F.Coelho

Picking - como segurar a palheta



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F.Coelho    375

Não sei de já foi abordado este tema, mas como pouco se pode sair de casa, vai-se falando como se pode.

A questão que levanto é a seguinte: Qual a melhor forma de segurar a palheta para se obter um melhor picking?

A questão é controversa e depende de muitos factores.

E depois existem muitas técnicas de picking...

Seria interessante discutir este tema.

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F.Coelho    375

Bem, dou o pontapé de saída.

O dedo polegar tem sempre de entrar. Certo?

A questão que se segue é qual o dedo de "fecho" que se utiliza. O indicador? O médio? Ambos?

É que no meu caso obtenho maior velocidade se utilizar o dedo médio. O dedo indicador limita o movimento.

Alguém tem o mesmo "problema"?

Se sim gostava de trocar algumas opiniões.

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tmo    2815

Boas @F.Coelho. Há uns aninhos atrás o @pgranadas tentou lançar uma marca de palhetas e pediu apoio aqui à malta do fórum e eu, claro, não me fiz rogado. Vou pegar nos textos e revê-los e depois partilho aquilo que sentir apropriado, boa?

Posso no entanto avançar que, pela tua descrição, pego na palheta da mesma maneira que tu :D.

 

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tmo    2815

De volta, só mesmo para recuperar este tópico que me parece interessante. Após rever os conteúdos produzidos verifiquei que eram mais direccionados para as palhetas em si do que para as segurar/agarrar, pelo que não pareceu encontrar nada de muito relevante para este contexto.

Pessoalmente pego na palheta da forma que indicas, ou seja, o polegar e o dedo médio fazem a pressão principal, o dedo indicador encosta no dedo médio e ajuda a orientar a palheta relativamente às cordas.

No entanto, online e nos n+1 canais de youtube, vê-se frequentemente o pessoal a pegar na palheta com o polegar e com o indicador apenas, sendo que a palheta fica encostada no lado do dedo indicador e não na sua polpa/ponta.

Estas são os grips que conheço sobre o assunto para as palhetas mais tradicionais, ou seja, as planas triangulares e variantes. Há palhetas anelares, que contêm um "anel" para as agarrar ao dedo polegar chamadas de thumb picks, assim como variantes para simularem unhas, sendo anéis com extensões a serem usados pelos restantes dedos apropriadas para técnicas de finger style.

Nos casos das palhetas triangulares, habituei-me ao grip indicado e já me forcei a experimentar a alternativa, sendo que não me "convence". Este grip dá-me mais controlo sobre a relação no ataque da palheta às cordas relativamente a ângulos, ou, por outras palavras, sinto-me mais confiante nesse ataque, o que não significa que outros terão a mesma sensação. O outro grip proposto, supostamente é mais compatível com técnicas híbridas entre palhetadas e finger-style, uma vez que liberta mais dedos para o assunto, permite ter o dedo médio e anelar a executarem dedilhados simultaneamente com a palhetada, ou seja, notas simultâneas em cordas distintas com cordas mudas intervaladas, situação algo impossível de obter apenas com strumming. Para quem tenha agilidade, o grip que uso é igualmente compatível com um picking híbrido, desde que se faça uso do dedo mínimo além do anelar...

Portanto e sintetizando:

  1. Grip com polegar, indicador e dedo médio - bom para gerir o ataque às cordas, potencialmente limitador para picking híbrido
  2. Grip com polegar e indicador - bom para trabalhar com picking híbrido, possivelmente com menos possibilidade de gestão do ataque às cordas

Há ainda uma outra questão que tema  ver com a facilidade de "esconder" a palheta na mão para recorrer a técnicas de finger style ou de tapping por exemplo. Penso que a opção 1 será mais ligeira para o assunto, uma vez que é relativamente fácil empurrar a palheta para dentro da mão com o indicador, por exemplo.

No entanto, isto é uma opinião pessoal e como tal subjectiva e limitada à minha experiência.

O que dizem vocês sobre o assunto?

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F.Coelho    375

Este artigo é um pouco extenso:

https://www.healthline.com/health/how-to-hold-a-pencil#movement-and-feedback

No entanto, é pertinente analisar se existe uma relação entre a posição que adoptamos em criança no modo de segurar uma caneta e a forma como mais nos adaptamo-nos a segurar uma palheta.

Deixo o tema a discussão aberta, pois temos muita gente no fórum e seria interessante saber a opinião de cada um.

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o Mike Moreno também segura com o dedo médio em vez do indicador, sei la cada gajo faz como lhe dá mais jeito. 
Há montes de vídeos sobre "Benson picking" o que quer que isso seja. A mim nem me interessa muito temos todos anatomias diferentes e mentes "programadas" de formas diferentes, por isso é que há montes de guitarristas com técnicas que parecem opostas, mas o resultado musical é que interessa.

Depois há o gosto pessoal. Por muito que valorizem o tapping do Stanley Jordan, que eu admiro, pessoalmente não curto aquele som de guitarra, nunca tentei sequer aprender nada que se pareça, sem a "expressão e timbre" a que estou habituado na forma mais convencional de tocar as cordas. Podia perder umas horas por semana (se calhar até mais tempo do que parece) até conseguir fazer qualquer coisinha daquele tipo de técnica, mas para mim seria por a técnica acima da musica e a carroça à frente dos bois. (pois se nem curto do som, talvez não use) 

Percebo que seja preciso ser académico e organizado para atingir resultados mas também não dá ficar obcecado com detalhes pois isso torna-se pouco produtivo e perde-se o foco na música. 

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tmo    2815
há 8 horas, F.Coelho disse:

Este artigo é um pouco extenso:

https://www.healthline.com/health/how-to-hold-a-pencil#movement-and-feedback

No entanto, é pertinente analisar se existe uma relação entre a posição que adoptamos em criança no modo de segurar uma caneta e a forma como mais nos adaptamo-nos a segurar uma palheta.

Deixo o tema a discussão aberta, pois temos muita gente no fórum e seria interessante saber a opinião de cada um.

Por acaso volta e meia pergunto-me porque é que seguro na palheta desta forma (como descrita atrás). Não tendo certezas, creio que posso rastrear até ao meu 7º ano, momento em que tive um incidente com uma porta e andei com o dedo médio entrapado* cerca de uma a duas semanas. Fez-me passar a apoiar a caneta/lápis no dedo anelar e desde então não voltei a pegar de outra forma... Isto está muito relacionado com a motricidade fina, ou com a preensão dos dedos e hábitos associados. Relacionar-se-á com a forma de segurar a palheta? Talvez...

* Foi giro porque andei a fazer caralhadas aos profs sempre que escrevia... :D

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F.Coelho    375

Desculpem. Lá vou voltar à lesão do ombro. Mas desde essa altura tive mais atenção à "mecânica" mão-ombro.

E como procuro sempre explicações para tudo o que me afecta e interessa, não descanso...

O picking com o dedo indicador corre bem nas cordas G,B e E (fina). Mas quando subo existe uma ligação entre o indicador e o ombro que não funciona bem.

Todos já ouvimos falar nas "sinapses" que em grande medida são criadas na idade jovem, especialmente para movimentos repetitivos.

A escrita é algo que envolve precisão, a não ser que se rabisque a todo o momento. Julgo assim natural que exista em todos nós uma forte sinapse associada à forma como escrevemos. Por exemplo, consigo escrever apoiando a caneta com o médio(1), mas mal e muito devagar. No entanto sou rápido e preciso apoiando a caneta no dedo anelar(1) (como sempre fiz). Não estou certo, mas acho que no meu tempo, na escola pública, obrigavam os miúdos a segurar a caneta apoiada no médio (1). Andei numa escola particular e a professora não devia estar sensibilizada para isso. O forte nessa altura era uma escala de pinho que só dava "música" em contacto com as mãos dos alunos. Questões técnicas? Como segurar a caneta? Que importava? Enfim... recordações (os anos já pesam).

Desde que mudei há pouco tempo o picking para o dedo médio sinto que existe uma maior precisão no ataque das cordas, até mesmo no salto entre 2, 3 ou mais cordas. Tenho feito exercícios de velocidade, que tem evoluído e no dia seguinte nada sinto no ombro.

Por outro lado (confesso) nunca treinei o tapping. Sempre fugi dessa técnica (não sei porquê). Mas agora deparei-me com um tema interessante que tem uma parte de tapping. Andei ás voltas para transformar aquela parte noutra coisa. Mas olhei para a mão e vi que o dedo indicador estava muito folgado. Ontem comecei a treinar a técnica tapping com o indicador e até estou a gostar.

Resumindo: Estarei a utilizar a sinapse da escrita nestas circunstâncias? Será que o cérebro reconhece bem este movimento e noutra situação defende-se e provoca lesão?

E tudo isto só dá vontade de rir. Quando for a um médico hei-de colocar esta questão.

É como dizes @CarlosCepinha  cada faz como lhe dá mais jeito. E o que é isso do jeito? Qual a origem desse jeito?

Por outro lado acho deveras interessante o que relatas sobre o teu acidente @tmo.

Seria interessante ouvir mais opiniões

(1) Correcção feita em tempo, mas que não altera o sentido do texto. Só para efeitos de entendimento daqui para a frente, na escrita existe o dedo onde a caneta se apoia (travamento) e o dedo adjacente, no sentido do polegar, cuja ponta poisa sobre a caneta. Este último dedo é em grande medida responsável pela motricidade da precisão da escrita.

A situação mais comum é, pela ordem indicada, médio(travamento)-indicador(precisão). Pelo que constato a menos comum é anelar(travamento)-médio(precisão).

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Antonio    1079

Essa da caneta fez me lambrar, eu sou escredino mas toco guitarra à destro. 

Comecei a tocar guitarra na escola com os amigos, pensava que ajudava a engatar miúdas! Não fazia ideia de que os canhotos tocavam ao contrário. Isto foi muito antes da generalização da Internet de banda larga, não havia YouTube. Aprendi com os amigos da escola que eram destros. 

Quando descobri que os esquerdinos tocavam ao contrário já era tarde para mudar... 

O meu ponto é que não acho que tenha feito grande diferença na evolução da picking hand 

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