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Olá a todos.  Sou o Luís ja sou o que se pode dizer um sénior.  Gostaria de saber a opinião dos mais experientes na compra de uma guitarra clássica.  Ja tive uma Ramirez em tempos mas que motivos de força maior tive de vender. Agora ando desde algum tempo para comprar outra é tenho vindo aqui ao fórum ler alguns tópicos sobre o assunto. Toco algum tempo e neste momento tenho uma acústica onde vou treinando mas quero adquirir uma coisa melhor.  Trabalho na área da saúde ( farmácia) e pegar na guitarra ao final do dia e como tomar um antidepressivo. A minha dúvida está entre a Apc Ac e a Paco Castilho 204 ou se será melhor comprar uma de valor mais baixo até porque é só como passatempo.  O texto ja vai longo peço desculpa e,agradeço a vossa opinião. 

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mr store    34

Boa tarde, Luís

Falando de antidepressivo e passatempo, há que retirar o máximo de prazer possível da actividade musical.

Uma guitarra com tampo sólido e com uma escala/braço confortável é o ponto de partida.

Um orçamento até 400 euros deve ser suficiente.

APC, Paco Castilho, Alhambra, Esteve... nada como experimentar calmamente numa qualquer loja de instrumentos.

Pondera também o mercado de usados ( olx, etc).

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tmo    2205

Olá @Luis Queiros, bem vindo!

Vou avançar que tenho pouquíssima experiência em guitarras acústicas/clássicas para te poder aconselhar esta ou aquela. No entanto vou referir alguns aspectos a teres em conta antes de te comprometeres:

  1. Conforto - entende-se relativamente a uma guitarra com a qual sintas que não precisas de fazer grande esforço (leia-se força) para conseguires obter som consistente e caracteriza-se em inúmeros aspectos, que serão mais ou menos confortáveis dependendo de cada um para decidir qual a combinação que funciona melhor para si:
    1. Comprimento da escala - é a distância entre a pestana e o cavalete e pode variar bastante. Escalas mais compridas geralmente são mais confortáveis a quem tem mãos grandes, mas há gostos e gostos, portanto sempre que possível EXPERIMENTA PRIMEIRO.
    2. Largura do braço / distância entre cordas quer na pestana, quer no cavalete. Novamente surge aqui a questão da dimensão da mão e do gosto de cada um.
    3. Espessura do braço - é a 3ª dimensão da tridimensionalidade do braço. Braços gordos podem ser mais difíceis de usar em função das limitações físicas de cada mão, seja por dimensões da mão ou limitações pessoais à preensão.
    4. Dimensão do corpo - há dois aspectos a ter em conta, um diz respeito à silhueta ou área do tampo (como referência) e o outro diz respeito à espessura. Pessoas pequenas terão mais dificuldade na mão que dedilha as cordas em corpos com área e/ou espessura maior. Tenho uma guitarra acústica de cordas de aço tipo Jumbo na qual a minha irmã não consegue tocar por ser-lhe muito grande e por ter cordas muito duras para as mãos dela.
  2. Timbre - é a qualidade o som que permite identificar a sua origem, por exemplo diferenciar a voz de homem da voz de mulher. O Timbre de uma guitarra é geralmente o maior argumento de qualquer marca. É igualmente o argumento mais romantizado. Nós não ouvimos todos da mesma maneira e garantidamente que o timbre será percebido de forma diferente igualmente. Diz-se de um bom timbre que consiga apresentar todas as frequências de forma equilibrada, mas com graves e agudos bem definidos, sem enrolarem as notas ou cortar os ouvidos, respectivamente. Numa guitarra acústica, TODOS os elementos da sua construção e setup contribuem cumulativamente para o seu timbre, sejam os materiais, as técnicas de construção usadas, o setup (já lá vamos), as cordas, os acabamentos e ainda a sala onde estiveres a tocar. O timbre é altamente subjectivo, é como gostar mais da voz do Andrea Bocelli do que da do Pavaroti...
  3. Integridade / qualidade de construção - é importante pois não se pretende que a guitarra se desconjunte em duas semanas, certo? aqui entra a qualidade dos materiais e da construção, etc. este aspecto a avaliar numa guitarra é bastante objectivo, deve-se procurar pela existência de rachas nas linhas de colagem (é preciso olho clínico/educado), estalos no verniz, empenos nos tampos, ilhargas e braço, irregularidades de alguma forma, etc.
  4. Setup - é a afinação do instrumento ao músico e não se limita a afinar as cordas às notas correspondentes. Trata-se de trabalhar a distância das coras aos trastes de forma a garantir o máximo conforto ao músico em questão e passa por trabalhar os sulcos das cordas na pestana, a altura do cavalete e o nivelamento dos trastes, assim como escolher as cordas mais adequadas para o pretendido. O setup faz um instrumento de 1000€ soar a 50€ e quase o contrário também é possível... não acredito na associação de palavras instrumento com 50€... é um brinquedo!

Pronto, já vai longo. Apesar de não especificar qual das tuas propostas será a melhor aposta, creio que estas considerações já poderão ajudar-te a perceberes um pouco mais aquilo que ouves e sentes nos dedos.

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