Filipe David

Concertos para bandas que acabaram de começar



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Acho que este tópico, apesar de já ter sido discutido, acho que não há nada assim recente. Fazendo eu parte de uma banda de garagem que tocou uma vez ao vivo, tenho tido algumas dificuldades em arranjar concertos e bares para tocar, mais por não saber como funcionam as coisas, do que propriamente não encontrar nada. Têm algumas dicas ou bares que aceitam estas bandas "recém-nascidas". O meu estilo enquandra se no rock, rock psicodélico agressivo 

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tmo    1607

Penso que das coisas mais importantes a fazerem, algo no qual também estou a trabalhar, é ter uma maquete de jeito com alguns temas algures nas redes sociais (preferência no youtube, pois não obriga a subscrição para visualização como muitas das outras redes)...

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resolectric    1057

Eu continuo a ser apologista do "suporte físico" (CD, Cassette, disco de Vinil, cilindro de cera, pen USB...)

Chegar a um bar e dizer "tenho uma banda, tocamos muito bem, está aqui o link" é o mesmo que dizer "não queremos tocar porque sabemos que quando saires daqui às 5:30 da madrugada, depois de lavar o chão e recolher os cacos dos copos que os clientes partiram, a última coisa que queres é ouvir música de uma banda que desconheces, ainda por cima tendo de ligar o computador para seguir links que te deram rabiscados num guardanapo."
E como toda a gente sabe (ou devia saber) essa é a vida do dono do bar que contrata bandas.

Já, por outro lado, chegar a um bar e entregar ao dono um CD com uma capa porreirinha, com nome da banda e todos os contactos, incluindo os links, e dizer "tenho uma banda e tocamos assim" e passar o CD para a mão, significa que vão tocar.
Se forem bons, claro.

São os meus "cinco tostões" mas eu sou do tempo do Escudo, portanto, vale o que vale.

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hypermnesium    1163

Antes de chegar ao ponto das maquetes, eps, youtubes e afins, eu acho que é importante uma banda ser realista antes de se mandar á procura de concertos. É muito normal as bandas de garagem mandarem-se a uns concertos em bar, com as coisas ainda mal feitas e muitas vezes com sets de 30-40 minutos, os amigos dizem todos que foi impecável e tal, e as pessoas acabam por iludir-se. A questão é que por norma, os donos dos bares, juris de concursos e organizadores de eventos, não são teus amigos.

Portanto, a banda acha que está pronta para estar uma hora a tocar num bar, sem parar e dar um bom espetáculo? Se sim, vamos ao passo seguinte, gravar uma demo em condições, com boa apresentação como disse o @resolectric e muito bem. Se há algum bar específico que gostassem mesmo de tocar, comecem a ir lá também beber um copo e lembrar ao tipo que tem a vossa demo, ás vezes funciona.

Depois de tudo isto feito, vem o concerto em si, e aí há que fazer um bom trabalho. Eu dou-te um exemplo pessoal, a dada altura, a maioria dos convites que a minha banda tinha para tocar eram por recomendações. A empresa de som que montou um festivalzito onde entramos recomendou-nos para uns quantos festivais depois disso, bandas que tocaram conosco recomendaram-nos em sítios onde tocaram, etc.

O meio é pequeno, ao fim de pouco tempo, toda a gente se conhece. Se o trabalho for bem feito, acaba por recompensar.

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há 1 hora, hypermnesium disse:

Antes de chegar ao ponto das maquetes, eps, youtubes e afins, eu acho que é importante uma banda ser realista antes de se mandar á procura de concertos. É muito normal as bandas de garagem mandarem-se a uns concertos em bar, com as coisas ainda mal feitas e muitas vezes com sets de 30-40 minutos, os amigos dizem todos que foi impecável e tal, e as pessoas acabam por iludir-se. A questão é que por norma, os donos dos bares, juris de concursos e organizadores de eventos, não são teus amigos.

Portanto, a banda acha que está pronta para estar uma hora a tocar num bar, sem parar e dar um bom espetáculo? Se sim, vamos ao passo seguinte, gravar uma demo em condições, com boa apresentação como disse o @resolectric e muito bem. Se há algum bar específico que gostassem mesmo de tocar, comecem a ir lá também beber um copo e lembrar ao tipo que tem a vossa demo, ás vezes funciona.

Depois de tudo isto feito, vem o concerto em si, e aí há que fazer um bom trabalho. Eu dou-te um exemplo pessoal, a dada altura, a maioria dos convites que a minha banda tinha para tocar eram por recomendações. A empresa de som que montou um festivalzito onde entramos recomendou-nos para uns quantos festivais depois disso, bandas que tocaram conosco recomendaram-nos em sítios onde tocaram, etc.

O meio é pequeno, ao fim de pouco tempo, toda a gente se conhece. Se o trabalho for bem feito, acaba por recompensar.

Acho que a nossa maior dificuldade é mesmo essa, ter alguém que não nos conheça de lado nenhum e que seja honesto connosco. Aliás isso já aconteceu depois de um concerto que demos, que correu super mal, (primeiro concerto num concurso e fomos avisados das datas em cima da hora) a dizer que tinha gostado muito, e que apesar de não termos sido, tecnicamente, os melhores que gostou muito da nossa música, mas por outro lado, não sei se foi por ter corrido super mal, que não achei que fosse um elogio imparcial. De resto, também temos o problema de a nossa música não ser aquele rock simples clássico (sem desvalorizar) é algo ruidoso, e eu não sei em que bares é que se vai enquadrar bem. Obrigado pelo comentário ajudou imenso 

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Antonio    445
há 3 horas, resolectric disse:

Eu continuo a ser apologista do "suporte físico" (CD, Cassette, disco de Vinil, cilindro de cera, pen USB...)

Chegar a um bar e dizer "tenho uma banda, tocamos muito bem, está aqui o link" é o mesmo que dizer "não queremos tocar porque sabemos que quando saires daqui às 5:30 da madrugada, depois de lavar o chão e recolher os cacos dos copos que os clientes partiram, a última coisa que queres é ouvir música de uma banda que desconheces, ainda por cima tendo de ligar o computador para seguir links que te deram rabiscados num guardanapo."
E como toda a gente sabe (ou devia saber) essa é a vida do dono do bar que contrata bandas.

Já, por outro lado, chegar a um bar e entregar ao dono um CD com uma capa porreirinha, com nome da banda e todos os contactos, incluindo os links, e dizer "tenho uma banda e tocamos assim" e passar o CD para a mão, significa que vão tocar.
Se forem bons, claro.

São os meus "cinco tostões" mas eu sou do tempo do Escudo, portanto, vale o que vale.

Forma antiga de fazer as coisas... Hoje em dia muita gente já nem tem onde ouvir o CD...

O caminho hoje em dia é criar algum buzz nas redes sociais. Fazer uns bons vídeos, nem que seja dos ensaios. Ajuda muito ser algo original que as pessoas partilhem e tal... 

 

Hoje em dia quem não tem um buzzinho qualquer nas redes sociais não existe 

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amrest    83

Da minha experiência com banda a tentar entrar no circuito dos bares considero que, visto o mercado estar "inundado de bandas", se deve ter em conta todas as opiniões já dadas e que são todas válidas e acrescento:

- Fazer um reconhecimento (estudo) sobre em que bares é que o nosso género se enquadra (onde bandas idênticas regularmente tocam) e tentar saber quais são os bares de referência para os parceiros. Chegamos a ter como resposta do dono de um bar que nem precisava ouvir a banda, bastava ter já tocado no bar A, B ou C. Por esta razão nós vemos que há bandas que rodam frequentemente alguns bares e são quase sempre as mesmas mês após mês. Também há bares em que os donos só contratam os amigos. Tentar entrar nos bares que não estão nos exemplos anteriores será mais fácil.

Depois temos a questão do cachet porque alguns músicos gostam de tocar "para aquecer". Se nos considerarmos uma banda com alguma qualidade devemos cobrar pelo serviço prestado e não tocar de borla ou até suportar as despesas e não receber nenhum "guito", que é o mesmo que pagar para tocar.

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resolectric    1057
há 1 hora, Antonio disse:

...
Hoje em dia quem não tem um buzzinho qualquer nas redes sociais não existe 

Dizes bem: buzz.

Aliás, costumo comparar as redes sociais (em particular) e a internet (no geral) à Onda Curta de outros tempos.
Não se ouvia nada e tudo o que se conseguia ouvir era por uns segundos e de repente... buzzzzzz... estática.
É igual nas redes sociais.



.

há 1 hora, Antonio disse:

Forma antiga de fazer as coisas... Hoje em dia muita gente já nem tem onde ouvir o CD...
...

Daí ter escrito:

Citação

Eu continuo a ser apologista do "suporte físico" (CD, Cassette, disco de Vinil, cilindro de cera, pen USB...)

 

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tmo    1607

... mas vocês hoje estão todos muito só à esquerda ou só à direita. Quem grava uma demo jeitosa pode facilmente transpor para suporte físico e WEB, estes dois formatos estão à distância de um clique, são complementares.

Penso que o suporte físico está, de facto, a cair em desuso (daí nem o ter referido, mas a minha resposta foi assim para a fusa*...), mas ter um no bolso como cartão de visita à mão pode desenrascar situações em que a net foi passear, ou até ouvir no carro.

Por outro lado, a presença na net permite partilhar informação de forma bastante rápida com o público, quer a nível de divulgação de actividades como da arte em si.

Como disse, são posturas complementares e, em banda, podem e devem delegar tarefas, um fica encarregue das redes sociais, outro dos cartões de visita e volta e meia trocam de papéis para não enjoarem e poderem corrigir coisas que quem está muito em cima não vê.

É igualmente importante que a imagem que se transmite no suporte físico corresponda linearmente ao suporte na net (Web site, redes sociais, etc...), portanto, investir um pouco nesse design gráfico...

Nota* - não percebo porque é que se refere a um momento rápido como sendo "breve", quando a "breve" é a figura rítmica de maior ...duração...

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Antonio    445
há 52 minutos, resolectric disse:

Dizes bem: buzz.

Aliás, costumo comparar as redes sociais (em particular) e a internet (no geral) à Onda Curta de outros tempos.
Não se ouvia nada e tudo o que se conseguia ouvir era por uns segundos e de repente... buzzzzzz... estática.
É igual nas redes sociais.



.

Daí ter escrito:

 

Pois... Um dos grandes problemas que nós músicos, e artistas em geral, temos é a nossa tendência para   o sentimentalismo e nos agarrarmos ao que gostamos ou somos apologistas, etc... 

Realidade de hoje: já nem os carros vêm com leitor de CD! Os gestores ou donos de "venues" estão nas redes sociais, até para promover as próprias casas. Temos de nos deixar e sentimentalismos e ir avançando com os tempos. se assim não for seremos aquele velho chato que diz "no meu tempo é que era" e ficamos para trás.   

há 1 minuto, tmo disse:

... mas vocês hoje estão todos muito só à esquerda ou só à direita. Quem grava uma demo jeitosa pode facilmente transpor para suporte físico e WEB, estes dois formatos estão à distância de um clique.

Penso que o suporte físico está, de facto, a cair em desuso, mas ter um no bolso como cartão de visita à mão pode desenrascar situações em que a net foi passear, ou até ouvir no carro.

Por outro lado, a presença na net permite partilhar informação de forma bastante rápida com o público, quer a nível de divulgação de actividades como da arte em si.

São posturas complementares e, em banda, podem e devem delegar tarefas, um fica encarregue das redes sociais, outro dos cartões de visita e volta e meia trocam de papéis para não enjoarem e poderem corrigir coisas que quem está muito em cima não vê.

É igualmente importante que a imagem que se transmite no suporte físico corresponda linearmente ao suporte na net (Web site, redes sociais, etc...), portanto, investir um pouco nesse design gráfico...

Yah! Se bem que o investimento no suporte físico e depois na deslocação aos locais par ao entregar, não é muito vantajoso... Ter uns quantos para entregar casualmente yah, é fixe. 

Uma coisa que ainda resulta é ter CDs para vender nos concertos. Até se podem vender com autografo. Mas eu vejo isso como Merch, não como venda de musica. Até porque a maior parte das pessoas que compra CDs nos concertos é mesmo para recordação, nem o tiram do plástico depois, porque não têm onde ouvir 

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