stratocosta

Altura dourada para seguir uma carreira na música



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Zaphod    92

Nada mau! E os músicos da banda pelos vistos têm associações com outro pessoal conhecido como Jeff Beck, Ginger Baker ou David Bowie! Eish, a bio deles no Spotify :ph34r: "Three Man Army was a forgettable British hard rock band of the early '70s, playing period guitar-slanted music that sounded like warm-up fodder for bigger stadium acts."

Mas isso de descobrir bandas também já fazia antes do Youtube; ia à Carbono comprar cds ao calhas a 1€ (ou mesmo 50 cêntimos acho eu), e de vez em quando lá calhava umas boas malhas. Os outros ficavam para o quintal para espantar os pombos e pardais lol

Outra boa banda moderna mas com um som rock mais clássico. Grande voz a fazer lembrar um pouco o Chris Cornell e também é um excelente guitarrista! Recomendo o Captain Meets da Andertons Music com ele: "The Captain Meets Ian Thornley From Big Wreck - A Must Watch For Guitar Fans"

 

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pipes    3768

Quem se safava no modelo antigo, diz mal deste e vice-versa.

A internet poderia ser uma oportunidade boa para os artistas, na minha opinião não se verificou. É bom para o músico de fim-de-semana, que tem oportunidade de mostrar o que faz no quarto, a muito mais pessoas comparativamente com há 20 anos atrás. Se isso é bom ou mau, depende do ponto de vista, lol

As editoras chulavam os artistas mas ao mesmo tempo, investiam a fundo perdido nos mesmos. Neste momento todo o risco está do lado das bandas para depois continuarem a ser chulados pelas plataformas digitais. Ora eu que não sou grande espingarda a matemática, prefiro só ser f#dido uma vez.

Como consumidor, apesar da extraordinária conveniência, a forma atual de consumir música, não me seduz minimamente. Não tenho qualquer sentimento de "pertença"  a música praticamente oferecida a granel. Ora como isto é um pouco como o gajedo, quando a gaija é fácil de mais e deixa de haver o sentimento de conquista, a coisa morre rápido e on to the next...

Chiclete. E eu não gosto de comida de micro-ondas. 

Relativamente à música na nossa adolescência, não é saudosismo nem nostalgia, mas sim algo muito mais profundo e marcante. A minha vida era ouvir música. As preocupações, para além dos TPC e pensar como raio ia arranjar alguém para ir por mim ao videoclube para alugar um filme maiores de 18, não existiam. Em casa ouvia música, acordava com música, adormecia na cama com os phones nos orelhames e a sonhar com concertos e guitarras e ia para a escola de walkman e mais tarde de discman. 

Quando ouvia um disco, sabia o alinhamento de cor, e todas as letras. Hoje não sei nome de temas, e na maioria das vezes nem consigo cantar um refrão. Uma vez por mês ia de Cascais aos Restauradores, à Virgin, para comprar cds e era surreal, todas as vezes. A viagem de volta no comboio, a folhear os booklets era uma espécie de preliminar.

Não é nostalgia porque ainda o faço. Não na Virgin, nem vou de comboio, mas continuo com o mesmo ritual, pelo menos uma vez por ano...

No que depender de mim, passarei essa magia para a minha filha, tal como a minha irmã passa para os meus sobrinhos. Tudo evolui, muitas vezes não é para melhor. Conveniente sim, melhor tenho dúvidas.

A cultura é suposto ser acessível, não é suposto ser praticamente grátis, descartável e indiferente. E falo isto enquanto consumidor, pois o valor que damos a algo que custa 0.99€, não é o mesmo valor que damos a algo que nos custou 20 paus e tivemos de decidir entre ir jantar fora com a patroa ou comprar um disco.

Voltando à premissa do título do tópico, há sempre quem se vai queixar e há sempre quem se vai safar. Nunca houve uma altura dourada para se fazer música, pintura, poesia ou escultura. Faz-se e pronto, espera-se pelo melhor. Trabalha-se com o que existe e siga.

Edit: E não se pode culpar a internet por tudo. Quantos de vocês (nós) levantam o cú do sofá para irem a um clube, pagar entrada, para ver uma banda de originais que não conhecem de lado nenhum? Com regularidade isto é, um hábito como se fosse ir ao cinema ou comer fora

 

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Antonio    832
há 2 horas, pipes disse:

Quem se safava no modelo antigo, diz mal deste e vice-versa.

A internet poderia ser uma oportunidade boa para os artistas, na minha opinião não se verificou. É bom para o músico de fim-de-semana, que tem oportunidade de mostrar o que faz no quarto, a muito mais pessoas comparativamente com há 20 anos atrás. Se isso é bom ou mau, depende do ponto de vista, lol

As editoras chulavam os artistas mas ao mesmo tempo, investiam a fundo perdido nos mesmos. Neste momento todo o risco está do lado das bandas para depois continuarem a ser chulados pelas plataformas digitais. Ora eu que não sou grande espingarda a matemática, prefiro só ser f#dido uma vez.

Como consumidor, apesar da extraordinária conveniência, a forma atual de consumir música, não me seduz minimamente. Não tenho qualquer sentimento de "pertença"  a música praticamente oferecida a granel. Ora como isto é um pouco como o gajedo, quando a gaija é fácil de mais e deixa de haver o sentimento de conquista, a coisa morre rápido e on to the next...

Chiclete. E eu não gosto de comida de micro-ondas. 

Relativamente à música na nossa adolescência, não é saudosismo nem nostalgia, mas sim algo muito mais profundo e marcante. A minha vida era ouvir música. As preocupações, para além dos TPC e pensar como raio ia arranjar alguém para ir por mim ao videoclube para alugar um filme maiores de 18, não existiam. Em casa ouvia música, acordava com música, adormecia na cama com os phones nos orelhames e a sonhar com concertos e guitarras e ia para a escola de walkman e mais tarde de discman. 

Quando ouvia um disco, sabia o alinhamento de cor, e todas as letras. Hoje não sei nome de temas, e na maioria das vezes nem consigo cantar um refrão. Uma vez por mês ia de Cascais aos Restauradores, à Virgin, para comprar cds e era surreal, todas as vezes. A viagem de volta no comboio, a folhear os booklets era uma espécie de preliminar.

Não é nostalgia porque ainda o faço. Não na Virgin, nem vou de comboio, mas continuo com o mesmo ritual, pelo menos uma vez por ano...

No que depender de mim, passarei essa magia para a minha filha, tal como a minha irmã passa para os meus sobrinhos. Tudo evolui, muitas vezes não é para melhor. Conveniente sim, melhor tenho dúvidas.

A cultura é suposto ser acessível, não é suposto ser praticamente grátis, descartável e indiferente. E falo isto enquanto consumidor, pois o valor que damos a algo que custa 0.99€, não é o mesmo valor que damos a algo que nos custou 20 paus e tivemos de decidir entre ir jantar fora com a patroa ou comprar um disco.

Voltando à premissa do título do tópico, há sempre quem se vai queixar e há sempre quem se vai safar. Nunca houve uma altura dourada para se fazer música, pintura, poesia ou escultura. Faz-se e pronto, espera-se pelo melhor. Trabalha-se com o que existe e siga.

Edit: E não se pode culpar a internet por tudo. Quantos de vocês (nós) levantam o cú do sofá para irem a um clube, pagar entrada, para ver uma banda de originais que não conhecem de lado nenhum? Com regularidade isto é, um hábito como se fosse ir ao cinema ou comer fora

 

Conheço tão bem esses rituais! Eu fazia o mesmo. Aliás, ficar anciosamente à espera da data de lançamento do disco e ir convencendo os pais a ir comprar no dia de lançamento. Ficar depois à espera da abertura da loja...

Eu chegava a casa, punha o disco a tocar (CD nessa altura) e ficava na cama a olhar para o teto a ouvir, com o booklet na mão para ir lendo as letras. 

Depois disso, passa a lua de mel auditiva, começava a tirar as músicas na guitarra. Quando tocava (mal) uma ou duas, dava grandes concertos em pé na cama! Pinha as músicas a tocar bem alto e tocava por cima, a fazer as cenas de presença em palco e tudo. Lol 

Agora já não faço isso, foi uma época que gostei muito, passou e deixou boas recordações. 

Agora ouço tudo o quero em qualquer altura. Sempre que estou entediado, numa fila, à espera da mulher na loja de roupa, no trânsito, etc... Nesses momentos estou a descobrir nova música ou a ouvir coisas que gosto. Assim que descubro algo fixe novo, faço um share instantâneo para amigos ou alunos. Eles podem logo ouvir e mandam um whatsapp de volta com a opinião. Muitas vezes até mandam um link para uma cena parecida que eles descobriram. 

Quando gosto mesmo do que descobri durante esse dia, chego à noite e procuro um concerto no YouTube, vejo logo a banda "ao vivo" ali antes de adormecer e é muito fixe. Mais uma vez, partilho o link com alguém que acho que vai gostar e ainda trocamos uns whatsapps de cavaqueira antes de dormir. 

Acho que nenhuma das épocas é melhor ou pior. Estou só grato por ter vivido plenamente as duas durante o meu tempo de vida. 

Se posso fazer alguma comparação é que antes a "degustação" de música era uma experiência muito mais introspectiva e solitária. Dava-se, sim, mais valor à música em si. Hoje em dia é mais social, a música tem menos valor mas a interacção social imediata acerca dessa música é muito maior (estou a falar do share, que acho que é a chave disto tudo) 

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resolectric    2006
há 29 minutos, pipes disse:

Ya, nós precisamos mesmo de lições de ética de um guna que nunca trabalhou na vida.

O gajo tornou-se bilionário com o que rouba a milhões de artistas.
Bandalho.

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xtech    3170

Uma questão é a seguinte: porque é que os artistas não fundam um "spotify" tipo cooperativa, com repartição de direitos justa? Tipo comércio justo?

Cada músico entra com 50€ e todos tinham a mesma percentagem. Com uma gestão transparente, conhecida e detalhada entre todos os membros da cooperativa. Cada reprodução de faixa dá x a cada músico, no final de cada mês cada um recebia o seu e pronto. O Spotify não vai muito bem em termos de financiamento, portanto não ia baixar os preços dando prejuízo só para dar guerra...

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stratocosta    4060
há 1 hora, xtech disse:

Uma questão é a seguinte: porque é que os artistas não fundam um "spotify" tipo cooperativa, com repartição de direitos justa? Tipo comércio justo?

Cada músico entra com 50€ e todos tinham a mesma percentagem. Com uma gestão transparente, conhecida e detalhada entre todos os membros da cooperativa. Cada reprodução de faixa dá x a cada músico, no final de cada mês cada um recebia o seu e pronto. O Spotify não vai muito bem em termos de financiamento, portanto não ia baixar os preços dando prejuízo só para dar guerra...

o Jay-z acho que tentou isso, mas parece que ficou em "aguas de bacalhau".

as editoras são detentoras de grande parte dos direitos, isso só poderia resultar com artistas independentes , imho

e quanto custaria manter uma estrutura dessas se mesmo o Spotify anda a "rasca" ?

há 2 horas, resolectric disse:

Ya, nós precisamos mesmo de lições de ética de um guna que nunca trabalhou na vida.

O gajo tornou-se bilionário com o que rouba a milhões de artistas.
 

o meu pai costuma dizer: "a trabalhar ninguém ficou rico"

e eu ignorei , não me casei com uma gaja rica, não entrei na política e não sou artista pop , tou fod..... 

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resolectric    2006
há 1 hora, stratocosta disse:

...

o meu pai costuma dizer: "a trabalhar ninguém ficou rico"

e eu ignorei , não me casei com uma gaja rica, não entrei na política e não sou artista pop , tou fod..... 

É verdade mas claro que, para confirmar a regra, existem as excepções:
tipos que tiveram ideias brilhantes, tipos que realizam trabalhos altamente especializados... pode-se ficar rico assim.

Eu se tivesse inventado as embalagens Tetrapak também estava rico e não era "urso" como o tipo que teve essa ideia (é só um exemplo).

Traficantes de droga, de armas, de pessoas, etc. são também coisas que dão imenso trabalho e geram muito dinheiro.
 

Mas o teu pai tem razão.

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pgranadas    2488
On 04/08/2020 at 19:06, stratocosta disse:

o Jay-z acho que tentou isso, mas parece que ficou em "aguas de bacalhau

Na realidade, avançou com a coisa. Em 2016, quando lancei o meu álbum tentei que fosse pela editora dele. Mas para o fazerem, queriam dados, como número de seguidores nas redes sociais, concertos e afins. Ou seja, trata-se de uma das tais editoras em que “apostam” em artistas lançados e que garantam lucro.

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