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Motta    2

Boas malta! 

Tudo bem? 

 

Precisava de ajuda para ligar um processador Boss GX-700 a um Marshall VS100. Eu tive os dois ligados durante anos, mas entretanto mudei de casa e não me lembro da forma de ligar as duas coisas. Alguém me consegue ajudar? 

Anexo uma foto da parte de trás de cada uma das unidades. Uma é da cabeça do amplificador, outra da coluna e a outra do processador de efeitos. 

Depois como é que posso usar as duas coisas? Em princípio queria usar a distorção do Marshall com os efeitos do Gx-700.

Não uso isto há muito tempo e queria voltar a tocar. É para ser sincero nunca soube muito bem como ligar tudo. 

 

 

Obrigado!

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The Passion    124

Viva!

Há várias formas de ligar um processador a um amp. Podes simplesmente ligar o cabo da guitarra ao input do GX e o out do GX ao input do amplificador, neste caso todo o processamento fica na "frente" do amp, efeitos como wah ou tremolo funcionam bem assim, mas a desvantagem deste método é que quase todos os outros efeitos vão afectar a tua cadeia de sinal logo à entrada o que na maioria dos casos não é desejável, especialmente efeitos baseados em tempo, como delays, reverbs, chorus, flangers, etc. 

A forma preferível, na minha opinião, é ligares os efeitos no effects loop do amplificador. Ligas o cabo da guitarra normalmente ao input do amplificador e o processador vai ficar entre o pré e o poweramp, ou seja, ligas o Send do amp ao Input do GX e o Out L(mono) do GX ao Return do amplificador. Neste caso todo o processamento do GX fica posterior à preamplificação, não te afectando a equalização ou o estágio de ganho, e anterior ao poweramp. 

O teu GX-700 também tem um loop próprio, o que te pode oferecer algumas opções engraçadas no caso de quereres introduzir outros módulos ou pedais na cadeia de sinal do processador, mas se o utilizares, certifica-te da sua posição na cadeia de processamento e se é configurável. 

Ainda tens a opção de utilizar o GX-700 como preamp, fazendo bypass ao preamp do valvestate, neste caso toda a secção de ganho e equalização do amplificador vai ficar fora da cadeia de sinal, não o aconselho, porque perdes versatilidade e características do amplificador desnecessariamente. Neste caso, ligas a guitarra directamente ao Input do GX e o Out L (mono) apenas ao Return do Amplificador. No caso de teres dois amplificadores e quereres experimentar um "set up" Stereo, fazes a mesma última ligação que descrevi e apenas ligas outro cabo do Out R do amplificador ao Return do segundo amp.

É uma experiência engraçada se quiseres explorar outros sons. 

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tmo    1730

@The Passion muito bom, mas faltou-te uma opção que, no meu entender, permite usar o melhor dos dois aparelhos: "the 4CM" aka "the 4 cable method".

@Motta eis então a minha proposta:

  1. Guitarra liga ao input do GX700.
  2. Loop Send do GX700 liga ao input do amp
  3. Loop Send do amp liga ao loop return do GX700
  4. Left Output do GX700 liga ao Loop return do amp

Feito, 4 passos, 4 cabos... faz sentido, certo?

Este método permite-te tirares o melhor proveito dos dois aparelhos. Se quiseres desligar o loop do GX700, saltas o módulo de pré amplificação do amp (onde se encontra a distorção e equalização) e usas apenas a amplificação propriamente dita. Desta forma terás de recorrer aos modelos de pré amplificação do GX700. Por outro lado, se não me engano, o GX700 também tem simulação de pedais de overdrive, o que pode ser interessante usar em frente ao amp.

Este sistema é muito giro e usei-os há uns anos com um aparelho semelhante que era o GP100 (da Roland) e que me permitia fazer sons completamente fora do baralho.

O contra deste sistema é que o GX700 é um aparelho que digitaliza o sinal sonoro para o poder processar e desta forma tens uma carrada de conversões Analógico/Digital e vice versa, o que significa uma considerável deterioração da qualidade do sinal áudio pois os conversores são do século passado (literalmente). Isto vai sentir-se principalmente nos agudos e a guitarra soará algo abafada. No entanto, salvaguardo que o amp em questão não é grande espingarda (na minha opinião) e não tem um timbre assim particularmente interessante, diria para experimentares as sugestões do @The Passion assim como esta e depois logo decides aquela de que gostas mais.

Que te parece?

Tem ainda em atenção que o GX700 é um aparelho "tudo em um", menos o amplificador, e que tem a possibilidade de trabalhar em stereo. Na minha experiência, estes aparelhos, mesmo os mais antigos, brilham neste formato, sendo usados como o cérebro de todo o sinal sonoro, recorrendo apenas a um amplificador FRFR (Full range, Flat Response) para debitar som. O recurso de pedaleiras MIDI para ligar/desligar efeitos será algo a explorar para teres uma experiência realmente interessante e cativante. Ao usares o GX700 com um amp de guitarra, aconselho-te a verificares quais são os parâmetros de ligação/output mais adequados ao teu sistema de amplificação.

Posto isto, have fun e partilha os teus avanços!

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kyuuga    77

Aproveitando este tópico, uma questão para vocês @tmo & @The Passion que parecem perceber bem do assunto! (:P)

O meu guitarrista neste momento usa um Fender Champion 100 e comprou uma pedaleira Boss GT-100. Na vossa opinião qual seria a melhor opção para ele obter os melhores timbres possíveis com esse gear?

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tmo    1730
há 1 hora, kyuuga disse:

Aproveitando este tópico, uma questão para vocês @tmo & @The Passion que parecem perceber bem do assunto! (:P)

O meu guitarrista neste momento usa um Fender Champion 100 e comprou uma pedaleira Boss GT-100. Na vossa opinião qual seria a melhor opção para ele obter os melhores timbres possíveis com esse gear?

Assim de imediato, diria para ele aproveitar a GT100 ao máximo, ligando-a directamente ao loop return do amp (se existir) e saltando a secção de pré amplificação do amp. Isto porque a GT100 é uma pedaleira relativamente recente (deve ter uns 6 a 10 anos desde que saiu para o mercado?). Se vocês ensaiarem numa sala alugada, ele que ligue a pedaleira directamente ao PA em canal stereo e que a programe de acordo com os respectivos gostos usando os blocos de pré-amplificação e de simulação de coluna. O mesmo se tiverem sala de ensaio própria com PA.

Não sei exactamente qual a versão do amp. O de 100W tem umas cenas que os de 40W não têm. O de 100 permite, por exemplo usar o 4CM (ver post anterior), o de 40 não.

Daquilo que ouvi do amp no youtube, o som clean está lá, mas não me parece passar muito além disso. A GT100 tem, por outro lado, uma carrada de sons à disposição que poderão ir mais ao encontro do que pretendem.

Se tiverem poucas opções, eu diria que o sinal seria Guitarra > GT100 > input do amp (canal limpo com a EQ às 12h e gestão do ganho de entrada a gosto). Se tiverem mais opções diria para usarem o 4CM... mas isto nada como reencaminhares o teu amigo para este post e ele próprio tira as dúvidas, boa?

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kyuuga    77
há 1 hora, tmo disse:

Assim de imediato, diria para ele aproveitar a GT100 ao máximo, ligando-a directamente ao loop return do amp (se existir) e saltando a secção de pré amplificação do amp. Isto porque a GT100 é uma pedaleira relativamente recente (deve ter uns 6 a 10 anos desde que saiu para o mercado?). Se vocês ensaiarem numa sala alugada, ele que ligue a pedaleira directamente ao PA em canal stereo e que a programe de acordo com os respectivos gostos usando os blocos de pré-amplificação e de simulação de coluna. O mesmo se tiverem sala de ensaio própria com PA.

Não sei exactamente qual a versão do amp. O de 100W tem umas cenas que os de 40W não têm. O de 100 permite, por exemplo usar o 4CM (ver post anterior), o de 40 não.

Daquilo que ouvi do amp no youtube, o som clean está lá, mas não me parece passar muito além disso. A GT100 tem, por outro lado, uma carrada de sons à disposição que poderão ir mais ao encontro do que pretendem.

Se tiverem poucas opções, eu diria que o sinal seria Guitarra > GT100 > input do amp (canal limpo com a EQ às 12h e gestão do ganho de entrada a gosto). Se tiverem mais opções diria para usarem o 4CM... mas isto nada como reencaminhares o teu amigo para este post e ele próprio tira as dúvidas, boa?

Muito obrigado @tmo és um anjo!

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tmo    1730

Isto de ler e responder às tantas da manhã faz com que não se apanhem os pormenores todos. Com o champion 100 penso dar para usar o 4CM.

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kyuuga    77

 

há 5 minutos, tmo disse:

Isto de ler e responder às tantas da manhã faz com que não se apanhem os pormenores todos. Com o champion 100 penso dar para usar o 4CM.

 

Esta é a imagem do Champion 100 de frente...nunca percebi muito bem mas do que eu li aquele "Pre Out" e "Pwr In" são do effects loop? Neste caso qual seria o do send e do return?

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tmo    1730

Boas @kyuuga

Obviamente que não li o manual desse amp, mas o que deduzo dessas entradas e saídas é que o Pre Out e o PWR IN poderão funcionar como loop para efeitos do amp.

Alternativamente, a saída de headphones e a entrada de auxiliar também poderão servir o mesmo propósito, sendo uma questão de testar e assumir o que soar melhor.

Saliento que tenho reticências que o amp seja stereo, apesar de estar equipado com dois speakers.

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The Passion    124
há 19 horas, tmo disse:

@The Passion muito bom, mas faltou-te uma opção que, no meu entender, permite usar o melhor dos dois aparelhos: "the 4CM" aka "the 4 cable method".

@Motta eis então a minha proposta:

  1. Guitarra liga ao input do GX700.
  2. Loop Send do GX700 liga ao input do amp
  3. Loop Send do amp liga ao loop return do GX700
  4. Left Output do GX700 liga ao Loop return do amp

Feito, 4 passos, 4 cabos... faz sentido, certo?

Este método permite-te tirares o melhor proveito dos dois aparelhos. Se quiseres desligar o loop do GX700, saltas o módulo de pré amplificação do amp (onde se encontra a distorção e equalização) e usas apenas a amplificação propriamente dita. Desta forma terás de recorrer aos modelos de pré amplificação do GX700. Por outro lado, se não me engano, o GX700 também tem simulação de pedais de overdrive, o que pode ser interessante usar em frente ao amp.

Este sistema é muito giro e usei-os há uns anos com um aparelho semelhante que era o GP100 (da Roland) e que me permitia fazer sons completamente fora do baralho.

O contra deste sistema é que o GX700 é um aparelho que digitaliza o sinal sonoro para o poder processar e desta forma tens uma carrada de conversões Analógico/Digital e vice versa, o que significa uma considerável deterioração da qualidade do sinal áudio pois os conversores são do século passado (literalmente). Isto vai sentir-se principalmente nos agudos e a guitarra soará algo abafada. No entanto, salvaguardo que o amp em questão não é grande espingarda (na minha opinião) e não tem um timbre assim particularmente interessante, diria para experimentares as sugestões do @The Passion assim como esta e depois logo decides aquela de que gostas mais.

Que te parece?

Tem ainda em atenção que o GX700 é um aparelho "tudo em um", menos o amplificador, e que tem a possibilidade de trabalhar em stereo. Na minha experiência, estes aparelhos, mesmo os mais antigos, brilham neste formato, sendo usados como o cérebro de todo o sinal sonoro, recorrendo apenas a um amplificador FRFR (Full range, Flat Response) para debitar som. O recurso de pedaleiras MIDI para ligar/desligar efeitos será algo a explorar para teres uma experiência realmente interessante e cativante. Ao usares o GX700 com um amp de guitarra, aconselho-te a verificares quais são os parâmetros de ligação/output mais adequados ao teu sistema de amplificação.

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Tens toda a razão! Aliás é o método que utilizo com a minha VOX Tonelab SE! :)

Acho que fiquei traumatizado até dominar o 4CM que até bloqueei essa informação! :D

Ainda há a possibilidade de ligações wet/dry, mas honestamente não pesco nada disso! 

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