rubenf96

Perda das frequencias altas



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rubenf96    4

Boas pessoal, ultimamente fiz um teste de frequencias e apartir dos 16.5Khz fica inaudivel para mim (com 23 anos), dentro do meu grupo eu fui o que obtive resultado mais ''baixo'' sendo que eles eram mais velhos que eu, já se sabe que com a idade a perda das frequencias altas é dos primeiros sinais a aparecerem, a minha questão aqui é?

É possivel uma pessoa fazer um mix e um master de qualidade exelente sabendo que por exemplo tem a audiçao restrita ate, digamos, 13Khz ou 14Khz?
De alguma forma sentiram influencias no resultado do vosso trabalho quanto a isso?
Será que ter ajuda de uns ''ouvidos mais novos'' ajudará no problema e é possivel atingir o mesmo grau de exelencia?

Sei que muita gente que está no pico da sua carreira já tem uma valente idade e cientificamente é inevitavel a perda destas frequencias... é algo para se preocupar a longo prazo ou é algo facilmente contornavel?
Desde já muito obrigado pela sinceridade e pelo esclarecimento!
Abraço!

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kyuuga    55

Fiz agora um desses "testes" e também não ouvia nada acima dos 16k...no entanto fui recentemente (há cerca de 2 meses) a um otorrino e ele disse-me que a minha audição estava perfeita. Para referência tenho 25 anos e fui lá maioritariamente para fazer aquele molde específico dos in-ears.

E sinceramente não sei até que ponto usas frequências mais altas que 10k a mixar uma música...e mesmo 10k ou perto disso é só mesmo em casos específicos. Não me preocuparia muito com isso.

Agora proteger os ouvidos é muito importante mas acho que ainda não tens nenhuma perda de audicação significativa.

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rubenf96    4
há 36 minutos, kyuuga disse:

Fiz agora um desses "testes" e também não ouvia nada acima dos 16k...no entanto fui recentemente (há cerca de 2 meses) a um otorrino e ele disse-me que a minha audição estava perfeita. Para referência tenho 25 anos e fui lá maioritariamente para fazer aquele molde específico dos in-ears.

E sinceramente não sei até que ponto usas frequências mais altas que 10k a mixar uma música...e mesmo 10k ou perto disso é só mesmo em casos específicos. Não me preocuparia muito com isso.

Agora proteger os ouvidos é muito importante mas acho que ainda não tens nenhuma perda de audicação significativa.

Obrigado pela contribuição, quanto aos +10Khz tou certo que faça diferença, pelo menos num range -15Khz, mas teoricamente essas frequencias devem-se perder perto dos 30-40 anos, agora nao sei se dá para ajustar com musicas de referencia, quanto a isso tou a 0, mas fico feliz ao saber que o resto das frequencias tao impecáveis no teu caso, a ver se marco uma consulta tambem :D

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resolectric    1133

Deduzo que tenhas f

há 3 horas, rubenf96 disse:

... dentro do meu grupo eu fui o que obtive resultado mais ''baixo'' sendo que eles eram mais velhos que eu ...

Deduzo que no teu grupo todos tenham usado o mesmo sistema de som, na mesma sala, para ouvirem as frequências do teste.

Ouvires até 16.000 é excelente.
Um número cada vez maior de jovens ouve até meia oitava abaixo do que tu ouves. Resultado dos "fones" metidos nas orelhas, ligados aos telemóveis a ouvirem música masterizada no século XX1, saturada de agudos (para contrabalançar a perda de sensibilidade aos agudos dos ouvintes a que se destina, certamente).

Com perdas de audição progressivas, devidas ao "desgaste" da idade e do meio ambiente, o cérebro vai compensando e "equalizando" a nossa sensibilidade e percepção nas diversas frequências.

Ouves muito bem.
O resultado foi equilibrado nos dois ouvidos? Isso é importante.
Tinhas "picos" de perda em alguma frequência ou ouvias de forma linear, nos dois ouvidos, até aos 16.000?
Se estava tudo direitinho até aos 16.000, preserva isso. Não vás a mais concertos, não uses mais auscultadores e se fores músico, dedica-te à música medieval ou qualquer coisa que não precise de monição de palco.
Quando passares em frente a obras ruidosas não te acanhes a "meter o dedo no ouvido" para proteger o tímpano.
Não faças mergulho nem pesca submarina. Evita andar de avião e se estiver vento, protege os ouvidos.

É assim que faço. Tenho 58 anos, gravo, produzo, misturo, masterizo e dizem que sai bem.
O meu pai e todos os irmãos dele eram surdos, portanto...
Depois de ter visto os Ramones ao vivo passei a ir a menos concertos. Fui uma vez ao festival de Paredes de Coura ver Nick Cave mas era pouco cómodo estar com os indicadores enfiados nos ouvidos até às falanges e por isso vim embora ao fim de 10 minutos.
Graças a isso ainda ouço.

 

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rubenf96    4
há 21 minutos, resolectric disse:

Deduzo que tenhas f

Deduzo que no teu grupo todos tenham usado o mesmo sistema de som, na mesma sala, para ouvirem as frequências do teste.

Ouvires até 16.000 é excelente.
Um número cada vez maior de jovens ouve até meia oitava abaixo do que tu ouves. Resultado dos "fones" metidos nas orelhas, ligados aos telemóveis a ouvirem música masterizada no século XX1, saturada de agudos (para contrabalançar a perda de sensibilidade aos agudos dos ouvintes a que se destina, certamente).

Com perdas de audição progressivas, devidas ao "desgaste" da idade e do meio ambiente, o cérebro vai compensando e "equalizando" a nossa sensibilidade e percepção nas diversas frequências.

Ouves muito bem.
O resultado foi equilibrado nos dois ouvidos? Isso é importante.
Tinhas "picos" de perda em alguma frequência ou ouvias de forma linear, nos dois ouvidos, até aos 16.000?
Se estava tudo direitinho até aos 16.000, preserva isso. Não vás a mais concertos, não uses mais auscultadores e se fores músico, dedica-te à música medieval ou qualquer coisa que não precise de monição de palco.
Quando passares em frente a obras ruidosas não te acanhes a "meter o dedo no ouvido" para proteger o tímpano.
Não faças mergulho nem pesca submarina. Evita andar de avião e se estiver vento, protege os ouvidos.

É assim que faço. Tenho 58 anos, gravo, produzo, misturo, masterizo e dizem que sai bem.
O meu pai e todos os irmãos dele eram surdos, portanto...
Depois de ter visto os Ramones ao vivo passei a ir a menos concertos. Fui uma vez ao festival de Paredes de Coura ver Nick Cave mas era pouco cómodo estar com os indicadores enfiados nos ouvidos até às falanges e por isso vim embora ao fim de 10 minutos.
Graças a isso ainda ouço.

 

Esclarecedor como sempre, obrigado pelo feedback!!

Quanto te referes ao facto do cerebro  compensar a equalizacao, traduzindo para miudos, significa que mesmo com uma certa perda é possivel entender a falta de X frequencia inaudivel e adequa-la num bom projeto para quem a pode ouvir?

Abraço!

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resolectric    1133

A questão da compensação feita pelo cérebro não é algo de que funcione como "On/Off" mas sucede progressivamente.
Por exemplo, se tens uma obstrução no canal auditivo (àgua, cerúmen, etc.) perdes parte da audição nesse ouvido e progressivamente, ao fim de uns dias, começas a não notar a perda (a não ser em casos extremos).
Se vais a um Otorrino fazer uma limpeza de ouvidos é frequente que, quando a limpeza é efectiva, tenhas uma sensação de ouvir mais frequências altas, ao ponto de parecer que "ouves o ar", aquele topo de "brilho" no som de tudo o que nos rodeia.
Novamente, ao fim de umas horas ou dias, essa sensação desvanece-se, não por o ouvido se ter "entupido" novamente mas porque o cérebro "reequalizou" a nossa percepção do som.
Como se concluísse "estou a ouvir com agudos a mais, vou atenuar tudo abaixo dos 8000Hz".
Claro que não é uma equalização mas funciona como tal. Se calhar até é mais um ajuste de impedância no pré ^_^

Com as perdas por desgaste, que sucedem ao longo da vida, isso também acontece.

É natural que, com a idade, as frequências mais altas necessitem de mais alguma atenção para serem entendidas da mesma forma mas só em casos de perdas muito intensas é que terás tendência para compensar "nos botões".
O caso do Phil Collins é curioso pois auto-produzindo-se, parece que se notava que estava a "compensar" a falta de sensibilidade nos agudos e fazia produções extremamente "brilhantes". Entretanto, isso tornou-se de tal forma debilitante que, aparentemente, terminou a carreira.

As perdas auditivas são, geralmente, irreversíveis mas também há casos de "milagre" e um deles, conheço-o pessoalmente.
Um amigo meu, maestro, músico, cantor, professor de música, director de uma escola de música, rasgou os dois tímpanos ao fazer mergulho nos Açores, para ver as baleias.
Ficou totalmente surdo durante anos, deixou de tocar, obviamente.
Anos depois e por motivos absolutamente desconhecidos começou a recuperar a audição, consultou médicos e concluiu-se que os tímpanos tinham cicatrizado.
Entretanto recuperou completamente a audição, ele próprio diz que ouve agora muito melhor do que antes e ganhou uma coisa: tornou-se ouvido absoluto.
É surreal mas é verdade. Conheço-o, gravei-o várias vezes e tivémos convivência por períodos alargados de tempo devido às produções complexas que fizémos (vários grupos corais gravados em ambientes naturais).

Nota: não sou Otorrino, não sou especialista e descrevo só a minha experiência e a que resulta das coisas que aprendi com o tempo, nesta área e com as minhas próprias preocupações com o assunto.

Seja como for, ouvidos poupam-se mais do que o dinheiro.
Se ficares surdo não precisas de dinheiro para guitarras.
E Beethoven só houve um :D

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rubenf96    4

História fantástica essa do teu amigo, saiu-lhe provavelmente a lotaria mais importante! :D

Obrigado pelo esclarecimento, grande abraço e continuação de boas gravaçoes!

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