jihad

Software vs Amp Valvulas



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ncarmona    430
On 03/12/2018 at 15:06, Thomasyoung disse:

 Já o meu Line6 DT25 gosto bastante :) o unico senão do DT25 é o canal clean que podia ser mais brilhante tipo fende.

 

Consegues arranjar um cabo MIDI to USB para editares os prés do DT25? Eu tenho o Twin no canal B (de fábrica) e o Deluxe Reverb  no canal A. Este é mais brilhante. Mas há mais opções...

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F.Coelho    163

Quando iniciei os meus estudos estava-se na fase do abandono decisivo da válvula, abrindo-se o mundo dos semicondutores de germânio e silício.

A válvula já era vista como “foleira” e só foi mostrada, após o estudo dos semicondutores, como uma aberração.

Deixo aqui dois vídeos interessantes que encontrei na pesquisa para quem quiser saber mais sobre válvulas.

https://www.youtube.com/watch?v=RHxB9CopG8s

https://www.youtube.com/watch?v=qe7HCsAbZeM

Na Física existem muitas leis e fórmulas que se aplicam em campos muito diferentes (mecânica, electricidade, termodinâmica, etc). E muitas vezes tenta-se explicar fenómenos eléctricos através de fenómenos mecânicos e vice-versa.

Muitos utilizam amplificadores e só têm a noção que se coloca um sinal muito pequeno numa entrada e sai um som muito alto pelo altifalante. Muitos já viram um circuito de amplificação, mas ficam com os olhos em bico, naturalmente.

Mas a amplificação nada tem de especial. E para o comprovar vou deixar um exemplo paralelo que todos entenderão (uma experiência que muito de vós com certeza já fizeram).

 

Imaginem que estão no jardim e têm uma mangueira esticada ligada à torneira.

Agora vamos rodar a torneira e deixar a água correr (não vamos abrir muito pois ela irá rodopiar e acabamos por tomar um banho).

Agora que a água corre com alguma pressão, com o nosso pé pisamos a mangueira e fazemos suaves toques de pressão. O que vemos? Vemos que a água sai da mangueira em ondas correspondentes aos toques que fazemos com o nosso pé. Ou seja, o movimento muito pequeno de milímetros do nosso pé traduz-se em centímetros na saída da mangueira. Ou seja, temos uma amplificação do sinal do nosso pé.

 

Aqui podemos fazer o seguinte paralelismo:

- A água representa os electrões;

- A abertura da torneira representa a voltagem de polarização (quanto maior a pressão da rede de água maior a voltagem de polarização);

- Os movimentos de pressão do nosso pé corresponde ao sinal de entrada da nossa guitarra (ou de qualquer outro dispositivo);

- A água à saída corresponde ao sinal amplificado.

 

E isto é o circuito mais simples de amplificação.

A amplificação é um fenómeno, digamos, somatório e juntando cadeias de amplificação obtém-se um alto ganho de amplificação.

Claro que podemos complicar.

 

Se forem ver agora, novamente, o primeiro vídeo da válvula, na parte em que se fala de amplificação (minuto 17:20), se tiverem em linha de conta o exemplo da mangueira tenho a certeza de que irão compreender.

(Nota: Nos vídeos didácticos escolho aqueles que estão numa língua mais acessível de forma a poder abranger o maior número de público)

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CarlosC    26

Aconselho-te a experimentar o material. 

Os Rolands não são maus, são porreiros para o preço, mas tentam ser tipo canivete suíço e na realidade não são grande espingarda. 

Tive um vk112 que vendi talvez inadvertidamente pelo setup que usava - guitarra + encordamento + palheta + tone grave que sacava e o amp saturava muito facilmente, recentemente voltei a tocar num vk212 e gostei mais do som. A forma como sacas ou o som que tentas obter pode dar-te percepções diferente do material que procuras.

Tenho tido muita sorte em poder experimentar diversos twin reverbs e deluxe reverbs e etc, acho que software é porreiro também tive uns moduladores e tenho até curiosidade com o que poderá haver de interessante, a questão é que nada substitui a presença física do amp e respectiva coluna (para o bem e para o mal) e até hoje nada chega sequer remotamente perto de te dar a sensação de tocar num twin (por exemplo), excepto quando tocas num. 

Acho que faz parte a maior parte do pessoal ter uma fase que experimenta com modeladores ou multi-fx até chegar a usar sets híbridos com ambas as coisas mas eventualmente chega a 1 ponto que após conheceres algum material especifico percebes as diferenças. Há malta que após anos a usar os "milagrosos" Fractal Audio axe FX diz que se esqueceu a sensação que era tocar num amp a sério. 

E os amps são bichos marados, quantas vezes vou tocar num que acho que soa de uma maneira e soa de outra, quantas vezes vais habituado a tentar chegar a um som de uma forma e não dá e as características do amp sobrepõem-se. Geralmente amps bons que eu gosto (como acima citados) assim que os ligo o som praticamente está lá. Com amps que não conheço ou acho estranhos (painéis estranhos tipo os polytone) vejo-me grego para perceber o que fazer com aquilo. 

 

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tmo    1407

@CarlosC do meu ponto de vista as coisas entre o Digital e o Analógico (válvulas) não são bem assim como relatas, ou, pelo meu ponto de vista as razões são outras e derivadas de relações mais práticas.

A cena das plataformas digitais é que permitem tocar com headphones e monitores de estúdio. Ora tanto os primeiros como os segundos não dão, nem por sombras, a sensação de um amp+cab de guitarra. E aqui a palavra é SENSAÇÃO, pois estamos a incluir mais do que apenas frequências sonoras ou apenas aquilo que os nossos ouvidos captam.

Falo disto por experiência própria. Toquei durante muitos anos com um aparelho digital como fonte do meu som de guitarra e toquei com ele ligado a headphones cerca de 80% do tempo. Os outros 20% eram ligados a PAs ou monitores de palco amplificados. Em termos de qualidade de som a coisa era muito boa, o som era absolutamente controlável em tudo e ao contrário do que muita gente pensa, tinha muita dinâmica, mesmo para aparelhos dos inícios da modelação digital para guitarra (Roland GP-100, por exemplo). Estamos a falar de ligar um aparelho destes a um sistema FRFR (Full Range, Flat Response) ou seja, que não colora o som, quer na amplificação, quer na coluna... supostamente*.

O "Sentir" um amp de guitarra está além da qualidade do som. Encontra-se frequentemente na relação física/espacial entre o músico e a posição relativa das colunas. Há uns tempo postei um vídeo do Ola Englund em que ele se põe a tocar metal numa sala destas.

O que achei piada foi a captação das diferenças de percepção do som na posição relativa entre o músico e a origem do som (coluna). É esta relação que a grande maioria do pessoal que usa um AXF FX ou outro qualquer modelador digital sente falta, pois habituam-se facilmente a usar headphones ou monitores de estúdio. Qualquer uma destas fontes encontra-se numa posição drasticamente diferente, relativamente ao músico, do que uma coluna de guitarra. Outra coisa que também é importante referir, é que uma qualquer coluna, seja um monitor de estúdio ou uma coluna de guitarra, provoca movimentação de ar. Mesmo considerando um nível sonoro igual, uma coluna de guitarra movimentará mais ar que um monitor de estúdio (e consideravelmente mais do que os headphones) e isso interfere na percepção geral da experiência de tocar guitarra, como é óbvio. Mesmo recorrendo a colunas de PA (geralmente montadas em postes e a uma altura aproximadamente igual ou superior à cabeça dos músicos), a experiência é diferente. A maior aproximação será a de usar monitores de palco (amplificados ou acompanhados com um amplificador) e aí sim, a experiência poderá ser muito idêntica, MESMO...

 

Notas:

* - Supostamente porque na realidade muda-se a marca ou o modelo e necessariamente o som vai mudar. Senti, ao longo do tempo, grandes diferenças entre PAs de estúdios de ensaio no que ao timbre geral tirava das guitarradas, não para melhor ou pior, apenas diferente, geralmente a nível de brilho ou subtis variações da EQ geral, mas, salvaguarda-se, que a questão também estava dependente da sala de ensaio e como sabemos, há salas que absorvem o som e outras que reflectem e a consequência é a EQ geral da coisa mudar.

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F.Coelho    163

Acho piada que ele não pára de dizer: "Isto é tão estranho".

Nada tem de estranho.

Esta sala é excelente para fazer um diagrama de irradiação de uma coluna de som.

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tmo    1407

@F.Coelho é estranho para a percepção difusa a que estamos habituados, é nesse sentido...

...

...

... hã, gostaram da palavra difusa? Super cheia de significados, hehehe...

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resolectric    872
há 21 horas, F.Coelho disse:

Acho piada que ele não pára de dizer: "Isto é tão estranho".

Nada tem de estranho.

Esta sala é excelente para fazer um diagrama de irradiação de uma coluna de som.

É "estranha" quando a percepção do som que temos em qualquer outro ambiente comum no dia a dia é completamente diferente daquela que se tem dentro de uma sala anecóica.
No mundo não-fabricado, o mais próximo que podemos ter daquela sensação auditiva da sala anecóica é no deserto (não sei se já estiveste em algum) mas numa sala anecóica é muito "pior". "Estranho" é realmente a palavra ideal.
Ouvires o fluxo do sangue do teu próprio corpo a ir do coração em direcção a todas as extremidades do corpo é mais horrível do que estranho.
Diria mesmo que ele só aguentou ali aquele tempo todo porque esteve a tocar senão... passava-se.

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tmo    1407

O mais próximo que estive dessa sensação foi há uns valentes anos, em Sintra no meio do nevoeiro, berrava-se e o som morria ali no instante seguinte, super estranho... em algumas bibliotecas também se tem esta sensação, mas acredito que não seja tão estranho como numa sala anecóica.

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