phillipric

Qual o problema ao fazer som?



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resolectric    1133
há 35 minutos, Antonio disse:

Concordo. Mas acho que o problema tem uma causa mais profunda. 

...Acho que no sec XXI as pessoas estão muito habituadas ao facilitismo. Como tens studio deves reparar que a maior parte das pessoas não se preocupa em trabalhar realmente para gravar uma performance decente! Vão para o estúdio já a contar com takes infinitos, comping, quantize, melodyne, etc...

...

 

rehearse more.jpg

há 37 minutos, Antonio disse:

...
Quando faço concertos, tento transmitir imensa calma e confiança. Deixo os tecs de som fazerem a cena deles e torno claro que NÃO preciso que eles façam um bom trabalho para eu conseguir fazer o meu. O resultado é uma comunicação brutalmente melhorada porque os tecs não sentem pressão d aminha parte e sentem-se livres para fazer as coisas á maneira deles porque a mim não me afeta em nada.    

     

Comigo acontece também uma coisa curiosa, que relaciono com isso que dizes e que sucede quando toco (ou toquei) ao vivo.

Como muitos dos técnicos me conhecem de nome e sabem que gravo e tal, geralmente vêm-me perguntar se o som está bem, se quero "mais assim ou mais assado".
Nunca dou sugestões técnicas quando outro técnico está a trabalhar! O som fica mau ou fica bom, agradeço sempre ao técnico no fim do concerto e nunca teço comentários posteriormente, nem a terceiros.
No papel de músico, sou músico.
No papel de técnico, sou técnico.
Só como Produtor é que sou ambos.

Todos temos dias bons e dias maus e mesmo os melhores gajos do mundo fazem m§rd@ algum dia, tal como o maior "nabo" tem um dia de sorte.

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phillipric    200

Verdade que tudo o que faço em palco é live. Sem BT, sem loops, nada... E que ensaiamos todas as semanas, por vezes 2 vezes por semana. E que temos aquilo colado ao mm. Mas, ainda assim, sabendo as harmonizações e instrumentais, número e tipologia de compassos... gostava de vos ver a cantar um concerto inteiro sem uma boa monição de palco. 

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resolectric    1133
há 57 minutos, phillipric disse:

...gostava de vos ver a cantar um concerto inteiro sem uma boa monição de palco. 

Exacto!
Sem se ouvir, é impossível tocar ou cantar.
É um tipo de performance que depende do som.

Ainda assim...

com a minha ex-banda fiz umas dezenas de concertos sem monição de palco.
Tinhamos o backline a funcionar como monição. Como se fazia nos 50's.
Resultava e não destruíamos tímpanos a ninguém.
Também já actuei assim em três concertos com o Jorge Coelho; sem monição. Fazia parte do conceito.

E vejo regularmente concertos sem PA e obviamente, sem monição.

Claro que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
É fácil generalizar-se mas as generalizações existem por causa das excepções.

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Rui T    1522

Só uma pequenina correcção ao português: é munição.

Monição é um termo do Direito Canónico relativo a um aviso judicial emitido por um bispo.

Fonte: Ciberdúvidas

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resolectric    1133
há 13 minutos, Rui T disse:

Só uma pequenina correcção ao português: é munição.

Monição é um termo do Direito Canónico relativo a um aviso judicial emitido por um bispo.

Fonte: Ciberdúvidas

 

há 1 hora, phillipric disse:

...cantar um concerto inteiro sem uma boa monição de palco. 

 

há 45 minutos, resolectric disse:

... fiz umas dezenas de concertos sem monição de palco.
...

Somos uns nabos! :D

É o que dá um gajo passar a vida na internet a ler coisas em inglês!
Vou ler um livro! ^_^

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Antonio    461
há 49 minutos, Rui T disse:

Só uma pequenina correcção ao português: é munição.

Monição é um termo do Direito Canónico relativo a um aviso judicial emitido por um bispo.

Fonte: Ciberdúvidas

Ok. Obrigado pela correção.

Mas acho que "Monição" já se tornou uma espécie de estrangeirismo englobado na gíria do mundo ma musica. Pode estar tecnicamente errado em Português puro, mas entendemo-nos todos, que é o mais importante  ;)

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resolectric    1133

Por acaso sempre pensei que "munição", com U, tinha a ver com armas e que monição, com O, tinha a ver com monitores, mas pronto, confesso que não fui ao Priberam ver :rolleyes:

 

 

...mas agora fui e descobri que a palavra até é outra.

Monitoração

monitoração | s. f.

derivação fem. sing. de monitorar


mo·ni·to·ra·ção
(monitorar + -ação)

substantivo feminino

1. Acto ou efeito de monitorar.

2. Vigilância médica por meio de um monitor.


Sinónimo Geral: MONITORAMENTO

______________________________________________________________________________


...e Munição, como sugerido pelo @Rui T:

munição | s. f.

derivação fem. sing. de munir


mu·ni·ção

substantivo feminino

1. Conjunto dos meios de defesa e de subsistência de uma praça ou de um exército.

2. Conjunto de provisões, armas, projécteis, etc. (Mais usado no plural.)

3. Chumbo miúdo.

Palavras relacionadas:

munir, municionar, municiar, desmuniciar, amuniciar, armado, desguarnecer

.
mu·nir - Conjugar
(latim munio, -ire, fortificar, defender com fortificação)

verbo transitivo

1. Prover de tudo que é necessário para a defesa.

2. Abastecer de munições.

3. Acautelar.

4. Fortificar.

5. Defender.

 

 

Portanto, em palco é Monitoração.
Já somos 3 nabos.

 

Isto é tão bom que decidi alterar a minha assinatura :ph34r:

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phillipric    200
há 23 horas, resolectric disse:

Exacto!
Sem se ouvir, é impossível tocar ou cantar.
É um tipo de performance que depende do som.

Ainda assim...

com a minha ex-banda fiz umas dezenas de concertos sem monição de palco.
Tinhamos o backline a funcionar como monição. Como se fazia nos 50's.
Resultava e não destruíamos tímpanos a ninguém.
Também já actuei assim em três concertos com o Jorge Coelho; sem monição. Fazia parte do conceito.

E vejo regularmente concertos sem PA e obviamente, sem monição.

Claro que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
É fácil generalizar-se mas as generalizações existem por causa das excepções.

Eu também já toquei sem monitorização (engraçado como é munição e a palavra correcta acaba por usar o "o"), mas dependendo do espaço. 

Estou-me a referir em palcos de 10x8, no mínimo. Em que o único backline que usamos é o do baixo, porque nos monitores soa quase sempre "péssimo". 

Já agora, dando seguimento a algo dentro do tópico: é impressão minha ou os monitores de palco têm "corte" nas frequências graves? Nunca sinto "corpo" nenhum dali. Cada vez mais prefiro tocar simplesmente com um bom side fill do que com monitores de chão. 

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resolectric    1133
há 1 hora, phillipric disse:

...

Já agora, dando seguimento a algo dentro do tópico: é impressão minha ou os monitores de palco têm "corte" nas frequências graves? Nunca sinto "corpo" nenhum dali. Cada vez mais prefiro tocar simplesmente com um bom side fill do que com monitores de chão. 

Noto o mesmo, tanto quando toco como quando faço som.
Creio que é mais por causa da "dureza" dos altifalantes usados. Ou seja, respondem em baixas frequências mas precisam de muita potência para isso.
Também talvez seja uma vantagem pois em palcos de madeira, se a transmissão das baixas frequências se fizer pelo chão, começa tudo a vibrar e a causar imenso "rumble".

Estava a ver a resposta de frequência de uns monitores passivos da JBL e aquilo vai, num modelo, desde os 45Hz e noutro, desde os 55Hz. É excelente e bastante grave. Agora, a potência necessária para que aquilo se ouça...
E o chão, que ajude na resposta da caixa em vez de a dispersar em energia cinética.

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Antonio    461
há 2 horas, phillipric disse:

Eu também já toquei sem monitorização (engraçado como é munição e a palavra correcta acaba por usar o "o"), mas dependendo do espaço. 

Estou-me a referir em palcos de 10x8, no mínimo. Em que o único backline que usamos é o do baixo, porque nos monitores soa quase sempre "péssimo". 

Já agora, dando seguimento a algo dentro do tópico: é impressão minha ou os monitores de palco têm "corte" nas frequências graves? Nunca sinto "corpo" nenhum dali. Cada vez mais prefiro tocar simplesmente com um bom side fill do que com monitores de chão. 

Quando são espetáculos com monotorização tradicional (quando é que podemos deixar isto e voltar á gíria? :rolleyes::D )  faço questão de levar sempre o meu back line. Assim sei o som que vou ter para mim. O resto, tal como já disse, é um bocado "igual ao litro". Desde que perceba o tempo estou bem.

Quando são in-ear já posso tocar direto com emulação digital de amp. Sem crise. Mas normalmente não curto muito o som... Não que me afete a performance, mas afeta um bocadinho os sorrisos durante o gig :P

 

Anyway, estava aqui a rever um solo para dar a um aluno que me pediu. E, como sempre, toco apenas sobre o click. Não tenho habito de tocar sobre  a música ou backing porque acho que mascara um bocado e torna-se enganador.

Este podia tocar ao vivo só a olhar para a pulsação dos strobs para saber o tempo! :D    

 

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