 

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F.Coelho    148

Andei pela net a ver se descobria mais alguma coisa prática, mas nada.

Aprendi um novo termo de nome “Modelação de Ritmo” que de facto faz sentido.

Nas modelações de tom, normalmente, não se indica a mudança do tom na pauta, mantendo-se a notação inicial que está junto à clave e utilizam-se as figuras sustenido, bemol ou bequadro para indicar as notas do novo tom, que surge temporariamente. No entanto, quando existe uma transposição de tom existe essa indicação na pauta (atenção que há quem misture os termos modelação e transposição, não fazendo diferença).

Onde quero chegar? Nas modelações de ritmo, pelos exemplos de pauta que vi, os novos ritmos também aparecem num curto período, pelo que não vejo razão aparente para estar a mudar a referência temporal. Do que vi parece que tudo é “misterioso”, e exibem grossos livros sobre a matéria.

No fundo tudo é matemática e o que se pretende é que haja uma notação conforme a teoria musical.

Voltemos ao caso do compassos 3:4 e 8:12. Se o compasso 8:12 aparece durante um curto período porquê aparecer com o referencial 12?

Então pensei noutro método. Em vez de se encontrar o denominador comum entre 4 e 12, vamos reduzir o referencial 12 a 4 (vamos utilizar um sustenido :D).

Para obter 4,  temos que dividir 12 por 3. Certo?

Então vamos também dividir 8 por 3. Quanto dá? 2,66(6). Então o compasso equivalente será:

2,66(6) : 4

Mas podemos alterar a notação. Como?

2,66(6) = 2 + 0,66(6) = 2 + 2/3

Então o número de notas neste compasso são 2 semínimas e 2/3 de uma semínima.

2 semínimas são duas tercinas. E 2/3 de uma semínima são duas notas de uma tercina.

Portanto, penso não haver razão aparente de mudar a notação do referencial e poderia muito bem aparecer na pauta o compasso:

2 2/3 : 4 ou  8/3 : 4

(É só uma maneira de ver a coisa de forma diferente)

Vou abordar o desafio que deixei.

Compassos 3:4 e 8:10.

10 a dividir por 2,5 dá 4.

8 a dividir por 2,5 dá 3,2.

Compasso equivalente:  3,2 : 4

3,2 = 3 + 0,2 = 3 + 1/5

Notação do novo compasso: 3 1/5 : 4 ou 16/5 : 4

 

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F.Coelho    148

No início desta série de post disse que a minha intenção seria encontrar uma fórmula para a questão dos compassos irracionais. Pois bem, depois de tudo o que escrevi, que continua válido, e depois de assentar ideias (nada se faz sem estudo), cheguei a uma fórmula. E tal é gratificante.

A divisão das figuras rítmicas é do conhecimento de todos. Todos sabemos que são divisíveis por potências de 2.

2^0 =1 cuja fracção corresponde à semibreve;

2^1 = 2 cuja fracção corresponde à mínima;

2^2 = 4 cuja fracção corresponde à semínima;

2^3 = 8 cuja fracção corresponde à colcheia;

… e assim sucessivamente.

 

A fórmula que encontrei, e que se aplica a todos os compassos (não só os chamados “irracionais”) é a seguinte:

Para o compasso X : Y existe sempre um número inteiro máximo “Nmax”, que é potência de 2, tal que:

Y = Nmax* K, em que K>= 1 (maior ou igual a 1) e é um número inteiro.

Então, o compasso é traduzido pelo seguinte:

A figura rítmica que serve de referencial de tempo é a fracção correspondente a Nmax.

A figura rítmica “F” que se toca corresponde à fracção 1/K do referencial de tempo.

Durante um compasso são tocadas X figuras rítmicas F.

 

Parece complicado, mas dando exemplos tudo se torna simples.

 

Vamos lá então.

 

Compasso 8:12.

Qual é o Nmax que é potência de 2. Temos, 1, 2, 4, 8, 16...

1 serve, mas não é máximo (12:1=12 e K=12);

Com 2 temos a mesma situação (12:2=6 e K=6);

Com 4 temos a situação 12:4=3, com K=3;

Com 8 temos a situação 12:8 = 1,5, com K=1,5 que não é um número inteiro pelo que não serve.

 

Portanto o nosso Nmax= 4, que corresponde a 2^2, com K=3 e, consequentemente, F=1/3.

 

Continuando com a definição da fórmula:

Com Nmax = 4 (=2^2), corresponde à fracção de tempo da semínima.

A figura rítmica F=1/3, corresponde a um terço da semínima.

Durante um compasso são tocadas 8 figuras rítmicas F, ou seja, 8 vezes 1/3 de uma semínima.

 

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Vamos agora dar outro exemplo, mas pensando de forma mais prática.

Compasso 9:14.

Ora 14 pode ser dividido por 4... não a divisão não é certa. Tenho de baixar.. 2? 2 serve. Ok, vou trabalhar no campo da mínima.

14:2 = 7. Ora temos 7, logo 1/7 é um sétimo de uma mínima. Como tenho 9 no compasso, tenho de tocar 9 sétimas de uma mínima.

 

5b69c544afee8_Compasso9_14.png.f28eefef4b986058e95e4fbc0da9ad4b.png

 

E finalmente outro exemplo.

Compasso 14:20.

Ora 20 pode ser dividido por... 4. Acertei, 8 já não dá. Ok, vou trabalhar no campo da semínima.

Temos 20:4 = 5. Então tenho 1/5 da semínima. Logo são tocadas 14 destas.

 

5b69c55b405f1_Compasso14_20.png.3ed7d41304b2a8d1f8697a26cc2fa41d.png

 

CONCLUSÃO FINAL

Depois de tanta teoria nada como ser prático. E deixo aqui uma forma de tal ser possível. E deixo exemplos.

Compasso 8:12. Este compasso o que faz é dividir a semibreve por 4, resultando a figura rítmica semínima que é dividida por 3, cuja unidade temporal final é uma nota de tercina de uma semínima.

Compasso 9:10: Este compasso o que faz é dividir a semibreve por 2, resultando a figura rítmica mínima que é dividida por 5, cuja unidade temporal final é uma nota de quintina de uma mínima.

Compasso 10:24: Este compasso o que faz é dividir a semibreve por 8, resultando a figura rítmica colcheia que é dividida por 3, cuja unidade temporal final é uma nota de tercina de uma colcheia.

Lamento tanta "dissertação" sobre o assunto. Mas o que ficou escrito são várias maneiras de abordar o tema que permitiu-me chegar à conclusão que aqui apresento. Penso que qualquer um poderá agora interpretar (tocar será mais difícil, pelo menos para mim) um qualquer compasso irracional.

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