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F.Coelho    149

Numa época em que muito se fala, infelizmente, de incêndios, queria tecer aqui algumas considerações sobre os ciclos de produção de música.

E perguntam: O que é que incêndios tem a ver com música? Bem, eu acho que, feliz e absolutamente, nada.

Mas para quem sabe minimamente algo sobre combate a incêndios, já ouviu com certeza do triângulo do fogo. E o que é este triângulo? Vejam na próxima figura:

 

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Este triângulo o que pretende demonstrar é que basta eliminar um dos lados do triângulo e o fogo extingue-se. Tão simples, como isso. Portanto, as maneiras de combate a um incêndio é feito através de:

Eliminação do oxigénio;

Eliminação do combustível;

Abaixamento da temperatura.

E sobre incêndios basta.

 

Interroguei-me porque é que se produz tanta boa música numa época e de repente entra-se num tempo de estagnação. Parece que a música vive de ciclos, tal como as sociedades.

Como tal pensei nos tempos áureos de 70, 80 e 90. O porquê da música ter dado um salto tão grande?

E foi nessa altura que pensei no triângulo de fogo e extrapolei para um triângulo de ciclo de produção de música.

O triângulo que concebi foi o seguinte:

 

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Os lados são representados por: Medos, Capital e Causas.

Nos período de tempo a que me refiro, a vida mundial foi condicionada pela chamada “Guerra Fria”. As sociedades viviam o medo do terror do holocausto nuclear.

No campo económico, as sociedades conheceram um sucessivo boom económico com o aparecimento de muito capital (leia-se, dinheiro).

Finalmente, foram anos em que conhecemos a luta por muitas causas: Vietnam, HIV, o capitalismo, os movimentos separatistas, lutas raciais,... e até a protecção das baleias (como cantou Roberto de Carlos).

E de tudo isto resultaram muitos êxitos e muita boa música.

A aceitarmos este triângulo como base de reflexão, como podemos explicar que estejamos num ponto descendente no ciclo de produção da música?

Vamos começar pelas Causas. Deixaram de haver Causas?

Numa abordagem fria, diria que não. Existe uma causa muito importante que são as alterações climatéricas. A esta poderia juntar-se a fome e os direitos humanos nalgumas regiões do globo, as indústrias farmacêuticas, o plástico nos oceanos, os confinados conflitos armados...

E a questão do Capital? Bem, pelas notícias, nunca houve tanto Capital disponível. Mas será que é bem assim? A recente crise mundial de 2008/09 veio demonstrar que o Capital pode ser criado artificialmente. Ou seja, por outras palavras, vamos imaginar que de repente todas as pessoas no mundo viam na sua conta bancária um depósito de 1.000.000 euros. Isso dá muito Capital mundial. Mas depois de indagarem os bancos declaravam que sim, o depósito estava lá na condição de ninguém, há excepção de umas poucas pessoas, poder movimentar 1 euro que seja dessa conta. Ou seja, resumindo, seríamos todos ricos no plano teórico. Na prática, tudo é pobre.

E assim, parece-me que este lado do triângulo está um pouco debilitado.

E finalmente a questão dos Medos. Será que existe hoje em dia que constitua um medo mundial. Eu penso que sim, as alterações climatéricas não são brincadeira. Mas ninguém liga a isso, pois os efeitos embora já sintam, não atingiram ainda uma proporção tão devastadora.

Portanto, não existem Medos (exclui desta análise, obviamente, os medos individuais).

Portante é mais um lado do triângulo que está muito debilitado ou praticamente não existe.

Nos nossos dias, veria o triângulo do Ciclo de Produção Musical desta forma:

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Espero que esta abordagem seja do vosso agrado, pois em caso contrário, chutem as vossas opiniões.

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