Posts Recomendados:

Jorge Abreu    20

Bom dia,

Desculpem a criação de um novo tópico mas não encontrei nenhum que parecesse adequado.

Queria que dessem um opinião pessoal sobre o "melhor" DAW que utilizam/utilizaram. Vejo muita gente a utilizar este tipo de programas mas usam vários diferentes e fica difícil escolher um... Uma ajudinha para escolher precisa-se! :rolleyes:

Obrigado ;) 

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
kyuuga    127

Olá Jorge...

Não há propriamente uma resposta acertada para a tua pergunta. Seria como perguntar a alguém "qual é o melhor carro que há? vejo vários diferentes na estrada!"

É tudo uma questão de gosto pessoal e habituação. Todos eles cumprem as mesmas funções de maneiras diferentes.

No entanto, se não estás familiarizado com nenhum e não tens muita experiência, aconselho-te a usar um destes dois: Reaper ou Audacity (se estiveres no Windows) ou Garageband (se tiveres um Mac). 

São opções muito básicas e simples de usar  (e grátis acima de tudo) mas permitem-te aprender os fundamentais.

  • Gosto 3
  • Útil 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
Jorge Abreu    20

Tal como eu disse, é uma questão de gosto mas a sua resposta era algo que procurava.
Eu nunca utilizei nenhum.
O REAPER não é pago?

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
resolectric    1709

Não existe um "melhor DAW".
Deves escolher aquele que te proporcionar maior facilidade de utilização, com os atalhos que para ti parecem mais lógicos e com o aspecto que, para ti, seja mais agradável aos olhos pois irás, quase de certeza, passar dias inteiros a olhar para ele.

Também deverás escolher de acordo com o trabalho que pretendes realizar.

Não os vou referir todos mas refiro-te alguns que têm características "especiais" e que por isso podem ser os ideais (ou os piores) para o teu trabalho.

. ProTools: é provavelmente o mais conhecido pois vem de uma época em que a Macintosh era a única plataforma estável para gravar som mais do que uns segundos. Desde que o sistema Windows se tornou estável (há mais de 20 anos) essa vantagem do PT deixou de existir mas a fama manteve-se. Também recolhe alguma fama por ter estado associado aos interfaces e conversores da Apogee que foram, em tempos, topo-de-gama.
Já não são mas o PT ainda é considerado um standard ainda que, tecnicamente, não esteja à frente de nenhum dos outros.

. Cubase/Nuendo: vêm do tempo em que os computadores só "gravavam" MIDI e o Cubase tornou-se um dos programas mais famosos para a produção caseira, essencialmente porque as suas funções MIDI são muito completas e simples de utilizar. O irmão "grande", Nuendo, é igualzinho mas permite produção em Surround e em ligações remotas.
Ainda que seja famoso no "mercado doméstico" é sem dúvida um programa absolutamente profissional.
Usei-o até há uns anos atrás e deixei de usar porque não gosto do aspecto da mesa de mistura que implementaram a partir do Nuendo 6. Como disse antes, o aspecto do programa é importante na escolha.
Parte da fama do Cubase vem também do facto de ter sido o primeiro grande e caro DAW a ser "cracado". Milhões de pessoas usavam o Cubase sem o terem comprado e um "crack" de um programa de mais de 1000 Euros não era coisa de todos os dias.

. Samplitude/Sequoia: semelhantes aos Cubase/Nuendo mas com modos de trabalho diferentes. Tal como nos anteriores, a diferença essencial entre Samplitude e Sequoia são as funções para Surround e um editor de crossfades absurdamente completo no Sequoia.
É o que uso agora mas, tal como no teu caso, a escolha para deixar o Nuendo não foi fácil.

. Pyramix: se todas as DAW dão "o mesmo som" o Pyramix permite um som melhor pois podes gravar em Sample Rates de MegaHertz e podes fazer misturas para DSD e para Super Audio CD.
Este programa é um bomba!
...mas não tem MIDI e não é provável que venha a ter.
É um tremendo DAW para produção áudio. Mais nada.

. Sadie: é semelhante ao Pyramix. Raro, com poucos utilizadores e poucos updates. Também não é frequente que precise. Não tem muitos bugs, é usado na BBC e é para áudio.

. Reaper: a melhor opção para muita gente. Barato e virtualmente grátis, de arquitectura aberta e programado pelos utilizadores, com um aspecto extremamente versátil (podes-lhe vestir outras "peles") e com uma qualidade de som tão boa como qualquer outro.

. Cakewalk: igualzinho aos outros, é um programa famosíssimo e agora é grátis. Serve para som e MIDI a nível profissional mas não se vê muito em estúdios. Já em home-studios é frequente encontrá-lo desde os tempos do Commodore Amiga.

. Mixbus: supostamente tem um som diferente dos outros e supostamente emula as mesas de som da Harrison.
Supostamente isso também não será grande coisa (na minha opinião) pois nunca achei que as mesas de som da Harrison tivessem "um som" digno de ser copiado mas enfim.
Usam emuladores de saturação em todos os canais para que as gravações se tornem mais "analógicas". Não queria dar muitas opiniões pessoais neste apanhado de DAWs mas acho que fazer o som digital parecer som analógico resulta sempre numa coisa absurda, bastante pior do que o som analógico que conheço. O som analógico não é distorcido nem tem ruído; a não ser em gravadores de cassettes "farsolas".
Outro problema do Mixbus (para mim) é o tamanho descomunal de todos os canais! É preciso um monitor com um metro e meio de largo para caber um projecto de 8 pistas.
Há quem ponhas as mãos no fogo por este DAW. Eu não.
Testa, pode ser que gostes.

. Audition: tinha-me esquecido deste! É um programa da Adobe, com "duas caras": um lado multipistas só para áudio e um outro lado, editor de áudio (ficheiros únicos, Mono ou Stereo). Também não permite trabalhar com MIDI.
O sistema de gravação em multipistas é semelhante ao dos outros mas parece-me menos "user friendly". Muito completo, sem dúvida mas apesar de usar Audition desde que existe, nunca consegui "atinar" com o lado multipistas. Já o uso desde antes de se designar "Audition"! Desde o tempo em que se chamava Cool Edit Pro e pertencia a uma empresa chamada Syntrillium (há uns bons 20 anos, portanto) mas mesmo assim, não dá.
Por outro lado, a secção de "editing" e manipulação de som é fantástica! Faz coisas que o muito mais "badalado" Izotope RX faz mas já as faz há mais tempo e na minha opinião, faz melhor.
Como multipistas, talvez mereça um teste mais cuidadoso por parte de quem não precisa de MIDI.

 

Existem muitos mais mas estes são aqueles que me recordo de ter usado "hands on". Já vi outros à minha frente a serem usados no meu estúdio em computadores dos clientes mas não me recordo de ter utilizado.
Como prefiro referir (com opiniões) aquilo que conheço, limito-me a referir estes.

Eu escolhi o Sequoia mas do pessoal que conheço e que andou à procura de DAW não conheço ninguém que não tenha gostado do Reaper.
É testar.

 

O @kyuuga respondeu enquanto eu escrevia este "testamento" aqui em cima portanto, as minhas desculpas por coisas que repeti daquelas que o Kyuuga disse. Não corrijo nada do que ele diz. Concordo com tudo.
Os posts coincidiram no tempo :yes:

EDIT: acrescentei o Audition.

  • Amo 1
  • Útil 5
  • Obrigado 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
tmo    2103

Fantástico @resolectric, grande serviço de crítica aos DAWs por parte de quem tem as mãos na massa.

A minha experiência é relativamente pequena.

Audacity - não gostei e achei-o extremamente limitado. Pode misturar várias pistas mas para gravação apenas grava 2 no máximo? Foi o que me pareceu na altura em que o testei.

Cubase - foi o primeiro DAW com que trabalhei. Há versões baratas (para estudantes) e acho que até gratuitas (OEM que acompanham placas de som), mas obviamente mais limitadas, por exemplo no número de pistas que gravam simultaneamente. É relativamente intuitivo e tem uma distribuição do layout das ferramentas bastante funcional.

StudioOne (presonus) - Foi o que usei a seguir ao CuBase, na versão disponibilizada pelas placas de som que tive na altura (versão simplificada). É muito parecido com o CuBase e tem funções (na versão profissional) bastante interessantes como a identificação e modelação (?) de harmonias, por exemplo... leia-se, identificar acordes!... mas já não experimentei estas últimas versões.

Reaper - é o que uso agora, semi pago... 60$ por uma licença individual para estúdios caseiros por um DAW completo com edição de MIDI incluída... é um "no brainer" para a malta que grava em casa. Tem uma comunidade de utilizadores gigante.

Appleton (?) - é bastante usado para situações LIVE e para espectáculos, pelas capacidades de ser controlado via MIDI em REAL TIME. Testei a versão OEM da minha actual placa de som e achei-o bastante limitado a 4 pistas de gravação simultânea...? O meu baterista comprou uma placa de som com 8 pistas e tinha essa limitação... na situação de DAWs OEM a minha resposta cai num redondo NÃO.

Fruity Loops - conheço a existência, desconheço a performance.

(por favor corrijam-me nos nomes eventualmente incorrectos dos DAWs)

 

Relativamente à qualidade de gravação, é praticamente igual para todos, uma vez que esta está dependente dos conversores Analógico/Digital de cada placa de som. Depois temos é a mistura e facilidade de adicionar plugins e VSTs e coisas dessas, que essas sim vão ditar o "som" final da composição, ligadas obviamente à sensibilidade e mestria do utilizador (principal factor de qualidade de uma qualquer produção musical).

  • Útil 4

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
pipes    3684

Apenas trabalhei com o Studio One da Presonus, pois era o que vinha com o interface que tinha na altura. Gostei bastante, achei bastante intuitivo. Para mim isso é determinante, pois sou um gajo que é incapaz de ler um manual de instruções! 

Em breve vou voltar a ter o mesmo dilema, pois devo comprar novo interface, e na volta continuo com a Presonus por essa razão, vamos ver...

  • Gosto 2

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
tmo    2103
há 2 horas, pipes disse:

Apenas trabalhei com o Studio One da Presonus, pois era o que vinha com o interface que tinha na altura. Gostei bastante, achei bastante intuitivo. Para mim isso é determinante, pois sou um gajo que é incapaz de ler um manual de instruções! 

Em breve vou voltar a ter o mesmo dilema, pois devo comprar novo interface, e na volta continuo com a Presonus por essa razão, vamos ver...

Eu gostei imenso da Presonus (americana). Tive uma Firewire que vendi porque ia mudar de PC e não tinha portas firewire. Depois comprei uma USB que tive um problema* e o arranjo ficava mais caro que uma igual nova porque o apoio ao cliente tinha-se mudado para Espanha e coisas dessas! Dedinho do meio para eles. Mudei-me para a Focusrite (inglesa?) e até agora, é 5 estrelas, já lá vão 2 anos e meio, pelo menos.

* o problema provavelmente foi provocado pelo computador ao qual estava ligada que fritou os componentes USB. Só que como a placa estava construída numa única PCB (não modular) o arranjo era a sua substituição e ficava mais cara do que comprar uma nova... A minha placa na altura já ia com 4 anos em cima e a Presonus já estava a mudar-se para a geração seguinte, descontinuando aquela série...

Independentemente da escolha que faças, desaconselho a ALESIS, fiquei com a sensação de ser pior que a Behringer em termos de controlo de qualidade a que tive, começou a dar problemas aos 18/20 meses de uso e depois foi por aí abaixo, para esquecer.

  • Gosto 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
Alguém    93

Eu usava o Audacity, mas começou a dar problemas no Mac e começou a adicionar tempos "mortos" às gravações.

Optei por experimentar o Reaper e por aqui tenho ficado.  Comparado com o Audacity tem uma curva de aprendizagem muito grande, mas acaba por ser relativamente simples de obteres o básico: adicionar uma faixa de áudio (mp3 ou wav), adicionar uma faixa para guitarra e começar a gravar.

  • Gosto 2

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais
resolectric    1709
há 16 horas, pipes disse:

Apenas trabalhei com o Studio One da Presonus, pois era o que vinha com o interface que tinha na altura. Gostei bastante, achei bastante intuitivo. Para mim isso é determinante, pois sou um gajo que é incapaz de ler um manual de instruções! 

Em breve vou voltar a ter o mesmo dilema, pois devo comprar novo interface, e na volta continuo com a Presonus por essa razão, vamos ver...

Eu também tenho uma Presonus (Firepod das antigas) e adoro aquilo!
Sempre a usei para as gravações sinfónicas e de coros, concertos, etc.
Muito fixe!
Gosto tanto dela que quando tive de mudar de computador e não conseguindo encontrar nada com Firewire acabei por comprar um Lenovo usado.
Só por causa da Presonus!

Entretanto, há um ano, ofereceram-me uma MOTU Traveler avariada e novinha. Também Firewire.
Abri-a e descobri que a avaria era a ficha do painel LCD desligada ^_^

Senti-me bem porque fiquei com uma dupla justificação para o Lenovo usado :D

 

 

EDIT: eu designo "os" interfaces no feminino porque sou daquela geração em que isto eram "as" placas de som :rolleyes:

  • Gosto 1
  • Riso 1

Partilhar este post


Link para o post
Partilhar nas redes sociais

Regista-te ou entra para comentar!

Para deixar um comentário é necessário estar registado. É muito fácil!

Criar uma conta

Regista-te e vem fazer parte desta comunidade! É fácil!

Registar-me

Entrar

Já estás registado? Entra aqui!

Entrar agora